<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997</id><updated>2011-10-11T04:22:05.610-03:00</updated><title type='text'>revelando a ciência de Deus</title><subtitle type='html'>complemento do "psicologia espiritual"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>53</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-773763615709315611</id><published>2011-04-15T18:40:00.000-03:00</published><updated>2011-04-16T22:55:48.039-03:00</updated><title type='text'>O Cristianismo e a Filosofia Ocidental</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SLCEv7oJaKI/AAAAAAAAAMY/pi4aXnsvaho/s1600-h/crucifixo-velho-sao_%7E71952371.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237832325626685602" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SLCEv7oJaKI/AAAAAAAAAMY/pi4aXnsvaho/s320/crucifixo-velho-sao_%7E71952371.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo e a filosofia são duas tradições milenares na civilização ocidental. Pensar a relação entre ambas é, por isso, um desafio imenso, que não pode ser encarado com ligeireza. Seria, com efeito, uma risível temeridade querer abranger, num breve estudo, toda a história das interacções complexas entre cristianismo e filosofia na civilização ocidental. Seria, porém, uma anacrónica pretensão, a de pensar a relação entre cristianismo e filosofia abstraindo inteiramente da história cruzada das duas tradições. Não seria mais prudente desistir pura e simplesmente de tal reflexão? Porventura seria, mas pode haver motivos mais fortes para correr o risco de imprudência no pensar.&lt;br /&gt;Há dois motivos muito fortes que nos impulsionam a fazer esta reflexão: por um lado, o desejo de compreender os factores mais profundamente estruturantes do desenvolvimento da filosofia no Ocidente, entre os quais se encontra inelutavelmente o cristianismo; por outro lado, o desejo de compreender o fascínio que o cristianismo continua a exercer em muitos de nós, não obstante as múltiplas e graves traições da sua história. Ambos são motivos da nossa vontade filosófica de compreensão, mas esta vontade é, para nós, uma dimensão indissociável da experiência religiosa, na sua integralidade.&lt;br /&gt;Compreender a influência estruturante do cristianismo no desenvolvimento da filosofia ocidental exige a consideração da interacção histórica entre cristianismo e filosofia. Compreender a adesão que o cristianismo continua a suscitar em muitos de nós, apesar dos desvios da sua história, parece exigir, pelo contrário, a suspensão da sua errância histórica, na qual se inclui a relação com a tradição filosófica. Esforçar‑nos‑íamos dessa forma por encontrar o essencial do cristianismo fora da relação com a sua história. Mas haverá uma essência do cristianismo, separável da sua história? Inúmeras têm sido as interpretações do cristianismo, ao longo dos tempos, que ora valorizam ora desvalorizam a relação com a sua história. Não nos cabe à partida eliminar alguma interpretação, cumpre‑nos sobretudo elaborar a nossa. Como fazê‑lo? Admitindo a mediação de um dos aspectos da história do cristianismo no Ocidente, que é a relação interactiva com a tradição filosófica. Procedendo deste modo, assumimos a filosofia, não como factor de traição, mas como factor de apreensão do essencial do cristianismo. Assim a tomaram, os mais antigos e os mais recentes defensores da acepção do cristianismo como filosofia.&lt;br /&gt;Não será, pois, de estranhar que este estudo comece com a questão do cristianismo como filosofia para culminar com a questão do essencial do cristianismo. Entre as duas questões, e por exigência delas, cabe uma reflexão sobre a interacção histórica entre cristianismo e filosofia. Não se trata obviamente de uma retrospectiva histórica dessa interacção, com pretensões de abrangência ou sequer de representatividade; trata‑se, sim, de realçar alguns dados irreversíveis e de convocar algumas referências do passado, como testemunhos significativos da influência quer do cristianismo na história da filosofia quer da filosofia na história do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O cristianismo como filosofia em questão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pensar a relação entre o cristianismo e a filosofia ocidental, ocorre‑nos, antes de mais, a questão de saber se o cristianismo pode ser considerado uma filosofia. Esta é uma questão datada pela controvérsia dos anos 30 do séc. XX, que envolveu, como protagonistas, dois historiadores da filosofia, Émile Bréhier e Étienne Gilson: o primeiro negava a índole filosófica do cristianismo, o que levou o segundo a defender a acepção do cristianismo como filosofia. A controvérsia repercutiu‑se de imediato em pensadores de confissão cristã, sobretudo de expressão francófona, que vieram acrescentar múltiplas versões do que se possa entender por filosofia cristã. Essas versões deixam‑se aglutinar em duas principais linhas de interpretação: uma preconiza que filosofia cristã é uma concepção do universo elaborada com base nos textos bíblicos; a outra identifica filosofia cristã com uma filosofia que parte dos seus próprios recursos e atinge resultados afins ou próximos do cristianismo. Na primeira linha de interpretação, uma filosofia é cristã quanto ao seu princípio nas Escrituras, enquanto, na segunda linha de interpretação, uma filosofia é cristã no fim, isto é, no apuramento de teses compatíveis com o cristianismo. No entanto, estas duas grandes linhas de interpretação do conceito de filosofia cristã não são inteiramente novas nem originais; ambas encontram correspondentes remotos em referências dos primeiros séculos de implantação do cristianismo no mundo mediterrânico. Com efeito, a admissão de que o cristianismo comporta uma filosofia própria foi partilhada por autores, como Justino de Roma, Clemente de Alexandria, Orígenes e Agostinho de Hipona. A par dessa admissão, havia outra também corrente entre os mesmos autores: a de que a tradição filosófica oferecia filosofias, umas mais próximas ou afins do cristianismo, outras menos, tendo sido as filosofias de estirpe platónica, aquelas que foram eleitas, pelos primeiros filósofos cristãos, como as mais semelhantes e compatíveis com o cristianismo.&lt;br /&gt;Cabe agora perguntar: haverá alguma diferença significativa entre o passado recente e o passado remoto, quanto à defesa da noção de filosofia cristã? Há uma diferença de fundo a considerar: os autores do passado recente defenderam a noção de filosofia cristã num contexto de separação crítica entre filosofia e religião, enquanto os autores do passado remoto defenderam uma noção afim de filosofia cristã num contexto de normal proximidade entre filosofia e religião. Este contraste de ordem contextual não é, porém, exterior à concepção da natureza da filosofia e da religião, antes comporta uma alteração susbstancial relativamente à índole de ambas, pelo que não é possível abstrair dele. Alteração essa, que se repercute significativamente, em especial, na relação entre filosofia e cristianismo. Se filosofia e religião são incomunicáveis entre si por natureza, qualquer determinação da filosofia pela religião, ou da religião pela filosofia, tornar‑se‑á forçada e abusiva. Se, em contrapartida, filosofia e religião são de natureza semelhante, ou partilham aspectos respectivamente essenciais, resulta natural e plausível a interacção de ambas.&lt;br /&gt;Na civilização helenística, que se estendia pelas regiões da bacia do Mediterrâneo, nos primeiros séculos da nossa era, filosofia e religião não eram domínios entre si incomunicáveis. Daí que a conversão de filósofos ao cristianismo não implicasse ruptura com a filosofia, antes proporcionasse a elaboração de um sentido de continuidade entre filosofia e cristianismo. É esse o caso de Justino, uma das mais antigas e ilustrativas referências da história cruzada do cristianismo e da filosofia. Na tradição do cristianismo, Justino é mencionado como um dos primeiros apologistas. Mas, ao fazer apologia do cristianismo, Justino fez também apologia do cristianismo como filosofia. No início do seu Diálogo com Trifão, Justino narra simbolicamente a sua conversão ao cristianismo, como resultante do encontro com um ancião, que lhe dá a conhecer uma nova filosofia. Antes desse encontro, Justino tinha já um percurso de busca em filosofia, visto que tentara frequentar diversas escolas filosóficas. A filosofia de que Justino parece ter conhecimento mais desenvolvido e assumido, por ocasião do seu encontro com o ancião, é uma filosofia de linhagem platónica. São lugares comuns dessa filosofia, como a natureza divina e transmigratória da alma ou a contemplação puramente inteligível do divino, que o ancião contesta, no seu diálogo com Justino platónico. Essa contestação, que conduz Justino a questionar o seu platonismo, faz parte do seu processo de conversão ao cristianismo. Outra parte desse processo é a contraposição de novas teses, em alternativa às teses rejeitadas do platonismo: à natureza divina e transmigratória da alma, o ancião contrapõe a natureza mortal da alma criada; à contemplação inteligível do divino, o ancião contrapõe a possibilidade de um conhecimento apenas mediato e indirecto de Deus. Estas teses, que o ancião contrapõe ao platonismo de Justino, são teses de uma nova filosofia: o cristianismo. O ponto de vista crítico do cristianismo sobre o platonismo, no texto de Justino, mostra que não foi sem reservas que a tradição do cristianismo veio a adoptar a tese platónica da imortalidade da alma, bem como a possibilidade de uma visão directa de Deus. Nestas matérias, o cristianismo surge filosoficamente mais céptico do que o platonismo. De qualquer modo, é na relação com o platonismo que, segundo Justino, o cristianismo afirma a sua diferença, como filosofia.&lt;br /&gt;Terá sido, então, o encontro entre Justino platónico e o ancião cristão que originou a adesão de Justino a uma nova filosofia. Através desse simbólico encontro, Justino sugere‑nos que ele próprio assumia a sua adesão ao cristianismo como uma conversão filosófica, o que não afectava de superficialidade, o sentido da conversão religiosa, uma vez que filosofia e religião não eram de natureza díspar. Os dois domínios cruzavam‑se em áreas de interesse comum, como as da reflexão teológica e ética. Questões pertinentes da filosofia sobre a divindade eram, segundo Justino, a questão da unicidade ou da multiplicidade divina, bem como a questão da extensão da providência divina ao particular. Justino considera, porém, que a tradição da filosofia grega não foi muito longe no aprofundamento destas questões, e não é sem argumentação que ele indica as suas decisões no âmbito das mesmas questões. Com respeito à primeira, a filosofia do cristianismo pronuncia‑se, pela voz do ancião, a favor da unicidade divina, argumentando por redução ao absurdo, ou seja, denunciando as dificuldades racionais de uma investigação das causas para as diferenças a supor entre múltiplos hipotéticos incriados. Este procedimento ilustra bem que, a propósito de uma das questões basilares de teologia filosófica, o cristianismo de Justino está ainda longe de se assemelhar a uma teologia dogmática, comportando‑se de facto como uma filosofia que assume o ónus da prova. Com respeito à segunda questão teológica mencionada, a questão relativa à extensão da providência divina, Justino preconiza a extensão da providência divina ao indivíduo, e fá‑lo, não por razões de ordem teológica, mas em razão da ética: se Deus não se interessasse pelos indivíduos, de forma a premiá‑los pelos actos bons e a puni‑los pelos maus actos, tornar‑se‑ia indiferente, para o destino humano, agir bem ou mal, e, por conseguinte, perderia sentido e eficácia qualquer exigência de ordem ética. Nós podemos decerto contra‑argumentar, advertindo de que a extensão individual da providência divina, assim preconizada por Justino, condicionaria a ética pelo interesse nos seus frutos, tornando‑a interesseira. Justino não dá resposta explícita a esta objecção, mas talvez nos respondesse que a ética não é auto‑sustentável para o ser humano, requerendo, por isso, uma ordem de sustentação teológica. De qualquer modo, teologia e ética são domínios próprios e essenciais da filosofia, para Justino. A rectidão de vida não é uma preocupação opcional do filósofo, mas é a sua indeclinável prioridade. Ao afirmar que santos são os filósofos, Justino faz coincidir a noção de santidade com a exigência filosófica de rectidão. De acordo com essa afirmação, o estatuto de filosofia não diminuía, ao olhar de Justino, a grandeza do cristianismo. Caso contrário, ele não teria tentado criar uma escola de filosofia cristã em Roma, conforme reza a tradição.&lt;br /&gt;Mas o que é que permitia essa tão estreita comunicação, senão mesmo coincidência, entre filosofia e religião, que se verifica na concepção justiniana do cristianismo como filosofia? A consideração de uma fonte comum de sabedoria. Mas era possível que a filosofia e o cristianismo partilhassem a mesma fonte de sabedoria? Os primeiros filósofos do cristianismo admitiram que sim: o cristianismo não veio senão manifestar plenamente a mesma fonte que havia alimentado a tradição da filosofia grega. Nesta tradição, a fonte de sabedoria, que era princípio de inteligibilidade do universo, recebera por vezes o nome de «Logos», como no caso do estoicismo. A tradição do cristianismo podia adoptar esse mesmo nome, no seguimento de um dos textos mais célebres e, filosoficamente, mais interpelativos do Novo Testamento: o Prólogo do Evangelho de João. Este texto começa dizendo: «No princípio era o Logos, e o Logos estava com Deus e o Logos era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito» (Jo. 1, 1‑3). Este enigmático início do Evangelho joanino permite conceber um Logos primordial e divino, que está na origem de todas as coisas. Assim concebido, o Logos divino podia agir, desde o princípio, em todas as coisas, no ser humano inclusive. O Prólogo joanino elege, aliás, o ser humano como destinatário privilegiado da actividade do Logos. Por um lado, «o Logos era a luz verdadeira, que ilumina todo o homem» (Jo. 1, 9). Em virtude desta acção iluminadora, o Logos podia ser identificado com a fonte universal de sabedoria no homem. Assim o entenderam os primeiros filósofos cristãos, como Justino, através da sua noção de Logos seminal; como Clemente, através das múltiplas revelações do Logos, na filosofia, na profecia e na poesia; ou como em Agostinho, através da sua noção de Mestre interior ou de Verdade iluminadora. Por outro lado, «o Logos fez‑se carne e habitou entre nós» (Jo. 1, 14). Em virtude desta incarnação do Logos, ele deu‑se a conhecer em pessoa, e, desse modo, manifestou‑se totalmente. Daí a noção de Logos total, em Justino, para quem a religião de Cristo era a filosofia do Logos total, e, por isso, a mais verdadeira filosofia.&lt;br /&gt;Os antigos defensores do cristianismo como filosofia, ou em estreita conexão com a filosofia, entenderam‑no com uma vocação comunicante e inclusiva, capaz de assumir a confluência de, pelo menos, duas tradições distintas, a filosofia grega e a profecia judaica, a partir de uma fonte comum de sabedoria. Quanto aos recentes defensores da noção de filosofia cristã, poderiam eles conceber essa noção à luz de uma fonte de sabedoria, comum à filosofia e ao cristianismo? Não, eles não ousariam já reclamar um laço tão profundo.&lt;br /&gt;Aqueles que admitiram que a filosofia pode apurar conteúdos compatíveis com o cristianismo, procuraram decerto restabelecer alguma continuidade entre a filosofia e o cristianismo, mas a noção de filosofia cristã daí resultante não constitui senão uma semelhança acidental entre filosofia e cristianismo. Aqueles que, por seu turno, admitiram que o cristianismo inclui uma mundividência própria, capaz de constituir uma filosofia diferente, procuraram decerto restabelecer relações entre o cristianismo e outras mundividências, mas a noção de filosofia cristã, assim concebida, não é senão uma diferença acidentalmente resultante da análise comparativa de conteúdos.&lt;br /&gt;Neste âmbito, é apreciável o contributo de C. Tresmontant, que, nos anos 60 do séc. XX, elaborou uma noção de metafísica do cristianismo, cuja parte fundamental é a metafísica judaico‑cristã da criação, que ele demonstrou ser irredutivelmente diferente do sentido da génese da realidade quer na filosofia neoplatónica quer na gnose quer nos Upanishades. É certo que este género de análise comparativa corre sempre o risco de sacrificar a compreensão em profundidade de cada uma das tradições em confronto, justapondo e nivelando o que nem sempre deve ser reduzido ao mesmo nível, como bem o fez notar Carlos Silva. Todavia, a análise de Tresmontant tem, para nós, o grande mérito de recolocar a questão do que seja mais próprio do cristianismo, após quase dois milénios de história, sem recusar o diálogo com outras tradições antigas de sabedoria, susceptíveis não só de fazer sobressair como de diluir o sentido desse próprio.&lt;br /&gt;Outrora, também Orígenes partilhou a busca da filosofia própria do cristianismo. Ele considerou com justeza que a Bíblia não demitia a filosofia, antes a solicitava, porque, para além do que ela diz explicitamente, há também o que ela diz implicitamente e aquilo que ela permite dizer; à filosofia, cabia tornar explícito o implícito e discernir os possíveis que a letra dos textos bíblicos autoriza. A filosofia do cristianismo era, para Orígenes, um desenvolvimento natural da exegese bíblica. E que filosofia do cristianismo veio ele a apurar? Uma mundividência que incluía uma criação eterna, em virtude da eternidade do atributo divino de criador, e os seres humanos, como seres espirituais criados, que, por negligência na contemplação do eterno, caíram em corpos do mundo material, destinado a acolhê‑los. Estes indícios convêm mais a uma filosofia própria do cristianismo ou a uma forma derivada de platonismo? A análise comparativa de conteúdos permite discernir melhor em questões como esta.&lt;br /&gt;A consideração dos conteúdos tornou‑se a mediação possível no restabelecimento da relação entre filosofia e cristianismo, para os defensores da noção de filosofia cristã, no passado recente. Eles já não podiam fazer apelo a uma fonte comum de sabedoria; eles tornaram‑se inelutavelmente reféns de uma separação extremada entre filosofia e religião. A relação crítica entre filosofia e cristianismo, em particular, tendeu a confinar‑se habitualmente à dualidade entre razão e fé, como se a razão fosse isenta de crenças e a fé fosse desprovida de razões. A dualidade de razão e fé procede da distinção escolástica entre ambas, que promovia a aplicação da razão à fé; na medida em que essa aplicação se foi transformando numa instrumentalização, ela desencadeou um processo de emancipação da razão, que parece ter conduzido a dissociá‑la irremediavelmente da fé. Essa dualidade tornou‑se de certo modo intransponível: se nos perguntarem pela fé, não nos pedem razões; se nos perguntarem pela razão, não nos pedem crenças ou convicções. Essa dualidade tornou‑se de certo modo opaca: se não nos perguntarem o que é a fé, nós julgamos saber do que se trata, mas, se nos perguntarem, nós teremos grande dificuldade em explicar; e a razão, saberemos nós explicar melhor o que seja? Numa fase pós‑kantiana da filosofia, já não podemos, através da razão, nem participar numa fonte superior de sabedoria nem intuir inteligíveis, resta‑nos analisar conceitos. Neste contexto, dificilmente poderia vingar alguma noção de filosofia determinada pela religião. De facto, a controvérsia recente em torno da noção de filosofia cristã passou à história e os esforços de implementar essa noção não tiveram continuidade. A noção de filosofia do cristianismo tornou‑se demasiado híbrida, para poder ser consistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O cristianismo e a tradição filosófica: influências recíprocas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa, no entanto, reconhecer que a controvérsia recente, sobre a questão do cristianismo como filosofia, não foi totalmente inconsequente. Se ela não chegou a causar o renascimento do cristianismo como filosofia, ela foi responsável pelo relançar de renovado olhar e interesse sobre a história interactiva da filosofia e do cristianismo no Ocidente. Como parte relevante desta história se dá ao longo da Idade Média, aquela controvérsia acabou por dar um enorme incremento aos estudos medievalistas, no âmbito dos quais, Gilson se tornou mestre incontestado. Um dos principais motivos da sua obra, tanto em estudos de síntese como de especialidade, foi defender que o cristianismo exerceu uma influência decisiva na história da filosofia da Idade Média e que essa influência foi um factor de diferenciação específica da filosofia medieval. Também por obra do ilustre medievalista, tornou‑se impossível contornar a filosofia da Idade Média, como se de uma excrescência obscura e inconsequente se tratasse, sem repercussão na história posterior da filosofia. O reconhecimento de linhas de continuidade entre o pensamento medieval e o moderno, na tradição da filosofia ocidental, é hoje um dado adquirido e incontroverso nos meios informados.&lt;br /&gt;Não é, pois, nosso intuito aqui reavivar uma controvérsia, que julgamos ultrapassada. Pretendemos, sim, evidenciar que o cristianismo exerceu, de diversos modos, uma influência de fundo e de longa duração no desenvolvimento da filosofia ocidental, isto é, uma influência que não se esgotou nas épocas em que se fez sentir mais explicitamente, como na Patrística e na Idade Média. A fim de fazer sobressair essa influência de longo curso, convocaremos esporadicamente uma ou outra referência patrística ou medieval, a título meramente exemplificativo acerca de possibilidades que se expandem muito para além delas.&lt;br /&gt;Dado, porém, que a filosofia era já uma tradição multissecular, quando do advento do cristianismo, não é de estranhar que o legado da filosofia clássica tenha exercido, por sua vez, uma apreciável influência na história ocidental do cristianismo, sobretudo, ao nível da elaboração teológica. Tal não é de estranhar, atendendo ao próprio facto de muitos dos primeiros teólogos cristãos terem sido filósofos convertidos ao cristianismo. Eles são, pois, capazes de dar testumunho de influências recíprocas, não só do cristianismo na filosofia como da filosofia no cristianismo. Não descuraremos esta reciprocidade de influências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1. O teoantropocentrismo&lt;br /&gt;Um dos aspectos mais relevantes da influência do cristianismo na filosofia parece‑nos ser a determinação de certas dominâncias temáticas, como sejam as dominâncias correlativas do tema de Deus e do tema do Homem. A filosofia, sob influência do cristianismo, tendeu a centrar‑se quer em Deus quer no Homem, oscilando pendularmente entre o teocentrismo e o antropocentrismo. Se quisermos sintetizar, numa só palavra, esta dupla preferência temática, diremos que a filosofia de influência cristã é teoantropocêntrica, e não poderia deixar de o ser. Objectar‑nos‑ão, porventura, que isso não é uma novidade ou uma diferença significativa, porquanto a tradição da filosofia grega não era alheia nem ao divino nem ao humano. Sem dúvida que não, mas, na antiga filosofia grega, o divino era necessário, sobretudo, à explicação da ordem do universo, não correspondia directamente às solicitações humanas. Daí a crítica dos primeiros filósofos do cristianismo aos limites, senão mesmo à ausência do sentido de providência na antiga teologia filosófica grega, crítica especialmente dirigida a Aristóteles e a Epicuro. A relação entre o humano e o divino só poderia dar‑se por via das mediações necessárias do processo de conhecimento. Em contrapartida, o cristianismo transmite o sentido de uma solicitude directa do divino para com o humano. É verdade que, por um lado, o cristianismo não poderia deixar de estimular o teocentrismo, pois no princípio era Deus. Mas Deus não ficou apenas no princípio, ele continuou velando providentemente por toda a realidade decorrente, em especial, pelo ser humano, cujas dimensões interior e histórica elegeu como domínios privilegiados de intervenção e manifestação. Por essa razão, o cristianismo não poderia deixar de estimular, por outro lado, o antropocentrismo.&lt;br /&gt;Entretanto, como se verifica, na filosofia marcada por assumida influência do cristianismo, esse duplo centrismo que damos pelo nome de teoantropocentrismo? Verifica‑se na correlação entre a compreensibilidade de Deus e a do Homem: Deus é pensável através da compreensão do Homem e o Homem é compreensível através do que sobre Deus é possível pensar. Esta correlação era autorizada pela afirmação bíblica de que o Homem fora feito à imagem e semelhança de Deus (Gn. 1, 26‑27), embora a afirmação da semelhança entre o humano e o divino não seja um legado exclusivo da tradição judaico‑cristã. Sob influência desta tradição, aquela afirmação obteve, porém, relevância especial e apreciável elaboração filosófica.&lt;br /&gt;Agostinho de Hipona foi um dos filósofos que melhor soube explorar filosoficamente o sentido da relação de imagem e semelhança entre Deus e Homem. Num extenso tratado, intitulado De Trinitate, Agostinho tenta compreender como é possível pensar a unitrindade divina, ou seja, como é possível pensar que Deus, sendo uno e único, seja concomitantemente a Trindade constituída pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo, postulada a partir da menção destes três nomes divinos nos textos do Novo Testamento. Pensar a unitrindade divina desde cedo revelou ser um dos maiores desafios teológicos do cristianismo. Agostinho procurou responder a esse desafio, recorrendo à compreensão do Homem, posto que fora feito à imagem e semelhança de Deus. Apreendendo no ser humano uma ordem de trindades com distintos graus de semelhança à Trindade divina, Agostinho construíu um processo de mediações para pensá‑la; discernindo diversos níveis de vida trinitária no homem exterior e, sobretudo, na unidade essencial do homem interior, Agostinho tornou analogicamente pensável a unitrindade divina. Deste modo, Deus tornava‑se pensável através da compreensão do Homem.&lt;br /&gt;Pensar Deus interessava, por sua vez, também ao aprofundamento da compreensão do Homem. A reflexão sobre o sentido da liberdade humana, por Anselmo de Cantuária, é ilustrativa a esse propósito. Insatisfeito com a acepção de uma liberdade igualmente disponível para o bem e para o mal, Anselmo empenhou‑se em elaborar o sentido de uma liberdade reclamada como capacidade de resistir ao mal. Esta liberdade define‑se, em De libertate arbitrii, como o poder de guardar a rectitude da vontade pela própria rectitude. Assim definida, a liberdade confina com a fidelidade desinteressada à rectitude. Todavia, esta liberdade, ou esta fidelidade, é apenas um poder, por si só, insuficiente para realizar a sua finalidade; para se exercer, esse poder supõe a satisfação de algumas condições, como seja uma orientação prévia da vontade para a própria rectitude. Quer isso dizer que o poder de resistir ao mal não se exerce sem uma vontade previamente orientada para o bem. Insatisfeito com a sua própria acepção de liberdade, como capacidade condicionada de resistir ao mal, Anselmo prossegue a sua reflexão, tentando pensar, no anjo, uma liberdade mais eficaz: a perseverança. Todavia, nem a liberdade humana, reunidas todas as condições para o seu exercício, nem a perseverança angélica provaram ser infalíveis. O grande desafio de compreensão da liberdade, para Anselmo, era perceber como é que tanto a liberdade humana quanto a perseverança angélica experimentaram a falibilidade. Ambas tinham condições para serem infalíveis como Deus. Anselmo não encontra razão ou explicação para a queda quer humana quer angélica. A incompreensibilidade do mal pela liberdade acusa que a medida da liberdade, para Anselmo, não era humana, mas divina. Deste modo, a compreensão da liberdade humana aprofunda‑se através daquela que é pensável em Deus.&lt;br /&gt;A liberdade era, aliás, um atributo cuja extensão divina, o cristianismo não poderia deixar de favorecer. Uma das teses maiores da filosofia da criação, elaborada por influência da tradição judaico‑cristã, é a afirmação de um criador livre: Deus não criou por necessidade, mas por livre vontade. Deus torna‑se, então, pensável independentemente do mundo da criação. A concepção de uma criação livre permite pensar Deus absolutamente, isto é, abstraindo da relação com a criação. Esta foi uma possibilidade desenvolvida pela teologia negativa, que preconiza serem mais adequadas a Deus as negações do que as afirmações dos atributos construídos por analogia com o mundo da criação, com o ser humano inclusiva e privilegiadamente. É certo que esta linha teológica não se alimenta apenas na tradição judaico‑cristã, mas também na filosofia neoplatónica, como se faz notar em Dionísio, o Pseudo‑Areopagita, um dos seus mais influentes representantes. Contudo, os teólogos de confissão cristã, que elaboraram abundantemente teologia afirmativa, sentiram por vezes a necessidade de relativizá‑la através das negações. Porquê? Porventura, porque pensar Deus, sobretudo, pela sua solicitude para com o Homem e por via de analogias com o ser humano, conduzia a conceber um Deus para o Homem e à medida do Homem. Pensar Deus, sobretudo, em relação com o Homem, conduzia a instrumentalizar Deus ao serviço dessa relação, e, desse modo, a diminuí‑lo. Daí a necessidade de abstrair da relação privilegiada com o Homem, para pensar Deus absolutamente, de modo conforme com a sua originária liberdade criadora. Esta necessidade de aprofundamento do pensar teológico não deixou de ter, a nosso ver, significativas repercussões filosóficas de longo prazo. A possibilidade de pensar Deus fora da relação com o Homem, a fim de libertá‑lo de uma concepção excessivamente condicionada por essa relação, terá dado lugar, de forma mediata, à possibilidade simétrica: a de pensar o Homem fora da relação com Deus, a fim de libertá‑lo de uma concepção excessivamente condicionada por essa relação. Se não é necessário pensar Deus em relação com o Homem, também se pode tornar desnecessário pensar o Homem em relação com Deus. Deste modo, o cristianismo terá proporcionado, através da influência que exerceu na filosofia por via da teologia, a experiência da morte de Deus na história recente da filosofia ocidental. As modernas negações de Deus seriam, para nós, incompreensíveis sem a influência directa e indirectamente exercida pelo cristianismo na filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.2. O lugar do mundo&lt;br /&gt;Oportuno se torna perguntar, neste momento, que lugar pode ocupar o mundo, no âmbito do duplo centrismo divino e humano, que caracteriza a filosofia marcada pela influência do cristianismo? Uma vez que a tradição da filosofia de influência cristã dá prioridade a uma teovidência, ou a uma antropovidência, relativamente a uma mundividência propriamente dita, que lugar fica reservado a esta última? Esta é uma questão inevitavelmente decorrente do teoantropocentrismo, tal como acabámos de caracterizá‑lo. A questão do lugar do mundo é, assim, uma questão pendente e em aberto, no âmbito da dupla tendência teoantropocêntrica, que o cristianismo estimulou no pensamento filosófico. Não estando o mundo no centro, ele dispõe‑se a ser tomado, quer em função da relação com Deus, quer em função da relação com o Homem, quer em função da relação entre o Homem e Deus.&lt;br /&gt;Considerado em função da relação com Deus, o mundo surge como criação divina, que o próprio criador se comprazeu em contemplar, ao concluí‑la (Gn. 1, 31). À imagem e semelhança da contemplação divina da obra da criação, torna‑se plausível também uma contemplação humana do mundo criado, através do conhecimento. Deste modo, o cristianismo é capaz de estimular o conhecimento do mundo, e da sua ordem própria, como obra inteligível da vontade de um criador inteligente. Mas, não obstante assumir uma narrativa cosmogónica, como a do Génesis, o cristianismo não é uma teoria sobre o mundo, pelo que a sua a influência dificilmente poderia bastar‑se na determinação de uma mundiviência filosófica. Em matéria de cosmologia, a influência do cristianismo solicitava uma relação de complementaridade com outras heranças de saber. Essa relação, todavia, nem sempre se processou sem dificuldades, como ilustram a suspeição e as reacções suscitadas, nos sécs. XII e XIII, pelo renascimento filosófico de Aristóteles, a cuja mundividência eram estranhas as relações directas de criação e de providência entre Deus e o mundo. O desenvolvimento da cosmologia científica veio, posteriormente, a ocasionar novas dificuldades, senão mesmo uma história de relacionamento conflituoso entre a religião e a ciência. O conflito eclode sempre que a ciência ou prescinde de Deus ou descentra o Homem ou prepara a superação deste, isto é, sempre que a ciência contraria o teoantropocentrismo que o cristianismo comporta. Com efeito, num mundo sem Deus e depois do Homem, que sentido poderá ainda ter o cristianismo?&lt;br /&gt;A consideração do mundo em função, especialmente, da relação com o Homem, não é, por seu turno, difícil de pensar no horizonte de influência do cristianismo. Tanto a concepção bíblica da criação quanto o entendimento do cristianismo como religião salvífica concorrem para uma mundividência antropocêntrica.&lt;br /&gt;É célebre, por um lado, o passo da narrativa do Génesis, que coloca sob o domínio do Homem, todo o reino animal e vegetal da criação (Gn. 1, 26‑30). Assim submetido ao domínio do Homem, o mundo natural é um mundo para o Homem. O domínio do Homem sobre o mundo natural pode, no entanto, receber duas interpretações díspares entre si: pode ser um poder arbitrário, mas pode ser também um cuidado responsável. O mundo terá sido sujeito ao arbítrio do Homem ou entregue à sua responsabilidade? A constituição e o desenvolvimento da ciência tecnológica, na civilização ocidental, têm‑se feito acompanhar de um exercício nem sempre responsável do poder humano sobre a natureza, o que acusa alguma preponderância da primeira sobre a segunda interpretação. Esse género de ciência, porém, com todos os benefícios e malefícios, que traz consigo, com todos os anseios e receios, que desperta, dificilmente teria cabimento fora de uma mundivência antropocêntrica. Esta continua, aliás, presente em grande parte do pensamento ecologicamente empenhado da actualidade, na medida em que aposta na salvação do mundo para o Homem. Será, sem dúvida, excessivo imputar exclusivamente à influência do cristianismo a visão antropcêntrica do mundo, que acalenta a dimensão tecnológica da civilização ocidental, embora não nos pareça possível compreender a génese desta dimensão abstraindo totalmente daquela influência.&lt;br /&gt;Importa reconhecer, entretanto, que uma tendência dominante não elimina os contra‑exemplos. Se o cristianismo favorece uma visão antropocêntrica da criação, ele não exclui perspectivas de moderação desse antropocentrismo. Uma delas é‑nos legada por uma das figuras mais apelativas da história do cristianismo, Francisco de Assis. À semelhança de Jesus Cristo, cuja condição divina não o impede de chamar irmãos aos homens, a condição humana de Francisco não o impede de considerar irmãos os outros animais e demais elementos do mundo natural.&lt;br /&gt;É certo, por outro lado, que o entendimento do cristianismo como religião salvífica veio reforçar o antropocentrismo da criação. Jesus Cristo veio ao mundo por causa do Homem, e, conforme tem vindo a ser dominantemente entendido ao longo dos tempos, ele veio para redimir e salvar o Homem, através do sacrifício da sua paixão e morte na cruz. Nessa medida, o fim da salvação do Homem tende a absorver o próprio sentido da criação. Diante do fim da salvação do Homem, o da conservação do mundo torna‑se um fim menor, passível de ser neglicenciado ou, então, instrumentalizado ao serviço daquele.&lt;br /&gt;Contudo, também a interpretação dominantemente soteriológica do cristianismo, contribuindo para uma mundividência antropocêntrica, não exclui perspectivas de correcção do antropocentrismo. Uma dessas perspectivas é a de Anselmo de Cantuária, um dos grandes teólogos do cristianismo, como religião salvífica e, concomitantemente, um vigilante crítico do antropocentrismo na sua própria teologia. Essa vigilância crítica favorece antes de mais o teocentrismo: não é a necessidade humana de salvação que obriga Deus a salvar o Homem, mas, sim, a própria finalidade divina de conduzir a obra da criação à sua perfeição máxima e última. Nessa perfeição final, há lugar para o mundo natural. Apesar dos homens estarem destinados a co‑habitar com os anjos na cidade celeste, o mundo natural não fica por isso condenado a perecer; está, também ele, destinado a renovar‑se e a persistir nesse estado renovado. Anselmo não especula muito sobre esse estado final e renovado da natureza sensível, mas, ao admiti‑lo, sugere que o mundo merece existir, mesmo que o Homem já não necessite dele para existir. Deste modo, o cristianismo é também capaz de integrar o sentido da existência do mundo por si.&lt;br /&gt;Esta perspectiva é, todavia, muito mais um contra‑exemplo do que um exemplo típico da influência do cristianismo na visão do mundo. Essa influência fomenta, sobretudo, mundividências ou mais teocêntricas ou mais antropocêntricas. Tendo em conta este duplo centrismo, resta considerar ainda o sentido do mundo em função da relação entre o Homem e Deus. Esta relação também pode inspirar atitudes distintas relativamente ao mundo: este pode ser tomado quer por uma mediação, na relação entre o Homem e Deus, quer por oposição a esta relação. O cristianismo foi capaz de propiciar estas duas atitudes contrárias.&lt;br /&gt;Por um lado, é verdade que se desenvolveu, sob a influência do cristianismo, certo desprezo do mundo, atitude que encarava o mundo como obstáculo à relação entre o Homem e Deus. Mas o que é que pode significar esse desprezo do mundo? Ou que mundo era esse, hostil à aproximação humana de Deus? É conhecido um episódio da vida de Cristo, que contribui para esclarecer o sentido dessa atitude e desse mundo. Trata‑se do encontro de Jesus com um jovem rico, que lhe pergunta o que fazer para obter a vida eterna. Depois de propor‑lhe algumas condições principais, como sejam alguns dos mandamentos, que o jovem assumia ter satisfeito, Jesus fez‑lhe uma proposta de mais radical exigência, que era a de abandonar a sua fortuna material e segui‑lo. Incapaz de o fazer, o jovem afasta‑se entristecido. Jesus, então, comenta dizendo que é mais fácil a um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que a um rico entrar no reino dos céus (Mt. 19, 16‑24). Entrar neste reino exige, pois, certo abandono do mundo, não do mundo natural, mas do mundo secular, onde abundam os motivos de todos os apegos e paixões humanas desordenadas. Desprezo do mundo será, então, desprendimento ou desapego de todos os motivos menores da paixão humana, susceptíveis de escravizar o Homem. Ao cultivar o desprendimento dos motivos menores de paixão, o cristianismo não está só, antes se aproxima de múltiplas outras tradições religiosas e sapienciais.&lt;br /&gt;Na própria história do cristianismo, as interpretações gnósticas terão sido aquelas que mais dilataram o sentido do desprezo do mundo, sublinhando correlativamente a dimensão soteriológica do cristianismo. Com efeito, de acordo com uma orientação comum a diversas correntes de cristianismo gnóstico, a necessidade de salvação não decorre de uma queda humana avulsa, mas da própria natureza da criação, que não é obra de um deus bom. As cosmogonias gnósticas negam a bondade da criação e do deus criador, que pode ser um deus menor, não o Deus supremo e bom. A este cabe intervir para a salvação, não para a criação. A salvação impõe‑se porque há criação, a qual inclui uma malignidade constitutiva. O desprezo do mundo da criação torna‑se, assim, um imperativo de salvação. Toda a matéria e natureza sensível caem debaixo do âmbito do mesmo desprezo. É verdade que a tradição católica do cristianismo sempre combateu com veemência os movimentos gnósticos, defendendo a bondade da criação e acentuando a responsabilidade humana pelo aparecimento do mal no mundo. A divergência entre a tradição católica e os movimentos gnósticos é uma das divisões mais profundas e irredutíveis que a história do cristianismo conheceu no Ocidente.&lt;br /&gt;Por outro lado, o cristianismo foi também capaz de propiciar uma atitude de valorização do mundo criado em função da relação entre o Homem e Deus. Nesta relação, o mundo pode desempenhar um papel mediador. É certo que Jesus Cristo é o mediador por excelência entre Deus e o cristão (Jo. 14, 6), mas, assim como Deus acedeu vir ao mundo por causa do Homem, assim também por via do mundo, não contra o mundo, poderá o Homem aceder a Deus. E por via de que mundo? Antes de mais, o mundo das relações humanas, dado que Jesus não só privilegiou os mandamentos do amor como colocou o amor ao próximo no caminho do amor a Deus. Mas também o mundo das perfeições naturais, entre as quais sobressai a própria natureza humana. Como? A mediação de Jesus Cristo, na relação entre Deus e o Homem, provê a um conhecimento de Deus pela fé, não a uma visão directa de Deus (2 Cor. 5, 6‑7). Não obstante as perspectivas ontologistas que emergiram no âmbito da tradição do cristianismo, este promoveu mais o cepticismo do que o optimismo a respeito da visão de Deus.&lt;br /&gt;O tema da visão de Deus obtém especial pertinência ao nível quer da mística quer da escatologia. Todavia, a união mística do Homem com Deus supõe a cessação de todas as mediações e relações diferenciadas de conhecimento, mesmo que se trate de uma mística que exige percorrê‑las todas ordenadamente e exauri‑las, como a de Dionísio, o Pseudo‑Areopagita, um dos modelos mais influentes da história da mística ocidental. É, aliás, questionável que uma mística de inspiração cristã vise conduzir a uma união indiferenciada do Homem com Deus. Com efeito, ao revelar Deus com a máxima solicitude para com o Homem, o cristianismo não favorece a anulação do Homem na sua relação com Deus, mesmo que seja no fim do caminho ascendente do Homem para Deus. O cristianismo é muito mais fortemente motivador de uma relação diferenciada entre Deus e o Homem do que de uma união indiferenciada, que implique a anulação de um dos termos da relação. Tal é o que nos sugerem, particularmente, as palavras do apóstolo Paulo, que fazem esperar uma visão directa de Deus, como uma visão face a face (1 Cor. 13, 12), isto é, sem anulação de uma das faces, portanto, no âmbito de uma relação diferenciada, que não exclui a componente do conhecimento. Como no mundo que conhecemos, nós não podemos ver senão indirectamente a Deus, como num espelho e em enigma, segundo as palavras do mesmo apóstolo (ibid.), a possibilidade de uma visão face a face de Deus tende a ficar diferida para o destino último do Homem. A escatologia é o domínio onde se torna mais pertinente o tema da visão face a face de Deus, sobretudo, na medida em que se desenvolve também escatologicamente o tema da cidade celeste, que não é concebível sem relações diferenciadas.&lt;br /&gt;Entretanto, o cristianismo provê, como dissemos, a um conhecimento de Deus pela fé. Ora, o que é que pode constituir um conhecimento pela fé? Um conhecimento por testemunho: pelo testemunho da vida de Cristo, e dos escritos que a narram; e também pelo testemunho de toda a obra divina da criação, na qual sobressai a perfeição da natureza humana. A influência do cristianismo na filosofia assim nos permite pensar, conduzindo a valorizar o mundo como testemunho da sua origem divina, e a natureza humana, como testemunho de maior perfeição da obra divina. Deste modo, o conhecimento do mundo e do Homem é mediação plausível do conhecimento indirecto de Deus. Retomando as palavras do apóstolo, o mundo pode ser o enigma e o Homem pode ser o espelho, nos quais Deus se adivinha. Daí que a filosofia ocidental se tenha empenhado, sob influência do cristianismo, em construir argumentos a favor da existência de Deus a partir da ordem causal do mundo, e em inferir os atributos divinos por analogia com as melhores faculdades humanas. Propiciando a consideração do mundo e do Homem em função do conhecimento indirecto da existência e da essência de Deus, o cristianismo não só influenciou como estimulou o desenvolvimento da filosofia. De facto, os mais elaborados exercícios especulativos da filosofia ocidental têm sido motivados por esse propósito, entre os quais destacamos os múltiplos argumentos de vária índole a favor da existência de Deus. Mesmo que outro alcance não tenham, esses argumentos têm pelo menos o mérito de nos fazer pensar ao ponto de experimentarmos os limites do próprio pensar. Deste modo, tais argumentos constituem momentos altos da especulação filosófica, que não podem deixar de influir de forma ponderosa numa avaliação de qualidade e de grau relativamente ao desenvolvimento da filosofia no Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.3. Novos modelos de inteligibilidade&lt;br /&gt;Mas, não só através do aprofundamento da reflexão sobre Deus e do reconhecimento do Homem como mediação privilegiada da relação com Deus, o cristianismo exerceu influência na filosofia. Essa influência fez‑se sentir também de outro modo, a saber, através do provimento de novos modelos de inteligibilidade, constituídos pelo esforço de elaboração teológica, que a evolução cultural do próprio cristianismo suscitou. Esses modelos são, na realidade, temas teológicos que se projectam como formas de organização de outras matérias temáticas. Esses modelos são, por isso, formas de origem teológica para a inteligibilidade de conteúdos não teológicos. Ora, há dois temas nucleares da teologia tradicional do cristianismo que se constituíram como modelos para a inteligibilidade de outros temas da compreensão filosófica: a Trindade e a Incarnação. A conversão destes dois temas teológicos em modelos de inteligibilidade de outros temas filosóficos deixa‑se verificar muito expressivamente no pensamento de Agostinho de Hipona. Com este filósofo, o tema da Trindade tornou‑se modelo de inteligibilidade de um dos temas clássicos da filosofia grega: a alma. Concomitantemente, o tema da Incarnação tornou‑se modelo de inteligibilidade de um tema incontornável para o antigo retórico: a linguagem. Pertinente se torna, para nós, apreciar o alcance dessa aplicação dos modelos teológicos da Trindade e da Incarnação à compreensão, respectivamente, dos temas filosóficos da alma e da linguagem.&lt;br /&gt;De acordo com a teologia augustiniana da Trindade, elaborada ao longo dos primeiros sete livros da obra De Trinitate, cerca de três quartos de século volvidos sobre o Concílio de Niceia (325), a unitrindade divina deixa‑se traduzir conceptualmente do seguinte modo: a unidade divina pode ser tomada por uma unidade de substância, ou de essência; a trindade pessoal corresponde, por sua vez, a uma pluralidade de relações no interior de uma só substância ou essência. Esta tradução conceptual da unitrindade divina, longe de esclarecer o mistério da Trindade, conduziu Agostinho a procurar nas naturezas criadas analogias possíveis com a unitrindade divina, a fim de aprofundar o grau de compreensão da sua fé em Deus uno e trino. Entre as naturezas criadas, Agostinho elegeu a alma humana, como lugar das melhores analogias com a unitrindade divina. Ao fazê‑lo, Agostinho converteu a formulação conceptual da unitrindade divina em modelo de inteligibilidade da alma humana: à luz do modelo divino, constituído por uma substância e três relações, a alma humana individual é substancialmente una e relacionalmente trina, ou seja, é uma só substância, composta por três partes funcionalmente inter‑relativas e interactivas. Trata‑se da trindade de faculdades comum aos níveis superiores de conhecimento, a memória, a inteligência e vontade, que é a trindade da mente ou do homem interior.&lt;br /&gt;Todavia, esta trindade não significa tanto uma redução simplificadora do número de faculdades da alma quanto uma afirmação da necessidade de inter‑relação de, pelo menos, três faculdades, na constituição dos nossos actos mentais. É isso mesmo que se pode comprovar através da análise augustiniana dos diversos níveis de experiência trinitária da alma. E que níveis de experiência são esses? São os níveis da experiência cognitiva, como a percepção sensitiva, a lembrança, a consciência de si, a crença, o conhecimento racional e intelectivo. Em qualquer destes níveis de conhecimento, há uma experiência trinitária: na percepção sensitiva, há a forma da realidade sensível, a apreensão sensitiva, e a vontade, que une o sentido àquela forma; na lembrança, há a imagem guardada na memória, a visão interior, e a vontade, que une esta visão àquela imagem; na consciência de si, há a presença imediata da mente a si mesma, o olhar interior da mente, e a vontade, que une o olhar da mente à sua própria presença; na crença, há a memória e o pensamento acerca do credível, unidos pela vontade; no conhecimento racional, há a memória e a razão acerca do mutável, unidas pela mesma vontade; no conhecimento intelectivo, há a memória e a inteligência do imutável, unidas de novo pela vontade. A intervenção da vontade em todos os níveis da experiência cognitiva assegura, por um lado, a intencionalidade de todo o acto de conhecimento, sem a qual não pode a haver apreensão a nível algum, bem como a presença do mesmo suporte anímico em todos eles, e, desse modo, a unidade da alma, que constitui o sujeito de conhecimento. A constância de uma trindade funcional em todos os níveis analisados da experiência cognitiva impede, por outro lado, a simplificação, ou a redução do processo de conhecimento a uma relação bipolar, como a relação entre sujeito e objecto. A teoria augustiniana da alma trinitária vislumbra assim a complexidade dos processos mentais do conhecimento. Acrescente‑se que, apesar de Agostinho aplicar o modelo trinitário, especialmente, à experiência cognitiva, a sua teoria revela‑se versátil, não se esgotando na explicação do conhecimento e adivinhando‑se aplicável a múltiplos outros processos mentais, como as emoções e os sentimentos, que não dispensam conhecimento, mas que têm outras tónicas. Virtualidades e vantagens, como estas não têm sido suficientemente reconhecidas à teoria augustiniana da alma trinitária, porventura devido à assumida dependência do modelo teológico.&lt;br /&gt;O mesmo modelo trinitário estende‑se à filosofia augustiniana da linguagem, no que concerne à noção de verbo mental, elaborada também em De Trinitate. Tal noção de verbo é ainda uma parte componente da teoria da alma trinitária. De que modo? Como expressão directa de conhecimento adquirido, que é, conforme acabámos de descrever, um processo trinitário. Não é, entretanto, arbtrariamente que a noção de verbo mental vem sancionar tão estreita relação entre linguagem e conhecimento. No diálogo De Magistro, anterior àquele tratado teológico, o autor efectua algumas finas análises da nossa experiência de comunicação verbal, e, com base nelas, defende que o conhecimento é um factor constituinte e condicionante da linguagem. Ora, o modelo trinitário da alma permite dar conta deste estreito vínculo da linguagem ao conhecimento: tal como, na Trindade modelar, é gerado o Verbo, que exprime constitutivamente a sabedoria divina, assim também, na alma trinitária, é gerado um verbo, que exprime inerentemente o conhecimento adquirido, seja a que nível for. Tal é o verbo mental, que se define, antes de mais, pelo seu conteúdo cognitivo. Sendo um verbo cognitivo, quanto ao conteúdo, o verbo mental é também um verbo cogitativo, quanto à sua índole ou natureza. Quer isso dizer que o verbo mental é feito de cogitação, ou pensamento. Exprimir mentalmente dado conhecimento é, então, o mesmo que pensá‑lo. Assim entendida, a noção augustiniana de verbo mental permite conceber o pensamento como uma linguagem interior da mente, mas não a torna comunicante, isto é, sensivelmente perceptível aos outros.&lt;br /&gt;Para esse efeito, Agostinho convoca outro modelo teológico, intimamente conexo com o da Trindade, que é o da Incarnação: tal como o Verbo se fez carne (Jo. 1, 14), e nela se manifestou sensivelmente ao Homem, assim também o verbo mental se fez voz, para que nela se manifestasse aos sentidos humanos. A fala é, portanto, a incarnação do verbo mental. Cabe, então, perguntar: que vantagens e virtualidades deste modelo incarnacional, para a filosofia da linguagem? Por um lado, este modelo realça o papel do conhecimento na origem da fala e, desse modo, permite aprofundar a questão clássica da origem da linguagem verbal. Esta questão era tradicionalmente debatida entre duas possibilidades opostas: a hipótese naturalista, segundo a qual as palavras são constituídas por semelhança com a natureza das coisas; e a hipótese convencionalista, segundo a qual as palavras não procedem senão de convenções humanas. Agostinho dá indícios de não prescindir, pelo menos em parte, de qualquer destas duas hipóteses extremas. Todavia, a aplicação do modelo incarnacional à fala obriga a considerar a mediação do conhecimento na mente, quer entre as palavras e as coisas quer entre as palavras e as convenções: as palavras não são sinais imediatos das coisas, mas sinais mediatos das coisas que são conhecidas; as palavras não resultam de convenções arbitrárias, mas de convenções fundamentadas no conhecimento da realidade. Por outro lado, o modelo incarnacional da fala sublinha um aspecto da linguagem, que é porventura uma das principais razões do seu valor: a capacidade de mediar entre o homem interior e o mundo exterior, entre a mente invisível e a realidade sensível. Sem esta capacidade, a linguagem verbal não poderia desempenhar a função de meio de comunicação entre os homens. Por conseguinte, o modelo teológico da Incarnação contribui significativamente para discernir as componentes do processo de constituição da linguagem verbal. A proposta augustiniana de aplicação do modelo incarnacional à fala não é, pois, desprovida de razões de pertinência filosófica.&lt;br /&gt;Bem mais próximo de nós do que Agostinho de Hipona, mas de assumida influência augustiniana, Joaquim Cerqueira Gonçalves reabilita, hoje, os modelos trinitário e incarnacional em filosofia, especialmente, em filosofia da cultura, área privilegiada pela sua reflexão. Partindo de uma acepção larga e funda de cultura, não adstrita à produção intelectual do saber, mas incluindo todos os factores da construção civilizacional, Cerqueira Gonçalves questiona‑se sobre o sentido profundo da vida da cultura. A sua interpretação das principais linhas orientadoras da cultura ocidental, no seu percurso histórico, oferece uma hipótese de resposta no debate desta questão: a hipótese soteriológica, segundo a qual toda a vida da cultura obedece a um propósito de salvação. Cerqueira Gonçalves não se conforma com esta hipótese, que ele atribui a uma inspiração gnóstica prevalecente sobre a influência cristã na história da cultura ocidental. Não obstante a irrupção de movimentos gnósticos na história ocidental do cristianismo, as fontes da gnose excedem o horizonte da influência cristã. A fim de encontrar e propor alternativa à resposta gnóstica no âmbito da questão do sentido da vida da cultura, Cerqueira Gonçalves retoma, ora explícita ora implicitamente, os modelos teológicos da Incarnação e da Trindade. O modelo incarnacional para a vida da cultura permite, antes de mais, descentrar o propósito de salvação, pois, a Incarnação é manifestação de Deus independentemente de assumir ou não uma missão salvífica. O modelo trinitário, por seu turno, permite antepor à necessidade de salvação o desejo de comunhão, posto que, na Trindade, haverá comunhão, fora de toda e qualquer necessidade de salvação. A própria concepção cerqueiriana da vida da cultura, como um duplo processo de unificação e de diferenciação, deixa adivinhar o seu modelo trinitário, pois não é fácil encontrar outro modelo que melhor compossibilite aqueles dois processos.&lt;br /&gt;Considerando as várias aplicações exemplificativas dos modelos trinitário e incarnacional, podemos observar que esses modelos são particularmente eficazes na superação de dualismos redutores em qualquer das áreas visadas, seja em filosofia da mente, da linguagem, ou da cultura. Admitindo que a compreensão filosófica aspira a essa eficácia, a adopção de modelos teológicos, que a optimizem, pode ser um dos benefícios da interdisciplinaridade, com a qual a filosofia nada tem a perder.&lt;br /&gt;© Maria Leonor Xavier&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-773763615709315611?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/773763615709315611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=773763615709315611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/773763615709315611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/773763615709315611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/08/o-cristianismo-e-filosofia-ocidental.html' title='O Cristianismo e a Filosofia Ocidental'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SLCEv7oJaKI/AAAAAAAAAMY/pi4aXnsvaho/s72-c/crucifixo-velho-sao_%7E71952371.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-1379877601425852856</id><published>2010-04-24T22:16:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:26:09.748-03:00</updated><title type='text'>TELEPORTE DE OBJETOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEbQ9jx9Y6I/AAAAAAAAAJE/BoNSTpnyIiI/s1600-h/yinFyang.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208079775095940002" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEbQ9jx9Y6I/AAAAAAAAAJE/BoNSTpnyIiI/s320/yinFyang.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Muitas vezes rejeitamos aquilo que não podemos ver, e o categorizamos como crendice. Só que a ciência não é tão somente baseada naquilo que podemos ver ou medir, como bem provou Einstein ao formular a Teoria da Relatividade (que até hoje está apenas parcialmente comprovada, mas é utilizada até hoje com sucesso). O fenômeno espírita é baseado na Teoria de que o Plano Espiritual (o "mundo dos mortos") está além dos nossos sentidos, mas pode interagir com o nosso Plano de Existência em casos especiais. Quem participa de reuniões espíritas onde acontece incorporação de entidades pode (ou não) ter presenciado fenômenos como teleporte de objetos, curas ou, mais comumente, o aparecimento de odores no ambiente, característicos de certas entidades.&lt;br /&gt;Negar é sempre mais fácil e cômodo do que investigar, ou ter de dar uma resposta para aquilo que não se conhece e nem se dispõe de tecnologia para comprovar. Como, por exemplo, o caso do teleporte de objetos realizado em laboratório na China:&lt;br /&gt;Em setembro de 1981, a revista Ziran Zazhi publicou que pesquisadores chineses levaram a efeito na República Popular da China uma série de experiências fantásticas envolvendo teleporte de pequenos objetos. O assunto foi muito comentado, porque era a primeira vez naquele país que algo tão fora do comum era obtido em laboratório. O resultado dos ensaios era algo que beirava o inacreditável, difícil mesmo de saber como seria possível realizar aquilo. Mas práticas semelhantes já haviam sido levadas a efeito em laboratórios de outros países, com resultados similares.&lt;br /&gt;Os testes foram realizados em ambiente controlado, usando os métodos blind e double-blind (em que nenhum dos dois lados poderá interferir, consciente ou inconscientemente, no resultado). Os agentes psicocinéticos escolhidos foram dois meninos, Ping e Chang. Vários observadores de Instituições médicas da China estavam presentes, assim como representantes da Comissão Científica de Defesa da República Popular da China.&lt;br /&gt;Observando a obra Espírito, Perispírito e Alma, do Prof. Hernani Guimarães Andrade, vemos ali registrado que, em uma caixa devidamente lacrada, os cientistas colocaram aparelhos rádio-transmissores, que funcionavam por meio de pilhas. Uma outra caixa, também lacrada, mas vazia, fora colocada em um canto da sala, para onde os microtransmissores deveriam ser teleportados por ação da "força de pensamento" dos dois meninos.&lt;br /&gt;Os sinais de rádio, emitidos pelos microtransmissores colocados dentro da caixa, eram captados por equipamento eletrônico postado na sala, o qual assinalava na tela os sinais transmitidos.&lt;br /&gt;Observou-se que os sinais de rádio sofriam flutuações de intensidade, chegando a desaparecer completamente da tela, por um tempo mais ou menos longo, toda vez que o radiotransmissor desaparecia da caixa. Contudo, as ondas reapareciam na mesma intensidade toda vez que o radiotransmissor voltava ao mesmo local em que estava, ou, então, era teleportado à outra caixa no fundo do laboratório, sendo ali captado por meio de aparelhos.&lt;br /&gt;Quando as ondas desapareciam por completo, os autores da experiência admitiram que os objetos passavam do estado de "existência" para o de "não-existência". Contudo, após um curto lapso de tempo - no qual as ondas desapareciam por completo - elas voltavam à tela de modo incerto, apresentando uma "flutuação" de intensidade, o que parecia corresponder a um estado de "transição" do sinal, como se fosse dado um salto no ar de outro espaço, antes do reaparecimento completo da onda na tela, sinalizando a total transposição dos objetos para a outra caixa.&lt;br /&gt;Na teleportação, durante a enigmática viagem pelo "espaço" - período este em que as ondas desapareciam por completo da tela e os microtransmissores não estavam em caixa nenhuma - outros equipamentos montados no laboratório registraram que eles continuavam a consumir eletricidade das pilhas. Isso veio demonstrar que eles não pararam de funcionar um só instante, mesmo durante a enigmática passagem de uma caixa para outra. Portanto, ficou demonstrado que a teleportação não interrompia o funcionamento dos transmissores; apenas a captação de ondas no espaço tridimensional sofrerá interrupção.&lt;br /&gt;O conteúdo da caixa era fotografado/filmado por equipamentos de alta velocidade, que registraram o desaparecimento dos objetos, que demoravam de segundos a minutos para reaparecer na outra caixa. Tais experimentos podiam ser repetidos quantas vezes fosse necessário, ou seja, não foi algo ao acaso, que possa ser descartado pela Navalha de Ockham.&lt;br /&gt;Outras experiências foram feitas pelos pesquisadores chineses: Na mesma condição já descrita, colocaram dentro da caixa dois relógios, sendo um mecânico (movido a corda manual) e o outro eletrônico-digital; e também colocaram na caixa várias moscas-de-frutas (drosophilas), acondicionadas perfeitamente vivas. Para surpresa geral, nada constituiu obstáculo à teleportação. Todos os experimentos foram teleportados para a caixa vazia, posicionada no outro canto do laboratório.&lt;br /&gt;Durante o tempo em que o teletransporte fora realizado, os relógios continuaram funcionando sem qualquer interrupção e a marcação das horas fora idêntica, tanto no mecanismo de corda quanto no eletrônico-digital.&lt;br /&gt;As moscas, por sua vez, estavam plenamente vivas e assim permaneceram por vários dias, não apresentando alteração na sua longevidade vital.&lt;br /&gt;Ao final da experiência, os pesquisadores concluíram que houve a real passagem dos objetos de uma caixa para outra, mas por um "estado excepcional da matéria", totalmente indefinido. Esses fatos vieram mostrar que durante o apport a hipótese de desintegração e rematerialização dos objetos não se confirmara, porque o consumo ininterrupto de energia demonstrava o contrário. Nos casos verificados, uma explicação muito plausível para elucidar a teleportação é a hipótese de Zollner, ou seja: Transferência de corpos através do hiperespaço de quatro dimensões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-1379877601425852856?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/1379877601425852856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=1379877601425852856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/1379877601425852856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/1379877601425852856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/teleporte-de-objetos.html' title='TELEPORTE DE OBJETOS'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEbQ9jx9Y6I/AAAAAAAAAJE/BoNSTpnyIiI/s72-c/yinFyang.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-2041387573455672406</id><published>2010-04-24T22:05:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:25:54.144-03:00</updated><title type='text'>A Colheita de almas durante a Tribulação</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SGvD-qDIkAI/AAAAAAAAAJU/fy0OV1Z-0M0/s1600-h/crucifix_glowing_sky_md_wht.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218480074445590530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SGvD-qDIkAI/AAAAAAAAAJU/fy0OV1Z-0M0/s320/crucifix_glowing_sky_md_wht.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É muito importante destacarmos também que, apesar da Tribulação prometer ser o período mais sombrio da humanidade, Deus é misericordioso mesmo neste período. Muitos pensam que Deus é tirano ou algo assim, o que é totalmente errado. Deus é o único que tem o poder para julgar o mundo, e Ele assim o vai fazer, porque Ele é Deus justo, acima de tudo.&lt;br /&gt;A Bíblia diz que "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." (Hebreus 13:8) e assim também o será durante a Tribulação. Isto significa que, mesmo depois da igreja ser arrebatada da terra e não estar presente durante este período, aquele que invocar o nome do Senhor, ainda será salvo (Joel 2:28-32).&lt;br /&gt;É importante termos em mente que, aqueles que sobram do Arrebatamento, são os que não aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador pessoal. Muitos têm o conceito errado de que, após o Arrebatamento, o Espírito Santo de Deus seria retirado da terra e o restante das pessoas já estaria automaticamente condenado. Isto NÃO É VERDADE!&lt;br /&gt;O profeta Joel também teve a visão do fim dos tempos em suas profecias:&lt;br /&gt;• Joel 2:28-32&lt;br /&gt;"E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes [os remanescentes], aqueles que o Senhor chamar."&lt;br /&gt;Podemos concluir que os versículos acima correspondem ao fim dos tempos, porque a mesma descrição está em Atos 2:20 e também em Apocalipse 6:12.&lt;br /&gt;Veja como Deus dá a segunda chance mesmo durante a Tribulação, porque é do desejo dele que todos se salvem, mas Deus não pode forçar alguém a aceitá-lo. Lembremos que Deus nos dá o livre arbítrio para tudo na nossa vida, inclusive para aceitá-lo ou não.&lt;br /&gt;Deus quer, durante o período da Tribulação, cumprir dois objetivos:&lt;br /&gt;• punir os pecadores impenitentes&lt;br /&gt;• sensibilizar outros para o arrependimento e a fé&lt;br /&gt;• restaurar por completo a nação de Israel&lt;br /&gt;Por isto, Paulo escreveu sobre a justiça de Deus em Romanos 11:22:&lt;br /&gt;"Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado (podado)."&lt;br /&gt;Em Apocalipse 7:9, João descreve uma grande colheita de almas:&lt;br /&gt;"Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, [aglomeradas] de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;"&lt;br /&gt;O versículo diz que é uma multidão que ninguém podia contar. Portanto, muitos se convencerão do pecado durante este período. São os novos crentes, que se convertem depois do Arrebatamento. Estes crentes se convencem do pecado durante os julgamentos que Deus envia ao mundo no período da Tribulação.&lt;br /&gt;Deus prova, mais uma vez, que ama todos que se voltam para Ele, mesmo durante a Tribulação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-2041387573455672406?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/2041387573455672406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=2041387573455672406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2041387573455672406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2041387573455672406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/07/colheita-de-almas-durante-tribulao.html' title='A Colheita de almas durante a Tribulação'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SGvD-qDIkAI/AAAAAAAAAJU/fy0OV1Z-0M0/s72-c/crucifix_glowing_sky_md_wht.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-8582087003847258929</id><published>2010-04-23T22:14:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:27:01.435-03:00</updated><title type='text'>Eucaristia e Eclesiologia</title><content type='html'>Carlos Eduardo B. Calvani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tratar da Eucaristia estamos no coração do Evangelho e da vida que ele suscita na Igreja. A pergunta inicial que dirige nossa reflexão é: “de que modo a Eucaristia ilumina nossa compreensão do mistério da Igreja?” Ao tentarmos acentuar o mistério da Eucaristia e da Igreja estamos tentando falar do que não pode ser dito, do indizível, do inexplicável, daquilo que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram e que é o próprio mistério do Deus presente.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEbNujx9Y5I/AAAAAAAAAI8/EcQuvhkH85k/s1600-h/A-114.15.jpeg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208076218863018898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEbNujx9Y5I/AAAAAAAAAI8/EcQuvhkH85k/s320/A-114.15.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alguns estudiosos do Novo Testamento perguntaram por que as alusões bíblicas à Eucaristia além de poucas, são indiretas e não muito claras. Bultmann e Kasemann deduziram que a ceia não tinha grande importância na vida das primeiras comunidades e que só começou a ganhar importância na medida em que diminuía a expectativa da parusia iminente. Assim, para eles, a celebração eucarística tornou-se uma espécie de substituto ou sucedâneo da parusia. A expectativa escatológica teria sido substituída por um rito proléptico que, de certo modo, resolvia o problema da frustração diante do não-retorno de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclino-me, porém, a aceitar mais a hipótese de Jeremiias e Von Allmenn que explicam as reduzidas referências esparsas e pouco objetivas sobre a eucaristia apelando para a disciplina do arcano. Ou seja, se há poucas referências à Eucaristia nos escritos apostólicos, não é porque ela fosse negligenciada, mas porque não se falava dela aos de fora, e sobre ela se escrevia o mínimo possível. Isso suscitou até mesmo acusações de canibalismo por parte de pessoas de fora da igreja e que apenas ouviam dizer que os cristãos se reuniam para “comer o corpo e beber o sangue” de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a celebração eucarística é um mistério. Encerra um segredo do qual os iniciados partilham mas não explicam. Por isso, sem qualquer pretensão de explicar o inexplicável, quero apenas destacar três pontos (dentre muitos outros) que me parecem importante acentuar em nossa presente caminhada histórica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A Eucaristia aguça o mistério da comunhão mística entre Cristo e a Igreja. Nós a celebramos “com Cristo, por Cristo e em Cristo”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A Eucaristia esclarece o significado das marcas teológicas da Igreja;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Eucaristia revela aos olhos da fé a contínua transformação que Deus opera no mundo e em nós pelos efeitos do sacrifício de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A Eucaristia enfatiza o mistério da comunhão mística entre Cristo e a Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclareço, de antemão, que sempre que me refiro à Igreja, tenho em mente uma compreensão orgânica e não institucional. Estou falando do “corpo de Cristo” e não propriamente de nossas instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Eucaristia é um mistério de comunhão dupla – une a Igreja a Cristo e os fiéis entre si. É comunhão “com Cristo” e “em Cristo” e por isso a chamamos também “Santa Comunhão”. É o mistério ao qual São Paulo se refere quando afirma “o pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo, e o Cálice que aençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo, pois nós, embora muitos, somos um só corpo” (1 Co 10.17 e LOC, p. 64).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das formas das Escrituras Sagradas acentuarem o mistério da comunhão entre Deus e seu povo é com a metáfora nupcial. Ela procede do Antigo Testamento (p.ex., o profeta Oséias) e recebe reforço no Novo Testamento com a parábola das Bodas (Mt 22.2) onde o Reino de Deus é comparado a uma festa de casamento. A carta aos Efésios também utilizará essa metáfora posteriormente comparando a relação entre marido e esposa, Cristo e a Igreja e concluirá dizendo: “grande é esse mistério, mas eu me refiro a Cristo e à Igreja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente a utilização dessa metáfora tem caído em desuso devido às pertinentes críticas da teologia feminista. Porém, ela faz parte da tradição de Israel e da Igreja e precisamos pensar como seria possível recuperar o poder dessa metáfora evitando os abusos do patriarcalismo e do androcentrismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunhão mística da Igreja “com Cristo” suscita também a comunhão “em Cristo”, ou seja, une as pessoas que estão “com Cristo” em um elo de intimidade “em Cristo” porque comem e bebem o mesmo alimento, seu corpo e seu sangue. Daí a importância do símbolo da mesa e da comensalidade. Nas culturas antigas, especialmente nas culturas orientais, sentar-se com alguém à mesma mesa e partilhar a mesma refeição em um mesmo ambiente era sinal de muita intimidade. Para nós, é um pouco difícil compreender isso devido à cultura fast-food, aos restaurantes que vendem almoços por quilo. Por isso Paulo corrige com veemência a Igreja de Corinto que transformava a refeição em um banquete para poucos. O apóstolo chega a firmar “quando vocês se reúnem, não é a ceita do Senhor que vocês comem” (I Co 11.20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um importante ponto para nossa meditação e para trabalhar com nossas comunidades: se nossa eucaristia não suscita a certeza da comunhão “com Cristo” e não nos insere numa prática efetiva de comunhão “em Cristo”, é sinal de que ainda não interiorizamos suficientemente seu mistério. Se participamos dominicalmente da eucaristia, mas nossa vida não muda e a vida da comunidade também não, cabe perguntar se o que celebramos é, de fato, a Ceia do Senhor ou uma deturpação fast-food.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A Eucaristia esclarece o significado das marcas teológicas da Igreja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos temas chaves da eclesiologia é o estudo do que se convencionou chamar “marcas teológicas” da Igreja, derivadas do Credo Apostólico: unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade. Na compreensão anglicana, a abordagem dessas “marcas” ou é feita a partir do mistério do próprio Deus. A Igreja é una porque Deus é uno; é santa porque Deus é santo, etc. A celebração eucarística nos auxilia a compreender melhor essas marcas que identificam a Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Eucaristia acentua, por exemplo, que há um só corpo – o corpo de Cristo, assim como há uma só fé, um só batismo. Por isso a mesa não é propriedade de nenhuma instituição eclesiástica e isso nos leva a praticar o salutar hábito da hospitalidade eucarística. Nós estamos sempre reafirmando que a mesa do Senhor não pertence a nenhuma instituição religiosa. Ela não é a mesa dos anglicanos ou dos católicos ou dos presbiterianos. É mesa do Senhor ! Ele é o celebrante, o anfitrião, e nós, seu povo, somos os convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso só pode ser compreendido quando percebemos que a eucaristia não é invenção da igreja. A Igreja não inventou a eucaristia e nenhuma instituição religiosa detém seus direitos. A Igreja a recebeu do Senhor como dom – “eu recebi do Senhor aquilo que vos transmiti...” (I Co 11.23). É significativo que São Paulo após falar da Ceia passe a destacar a unidade orgânica da Igreja, corpo de Cristo – “o corpo é um só, mas tem muitos membros; e no entanto, apesar de serem muitos, todos os membros do corpo formam um só corpo. Assim acontece também com Cristo. Pois todos fomos batizados num só Espírito para sermos um só corpo (...) e todos bebemos de um só Espírito (...) Ora, vocês são o corpo de Cristo” (I Co 12.11-14,27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Eucaristia também ilumina a dimensão da santidade da Igreja. Embora seus elementos-padrão sejam também os elementos mais típicos e básicos de todas as culturas – pão e vinho – eles não são apenas isso. Não são “apenas símbolos’. São muito mais do que isso. Por isso nós anglicanos reservamos cuidado especial para com os elementos consagrados. São os alimentos comuns do povo, mas são também separados, santificados através da epíclese. Quando compreendemos o valor da santificação dos elementos eucarísticos, compreendemos também que aquela mesa santificada dá sentido a todas as outras mesas das quais participamos. A eucaristia nos ajuda a compreender que somos povo santo, não apenas no sentido moral da palavra como é comum compreender, mas no pleno sentido de ser povo “separado”, povo de Deus, chamado a dar testemunho de um reino no qual não há exclusão e no qual todas as pessoas podem ser saciadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Eucaristia ilumina ainda a compreensão da catolicidade da Igreja. Quando a celebramos estamos em comunhão com gerações passadas que nos anteceram, a grande nuvem de testemunhas (Hebreus 11) e com irmãos e irmãs em todas as partes do mundo, por mais diferentes que sejam. O memorial dos falecidos (“lembra-te dos que morreram na paz de Cristo...”) e a lembrança dos fiéis que estão geograficamente distantes de nós e que nunca conheceremos nos ajuda a perceber que a comunidade não é um gueto fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso também que ensinamos que não há várias eucaristias, mas uma só em todas as partes do mundo. O bispo que é o elo da catolicidade, autoriza e legitima seus presbíteros a presidir a celebração, e ele assim o faz porque também recebeu essa delegação de outros. Mas trata-se da mesma comunhão, seja ela celebrada em uma catedral luxuosa com linhos caros e altar revestido de ouro ou em uma capela pobre com pratos rústicos e copos de vidro. Esses detalhes não importam. É a mesa do Senhor !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, a eucaristia dinamiza a dimensão apostólica, missionária da igreja. Tal como rezamos na oração eucarística A de nosso LOC, “faze com que nos aproximemos desta mesa para o serviço e não apenas para a satisfação pessoal”. De fato, a celebração eucaristia não é um rito que se esgota na satisfação das necessidades espirituais de quem se aproxima dela. Na comunhão eucarística temos a visão antecipada de um mundo transformado e isso deve nos impulsionar a agir de acordo com essa visão. É a antecipação do banquete nupcial. Em função dele, pedimos na oração eucarística A: “Permite que a graça desta santa Comunhão nos torne um só corpo e um só espírito em Cristo, para que trabalhemos na transformação dos reinos deste mundo no Reino de nosso Senhor Jesus Cristo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É significativo que as narrativas sobre o milagre da multiplicação dos pães nos evangelhos (Mt 14, Mc 6, Lc 9) aconteça imediatamente após o relato do banquete promovido por Herodes e que culminou na morte de João Batista. Ali temos um banquete “dos reinos deste mundo”, mas na seqüência, com a multiplicação dos pães,vemos outro banquete, o banquete “do Reino de nosso Senhor Jesus Cristo” que culmina em vida para todos e não em morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então na Eucaristia somos alimentados e esclarecidos a contemplar vislumbres mesmo que num curto espaço de tempo, do que pode ser o mundo, de qual o propósito de Deus para o mundo e da missão da Igreja em viver e testemunhar esse evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Eucaristia revela aos olhos da fé a contínua transformação que Deus está operando no mundo e em nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não fixamos nosso olhar nas coisas visíveis, mas nas invisíveis; porque as coisas visíveis são passageiras, mas as invisíveis são eternas” (II Co 4.18). Essas palavras do apóstolo Paulo são de extrema profundidade espiritual. Elas nos dizem que devemos estar com nossa sensibilidade aguçada para contemplar com os olhos da fé certas realidades espirituais que não se tornam visíveis enquanto nossos olhos estiverem embaçados com as coisas terrenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teilhard de Chardin relata, por exemplo, suas impressões perante a hósti dizendo que percebia ela se desdobrando luminosamente num fluxo de brancura que o invadia e que, à medida que se irradiava penetrava todas as coisas e o próprio universo a ponto de o mundo se tornar incandescente e parecido com uma grande hóstia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, durante a celebração eucarística somos convidados a romper o véu das coisas terrenas e contemplar a transformação que Deus está operando em nós e em sua criação. Por isso ousamos repetir em nossas celebrações que, durante aquele momento, por menor que seja nossa capela e o número de participantes, estamos reunidos “com os anjos, arcanjos e com toda a multidão celestial que não cessam de proclamar tua Glória”. Para a pessoa que não crê isso pode parecer loucura. De fato, é a loucura de Deus, só visível quando cai o véu que nos cega e nos impede de contemplar a grandeza do seu amor e a efetividade de suas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte das divisões teológicas em torno da eucaristia aconteceram porque os teólogos tentaram compreendê-la apenas com os olhos do intelecto e não com os olhos da fé. O olhar estava fixado no que é visível e passageiro e não no que é invisível e eterno. Por isso muito papel foi gasto falando sobre transubstanciação, consubstanciação, memorial, concomitância, etc. Se é assim que olhamos a eucaristia, não estamos vendo o invisível. Daí a pertinência de nossa súplica na oração eucarística A: “Abre os nossos olhos para que vejamos tua mão agindo no mundo que nos cerca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elementos eucarísticos consagrados pelo Espírito revelam que o mesmo Espírito está preservando e transformando sua criação rumo à plenitude, em Cristo. Está transformando a nós mesmos pelo sacrifício de Cristo. Por isso a eucaristia é oferta de nós mesmos no altar. A oferenda do pão e do vinho é sinal da oferenda de todos nós que ali estamos, de tudo o que somos, porque sabemos que nós, corpo de Cristo, ainda estamos sendo formados e transformados. A Igreja não está pronta e acabada. Ela está se transformando no corpo glorioso e sem mácula, que é seu destino final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera Deus que as pessoas ordenadas ao Sagrado ministério e responsáveis por comunidades sejam elas grandes ou pequenas, possam edificar o povo que se reúne em torno do altar para que compreendam a profundidade desses santos mistérios. Desse modo, certamente a celebração eucarística em nossas comunidades seria muito revitalizada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-8582087003847258929?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/8582087003847258929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=8582087003847258929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/8582087003847258929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/8582087003847258929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/eucaristia-e-eclesiologia.html' title='Eucaristia e Eclesiologia'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEbNujx9Y5I/AAAAAAAAAI8/EcQuvhkH85k/s72-c/A-114.15.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-2373032492428048002</id><published>2010-04-22T22:02:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:27:17.617-03:00</updated><title type='text'>A PESQUISA CLARIVIDENTE E A VIDA APÓS A MORTE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEbLLTx9Y4I/AAAAAAAAAI0/H6lnK8rlrcA/s1600-h/anjo.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208073414249374594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEbLLTx9Y4I/AAAAAAAAAI0/H6lnK8rlrcA/s320/anjo.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Geoffrey Hodson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto da palestra desta noite dificilmente pode deixar de ser do maior interesse e importância para cada um de nós; pois quem dentre nós já não foi chamado a experimentar a dor da separação, quem nunca sentiu o desejo de saber para onde foram os seres amados, e saber algo das condições da vida após a morte na qual entraram e onde todos nós deveremos entrar quando nos chegar a hora, a qual inevitavelmente chegará? É em relação a estas questões da vida humana que a Teosofia possui um poder especial de consolar e de iluminar. A Teosofia tem um poder de consolar porque afirma do modo mais positivo que existe sim uma vida além do túmulo, que só o corpo é que morre, enquanto que o imortal filho de Deus, o Ego real, perdura eternamente. A Teosofia reafirma o grande ensinamento bíblico que dá a solução para o problema da vida após a morte através das palavras: "Deus criou o homem para ser imortal; à imagem de Sua própria eternidade o criou". Aqui está, se a pudermos receber, a resposta verdadeira para a pergunta de se a vida continua após a morte.&lt;br /&gt;A Teosofia também tem o poder de iluminar porque mostra como o homem pode conhecer por si mesmo, enquanto ainda sobre esta Terra, os fatos da vida além do túmulo. Ela ensina que no homem reside uma faculdade por meio da qual o véu que separa o mundo invisível de nossa visão pode ser erguido, e os fatos e fenômenos daquele mundo, as condições da vida nele, ser vistos, investigados, e compreendidos. Esta visão expandida, que é um sexto sentido, na maioria de nós latente, e desperta em uns poucos, será usada normal e naturalmente pelas raças vindouras. Quando desenvolvida e usada com propósito adequado nos dias de hoje, esta faculdade habilita seu possuidor a fazer o que farão as raças futuras da humanidade: explorar sem intermediários e em plena consciência os mundos da vida depois da morte, encontrar seus habitantes face a face, e estudar com precisão científica as condições em que vivem.&lt;br /&gt;Esta é uma declaração momentosa, e, se verídica, demanda profunda consideração. Não é meu escopo agora; não posso, portanto, dar-lhe o tempo que merece. Devo pedir-lhes que aceitem a existência desta faculdade como uma hipótese, passível de teste e confirmação no devido tempo, pois quase todos os ensinamentos Teosóficos relativos aos mundos invisíveis são obtidos pelo uso desta visão expandida como instrumento de pesquisa.&lt;br /&gt;Se tomarem como certa a existência desta faculdade – não o psiquismo negativo do médium em transe, mas o poder positivo e treinado sob controle da vontade, exatamente como a visão física – se você aceitar isso, então imagine comigo que estamos na câmara da morte, observando com o olho clarividente a passagem, deste mundo para o outro, de alguém morrendo de velhice ou doença: O que vemos?&lt;br /&gt;Quando a hora da liberação se aproxima, vemos as forças vitais do corpo sendo retiradas das extremidades e concentradas no coração, visíveis como um brilhante foco de luz. Depois disso, a sensitividade dos membros inferiores grandemente diminui. Então, chegando a morte mais perto, as forças vitais são retiradas ainda mais e se concentram no meio da cabeça, no terceiro ventrículo do cérebro, que é o centro da consciência egóica durante a vida física.&lt;br /&gt;O moribundo pode ou não estar ainda consciente fisicamente. Se está inconsciente, em um estado de coma pré-morte, ele será visto pela visão clarividente já fora do corpo, em seu veículo supra-físico. Este veículo é feito de matéria muito mais fina do que nosso éter, e em seus contornos se assemelha muito ao corpo físico; de fato, é a sua réplica. Na aparência, difere do físico na medida em que a matéria de que é constituído é auto-luminosa, de modo que brilha como se iluminado a partir de dentro, e é rodeado por uma atmosfera, visível como uma luz de cores constantemente cambiantes.&lt;br /&gt;Estas cores da aura, como é chamada esta atmosfera, correspondem aos estados de consciência e são vistas a variar com cada mudança de sentimento ou pensamento. Existe, de fato, uma verdadeira ciência a que posso me referir de passagem: a ciência da correlação dos estados de consciência com as cores da aura. Uma efusão de simpatia por alguém sofrendo ou com problemas, por exemplo, inundará a aura de verde; um esforço intelectual a inundará de amarelo. Esta audiência bem agora apresenta uma grande quantidade do amarelo da atividade intelectual. Esta cor particular fica bem acima e atrás da cabeça, e provavelmente deu origem à auréola dos Santos, ainda que qualquer um a apresente durante o processo de pensamento. O azul denota atividade devocional; o violeta, espiritualidade; rosa com acentos de roxo, amor. O vermelho é a cor a raiva e da irritabilidade; o marrom, do egoísmo; e assim por diante. Como foi dito, estas cores são vistas pela visão clarividente, de modo que olhando para as auras das pessoas é possível dizer que tipo de pensamentos elas habitualmente expressam, e descobre-se seus temperamentos e caracteres. Naturalmente, este poder não é usado exceto com a devida permissão das pessoas e para propósitos de pesquisa.&lt;br /&gt;Assim, a aura será visível em torno da pessoa moribunda, que, fisicamente inconsciente, está agora fora de seu corpo físico, flutuando logo acima dele, e a ele ligada por uma corrente de forças fluentes que brilham com uma delicada luz prateada. Esta corrente flui entre a cabeça do corpo físico e a cabeça do supra-físico, interligando-os, e enquanto ela permanece fluindo existe sempre a possibilidade do despertar físico; uma vez rompida, como no momento da morte, já não há possibilidade de retorno. Todos os casos de aparente ressuscitação na verdade são apenas retornos a corpos ainda vivos.&lt;br /&gt;O moribundo pode retornar temporariamente ao seu corpo, e abrindo os olhos pode ver alguns dos fenômenos do outro mundo, fazer referência a pessoas não fisicamente presentes. Quando chega o verdadeiro momento da morte, o "cordão prateado" é visto se romper, e o homem subir como se liberado da atração gravitacional. Ainda que não tenha certeza absoluta, estou inclinado a pensar que o momento exato da morte de cada um de nós está pré-fixado, mas sendo isto assim ou não, chega a hora, o cordão quebra, o homem se libera de seu corpo e já não pode despertar nele novamente. Os sinais da morte aparecem. Seu trabalho está feito.&lt;br /&gt;Em quase todos os casos, o homem fica tão inconsciente de estar à morte que é como se caísse no sono. Ele passa, num átimo, deste mundo para o outro. Geralmente ele empreende um processo de retrospecção no qual os eventos de sua vida passam rapidamente diante de seu olho mental em clara perspectiva; causas e efeitos, sucessos e seus resultados, fracassos e suas conseqüências, são correlacionados. Este processo de revisão é muito importante, pois dele deriva um pouco de sabedoria: a colheita da vida recém encerrada. È por esta razão que devemos estar calmos mental, emocional e fisicamente na câmara da morte, e não deixemos que excessos de dor perturbem o ser amado neste processo tão importante. Ele agora vive em seu corpo sutil, o corpo de sentimento, e portanto está altamente sensível às forças do pensamento e da emoção. Nossos pensamentos devem corretamente se voltar ao amor para com ele, em bênçãos e aspiração por seu progresso nos mundos internos, mas com calma e autocontrole. Na Teosofia somos ensinados a não nos concentrarmos tanto em nossa grande perda, mas no ganho transcendente do morto; e este ganho transcendente é libertar-se do corpo físico e suas limitações.&lt;br /&gt;Tendo a revisão terminado, segue-se geralmente um período de completa inconsciência que pode durar de 36 a 48 horas, dependendo do indivíduo. Então sucede o despertar na nova vida, e o homem, freqüentemente ainda sem saber o que aconteceu, olha em seu redor. Em quase todos os casos algum amigo ou parente o está esperando; ou se ele não tem ninguém assim para recebê-lo na nova vida, então algum membro do grande grupo de auxiliares, cujo trabalho é dar as boas-vindas aos recém-chegados, se adianta para acolhê-lo. Tais auxiliares são membros de uma grande e altamente treinada companhia de servidores designados para este trabalho especial de assistir os recém-chegados. Eles os acolhem, explicam a nova vida, e os ajudam a se estabelecer nela tão confortavelmente quanto possível. Poucos – se algum há hoje em dia – entram neste mundo sem que alguma mão lhes seja estendida para dar-lhes boas-vindas e ajudá-los nos primeiros estágios da nova vida. Qual é a natureza desta nova vida?&lt;br /&gt;Neste ponto devo dizer uma coisa que pode ser difícil de acreditar, mas desde que eu sei que é verdade, e da maior importância em nosso estudo, devo colocá-la para vocês. É que o mundo para onde foram nossos amigos, e para onde todos iremos quando chegar nossa vez, não é uma terra estranha, pois entramos nela todas as noites quando nossos corpos físicos dormem. O sono tem sido correta e verdadeiramente chamado de gêmeo da morte. Podemos ir mais adiante e dizer a mesma coisa, pois enquanto o corpo físico dorme estamos despertos no corpo que usaremos depois da morte. Nossos sonhos são em parte memórias confusas de nossa vida naquele mundo, que trazemos de volta ao despertar. A diferença entre o sono e a morte está no fato de que no sono o "cordão prateado" que nos liga ao corpo não é rompido, e quando já não possuímos este elo com o corpo físico não podemos voltar a ele. Portanto, não é em uma terra estranha que acordamos depois da morte física, pois todos a conhecemos bem, e em muitos casos já temos um lugar e um trabalho lá.&lt;br /&gt;O próximo princípio geral que desejo apresentar-lhes é que as condições em que uma pessoa se acha depois da morte dependem quase inteiramente de seu temperamento e da natureza da vida que levou no plano físico. Todos vemos o mundo à nossa volta através das janelas de nosso temperamento. Os dotados de jovialidade e temperamento amistoso despertam para um mundo jovial e amistoso; ao passo que os indivíduos melancólicos e auto-centrados podem acordar em um mundo rude, tristonho e algo solitário – não porque este mundo seja solitário, mas porque o indivíduo auto-centrado não inspira nem é capaz de conceder amizade. Felizmente, a dor do tédio e do isolamento que estas pessoas inconscientemente criaram para si mesmas as impele a uma mudança de atitude para com a vida.&lt;br /&gt;Passando agora da exposição geral para particularidades, a investigação clarividente revela nos recém-chegados uma tendência de prosseguir, na nova vida, em formas sublimadas das ocupações que mais os atraíram na Terra. Assim, o cientista pesquisador cujo ideal na Terra foi o de encontrar a verdade acha que pode procurá-la ali como o fazia aqui. Ele descobre, ainda, que estas investigações são muito mais frutíferas lá do que aqui, porque, tendo deixado o mundo da matéria mais densa, está consciente numa substância muito mais refinada e mais próximo do mundo das causas; e é na consciência superior e no mundo das causas que reside a verdade e o entendimento. Ele descobre que muitos dos fatores na estrutura da matéria e da evolução, que previamente lhe estavam vedados, agora estão-lhe objetivamente revelados. As leis e forças sob as quais os átomos se combinam em certas formas para fazer moléculas dos diferentes elementos, o desenvolvimento da célula desde o protoplasma, de uma simples célula até o homem, o grande mistério do biólogo, são entendidos muito mais claramente ali, pois a operação da Mente Divina e Suas encarnações podem ser observadas em toda parte. As forças fluentes das quais este mundo físico é um produto ilusório são visíveis como são no mundo além deste. Os grandes engenheiros do Logos, os seres que dirigem o fluxo destas forças, operam e administram os processos e leis da Natureza, as hostes angélicas, podem ser vistas trabalhando, e delas muito pode ser aprendido. O cientista pesquisador se encontra então em um mundo onde seu trabalho é muito mais frutífero do que na Terra. De fato, no mundo pós-morte encontramos grupos de cientistas, reunidos por afinidade de temperamento, absortos em sua costumeira busca de conhecimento, equipados de laboratórios, observatórios e estações de pesquisa, e não só investigando, mas também ensinando. Pois ali há uma continuidade na educação; os cientistas e todos os outros trabalhadores especializados tendem a seguir sua própria inclinação, passando seu tempo a deslindar os problemas que aparecem em seu trabalho, e continuando aquele trabalho em um grau de perfeição muito mais alto daquele possível na Terra. Muito freqüentemente, idéias descobertas assim nos mundos internos são captadas por mentes ainda encarnadas na Terra, pois há uma constante troca de pensamentos entre os moradores de ambos os mundos.&lt;br /&gt;De modo similar, o artista para quem a meta é a beleza, vê que naquele mundo sua aspiração pode ser levada muito mais para perto de sua consumação do que foi possível no mundo da matéria física densa. Se ele for pintor ou escultor, ele não precisará mais produzir suas visões com os toscos pigmentos da Terra, mas automática e instantaneamente a matéria responsiva do outro mundo assume as formas imaginadas por seu pensamento. E não só sua visão se objetiva diante dele, mas percebe, para seu grande júbilo, que ele pode refiná-la e modificá-la até que uma relativa perfeição seja obtida. E porque os grupos se reúnem mais por afinidade de temperamento do que por relações de raça ou de sangue, ele se descobre mais perto de seu próprio tipo, um membro, provavelmente, de um dos muitos grupos de trabalhadores semelhantes dedicados à busca da beleza, a descobrir através da beleza os seus Eus mais altos.&lt;br /&gt;Também para o músico se abre o caminho para uma compreensão mais profunda de sua arte. A música tem, nos planos internos, aspectos que ele normalmente pouco conhece aqui embaixo. O músico descobre, por exemplo, que a música já não é tanto ouvida, mas vista. Se a música física é vista pelo olho clarividente, é vista produzindo formas na matéria brilhante e auto-luminosa dos mundos interiores, e esta matéria viva e responsiva sendo moldada em formas iridescentes e mutantes por virtude do som e da intenção da música. Nos planos internos, ainda, pode ser ouvida a verdadeira Canção da Criação, aquela Palavra Divina sempre pronunciada que é o tema da grande sinfonia da criação.&lt;br /&gt;A estranha responsividade da matéria dos mundos internos a cada mudança de pensamento e sentimento é uma das primeiras descobertas que o estudante faz quando seus olhos interiores são abertos. Ele descobre, assim como o fazem os que entram nestes mundos após a morte, que o pensamento é um poder estupendo, capaz de afetar as vidas alheias bem como de auxiliá-lo deste modo, se o usar corretamente.&lt;br /&gt;O reformador, o servidor, o curador, o médico, cada um encontra, se pode entrar ali, um novo mundo de serviço se abrindo diante de si. Se está nele o espírito do verdadeiro curador, o médico verá acorrendo para ele em busca de ajuda homens e mulheres com mentes e sentimentos confusos e torturados, pessoas que morreram com a consciência pesada, com deveres abandonados, vícios desenfreados, tortuosidades de visão, complexos e outros distúrbios psíquicos. Estas condições são muito maiores fontes de dificuldades lá do que aqui, pois aquele é o mundo da emoção. Pessoas assim perturbadas têm grande necessidade do serviço de um médico. Existe, de fato, uma grande companhia de trabalhadores dedicados a esta tarefa de re-sintonizar e re-harmonizar aqueles necessitados.&lt;br /&gt;O homem de negócios, desde os primeiros dias depois de seu passamento, tende a gravitar pela força do hábito a seus antigos estabelecimentos; mas ele logo descobre que já não pode afetar seus colegas. Eles não mais respondem à sua presença ou aos seus pensamentos. Sequer sabem que ele está ali entre eles.&lt;br /&gt;Felizmente, contudo, os mais largos interesses e a maior liberdade da nova vida, o corpo responsivo e vivaz que ele enverga, sua percepção de que as grandes causas dos negócios já não funcionam naquela esfera, e que conseqüentemente já não há muito com o que se ocupar nesta linha, muito cedo o afasta de preocupações físicos. A vida após a morte pode de fato ser o começo de uma liberdade muito mais maravilhosa; pois as aborrecidas necessidades dos negócios que, sem dúvida para nosso próprio bem, nos mantêm ocupados aqui e tendem a acorrentar nossos pensamentos e sentimentos a coisas materiais, já não existem mais.&lt;br /&gt;A alimentação, por exemplo, sendo um dos grandes motivos dos negócios e dos esforços pessoais neste plano físico, deixa de ter significado ali, pois toda a nutrição que nossos corpos sutis necessitam é absorvida automaticamente da atmosfera. O ar ali, como aqui, está carregado da força vital de Deus, derramada através do Sol, e contém tudo o que é necessário para o sustento corporal naquele mundo. Todo o processo de sua absorção e assimilação é tão inconsciente como o respirar no plano físico. Portanto, a comida não é um problema ali, e sua provisão não é motivo de atividade com negócios.&lt;br /&gt;Lá o vestuário é construído pelo pensamento. Já que a matéria do outro mundo responde instantaneamente ao pensamento, pensar em vestir-se é estar vestido. Enquanto encontramos pessoas ataviadas das mais diferentes maneiras, com os costumes de sua época e raça, a roupa mais geral pareceria ser um traje decente e folgado, cuja decoração e cor podem ser mudadas instantaneamente à vontade.&lt;br /&gt;Transporte? Também nos movemos pelo impulso do pensamento. Pensar-se num lugar é mover-se até lá, rápida ou lentamente, à vontade, com um movimento delicioso e flutuante parecido ao vôo. Sonhos sobre o corpo sendo leve e facilmente deslocável, deslizando gentil ou agilmente pelo ar, são muitas vezes lembranças do modo usual de deslocamento no mundo da vida pós-morte.&lt;br /&gt;A moradia, o quarto grande motivo de trabalho e esforço humano no plano físico, no outro mundo é também criada pelo pensamento. Lá, como aqui, as pessoas se reúnem em casas e cidades. A privacidade é tão necessária na vida após a morte quanto o é aqui na Terra, mas não o abrigo contra o clima, pois as condições climáticas adversas não se reproduzem lá.&lt;br /&gt;Assim, a vida naquele mundo é tão variada e fascinante quanto a da Terra; na verdade, é muito mais, pois lá existe não apenas uma quase infinita variedade de atividades a escolher, mas cada uma delas pode ser executada melhor e durante um período muito mais longo do que na Terra, onde certas necessidades prementes estão sempre fazendo suas exigências. Há, por exemplo, não somente centros para a vida infantil, serviços para os recém-chegados e para aqueles necessitados, mas todas as atividades normais e saudáveis dos seres humanos que procuram mais luz e alegria e utilidade ao longo das linhas do conhecimento, do amor e da beleza. Também existem centros religiosos, e entrar em uma igreja naquele plano é descobrir que aquela religião eleva o crente a alturas muito maiores do que ele estava habituado na Terra. Isto se dá em parte porque os objetos da adoração são visíveis, sendo formas criadas pelo pensamento, e em parte porque a emoção lá é mais pura e mais poderosa. Na abside da igreja não haverá símbolos e vitrais, mas imagens vivas, talvez do Salvador do Mundo, de Santos, ou de Hostes Angélicas. Estes não são tanto fantasmas criados pela imaginação humana, mas representações vivas nas quais seus grandes Modelos derramam algo de Seu amor e consciência, e que usam como canais para o derramamento de bênçãos e de Seu poder. E uma vez que tudo isto é visível ali ao adorador, os serviços religiosos evocam um fervor e uma profundidade de resposta raramente experimentadas aqui embaixo, e provêem uma crença religiosa fundamentada antes na experiência viva do que na fé cega.&lt;br /&gt;Tais são as condições gerais que todos nós sem dúvida encontraremos quando nossa hora soar ou quando obtivermos o poder de ver clarividentemente aquele mundo enquanto ainda neste. Poderíamos completar esta descrição das condições normais com alguma informação sobre as anormais. Para os suicidas, por exemplo, parece haver pelo menos três tipos de experiência após a morte. O suicida que age por motivos nobres e altruístas, depois do choque que usualmente acompanha a morte súbita, geralmente se estabelece na nova vida na maneira normal que já descrevemos. Freqüentemente, nestes casos, não há nenhum coma prévio, e nenhum tempo onde a pessoa possa reajustar do modo usual sua consciência às condições alteradas de sua vida, mas a verdadeira pureza de sua consciência o auxiliará a fazer este reajuste, a ver os fatos da vida nova numa perspectiva correta assim que seus olhos se abrem a ela.&lt;br /&gt;Suicidas do segundo tipo, menos dignos porque motivados mais pelo egoísmo, mergulham num estado de suspensão da consciência imediatamente depois de deixarem o corpo físico, e permanecem neste estado até o momento em que sua morte normalmente chegaria. Então, por virtude de alguma lei rítmica, eles despertam, e assumem sua posição na nova vida. É este fato de despertarem quando o termo natural de sua vida física ocorreria que me leva a acreditar que a hora exata da morte é pré-fixada – por nossa própria conduta, é claro – pois, à parte o suicídio, existe um momento para ocorrer a morte natural que é pré-fixado para cada um de nós.&lt;br /&gt;O terceiro tipo de suicida é ainda menos invejável. Envolve homens, bastante rudes e sensuais, que o cometem no auge de sua vida, freqüentemente impelidos pela paixão ou pelo medo. Na vida nova ainda estão acorrentados às coisas da Terra; seus desejos grosseiros os mantém ligados à Terra; eles podem ver a réplica do plano físico na matéria sutil, e, incapazes de libertar-se dele, vivem no limbo entre este mundo e o outro. Governados por desejos e paixões que não podem satisfazer completamente, procuram gratificação entrando em locais do plano físico de permissividade sensual, unindo suas consciências com a dos bêbados ou dos lascivos que se comprazem lá. Nestas circunstâncias as pessoas no plano físico experimentam uma intensificação dos seus desejos, de modo que este relacionamento, mesmo quando inconsciente, é tão daninho para elas como para as almas acorrentadas à Terra que obtêm gratificação por meio das outras.&lt;br /&gt;Para o Teósofo, possuidor deste conhecimento, o suicídio é sempre um erro. O suicídio não resolve nenhum problema, e dá origem a novos, complicando destarte a situação de onde é usado como meio de escapar. Pois, em algum momento, todas as obrigações devem ser enfrentadas, cada dívida paga, cada sofrimento experimentado integralmente. "Com Deus não se brinca: pois o que quer que o homem semeie, há de colher". È muito melhor, então, suportar uma situação, não importa quão dolorosa seja, do que tentar evadir-se, perpetuando e intensificando suas dificuldades, porque traz a complicação adicional do auto-assassinato, cuja repercussão kármica pode afetar adversamente sucessivas encarnações.&lt;br /&gt;A pessoa que morre em conseqüência de um vício passa uma temporada decididamente desagradável, pois agora está vivendo em seu corpo emocional, e conseqüentemente experimenta seu desejo particular com uma intensidade inaudita, pois a matéria densa do corpo físico em muito o reduz ou atenua. Sem meios de gratificar este vício, este necessariamente arde nele até consumir-se, freqüentemente por semanas ou meses de intenso sofrimento. Se em algum lugar existe um inferno, é nesta situação de desejo intenso e insatisfactível. Este inferno tem pelo menos quatro diferenças do Inferno da religião ortodoxa. Primeiro, não é um lugar; é um estado de consciência, assim como o Céu. De acordo com a condição de nossa consciência podemos estar nele independentemente de onde esteja nosso corpo. Segundo, este sofrimento não é imposto como uma punição após o julgamento por uma autoridade externa; é auto-induzido, assim como todo o sofrimento e toda a alegria. São colheitas naturais e automáticas de semeaduras anteriores. Terceiro, o sofrimento causado pelo desejo insatisfeito não é uma punição eterna. Nem mesmo um pai humano seria tão irracional e cruel a ponto de condenar seu filho a uma punição eterna por um pecado cometido no tempo. Ao contrário, tudo o que tem início deve terminar no devido tempo. O sofrimento pós-morte resultante de um vício não dominado perdura somente enquanto perdura a energia gasta na sua gratificação. Quando se dissipa esta energia, o homem livra-se dele, e começa sua nova vida. A última diferença entre esta condição e aquela normalmente associada à idéia ortodoxa do Inferno é que tal sofrimento de modo algum é vão. Ao contrário, pode ser frutífero ao extremo. Pois pela sua intensidade ele se grava quase permanentemente na consciência do sofredor, que, discernindo assim causa e efeito, aprende sua lição doravante para sempre. Esta percepção pelo homem interior afeta sua próxima vida, na qual ele provavelmente demonstrará uma intensa repugnância por aquela forma de auto-indulgência. Sem dúvida é por esta razão que as condições imediatas de depois da morte são consideradas como purgatoriais.&lt;br /&gt;Concluindo, umas poucas palavras talvez possam ser ditas sobre as crianças após a morte. Àqueles que experimentaram a mais difícil de suportar dentre todas as separações, a perda de uma criança, eu diria que se vocês pudessem ver a felicidade para onde foi a criança, sua dor seria enormemente aliviada. No outro mundo, a vida de uma criança é adorável, jubilosa, cheia de felicidade. As crianças lá são cuidadas tão ternamente quanto os mais sábios e bondosos dos pais as cuidariam, por aqueles que naquele plano se devotaram a este serviço, e muitas vezes são assistidos por membros das hostes angélicas. Existem centros para a vida infantil no mundo interno. São uma combinação de lar, escola e universidade, em belíssimas instalações, onde as crianças são guiadas, treinadas e amadas. Seus parentes e amigos vêm a elas durante o sono, algumas vezes ajudam nas lições de sua nova vida. As crianças, portanto, não perdem a companhia dos que amam, e conhecem pouquíssimo sobre dor ou perda.&lt;br /&gt;A criança, após a morte, ou completa o ciclo normal através dos planos emocionais e mentais de volta ao Ego, ou reencarna rapidamente. No primeiro caso, ela "cresce" para uma jovial maturidade, muito bela, muito refinada em aspecto, delicadamente espiritualizada, com olhos suaves e luminosos. Então, por ocasião da segunda morte, como algumas vezes é chamada, quando o corpo emocional é abandonado e a consciência funciona no corpo mental, encontra lá uma felicidade e uma paz ainda mais perfeitas. Este estado corresponde ao Paraíso da ortodoxia. Nele, a criança colhe, assim como todos que completam o ciclo do nascimento e morte, os frutos de todas as aspirações idealísticas e espirituais, e quando tiverem se esgotado, o corpo mental é descartado e a consciência que realizou a peregrinação se retira para dentro de sua Essência, enriquecida e desenvolvida por todas as experiências por que passou.&lt;br /&gt;Parece, contudo, que a reencarnação rápida é a regra no caso das crianças mortas muito cedo. Talvez tenha sido pago assim algum débito para com a Natureza, alguma transgressão que incorreu numa vida anterior, talvez o suicídio. Abre-se então o caminho para uma bem-sucedida reentrada na encarnação física, mantendo-se os mesmos corpos mental e emocional juvenis. Encontram-se os pais – geralmente os mesmos – e a mãe engravida uns dois ou três anos depois da perda anterior. Muitas mães parecem saber instintivamente que o mesmo Ego voltou para eles. Muitas têm-me assegurado disso, e de seu interesse e deleite ao notar que a aparência e os modos da nova criança em parte corroboram esta intuição. A nova encarnação continua, então, o seu curso normal.&lt;br /&gt;Assim, percebemos que na perda de uma criança, por mais dolorosa que inevitavelmente possa ser, não há motivo para que nos lamentemos. Mesmo se nossos pequenos não voltam para nossos braços, não os teremos perdido; eles estão conosco, como estão os nossos mortos amados, aqui e agora, todos junto de nós, mas temporariamente longe da visão. Mesmo que não possamos vê-los, por falta da visão necessária, eles enfim não desapareceram, não cessaram de existir. Se realmente os amamos, nossos Eus imortais são unos com os deles para sempre, e quando dormimos estamos em sua companhia imediata. Quando chegar nossa hora de entrar nos mundos mais elevados, os reencontraremos, e nesta reunião perceberemos a infalível unidade de todos os que realmente amam.&lt;br /&gt;Pode ser este nosso último pensamento: não há nada a temer na morte. Raramente existe qualquer indivíduo consciente do ato de deixar este corpo. Ele desliza como se para um sono, tranqüila e pacificamente, sem dor. A morte é apenas uma liberação para uma vida mais bela. O nascimento não é um início. A morte não é um fim. Ambos são acontecimentos repetitivos na longa série de vidas por onde ascendemos para o pleno conhecimento espiritual de nós mesmos, até o Adeptado. Apressemo-nos para aquela meta, reconhecendo a morte como só um incidente corpóreo no caminho. Fazendo isso, verdadeiramente a morte será "transformada em vitória".&lt;br /&gt;Não há nenhuma morte para nós homens, pois somos todos Filhos imortais de Deus. A morte só existe no olho que a procura. A morte só afeta o corpo físico, e a liberdade dele nos libera em grande medida do poder cegante da matéria. Pois este corpo, e esta matéria física de nosso mundo, ocultam de nós as realidades espirituais internas, assim como o véu do dia oculta as sempre rutilantes estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-2373032492428048002?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/2373032492428048002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=2373032492428048002' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2373032492428048002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2373032492428048002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/pesquisa-clarividente-e-vida-aps-morte.html' title='A PESQUISA CLARIVIDENTE E A VIDA APÓS A MORTE'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEbLLTx9Y4I/AAAAAAAAAI0/H6lnK8rlrcA/s72-c/anjo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-7005106618164993419</id><published>2010-04-20T22:09:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:27:38.927-03:00</updated><title type='text'>AS 4 ETAPAS EVOLUTIVAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SGvEwY_wAeI/AAAAAAAAAJc/obJ1hmD_Ci4/s1600-h/3d_172.jpeg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218480928861454818" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SGvEwY_wAeI/AAAAAAAAAJc/obJ1hmD_Ci4/s320/3d_172.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na primeira fase o homem, recém-chegado do mundo animal, se deixa levar pela vida instintiva, e está pouco à vontade com as características da sua nova existência.&lt;br /&gt;Na segunda fase, ele começa a descobrir que existe algo além do mundo físico que ele detecta com os cinco sentidos, e que tem condições de mudar algumas circunstâncias ligadas a sua vida ou à vida dos outros.&lt;br /&gt;É a fase da descoberta do poder de manipular algumas energias sutis da natureza, e, como lê e ainda não dispõe de conhecimento (e, conseqüentemente, de entendimento ético), sua ação se enquadra como trabalho de feitiçaria.&lt;br /&gt;Na terceira fase ele tenta introduzir na manipulação um sentido moral, organizando o conhecimento e criando as instituições religiosas. Essa tem sido a fase que a humanidade tem vivido nesses últimos milênios.&lt;br /&gt;Nesta fase, o individuo ainda não tem um entendimento claro a respeito do uso do livre arbítrio, de modo que, de uma maneira geral, continua desrespeitando o direito das pessoas de gerenciar a própria vida.&lt;br /&gt;As pessoas religiosas, principalmente quando se convencem que estão salvas, julgam e condenam os outros com muita facilidade; Acham até que têm obrigação de interfer no livre arbítrio dos outros, sob o pretexto de salvar-lhes a alma, numa operação de falta de respeito ao outro, que é a catequese. Elas, com a sua presunção de que são donas da verdade, ignoram completamente a dimensão do crime que estão cometendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, finalmente, na quarta fase o homem se liberta, conscientemente, da tutela das instituições, com suas pretensões limitadoras do seu crescimento, e descobre que a responsabilidade da sua evolução é somente sua, de modo que passa a não permitir qualquer tipo de invasão ao seu livre arbítrio.&lt;br /&gt;Nessa etapa, que ainda é um privilegio de uma minoria, o indivíduo está concluindo o seu ciclo evolutivo terrestre e se preparando para o seguinte, em outro planeta, ou para permanecer na Terra, ajudando os seus irmãos.&lt;br /&gt;São esses indivíduos que já dispõem de grande parte do conhecimento necessário para usarem de forma mais adequada o seu livre arbítrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-7005106618164993419?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/7005106618164993419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=7005106618164993419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/7005106618164993419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/7005106618164993419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/07/as-4-etapas-evolutivas.html' title='AS 4 ETAPAS EVOLUTIVAS'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SGvEwY_wAeI/AAAAAAAAAJc/obJ1hmD_Ci4/s72-c/3d_172.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-2233263621088024081</id><published>2010-04-20T01:12:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:24:24.616-03:00</updated><title type='text'>SÂNSCRITO, A LINGUAGEM DOS DEUSES</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETFeDx9YyI/AAAAAAAAAH0/nM_VRg87tyM/s1600-h/sodoma14.jpeg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207504189348733730" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETFeDx9YyI/AAAAAAAAAH0/nM_VRg87tyM/s320/sodoma14.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pedro Denis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Escuta, ó Senhor das águas misturadas!&lt;br /&gt;o imóvel dispersa-se&lt;br /&gt;E o movente permanece."&lt;br /&gt;Basavanna (século XII)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LINGUAGEM DOS DEUSES&lt;br /&gt;O sânscrito é uma língua clássica da Índia. É a língua litúrgica do Hinduísmo, do Budismo e do Jainismo e uma das 23 línguas oficiais da Índia. Sendo uma das mais antigas línguas indo-europeias, a sua influência é sentida nos principais idiomas ocidentais, estando na origem de quase todas as línguas europeias à excepção do finlandês, estónio, húngaro, turco e basco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como o latim e o grego na Europa Ocidental e o chinês clássico na Ásia Oriental, o sânscrito é considerada a base da maioria das línguas Indianas e está também presente em diversas línguas actuais não indianas como o vietnamita e o tailandês, entre outras. Sir William Jones, em 1786 num discurso proferido na Asiatic Society em Calcutá, considerou mesmo que o Sânscrito, o Grego e o Latim terão surgido de uma fonte comum, entretanto perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida que parte significativa da expansão do sânscrito e da propagação do seu impacto se deve ainda ao facto de as escrituras budistas, nomeadamente as da linha Mahayana, terem adoptado esta forma escrita. Por esta via, o impacto da língua estendeu-se ao Tibete, China e outros países do extremo oriental da Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua presença na vida quotidiana do sub continente é ainda bem patente, tendo sido adoptado para o hino e diversos outros marcos de soberania e instituições, evidenciando assim uma função de língua franca e unificadora entre todos os indianos, contribuindo para cimentar o sentido de nacionalismo pós-independência. Em acréscimo, todas as descobertas e desenvolvimentos científicos indianos são denominados em sânscrito, à semelhança do que no ocidente se regista com o latim e o grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser primeira língua de menos de 10.000 pessoas e ser segunda língua de cerca de 200.000, o sânscrito é considerado o repositório das escrituras Hindus, e a sua utilização é comum em rituais religiosos e mantras. Actualmente, diversos esforços estão a ser realizados para tornar o sânscrito uma língua viva e utilizada de forma quotidiana em maior escala.&lt;br /&gt;Pela sua sintaxe, o sânscrito é considerado uma língua ideal para programação informática, sendo a sua estrutura regular e matemática considerada uma característica assaz valiosa para esse efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O sânscrito é uma linguagem para expressar Aquilo que transcende as palavras", o que pode levar a que, a uma única palavra, corresponda uma ideia complexa (p.ex.: karma, samsara e tantas outras), advindo daí nítidas dificuldades de tradução. Assim sendo, o conhecimento do sânscrito mostra-se essencial para aprofundar a compreensão da religiosidade e filosofia de origem indiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra "sânscrito" pode significar "aquilo que foi bem feito", "refinado", "consagrado", "santificado" e assume popularmente o significado de "a linguagem dos Deuses". O seu alfabeto - o devanagari, "a escrita da cidade dos Deuses" - é uma escrita alfabeto-silábica usada desde o século XII por diversas línguas como o hindi, o kashmiri e o nepali, entre tantas outras. No entanto, virtualmente, todos os sistemas de escrita do sul da Ásia terão sido usados para a produção de textos em sânscrito sendo os mais antigos (século III a.C.) atribuídos ao imperador Ashoka, um dos grandes impulsionadores do budismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as formas simplificadas de sânscrito destaca-se o Pali, língua na qual foi registado o cânone do budismo theravada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sânscrito pode ser dividido em Clássico e Védico e o mais antigo tratado gramatical que se conhece, Ashtadhyayi da autoria de Panini, remonta ao século V a.C., tendo sido, posteriormente, comentado por diversos autores, entre os quais Patanjali. No entanto, o desenvolvimento do sânscrito terá sido iniciado cerca de 1500 a.C., sendo nesta língua os manuscritos mais antigos da literatura universal - os Vedas. É de salientar que existem evidências que apontam para uma tradição oral "védica" anterior à forma escrita, consequência directa do facto de estes ensinamentos serem considerados incriados e eternos, "a linguagem da realidade" e revelados aos rishis - indivíduos dotados de uma capacidade especial de percepção destes sons eternos. Cada palavra apresenta, assim, um significado inato e eterno, mostrando o seu poder místico quando correctamente pronunciada. Consequentemente, um aprendizado ou repetição errónea dos Vedas era considerado um pecado potenciador de nefastos e imediatos efeitos. Trabalhos recentes, nomeadamente o de Vagish Shastri, propõem o desenvolvimento de um método mnemónico de aprendizagem do sânscrito, baseando-se, para isso, numa gramática de características matemáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sânscrito védico apresenta claras semelhanças com o Avestan, base das escrituras do Zoroastrismo. O núcleo dos quatro Vedas - "conhecimento" ou "corpo de conhecimento", em sentido literal - é composto por mantras e textos religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rig Veda ("Sabedoria dos Versos") regista um estágio prematuro da religião védica e inclui referências a eventuais acontecimentos históricos, sendo a sua composição datada entre 1700 a.C. e 1100 a.C.. No entanto, diversos teóricos, tais como Bal Gangadhar Tilak, encontram neste texto referências astronómicas tão antigas quanto o ano 4000 a.C.. É ainda no Rig Veda que se apoiam diversos opositores da Teoria da Invasão Ariana, segundo a qual, os habitantes dos vales do Indus e do Sarasvati - dravidianos - terão sido invadidos e dominados por nómadas - arianos. No entanto, de acordo com o Rig Veda, estes dois povos sempre coexistiram. Desde a sua redacção, o Rig Veda tem sido dividido em duas versões: o Samhitapatha (para recitação) e o Padapatha (para memorização).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência interpretativa actual do Rig Veda baseia-se numa vertente mais simbólica e mística, assente em processos transcendentais, numa perspectiva infinita do universo e numa categorização do conhecimento em inferior (relacionado com os objectos) e superior (relativo ao sujeito que percebe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sama Veda ("Sabedoria dos Cânticos") é o segundo mais importante Veda e consiste, principalmente, de hinos retirados do Rig Veda e destinados a serem cantados pelos sacerdotes no decorrer das cerimónias religiosas. Existem, no entanto, algumas variações entre os textos de estes dois Vedas, sendo que a versão constante no Sama Veda aparenta ser mais antiga e original que a do Rig Veda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yajur Veda ("Sabedoria dos Sacrifícios") inclui textos religiosos relativos à liturgia, rituais e sacrifícios e execução dos mesmos. Existem duas samhitas (colecções), Shukla e Krishna, incluindo, o primeiro, comentários adicionais e instruções detalhadas. O Shukla Yajur Veda apresenta duas variantes "regionais" e do Krishna Yajur Veda existem quatro versões. É nesta última colecção, Krishna Yajur Veda, que se pode encontrar o conhecido Gayatri mantra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Om, bhuh, bhuvah, svah&lt;br /&gt;tat savitur varenyam, bhargo&lt;br /&gt;devasya dhimadhi, dhiyo yo nah pracodayat.&lt;br /&gt;Om svah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;("Meditamos sobre a Luz Divina do adorável Sol da Consciência Espiritual que estimula nosso poder de percepção espiritual.")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Atharva Veda ("Sabedoria dos Sacerdotes Atharvan"), do qual existem actualmente duas versões, terá sido composto por dois grupos de rishis - apesar de algumas tradições atribuírem parte deste Veda a outros rishis - e representa uma tradição paralela e independente da do Rig Veda e do Yajur Veda. Dos principais rituais cobertos pelo Atharva Veda destacam-se os de casamento e funeral. É também no Atharva Veda que surgem as primeiras referências médicas na literatura indiana, sendo identificadas as causas de diversas doenças e apontada a sua cura. Alguns autores defendem mesmo a teoria de que este será um dos textos mais antigos em que é descrita a função e utilização de antibióticos. Em acréscimo, este texto apresenta o relato de diversos conflitos e regista, de forma descritiva, diversas armas utilizadas nos mesmos. Parte das mais significativas contribuições para o pensamento filosófico ariano surge neste Veda, sendo abordada, nomeadamente, a origem das coisas. Sendo um ensinamento transmitido, inicialmente, de forma oral, o mesmo terá sido corrompido por adições posteriores. No entanto, os hinos do Atharva Veda são consensualmente datados dos séculos XII a.C. a X a.C. (reinado dos Kurus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final do período védico é marcado pela composição dos Upanishads (comentários aos Vedas que pretendem expressar a essência dos mesmos, elaborados nos séculos VII a.C. a V a.C.), revelando estes um conteúdo activador de uma mudança de orientação filosófica e religiosa, passando a ser privilegiado o ascetismo interior, o ser humano e as antigas técnicas de yoga e meditação dos drávidas em detrimento do culto exotérico e ritualístico ariano, como forma de ultrapassar maya (a ilusão da realidade percebida pelos sentidos) e unir atman (a alma) a Brahman (a verdade suprema).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma mais significativa de Sânscrito Clássico, pós-Védico, surge nas grandes epopeias hindus Mahabharata e Ramayana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mahabharata (A Grande Índia), inicialmente denominado Jaya (Vitória) e iniciado nos séculos IV a.C. ou III a.C., é o maior épico da literatura mundial (oito vezes a Ilíada e a Odisseia juntas) e inclui a obra mais conhecida no ocidente, o Bhagavad Gita (o Canto do Abençoado). Tradicionalmente, a sua autoria é atribuída a Vyasa. Contudo, este terá sido o autor apenas da primeira composição tendo esta recebido acréscimos ao longo dos séculos, tornando-se assim num autêntico repositório cultural, mitológico, religioso e filosófico de toda a cultura hindu. Em termos gerais, a obra retrata o conflito registado entre os Pandavas e os seus primos Kuravas pelo controlo de Hastinapur e o papel de Arjuna e do seu mestre, Krishna, no desenrolar dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de menor que o Mahabharata, o Ramayana (O Caminho de Rama) é equivalente a duas vezes a Ilíada e a Odisseia juntas, sendo a sua autoria atribuída a Valmiki (século IV a.C.). Tal como o Mahabharata, também o Ramayana evoluiu primeiro sob a forma oral, tendo sido passado à escrita muitos séculos depois da sua origem. O Ramayana ajudou ao desenvolvimento de uma religião mais popular e devocional e mais liberta dos sacrifícios. A obra retrata o exílio de Rama (inicialmente príncipe e, mais tarde, identificado com a sétima encarnação de Vixnu), o rapto da sua esposa, Sita, por Ravana, rei dos Rakshas, bem como a guerra de Lanka. A narrativa apresenta-se ainda como um conjunto de preceitos morais e éticos, orientadores da conduta e relacionamento humanos, assentando na observância do dharma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IMPORTÂNCIA DO SÂNSCRITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da perfeição linguística decorrente da sua característica matemática, já anteriormente mencionada, algo mais faz com que o sânscrito perdure, apesar dos milénios decorridos, e ganhe um novo interesse no mundo actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade que esta língua mostra para excitar o cérebro é complementada com o poder revelado para tocar o coração de todos quantos a ouvem, estudam e praticam. É esta ligação linguística com os arquétipos, este acesso directo aos planos superiores, esta via dupla - da cabeça e do coração - que identifica verdadeiramente o sânscrito como a "linguagem dos deuses".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aquele que é senhor de si&lt;br /&gt;Experimenta as delícias&lt;br /&gt;De estar mergulhado&lt;br /&gt;Num oceano de ambrósia"&lt;br /&gt;Shiva, o Senhor-do-Sono - Pushpadanta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-2233263621088024081?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/2233263621088024081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=2233263621088024081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2233263621088024081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2233263621088024081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/snscrito-linguagem-dos-deuses.html' title='SÂNSCRITO, A LINGUAGEM DOS DEUSES'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETFeDx9YyI/AAAAAAAAAH0/nM_VRg87tyM/s72-c/sodoma14.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-1038502168282659295</id><published>2010-04-17T04:26:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:24:44.799-03:00</updated><title type='text'>DA BICORPOREIDADE E DA TRANSFIGURAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERK8zx9YRI/AAAAAAAAADk/N2m0yyIL48c/s1600-h/materializacao4.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207369477699494162" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERK8zx9YRI/AAAAAAAAADk/N2m0yyIL48c/s320/materializacao4.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aparições dos Espíritos de pessoas vivas. - Homens duplos. - Santo Afonso de Liguori e Santo Antônio de Pádua. -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vespasiano. - Transfiguração. - Invisibilidade. 114. Estes dois fenômenos são variedades do das manifestações visuais e, por multo maravilhosos que pareçam à primeira vista, facilmente se reconhecerá, pela explicação que deles se pode dar, que não estão fora da ordem dos fenômenos naturais. Assentam ambos no princípio de que tudo o que ficou dito, das propriedades do &lt;a href="http://www.blogger.com/perisp.html"&gt;perispírito &lt;/a&gt;após a morte, se aplica ao perispírito dos vivos. Sabemos que durante o sono o Espírito readquire parte da sua liberdade, isto é, isola-se do corpo e é nesse estado que, em muitas ocasiões, se tem ensejo de observá-lo. Mas, o Espírito, quer o homem esteja vivo, quer morto, traz sempre o envoltório semimaterial que, pelas mesmas causas de que já tratamos, pode tornar-se visível e tangível. Há fatos muito positivos, que nenhuma dúvida permitem a tal respeito. Citaremos apenas alguns exemplos, de que temos conhecimento pessoal e cuja exatidão podemos garantir, sendo que a todos é possível registrar outros análogos, consultando suas próprias reminiscências. 115. A mulher de um dos nossos amigos viu repetidas vezes entrar no seu quarto, durante a noite, houvesse ou não luz, uma vendedora de frutas que ela conhecia de vista, residente nas cercanias, mas com quem jamais falara. Grande terror lhe causou essa aparição, não só porque, na época em que se deu, ela ainda nada conhecia do Espiritismo, como também porque se produzia com multa freqüência. Ora, a vendedora de frutas estava perfeitamente viva e, àquelas horas, provavelmente dormia. Assim, enquanto, na sua casa, seu corpo material repousava, seu Espírito, com o respectivo corpo fluídico, ia à casa da senhora em questão. Por que motivo? É o que se não sabe. Diante de fato de tal natureza, um espírita, iniciado nessa espécie de fenômenos, ter-lho-ia perguntado; disso, porém, nenhuma idéia teve a senhora. De todas as vezes, a aparição se. eclipsava, sem que ela soubesse como, e, de todas igualmente, após a desaparição, cuidou de se certificar de que as portas estavam bem fechadas, de modo a não poder ninguém penetrar-lhe no aposento. Esta precaução lhe deu a prova de estar sempre completamente acordada na ocasião e de não haver sido joguete de um sonho. De outras vezes, viu, da mesma maneira, um homem que lhe era desconhecido e, certo dia, viu seu próprio irmão, que se achava na Califórnia. Este se lhe apresentou com a aparência tão perfeita de uma pessoa real, que, no primeiro momento, acreditou que ele houvesse regressado e quis dirigir-lhe a palavra. Logo, entretanto, o vulto desapareceu, sem lhe dar tempo a isso. Uma carta, que posteriormente lhe chegou, trouxe-lhe a prova de que o irmão, que ela vira, não morrera. Essa senhora era o que se pode chamar um médium vidente natural. Mas, então, como acima dissemos, ainda nunca ouvira falar em médiuns. 116. Outra senhora, residente na província, estando gravemente enferma, viu certa noite, por volta das dez horas, um senhor idoso, que residia na mesma cidade e com quem ela se encontrava às vezes na sociedade, mas sem que existissem relações estreitas entre ambos. Viu-o perto de sua cama, sentado numa poltrona e a tomar, de quando em quando, uma pitada de rapé. Tinha ares de vigiá-la. Surpreendida com semelhante visita a tais horas, quis perguntar-lhe por que motivo ali estava, mas o senhor lhe fez sinal que não falasse e tratasse de dormir. De todas as vezes que ela intentou dirigir-lhe a palavra, o mesmo gesto a impediu de fazê-lo. A senhora acabou por adormecer. Passados alguns dias, tendo-se restabelecido, recebeu a visita do dito senhor, mas em hora mais própria, sendo que dessa vez era ele realmente quem lá 'estava. Trazia a mesma roupa, a mesma caixa de rapé e os modos eram os mesmos. Persuadida de que ele a visitara durante sua enfermidade, agradeceu-lhe o incômodo a que se dera. O homem, muito espantado, declarou que havia longo tempo não tinha a satisfação de vê-la. A senhora, conhecedora que era dos fenômenos espíritas, compreendeu o de que se tratava: mas, não querendo entrar em explicações, limitou-se a dizer que provavelmente fora um sonho. É o mais provável, dirão os incrédulos, os "espíritos fortes", o que, para eles mesmos, é sinônimo de pessoas de espírito. O certo, entretanto, é que a senhora de quem falamos, do mesmo modo que a outra, não dormia. - Então, é que sonhara acordada, ou, por outra, tivera uma alucinação. - Aí está a palavra mágica, a explicação universal de tudo o que se não compreende. Como, porém, já rebatemos suficientemente essa explicação, prosseguiremos, dirigindo-nos aos que nos podem compreender. 117. Eis aqui agora outro fato ainda mais característico e grande curiosidade teríamos de ver como poderiam explicá-lo unicamente por meio da imaginação. Trata-se de um senhor provinciano, que jamais quisera casar-se, mau grado às instâncias de sua família, que muito insistira notadamente a favor de uma moça residente em cidade próxima e que ele jamais vira. Um dia, estando no seu quarto, teve a enorme surpresa de se ver em presença de uma donzela vestida de branco e com a cabeça ornada por uma coroa de flores. Disse-lhe que era sua noiva, estendeu-lhe a mão, que ele tomou nas suas, vendo-lhe num dos dedos um anel. Ao cabo de alguns instantes, desapareceu tudo. Surpreendido com aquela aparição, depois de se haver certificado de estar perfeitamente acordado, inquiriu se alguém lá estivera durante o dia. Responderam-lhe que na casa pessoa alguma fora vista. Decorrido um ano, cedendo a novas solicitações de uma parenta, resolveu-se a ir ver a moça que lhe propunham. Chegou à cidade onde ela morava, no dia da festa de Corpus-Christi. Voltaram todos da procissão e uma das primeiras pessoas que lhe surgiram ante os olhos, ao entrar ele na casa aonde ia, foi uma moça que lhe não custou reconhecer como a mesma que lhe aparecera. Trajava tal qual a aparição, porquanto esta se verificara também num dia de Corpus-Christi. Ficou atônito e a mocinha, por seu lado, soltou um grito e sentiu-se mal. Voltando a si, disse já ter visto aquele senhor, um ano antes, em dia igual ao em que estavam. Realizou-se o casamento. Isso ocorreu em 1835, época em que ainda se não cogitava de Espíritos, acrescendo que ambos os protagonistas do episódio são extremamente positivistas e possuidores da imaginação menos exaltada que há no mundo. Dirão talvez que ambos tinham o espírito despertado pela idéia da união proposta e que essa preocupação determinou uma alucinação. Importa, porém, não esquecer que o marido se conservara tão indiferente a isso, que deixou passar um ano sem ir ver a sua pretendida. Mesmo, todavia, que se admita esta hipótese, ainda ficaria pendendo de explicação a aparição dupla, a coincidência do vestuário com o do dia de Corpus-Christi e, por fim, o reconhecimento físico, reciprocamente ocorrido entre pessoas que nunca se viram, circunstâncias que não podem ser produto da imaginação. 118. Antes de irmos adiante, devemos responder imediatamente a uma questão que não deixará de ser formulada: como pode o corpo viver, enquanto está ausente o Espírito? Poderíamos dizer que o corpo vive a vida orgânica, que independe do Espírito, e a prova é que as plantas vivem e não têm Espírito. Mas, precisamos acrescentar que, durante a vida, nunca o Espírito se acha completamente separado do corpo. Do mesmo modo que alguns médiuns videntes, os Espíritos reconhecem o Espírito de uma pessoa viva, por um rastro luminoso, que termina no corpo, fenômeno que absolutamente não se dá quando este está morto, porque, então, a separação é completa. Por meio dessa comunicação, entre o Espírito e o corpo, é que aquele recebe aviso, qualquer que seja a distância a que se ache do segundo, da necessidade que este possa experimentar da sua presença, caso em que volta ao seu invólucro com a rapidez do relâmpago. Daí resulta que o corpo não pode morrer durante a ausência do Espírito e que não pode acontecer que este, ao regressar, encontre fechada a porta, conforme hão dito alguns romancistas, em histórias compostas para recrear. ( O Livro dos Espíritos, ns. 400 e seguintes.) 119. Voltemos ao nosso assunto. Isolado do corpo, o Espírito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade. Demais, pelas mesmas causas que temos exposto, pode adquirir momentânea tangibilidade. Este fenômeno, conhecido pelo nome de bicorporeidade, foi que deu azo às histórias de homens duplos, isto é, de Indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes se chegou a comprovar. Aqui vão dois exemplos, tirados, não das lendas populares, mas da história eclesiástica. Santo Afonso de Liguori foi canonizado antes do tempo prescrito, por se haver mostrado simultaneamente em dois sítios diversos, o que passou por milagre. Santo Antônio de Pádua estava pregando na Itália, quando seu pai, em Lisboa, ia ser supliciado, sob a acusação de haver cometido um assassínio. No momento da execução, Santo Antônio aparece e demonstra a Inocência do acusado. Comprovou-se que, naquele Instante, Santo Antônio pregava na Itália, na cidade de Pádua. Por nós evocado e interrogado, acerca do fato acima, Santo Afonso respondeu do seguinte modo: lª Poderias explicar-nos esse fenômeno? "Perfeitamente. Quando o homem, por suas virtudes, chegou a desmaterializar-se completamente; quando conseguiu elevar sua alma para Deus, pode aparecer em dois lugares ao mesmo tempo. Eis como: o Espírito encarnado, ao sentir que lhe vem o sono, pode pedir a Deus lhe seja permitido transportar-se a um lugar qualquer. Seu Espírito, ou sua alma, como quiseres, abandona então o corpo, acompanhado de uma parte do seu perispírito, e deixa a matéria imunda num estado próximo do da morte. Digo próximo do da morte, porque no corpo ficou um laço que liga o perispírito e a alma à matéria, laço este que não pode ser definido. O corpo aparece, então, no lugar desejado. Creio ser isto o que queres saber." 2ª Isso não nos dá a explicação da visibilidade e da tangibilidade do perispírito. "Achando-se desprendido da matéria, conformemente ao grau de sua elevação, pode o Espírito tornar-se tangível à matéria." 3ª Será indispensável o sono do corpo, para que o Espírito apareça noutros lugares? "A alma pode dividir-se, quando se sinta atraída para lugar diferente daquele onde se acha seu corpo. Pode acontecer que o corpo não se ache adormecido, se bem seja isto muito raro; mas, em todo caso, não se encontrará num estado perfeitamente normal; será sempre um estado mais ou menos extático." NOTA. A alma não se divide, no sentido literal do termo: irradia-se para diversos lados e pode assim manifestar-se em muitos pontos, sem se haver fracionado. Dá-se o que se dá com a luz, que pode refletir-se simultaneamente em muitos espelhos. 4ª Que sucederia se, estando o homem a dormir, enquanto seu Espírito se mostra noutra parte, alguém de súbito o despertasse? "Isso não se verificaria, porque, se alguém tivesse a intenção de o despertar, o Espírito retornaria ao corpo, prevendo a intenção, porquanto o Espírito lê os pensamentos." NOTA. Explicação inteiramente idêntica nos deram, muitas vezes, Espíritos de pessoas mortas, ou vivas. Santo Afonso explica o fato da dupla presença, mas não a teoria da visibilidade e da tangibilidade. 120. Tácito refere um fato análogo: Durante os meses que Vespasiano passou em Alexandria, aguardando a volta dos ventos estivais e da estação em que o mar oferece segurança, muitos prodígios ocorreram, pelos quais se manifestaram a proteção do céu e o interesse que os deuses tomavam por aquele príncipe... Esses prodígios redobraram o desejo, que Vespasiano alimentava, de visitar a sagrada morada do deus, para consultá-lo sobre as coisas do império. Ordenou que o templo se conservasse fechado para quem quer que fosse e, tendo nele entrado, estava todo atento ao que ia dizer o oráculo, quando percebeu, por detrás de si, um dos mais eminentes Egípcios, chamado Basílide, que ele sabia estar doente, em lugar distante muitos dias de Alexandria. Inquiriu dos sacerdotes se Basílide viera naquele dia ao templo; inquiriu dos transeuntes se o tinham visto na cidade; por fim, despachou alguns homens a cavalo, para saberem de Basílide e veio a certificar-se de que, no momento em que este lhe aparecera, estava a oitenta milhas de distância. Desde então, não mais duvidou de que tivesse sido sobrenatural a visão e o nome de Basílide lhe ficou valendo por um oráculo. (Tácito: Histórias, liv. IV, caps. LXXXI e LXXXII. Tradução de Burnouf.) 121. Tem, pois, dois corpos o indivíduo que se mostra simultaneamente em dois lugares diferentes. Mas, desses dois corpos, um somente é real, o outro é simples aparência. Pode-se dizer que o primeiro tem a vida orgânica e que o segundo tem a vida da alma. Ao despertar o indivíduo, os dois corpos se reúnem e a vida da alma volta ao corpo material. Não parece possível, pelo menos não conhecemos disso exemplo algum, e a razão, ao nosso ver, o demonstra, que, no estado de separação, possam os dois corpos gozar, simultaneamente e no mesmo grau, da vida ativa e inteligente. Demais, do que acabamos de dizer ressalta que o corpo real não poderia morrer, enquanto o corpo aparente se conservasse visível, porquanto a aproximação da morte sempre atrai o Espírito para o corpo, ainda que apenas por um instante. Daí resulta igualmente que o corpo aparente não poderia ser matado, porque não é orgânico, não é formado de carne e osso. Desapareceria, no momento em que o quisessem matar. 122. Passemos ao segundo fenômeno, o da transfiguração. Consiste na mudança do aspecto de um corpo vivo. Aqui está um fato dessa natureza cuja perfeita autenticidade podemos garantir, ocorrido durante os anos de 1858 e 1859, nos arredores de Saint-Etienne. Uma mocinha, de mais ou menos quinze anos, gozava da singular faculdade de se transfigurar, isto é, de tomar, em dados momentos, todas as aparências de certas pessoas mortas. Tão completa era a ilusão, que os que assistiam ao fenômeno julgavam ter diante de si a própria pessoa, cuja aparência ela tomava, tal a semelhança dos traços fisionômicos, do olhar, do som da voz e, até, da maneira particular de falar. Esse fenômeno se repetiu centenas de vezes sem que a vontade da mocinha ali interferisse. Tomou, em várias ocasiões, a aparência de seu irmão, que morrera alguns anos antes. Reproduzia-lhe não somente o semblante, mas também o porte e a corpulência. Um médico do lugar, testemunha que fora, muitas vezes, desses estranhos efeitos, querendo certificar-se de que não havia naquilo ilusionismo, fez a experiência que vamos relatar. Conhecemos os fatos, pelo que nos referiram ele próprio, o pai da moça e diversas outras testemunhas oculares, muito honradas e dignas de crédito. Veio a esse médico a idéia de pesar a moça no seu estado normal e de fazer-lhe o mesmo no de transfiguração, quando apresentava a aparência do irmão, que contava, ao morrer, vinte e tantos anos, e era mais alto do que ela e de compleição mais forte. Pois bem! verificou que, no segundo estado, o peso da moça era quase duplo do seu peso normal. Concludente se mostra a experiência, tornando impossível atribuir-se aquela aparência a uma simples ilusão de ótica. Tentemos explicar esse fato, que noutro tempo teria sido qualificado de milagre e a que hoje chamamos muito simplesmente fenômeno. 123. A transfiguração, em certos casos, pode originar-se de uma simples contração muscular, capaz de dar à fisionomia expressão muito diferente da habitual, ao ponto de tornar quase irreconhecível a pessoa. Temo-lo observado freqüentemente com alguns sonâmbulos; mas, nesse caso, a transformação não é radical. Uma mulher poderá parecer jovem ou velha, bela ou feia, mas será sempre uma mulher e, sobretudo, seu peso não aumentará, nem diminuirá. No fenômeno com que nos ocupamos, há mais alguma coisa. A teoria do perispírito nos vai esclarecer. Está, em princípio, admitido que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, mediante uma modificação na disposição molecular, pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade e, conseguintemente, a opacidade; que o perispírito de uma pessoa viva, isolado do corpo, é passível das mesmas transformações; que essa mudança de estado se opera pela combinação dos fluidos. Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva, não isolado, mas irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo numa espécie de vapor. Nesse estado, passível se torna das mesmas modificações de que o seria, se o corpo estivesse separado. Perdendo ele a sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, ficar velado, como se mergulhado numa bruma. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto. Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os do primeiro, poderá, a essa combinação de fluidos, imprimir a aparência que lhe é própria, de tal sorte, que o corpo real desapareça sob o envoltório fluídico exterior, cuja aparência pode variar à vontade do Espírito. Esta parece ser a verdadeira causa do estranho fenômeno e raro, cumpra se diga, da transfiguração. Quanto à diferença de peso, explica-se da mesma maneira por que se explica com relação aos corpos inertes. O peso intrínseco do corpo não variou, pois que não aumentou nele a quantidade de matéria. Sofreu, porém, a influência de um agente exterior, que lhe pode aumentar ou diminuir o peso relativo, conforme explicamos acima, ns. 78 e seguintes. Provável é, portanto, que, se a transformação se produzir, tomando a pessoa o aspecto de uma criança, o peso diminua proporcionalmente. 124. Concebe-se que o corpo possa tomar outra aparência de dimensão igual ou maior do que a que lhe é própria. Como, porém, lhe será possível tomar uma de dimensão menor, a de uma criança, conforme acabamos de dizer? Neste caso, não será de prever que o corpo real ultrapasse os limites do corpo aparente? Por isso mesmo que tal se pode dar, não dizemos que o fato se tenha produzido. Apenas, reportando-nos à teoria do peso específico, quisemos fazer sentir que o peso aparente houvera podido diminuir. Quanto ao fenômeno em si, não afirmamos nem a sua possibilidade, nem a sua impossibilidade. Dado, entretanto, que ocorra, a circunstância de se lhe não oferecer uma solução satisfatória de nenhum modo o infirmaria. Importa se não esqueça que nos achamos nos primórdios da ciência e que ela está longe de haver dito a última palavra sobre esse ponto, como sobre muitos outros. Aliás, as partes excedentes poderiam ser perfeitamente tornadas invisíveis. A teoria do fenômeno da invisibilidade ressalta muito naturalmente das explicações precedentes e das que foram ministradas a respeito do fenômeno dos transportes, ns. 96 e seguintes. 125. Resta-nos falar do singular fenômeno dos agêneres que, por muito extraordinário que pareça à primeira vista, não é mais sobrenatural do que os outros. Porém, como o explicamos na Revue Spirite (fevereiro de 1859), julgamos inútil tratar dele aqui pormenorizadamente. Diremos tão-somente que é uma variedade da aparição tangível. E o estado de certos Espíritos que podem revestir momentaneamente as formas de uma pessoa viva, ao ponto de causar completa ilusão. (Do grego a privativo, e geine, geinomaï, gerar: que não foi gerado.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-1038502168282659295?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/1038502168282659295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=1038502168282659295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/1038502168282659295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/1038502168282659295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/da-bicorporeidade-e-da-transfigurao.html' title='DA BICORPOREIDADE E DA TRANSFIGURAÇÃO'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERK8zx9YRI/AAAAAAAAADk/N2m0yyIL48c/s72-c/materializacao4.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-5315635448853228566</id><published>2010-04-16T21:56:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:18:04.331-03:00</updated><title type='text'>Nasa descobre substância para formação de vida em amostras de cometa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/StkWekpudOI/AAAAAAAAApQ/jPphOiwffOA/s1600-h/foto1_8921_600x600.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 154px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393366743243453666" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/StkWekpudOI/AAAAAAAAApQ/jPphOiwffOA/s320/foto1_8921_600x600.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cientistas da Nasa (agência espacial americana) descobriram glicina, elemento fundamental para a formação de vida, em amostras do cometa "Wild 2" trazidas à Terra pela sonda Stardust em 2006, revelou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL)."A glicina é um aminoácido usados pelos organismos vivos para produzir proteínas e esta é a primeira vez que é encontrada em um cometa", afirmou Jamie Elsila, do Centro de Voos Espaciais da Nasa."A descoberta apoia a teoria de que alguns ingredientes da vida surgiram no espaço e chegaram à Terra através do impacto de meteoritos e cometas", acrescentou um comunicado do JPL.Carl Pilcher, diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa, afirmou que a descoberta também respalda a hipótese de que os blocos básicos da vida abundam no espaço e que a vida no universo é mais comum do que se acredita.Os resultados da investigação dos cientistas foram apresentados durante uma reunião realizada pela Sociedade Química dos Estados Unidos em Washington no fim de semana passado e serão publicados em breve pela revista "Meteorites and Planetary Science", disse o JPL.A sonda Stardust atravessou uma densa nuvem e gases que rodeavam o núcleo de gelo do "Wild 2" em janeiro de 2004.Desde o princípio as análises revelaram a presença de glicina nas amostras. No entanto, por esse ingrediente existir na vida terrestre acreditou-se que a malha estava contaminada."Era possível que a glicina achada tivesse se originado durante a manipulação ou fabricação da cápsula", explicou Elsila.As novas investigações, porém, descartaram a possibilidade, após usarem a análise isotópica, acrescentou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte: Yahoo Notícias&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-5315635448853228566?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/5315635448853228566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=5315635448853228566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/5315635448853228566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/5315635448853228566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2009/10/nasa-descobre-substancia-para-formacao.html' title='Nasa descobre substância para formação de vida em amostras de cometa'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/StkWekpudOI/AAAAAAAAApQ/jPphOiwffOA/s72-c/foto1_8921_600x600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-2967206767925609376</id><published>2010-03-19T02:30:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:20:54.453-03:00</updated><title type='text'>Salomão, Estórias, Mitos e Lendas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SKpcjFkDzDI/AAAAAAAAAJ4/0wGK_3mH5-U/s1600-h/trono_salomao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236099274630220850" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SKpcjFkDzDI/AAAAAAAAAJ4/0wGK_3mH5-U/s320/trono_salomao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Somente os que constroem sobre idéias&lt;br /&gt;é que constroem para a Eternidade "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salomão é o nome mais respeitado que existe no seio de um imenso número de religiões, seitas e Sociedades Secretas. Por que Salomão se tornou tão importante perante tão heterogêneos sistemas místico-religiosos? Por que tantas linhas de pensamentos, muitas vezes bem diferentes confluem até Salomão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala de Salomão torna-se muito difícil separar o que é verdade do que é lenda, sendo assim quase impossível se estabelecer os limites onde termina a verdade histórica e onde começa a lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Davi estava avançado em idade ele ansiava por cumprir uma promessa que não era somente dele, mas também de todo o povo hebreu: Edificar um grande templo dedicado ao deus de Abraão e que ele próprio não pudera construir em virtude das inúmeras guerra com que se ocupou em todos os anos de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afim de que tenhamos uma melhor compreensão do problema que tentamos evidenciar nesta palestra é oportuna uma comparação entre acontecimentos relatados na Bíblia com os que são citados no Alcorão, livro sagrado dos islamitas, e ligados ao Rei Salomão, para que se tenha conhecimento de muitos pontos que são obscuros numa tradição e bastante clara na outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não esteja relatado na Bíblia, mesmo assim, é verdade que Salomão quando da velhice de seu pai Davi não estava presente na Palestina. Ele, segundo algumas informações contidas em documentos particulares de algumas ordens Iniciáticas, estava no Egito para onde fora a fim de tomar conhecimento do como estavam sendo dirigidas as Escolas Iniciáticas, e sobre a natureza do que, e do como, estava sendo ensinado lá, pois isso dizia respeito diretamente à sua principal missão na terra. Salomão tinha como primeiro objetivo expurgar as influências do lado negativo dentro das fontes de conhecimento de então. Sabe-se que em Memphis Salomão foi iniciado nos GRANDES MISTÉRIOS egípcios numa Escola ligada diretamente à Grande Fraternidade Branca, naquela época sediada no Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a aproximação da morte de David, Salomão foi chamado do Egito e quanto chegou à Palestina o seu irmão Adonias estava praticamente no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia não traz referências quanto à vivência de Salomão no Egito. Aquele livro apenas cita que ele desposou uma filha do Faraó ( Reis I 3-1 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em Reis 14.29 e seguintes é citado que a sabedoria de Salomão era maior do que a sabedoria de todos os reis do Oriente e do que a sabedoria dos egípcios. Vê-se que Salomão estava de alguma forma ligado a várias fontes de conhecimentos, especialmente aos conhecimentos dos egípcios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Salomão esteve no Egito haviam transcorrido cerca de 482 anos desde a partida dos hebreus do Egito e de quando eles trouxeram grandes conhecimentos secretos, razão da contra ordem dada pelo Faraó para deter o êxodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sabedoria de Salomão derivava das próprias tradições de seu povo, mas, então aquela sabedoria em parte havia não apenas sido em parte esquecida, mas principalmente adulterada pela Conjura e por influencia da natureza negativa tendo a frente Jehová. Naquele período as Escolas de Mistérios ainda estavam muito ativas e possuindo muito sabedoria. Por tal razão Salomão foi enviado ao Egito a fim de se inteirar do como as verdades estavam sendo guardadas e ensinadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salomão mostrou ser uma pessoa de sabedoria incrível. Conhecia todos os segredos da história da humanidade, dominava todos os conhecimentos da sua época bem como do passado. Não era uma pessoa comum e nem "santa" segundo os atributos dos santos da Igreja Católica. Essencialmente era uma pessoa sábia, de consciência clara, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira fase de sua vida pública, o que ele tinha de especial era um conhecimento imenso, algo fora do comum, estava infinitamente adiante dos demais seres de sua época. O que havia nele de especial era o saber e não um caráter de bondade piegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aquele jovem rei Salomão a quem Davi deu a incumbência de construir um templo onde deveriam ser guardada a Arca da Aliança, juntamente com as Tábuas da Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Maçonaria explica de forma muito especial e detalhada as diferentes etapas da construção daquele templo e praticamente baseia a sua ritualística nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a Salomão haver construído um templo o qual era um compromisso do povo hebreu para com Jehová é mais um paradoxo, pois se Salomão tinha conhecimentos da infiltração do lado negativo da natureza no seio da cultura e da religião hebraica por qual razão Ele tomou construiu aquele templo? Sendo Salomão sabedor da natureza de Jehová não é fácil se entender como Ele se dedicou àquela construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Salomão não empreendesse a construção do templo os hebreus continuariam inabalavelmente no propósito de construí-lo mais cedo ou mais tarde. Assim sendo Salomão preteriu ele mesmo empreender aquela obra. Construindo o templo, Salomão poderia dar-lhe um outro destino e foi assim que aconteceu. Por um lado Ele atendeu aos anseios do povo enquanto que por outro lado Ele deu-lhe um objetivo bem diferente. Seguiu as especificações técnicas e arquitetônicas, mas a destinação prático dada foi bem diferente. O templo não era apenas um local de acendimento religioso, mas sim uma verdadeira universidade apta a funcionar essencialmente como uma Escola de Mistérios semelhante àquelas que existiam no Egito Antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levado pelo seu imenso saber, e especialmente por haver sido membro destacado das Escolas de Mistérios no Egito, o rei Salomão construiu o Templo de Jerusalém de maneira a funcionar como uma Escola de Saber Oculto e não apenas uma casa de devoção a Jehová.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salomão, o Rei de maior sabedoria entre todos os reis... Qual o imenso saber de Salomão? - Já dissemos que Ele foi um INICIADO nos Mistérios Menores e Maiores da Escola Iniciativa de Memphis no Egito. Os Mistérios menores envolviam todos os conhecimentos históricos e científicos da humanidade, mas somente com os Mistérios Maiores é que o postulante aprendia o domínio da mente. Além do conhecimento já existente nas Escolas de Mistérios de Memphis Salomão dominava magistralmente os ensinamentos da Cabala Hebraica e especialmente pelo Seu saber inato, saber que Ele tinha em si mesmo, que trazia consigo mesmo, pois sua consciência era uma projeção da Consciência Cósmica na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi exatamente essa capacidade natural o que motivou o seu pai Davi a enviá-lo para o Egito afim de melhor tomar ciência do que estava sendo ensinado lá e assim Ele com mais habilidade pudesse sucedê-lo como rei de Israel, mesmo que tal atitude viesse a ferir o direito de progenitura de Adonias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adonias não tinha propensão para o saber oculto, era um espírito sem desenvolvimento algum, por isto nos bastidores da Conjura ele era o tipo ideal para governante. Jamais alguém como Salomão poderia ser da simpatia de da Conjura do Silêncio, e bem menos ainda ser aceito pela força negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela disputa entre Adonias e Salomão, na realidade por detrás havia um jogo tremendo entre os OBSCURANTISTAS, os INICIÁTICOS, e especialmente a FORÇA NEGATIVA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente por ser detentor de conhecimentos ocultos, especialmente aqueles ligados à Cabala, Salomão foi aceito como o protetor dos magos. É tido como o rei da magia, das ciências ocultas, do hermetismo, etc. Através desses conhecimentos ele se impõe aos cultivadores das doutrinas secretas, das diferentes formas de magia, da maçonaria, e de quase todas as saciedades e doutrinas secretas do ocidente. Como um dos principais reis de Israel ele chegou a ponto das grandes religiões do ocidente como o Islamismo e muitas Igrejas Cristãs Tê-lo no mais elevado conceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem os cabalista que Salomão foi o maior entre os maiores conhecedores dessa ciência. Ele detinha, segundo todas as fontes de informações, um poder incrível sobre as forças da natureza. Assim o grande poder de Salomão dominava todos os gênios da natureza. Diz a tradição que Ele impunha a sua vontade sobre todos os "demônios" ( Não cabe nesta palestra discutir se os gênios, anjos, demônios, Djins, elementares e outras formas de existência são reais ou imaginários. Citamos essas entidades para justificar o porquê de Salomão ser reconhecido simultaneamente por cristãos, magos, feiticeiros, cabalistas, místicos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SALOMÃO é respeitado pelos magos e feiticeiros de todos os tempos. O seu nome aparece nos livros sagrados dos cristãos tanto quanto nos islamitas, ou nos tratados de magia branca, assim como de magia negra; nos livros de Maçonaria e nos de inúmeras outras ordens iniciáticas e sociedades secretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SSomente se entendendo a problemática da humanidade, no que diz respeito aos obscurantistas, e aos iniciáticos é que se pode tirar as dúvidas, afastar as desconfianças do contrário se torna decepcionante ver o nome de Salomão ligada à seitas demoníacas, e a muitas formas de conhecimento oculto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos às lendas, aos mitos, e à algumas estórias verdadeiras ligadas a Salomão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande Rei, dizem, era detentor de um anel mágico, um anel cabalístico que Lhe dava poderes maravilhosos, e no que existia desenhado o famoso SÍMBOLO DE SALOMÃO, também conhecido por SIGNO SALOMÃO por haver sido usado pelo Rei como sinete com o qual eram autenticados os documentos. Ainda existem alguns daqueles documentos autenticados com o anel de Salomão em arquivos de sociedades secretas e mesmo em museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anel de Salomão era um talismã valiosíssimo com o qual Salomão submetia à sua vontade todos os gênios e demônios. A Tradição Místicas dos árabes é riquíssima no que diz respeito aos imensos poderes do REI no domínio de todas as forças da natureza. Pela Bíblia é pode-se sentir o quanto era vasta a sabedoria do GRANDE REI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das tarefas de Salomão foi a construção do Templo de Jerusalém, promessa do povo hebreu ao deus de Abraão e o principal desejo de Davi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem as tradições de algumas doutrinas que na construção do templo não se escutava qualquer ruído embora ali a pedra fosse trabalhada profusamente. Para explicar isto muitos afirmam que as pedras foram trabalhadas em pedreiras distantes transportadas já devidamente cinzeladas até o local da construção onde somente eram montadas. Mas os que assim afirmam desconhecem a verdade. Uma verdade velada, um dos grandes mistérios das civilizações antigas. O fato dos blocos haverem sido transportados não explica o não se ouvir os ruídos da construção, dos deslocamentos blocos e da cooptação de uns nos outros. Mesmo numa de nossas construções atuais feita com pequenos tijolos de barro, para ajustá-los devidamente escutam-se batidas de ferramentas. Como, então, explicar que na construção do Templo em que foram utilizados blocos grande de pedra barulho algum fosse propagado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para explicar isto vamos invocar aquilo que está escrito nos livros religiosos islamitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salomão na construção do templo invocou o auxilio dos "gênios" graças aos poderes cabalísticos que possuía. Assim os gênios se submeteram a vontade de Salomão e foram obrigados a trabalhar como escravos. Mesmo estando sendo construído por gênios Salomão tinha o sossego quebrado pelos ruídos da lapidação das pedras, pelo ajustamento dos blocos nas paredes. Incomodado por isso o rei indagou dos "gênios" se aquele trabalho não poderia ser feito em silêncio e assim exigiu que a obra fosse trabalhada sem ruído algum. Os "gênios" disseram que tal era impossível para eles, mas que existia um "gênio" que tinha tal conhecimento, mas que fugira à convocação de Salomão. Este, por meio de processo mágico localizou o "gênio" rebelde e usando o poder do seu anel submeteu-o e este teve de explicar a maneira como trabalhar a pedra em silêncio. O gênio foi obrigado a revelar aquele segredo dizendo: "Oh Rei. Cobre o ninho daquele corvo com uma campânula de pedra e descobrirás aquilo que desejas". Salomão assim procedeu e verificou que o corvo ao regressar para o ninho havendo encontrado os ovos cobertos voou e regressou depois trazendo um certo tipo de erva que depositou sobre a campânula de pedra sob a qual estavam os ovos. A erva foi libertando seiva e esta amoleceu completamente a pedra e assim o corvo conseguiu com o bico libertar os ovos. Imediatamente o Rei ordenou que aquela seiva fosse utilizada para tornar os blocos de pedra amolecidos e assim tudo pode ser construído em silêncio. Depois dos blocos cortados, moldados, e ajustados novamente eram solidificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto por certo é uma das lendas sobre Salomão, mas na verdade o Rei tinha conhecimento do como amolecer a pedra, pois a técnica de amolecimento da pedra é uma realidade, mas que na história de Salomão aparece em uma forma lendária. Sobre esse mito repousa uma grande verdade, tanto a técnica de amolecimento de rocha existia no passado como também o Rei submeteu muitos "gênios" da natureza, especialmente "gênios" servidores da força negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza Salomão não aprendeu a amolecer pedra da maneira como diz a lenda, mas sendo detentor de Consciência Cósmica ele sabia de todas as técnicas e ciências, sem falar nos conhecimentos a que teve acessos nas Escolas de Mistérios, nas fontes de conhecimento do Egito desde que aquela técnica foi amplamente empregada na construção das grandes construções do Egito e oriundos da Atlântida. Este é um dos grandes segredos da antigüidade e que explica os grandes paradoxos das construções megalíticas da pré-história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se pode saber como os egípcios que só dispunham de serra e brocas de bronze podiam executar monumental trabalho em pedras. ( aquela erva cuja seiva amolece a pedra não é uma raridade, ela existe em abundância no Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são apenas as lendas islamitas e maçônicas que falam da construção do Templo de Salomão. Existem inúmeras outras que se completam e cada uma guarda em si ensinamentos vários, e lições morais interessantíssimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o término da construção do templo Salomão cumpriu a promessa feita pelo seu pai Davi e paralelamente o povo hebreu cumpriu a promessa feita a Jehová.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrela de cinco pontas ou Pentagrama que era um símbolo do Rei Salomão&lt;br /&gt;Durante a construção Salomão começou a fazer ver que uma obra arquitetônica muito bem pode simbolizar a via de desenvolvimento e evolutiva de uma pessoa humana. Tudo pode ser construído, moldado, lapidado, polido, e ajustado na vida do ser humano, tal qual numa edificação de pedras. Assim a construção moral do ser pode ser simbolizada pela construção de um edifício material. Mas, a construção do ser humano em suas qualidades espirituais é uma obra mais grandiosa que qualquer templo material, algo bem mais imperecível, pois que jamais pode ser destruída. Assim Salomão estabeleceu as bases de uma nova ordem social utilizando para a construção desse homem novo as mesmas bases que fora empregada para a edificação do templo e assim criou uma Escola Iniciática em que as pessoas eram distribuídas em três graus tal como os obreiros eram classificados na construção do templo material. Isto é essencialmente a base da Maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura física do edifício do Templo de Jerusalém não condiz de forma alguma com as linhas clássicas de um templo religioso e sim com as de uma universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a criação daquele templo destinado ao aperfeiçoamento do ser humano o Rei Salomão quis criar algo eterno, um templo imaterial para que o homem pudesse se desenvolver e evoluir em saber. Para que ele pudesse ascender no cumprimento daquilo para o que está destinado, o desenvolvimento cósmico de sua natureza. O templo material poderia ser o cumprimento de uma promessa feita pelo povo hebreu àquele ser que se intitulava Jeová, o senhor dos exércitos, mas o imaterial a Escola Arcana de Sabedoria, esta visava homenagear o Ser Superior, à Consciência Cósmica, Supremo Criador de todas as leis universais, Creador de bilhões de sistemas plenos de vida. À este o rei Salomão dedicou paralelamente não um templo material, uma escola de mistérios, em termos atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas Escolas de mistérios e no Templo de Salomão se aprendia muito sobre ciências altamente adiante da época. Lendo-se os antigos filósofos vemos claramente que eles conheciam muitos princípios científicos atuais. Por exemplo, a idéia de que a matéria era constituída de estrutura que os gregos chamaram átomos e cujo enunciado é atribuído a Demócrito, a Leucipo e a Epícuro, na realidade a idéia não partiu daqueles filósofos. Demócrito recebeu-a de Moschus, o Fenício, a informação precisa de que o átomo era indivisível ( quimicamente ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Tales de Mileto e Anaxímenes, a Via Láctea era constituída de estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galileu confessou claramente que suas afirmativas a respeito do movimento da terra ele a colhera dos antigos, Copérnico, considerado o criador da teoria heliocêntrica, no prefácio de sua obra dedicada ao Papa Paulo III, diz textualmente que descobriu o movimento da terra nos escritos dos antigos. Na realidade não foi Newton quem descobriu a "Lei da Gravidade Universal", também conhecida como "Lei do quadrado das distâncias". Antes dele, Pitágoras já havia afirmado isto, e antes deste, Plutarco disse que havia uma atração recíproca ente os corpos, que o sol atraia a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma magnífica indagação é sobre o que constava nos milhares de manuscritos da Biblioteca de Alexandria que foi totalmente destruída. Também nas 200.000 obras da Biblioteca de Pérgamo? Seriam apenas historietas? A realidade é que havia ali muitos conhecimentos científicos, históricos filosóficos tudo sobre a gênese da terra, dos espíritos e do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Salomão esteve ligado a diversas fontes que tinham esse tipo de conhecimento é de se admitir que ele tinha pleno conhecimento, um conhecimento abrangente de tudo quanto havia naquela época. Atualmente é que no templo de Jerusalém havia algum instrumento igual ou equivalente aos atuais pára-raios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-2967206767925609376?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/2967206767925609376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=2967206767925609376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2967206767925609376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2967206767925609376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/08/salomo-estrias-mitos-e-lendas.html' title='Salomão, Estórias, Mitos e Lendas...'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SKpcjFkDzDI/AAAAAAAAAJ4/0wGK_3mH5-U/s72-c/trono_salomao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-6749210207069244594</id><published>2010-03-18T16:52:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:21:14.401-03:00</updated><title type='text'>A Conquista de Canaã</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SKx3dxjSPxI/AAAAAAAAAKA/wc5-9lxhsBU/s1600-h/m19.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236691820126289682" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SKx3dxjSPxI/AAAAAAAAAKA/wc5-9lxhsBU/s320/m19.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jorge Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhavam pelo deserto, os hebreus contavam a seus filhos uma velha história. Há quatrocentos anos - diziam eles - um homem chamado Abrão desceu lá do norte, da cidade de Ur, na Caldéia, e com toda a sua família dirigiu-se para o sul da Palestina.&lt;br /&gt;Era uma ordem de Deus.&lt;br /&gt;Ele receberia por herança uma terra, teria uma descendência tão grande como as estrelas do céu, e através dele todas as famílias da terra seriam abençoadas. Era uma estranha promessa, afinal Abrão não tinha filhos e seu clã era nômade. Mas ele acreditou na promessa de Deus. Anos mais tarde, Deus trocou seu nome para Abraão, que quer dizer "pai de uma multidão de nações", fez um pacto especial com ele e lhe deu um filho, que foi chamado Isaque.&lt;br /&gt;Como líder, Moisés tinha certeza que o acordo feito com Abraão estava sendo cumprido. Deus dissera que a terra prometida era Canaã, e que seus limites iriam do Egito até o rio Eufrates. Explicou também que Canaã estava ocupada por dez povos guerreiros, sanguinários e idólatras: queneus, queneseus, cadmoneus, heteus, periseus, refains, amorreus, cananeus, girgaseus e jebuseus. Mas eles seriam arados da terra, como mato bravo arrancado para permitir a semeadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo líder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os anos de caminhada pelo deserto, Moisés foi formando uma liderança que julgou capaz de dirigir a conquista da Palestina. Entre seus homens de confiança havia um jovem chamado Josué. Tinha sido seu assistente pessoal, e quando grupos de assaltantes amalequitas começaram a ameaçar a segurança dos hebreus, Josué liderou um grupo de combatentes. Era disciplinado, ousado e muito corajoso.&lt;br /&gt;Em hebraico Josué quer dizer "Iaveh é a salvação". Era da tribo de Efraim, filho de Num, e esteve com Moisés durante toda a peregrinação no deserto. Quando Moisés subiu ao monte Sinai, para receber de Deus os Dez Mandamentos, Josué subiu com ele. Foi quem avisou a Moisés que lá embaixo estava uma barulheira incrível, como um alarido de guerra. Mas o que ele ouvia era o povo dançando e cantando em adoração deus Ápis, o deus touro do egípcios.&lt;br /&gt;Como dirigente militar recebeu de Moisés uma missão especial: fazer parte de um grupo de espiões que deveriam se infiltrar em Canaã. As ordens eram precisas: observar a terra, o que produzia, se os campos eram férteis, como era o povo, se era organizado, numeroso, e se haviam fortalezas. Deviam também trazer frutos da terra.&lt;br /&gt;Os espiões chegaram até as proximidades de Hebrom, que fica ao sul de Jerusalém, e depois de dias trouxeram a Moisés um relatório terrível:&lt;br /&gt;-- É, na verdade, uma terra que produz leite e mel, em abundância. Vimos cachos de uvas que tinham que ser transportados numa vara por dois homens, de tão grandes. Mas o povo que habita na terra é muito poderoso, as cidades são grandes, fortificadas. Vimos gigantes e nos sentimos como se fôssemos gafanhotos, de tão pequenos diante deles.&lt;br /&gt;Excluindo Josué e Calebe, os outros espiões estavam em pânico. E o medo que tinham foram transmitindo ao povo, que então rebelou-se contra Moisés.&lt;br /&gt;-- Foi para isso que você nos tirou do Egito, para a gente morrer aqui, no deserto, para sermos massacrados a espada, nós, nossas mulheres e nossos filhos?&lt;br /&gt;Josué e Calebe ainda tentaram reverter a situação. Explicaram que a terra era excelente e que se era da vontade de Deus a terra prometida seria entregue na mão deles, não importava a força dos povos ocupantes, pois "a sombra protetora de Deus lhes foi tirada".&lt;br /&gt;Mas a mentalidade escrava do povo prevaleceu. Não estavam preparados para lutar. E diante da rebelião, Deus afirmou que nenhum deles entraria na terra, mas seus filhos. Assim, durante quarenta anos caminharam pelo deserto. E os filhos dos escravos foram transformados em guerreiros. Forjados sob o sol escaldante, confiantes na promessa de que a terra lhes seria entregue.&lt;br /&gt;Os espiões que se acovardaram e sublevaram o povo contra Deus e Moisés foram presos e condenados à morte. Josué por sua coragem e fidelidade a Deus despontou como sucessor de Moisés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tribos atacam&lt;br /&gt;Os hebreus não eram um grupo homogêneo. Mesmo sendo descendentes de Abraão, no correr dos séculos miscigenaram-se com outros povos semitas e inclusive com os próprios egípcios. Estavam, no entanto, unidos através da fé no Deus único, e dos rituais semitas, dos quais o principal deles, nessa época, era a circuncisão.&lt;br /&gt;Cada tribo recebeu o nome do patriarca de que descendia: Rubem, Simeão, Judá, Issacar, Zebulom, Efraim, Manasses (esses dois, netos de Abraão, filhos de José, que juntos formavam uma tribo), Benjamim, Dã, Aser, Gade e Naftali. Havia ainda uma outra tribo, a de Levi, que era a dos sacerdotes. Dessa maneira, a nação de Israel surgiu como uma confederação de tribos, sem governo centralizado. Seria governada por juizes, homens sábios que julgavam suas tribos a partir das leis deixadas por Moisés.&lt;br /&gt;Assim, após a morte de Moisés, os hebreus conquistaram a Palestina liderados por Josué, considerado pelos historiadores um dos maiores generais da história. Formou regimentos com guerreiros jovens, que ao contrário de seus pais estavam desejosos de combater por Iaveh, o Deus de Israel. Os regimentos foram organizados a partir das doze tribos que formavam a confederação hebréia.&lt;br /&gt;A estratégia inicial de Josué consistiu em montar seu quartel general em Gálgala, ao oriente da cidade de Jericó, e a partir daí atacar as cidades de Ai e Gabaom. Em Gálgala já estavam estabelecidas as tribos de Rubem, Simeão e Manasses. Ali havia água em abundância, provisão para os combatentes e lugar seguro para armazenar os despojos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra de extermínio&lt;br /&gt;Antes de iniciar o período da conquista, Josué deu combate aos grupos inimigos, nômades, que poderiam ameaçar a produção agrícola das tribos já instaladas em Gálgala. Só depois disso, tomou Jericó, fortaleza avançada do território de Canaã e conhecida na época como "a princesa do vale do Jordão".&lt;br /&gt;A cidade de Jericó data, segundo pesquisas arqueológicas, do ano oito mil antes de Cristo. Por ter uma fonte e um oásis e estar estrategicamente situada, foi ocupada por povos diferentes, como os amorreus e cananeus, e muitas vezes destruída. Antes da conquista por parte dos hebreus, foi atacada por faraós da 18a dinastia e totalmente destruída. De novo reconstruída, tinha nessa época muros altos, de pedras macho e fêmea, duas torres, e casas retangulares e espaçosas.&lt;br /&gt;Essa linda cidade, que também recebia o nome de Cidade das Palmeiras, dominava o vale do Jordão e as passagens para as montanhas do oeste. Antes de atacá-la, Josué enviou dois jovens oficiais do recém formado exército para espionar a região. Eles entraram na cidade, foram protegidos e escondidos por uma prostituta chamada Raabe, e depois voltaram ao quartel general de Josué com uma grande notícia:&lt;br /&gt;-- Realmente Deus nos deu toda esta terra. Os seus habitantes estão apavorados com nossa presença.&lt;br /&gt;Josué então chamou os sacerdotes, que leram para os oficiais e soldados uma ordem que Deus tinha dado a Moisés.&lt;br /&gt;"Quando saírem para guerrear contra teus inimigos, se virem cavalos, carros de combate e um povo mais numeroso do que vocês, não fiquem com medo, pois com vocês está o Senhor Deus, que tirou vocês do Egito. Quando estiverem para começar o combate, o sacerdote se aproximará para falar aos soldados e lhes dirá: 'Ouve, ó Israel! Estais hoje prestes a guerrear contra teus inimigos. Não se acovardem, não fiquem com medo, não tremam, nem se atemorizem diante deles, porque o Senhor Deus marcha com vocês, lutando com vocês'."&lt;br /&gt;Depois, os sacerdotes disseram:&lt;br /&gt;-- Quem tem uma tenda nova e ainda não a usou? Volte para a sua tenda, para que não morra na batalha e não possa curtir sua tenda nova. Quem plantou uma vinha e ainda não colheu os primeiros cachos de uva? Volte para sua tenda, para que não morra na batalha e não coma de seus primeiros frutos. Quem acaba de casar-se e ainda não completou sua lua de mel? Volte para sua tenda, para que não morra na batalha e não usufrua sua noite de núpcias.&lt;br /&gt;E por fim os sacerdotes, perguntaram:&lt;br /&gt;-- Quem está com medo e se considera um covarde? Volte para sua tenda para que não contagie seus irmãos.&lt;br /&gt;Então, Josué destacou os oficiais e definiu o ataque.&lt;br /&gt;Por ordem divina, rodearam a cidade uma vez por dia, durante sete dias. Tocavam trombetas, gritavam e saltavam. Ao sétimo dia, todo o povo, com os soldados e os sacerdotes, rodearam sete vezes a cidade, tocando trombetas e gritando. De repente, ao som mais agudo da trombeta, os muros caíram permitindo a entrada do povo. A cidade foi amaldiçoada, seus habitantes executados, com exceção de uma moça, prostituta, de nome Raabe e da família do pai dela. Os despojos de ouro e prata foram levados para o tabernáculo, que era a tenda onde estava a arca da aliança, com os Dez Mandamentos.&lt;br /&gt;Foi uma guerra implacável. E diante disso, é o caso de perguntar: o extermínio realizado pelos israelitas foi um ato justificável?&lt;br /&gt;Na época, Canaã estava sendo permanentemente disputada por conquistadores. Confederações de reinos, agrupados em torno de uma cidade, lançavam-se contra outros pequenos reinos. Os filisteus, por exemplo, não eram originários da região, vinham da ilha de Caftor, mais conhecida como Capadócia. Instalaram-se na região de Gaza, exterminando os Avins que viviam nesse território.&lt;br /&gt;Assim, os hebreus tinham tanto direito à terra como os que foram despojados. Eram conquistadores lutando contra conquistadores.&lt;br /&gt;E quanto ao seu modo de atuar nas operações de guerra? Caso tomemos os padrões guerreiros da época, os hebreus não eram nem mais sanguinários, nem mais cruéis. Os assírios, por exemplo, decapitavam os povos vencidos, fazendo pirâmides com seus crânios. Crucificavam ou empalavam os prisioneiros, arrancavam seus olhos e os esfolavam vivos. Não há casos de tortura na tradição guerreira dos israelitas.&lt;br /&gt;Sem dúvida, Deus utilizou o povo de Israel para trazer sua justiça sobre os cananeus. Seus costumes religiosos estavam entre os mais bárbaros de todo o mundo antigo. Ofereciam sacrifícios humanos e infantis a seus deuses. Eram idólatras, dominados por vícios vergonhosos e abomináveis. É interessante notar que antes dos hebreus se lançarem à conquista da Palestina, Deus lhes falou:&lt;br /&gt;"Ó Israel, hoje vocês estão atravessando o rio Jordão para conquistar nações mais numerosas e poderosas, cidades grandes e fortificadas. (...) Portanto, vocês devem saber que o Senhor Deus vai atravessar na frente, como um fogo devorador. É ele quem exterminará. Vocês, então, desalojarão rapidamente esses povos, os farão perecer, conforme falou o Senhor Deus. Quando Iaveh os tiver removido de sua presença, vocês não devem dizer nos seus corações: 'É por causa da nossa justiça que O Senhor nos fez entrar na posse dessa terra'. É por causa da perversidade dessas nações que Iaveh irá expulsá-las da tua frente." (Deuteronômio 9:1, 3 e 4).&lt;br /&gt;Dessa maneira, os cananeus estavam sendo punidos por Deus por causa de seus crimes, sua idolatria e vida promíscua. E, também, para evitar que seu exemplo levassem os hebreus aos mesmos erros. Segundo a maneira de pensar dos antigos israelitas, Deus responsabiliza tanto as nações como os indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitória quase completa&lt;br /&gt;Depois da conquista de Jericó, Josué tomou a cidade de Ai, que fazia fronteira com Gálgala. Recebeu, então, a visita de embaixadores do reino de Gabaom com os quais Josué celebrou uma tratado de paz, sem consultar antes o Deus de Israel.&lt;br /&gt;Os reis de Jerusalém, Hebrom, Jerimote, Laquis e Eglom formaram uma aliança e atacaram Gabaom. Como Josué havia feito um acordo bilateral com Gabaom, teve que sair em sua defesa e lançar um ataque contra os cinco reis. Conseguiu derrotá-los e conquistou as cidades de Maceda, Libna e Laquis.&lt;br /&gt;Estabeleceu um acampamento provisório perto de Eglom e daí lançou-se à conquista de mais três cidades, Eglom, Hebrom e Debir. A essa altura, já havia ocupado toda a região central e sul da Palestina.&lt;br /&gt;Josué voltou então para Gálgala. Descansou meses e começou a organizou os futuros ataques ao norte de Canaã, região onde estavam localizadas cidades populosas e fortificadas.&lt;br /&gt;O rei de Asor chefiava uma confederação de reinos e ficou sabendo dos planos de Josué. Reuniu, então, todas as cidades vizinhas e organizou uma confederação para enfrentar militarmente o exército hebreu. A mais violenta das batalhas aconteceu às margens do rio Merom. Josué derrotou os exércitos confederados, queimou a cidade de Asor e tomou todas as cidades dos reinos aliados. Estrategicamente, foi sua maior vitória, pois com ela quebrou o poder dos cananeus.&lt;br /&gt;Mas nem todos os habitantes da Palestina tinham sido exterminados. Cidades importantes ficaram intocadas, principalmente as da região norte da Filístia.&lt;br /&gt;Foi longa a guerra da conquista, durou 45 anos.&lt;br /&gt;Apesar de ser o maior general da história de Israel, Josué cometeu três erros: fez aliança com os gabaonitas, permitiu aos jebuseus permanecerem em Jerusalém e não destruiu as bases dos filisteus no litoral.&lt;br /&gt;Esses erros, isolaram as tribos de Judá e Simeão do resto do país. A entrada principal para o território de Judá ficou sob controle dos jebuseus, que ocupavam Jerusalém. E toda a região permaneceu cercada pelas cidades dos gabaonitas. Esta situação criou um separatismo entre as tribos do norte e as do sul e acabou fracionando a confederação hebréia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divisão da terra&lt;br /&gt;A repartição da terra foi feita parcialmente em Gálgala e depois em Siló, cidade para onde havia sido transportada a tenda da congregação. Essa primeira distribuição de terras foi realizada por uma comissão formada pelo sacerdote Eleazar, pelo general Josué e por dez chefes dos clãs. Havia uma lei básica, que já havia sido promulgada e que orientava a divisão. As tribos mais populosas receberiam as porções maiores. Os sacerdotes destinaram duas urnas, uma para receber o nome das tribos e outra para as regiões da Palestina que seriam sorteadas. Assim, o método de distribuição combinava a sorte - podia ser no sul, no centro ou no norte da Palestina -, com um elemento objetivo, a população de cada tribo. As questões de limites ou permanência de tribos nos lugares onde já se encontravam, como era o caso das tribos de Rubem, Simeão e Manasses, foram decididas pela comissão.&lt;br /&gt;Depois de uma semana de trabalhos, a confederação das tribos de Israel estava assim distribuída:&lt;br /&gt;• A parte montanhosa ao sul foi entregue à tribo de Judá.&lt;br /&gt;• A parte montanhosa ao centro, à tribo de José. Este território foi dividido entre as tribos de Efraim e Manasses, filhos de José.&lt;br /&gt;• A parte montanhosa central coube à tribo de Benjamim.&lt;br /&gt;• A parte excedente do território entregue a Judá, por ser grande demais, ficou com à tribo de Simeão.&lt;br /&gt;• O território que limitava a parte montanhosa central com a região norte foi entregue às tribos de Zebulom e de Issacar.&lt;br /&gt;• A região costeira coube às tribos de Aser e Naftali.&lt;br /&gt;• Dois territórios foram entregues à tribo de Dã, um no litoral central e outro no extremo norte.&lt;br /&gt;• Os territórios ao oriente do Jordão foram entregues as tribos de Rubem e Gade. A parte que coube a Manasses também estava do lado oriental do rio Jordão.&lt;br /&gt;Era tradição no antigo Oriente Médio que o crime de sangue fosse vingado por um parente da pessoa assassinada. Através de Moisés, Deus deu ao povo uma legislação que punia severamente os crimes contra a pessoa, fossem eles assassinatos, seqüestros ou violências sexuais. Com isso, Deus tirava a justiça das mãos do vingador individual e a colocava sob responsabilidade social. Mas Josué sabia que muitos crimes podiam acontecer sem premeditação, por acidente ou imprevisto. Por isso, criou também as cidades de refúgio, onde pessoas que ainda não tinham sido julgadas e condenadas pela justiça recebiam o direito de asilo. Era uma forma de oferecer misericórdia àqueles que involuntariamente tinham cometido um erro.&lt;br /&gt;Nas cidades de refúgio nenhum vingador de sangue tinha permissão para entrar, e dentro dela os perseguidos tinham o direito de viver sem serem molestados.&lt;br /&gt;Terminada a guerra, Josué pediu aos dirigentes da confederação de tribos, como recompensa pelos serviços prestados, a cidade de Timnate-Sera, que ficava no alto do monte Efraim. Viveu aí seus últimos dias e morreu com 110 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-6749210207069244594?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/6749210207069244594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=6749210207069244594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/6749210207069244594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/6749210207069244594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/08/conquista-de-cana.html' title='A Conquista de Canaã'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SKx3dxjSPxI/AAAAAAAAAKA/wc5-9lxhsBU/s72-c/m19.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-7871407732100225159</id><published>2010-03-03T22:50:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:18:24.932-03:00</updated><title type='text'>ALÉM DA CAVERNA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SHjvx3GOpRI/AAAAAAAAAJk/fTwpKprcdZk/s1600-h/caverna.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222187407818794258" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SHjvx3GOpRI/AAAAAAAAAJk/fTwpKprcdZk/s320/caverna.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•&lt;strong&gt;Por Ken Wilber&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Física e misticismo, física e misticismo, física e misticismo... Na década passada foram lançadas, literalmente, dúzias de livros de físicos, filósofos, psicólogos e teólogos com o objetivo de descrever ou explicar a extraordinária relação entre a física moderna, a mais dura das ciências, e o misticismo, a mais suave das religiões. A física e o misticismo estão rapidamente aproximando-se de uma notável visão comum de mundo, dizem alguns. São aproximações complementares para uma mesma realidade, afirmam outros. Não, nada têm em comum, anunciam os céticos; seus métodos, objetivos e resultados são diametralmente opostos. Em verdade, a física moderna vem sendo usada para apoiar ou refutar o determinismo, o livre-arbítrio, Deus, Espírito, a imortalidade, a causalidade, a predestinação, o Budismo, o Hinduísmo, o Cristianismo e o Taoísmo.&lt;br /&gt;O fato é que cada geração tem usado a física para provar ou negar o Espírito - o que deve nos dizer algo a respeito. Platão declarou que toda a física era, usando suas próprias palavras, nada mais que uma "história plausível", uma vez que ela dependia, em última análise, da evidência de sentidos fugidios e vagos, enquanto a verdade residia nas Formas transcendentais além da física (daí a "metafísica"). Por outro lado, Demócrito acreditava somente em "átomos e no vazio", desde que, ele sentia, nada mais existia - uma noção tão desprezível para Platão, a ponto de levá-lo a expressar o mais forte desejo de que toda a obra de Demócrito fosse queimada imediatamente.&lt;br /&gt;Quando a física newtoniana passou a reinar, os materialistas se agarraram a ela para provar que uma vez que o universo era, obviamente, uma máquina determinística, não havia espaço para livre-arbítrio, Deus, graça, intervenção divina, ou qualquer outra coisa que, mesmo vagamente, se assemelhasse ao Espírito. Este argumento, aparentemente impenetrável, não causou o menor impacto nos filósofos espiritualistas ou idealistas. Realmente, estes argumentavam, a segunda lei da termodinâmica - que, inequivocamente, anuncia que o universo está gastando a corda - significa somente uma coisa: se o universo está gastando a corda é porque, previamente, algo ou alguém deu corda no universo. A física newtoniana não refuta Deus; pelo contrário, afirmavam, ela prova a absoluta necessidade de um Divino Criador!&lt;br /&gt;Ao entrar em cena a teoria da relatividade, repetiu-se o mesmo drama. O Cardeal O'Connell de Boston preveniu os bons católicos que a relatividade era "uma confusa especulação produzindo uma dúvida universal sobre Deus e Sua criação"; a teoria era uma "hedionda aparição do Ateísmo". Por outro lado, o Rabino Goldstein anunciou, solenemente, que Einstein tinha conseguido nada menos que produzir "uma fórmula científica para o monoteísmo". Similarmente, os trabalhos de James Jeans e Arthur Eddington foram saudados efusivamente nos púlpitos de toda a Inglaterra - a física moderna sustenta a Cristandade em todos os aspectos essenciais! O problema era que tanto Jeans quanto Eddington não concordavam com esse entendimento e muito menos concordavam entre si, o que inspirou o famoso chiste de Bertrand Russel de que "Sir Arthur Eddington deduz a religião do fato de que os átomos não obedecem às leis da matemática; Sir James Jeans a deduz do fato de que eles as obedecem".&lt;br /&gt;Hoje ouvimos falar da suposta relação entre a física moderna e o misticismo oriental. A teoria "bootstrap", o teorema de Bell, a ordem implicada, o paradigma holográfico - supõe-se que tudo isto prova (ou refuta?) o misticismo oriental. Em todos os aspectos essenciais, repete-se a mesma história com personagens diferentes. Os prós e os contras apresentam seus argumentos, mas o que resta de verdadeiro e inalterado é que, simplesmente, o assunto em si é extremamente complexo.&lt;br /&gt;No meio dessa confusão, então, parece ser uma boa idéia consultar os fundadores da física moderna sobre o que eles pensavam a respeito de ciência e religião. Qual é a relação, se existe alguma, entre a física moderna e o misticismo transcendental? A física dá suporte a temas como livre-arbítrio, criação, Espírito, alma? Quais são os respectivos papéis da ciência e da religião? A física trata mesmo da Realidade (com "R" maiúsculo) ou está necessariamente confinada a estudar as sombras na caverna?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-7871407732100225159?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/7871407732100225159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=7871407732100225159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/7871407732100225159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/7871407732100225159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/07/alm-da-caverna.html' title='ALÉM DA CAVERNA'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SHjvx3GOpRI/AAAAAAAAAJk/fTwpKprcdZk/s72-c/caverna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-2421660309272590554</id><published>2010-02-16T23:00:00.000-02:00</published><updated>2010-04-24T16:21:34.376-03:00</updated><title type='text'>Curas milagrosas de Lourdes: depoimento de um especialista</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/StkmPqLAtjI/AAAAAAAAApg/GwikgSFpufk/s1600-h/entrevLourdes01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 212px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393384079213246002" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/StkmPqLAtjI/AAAAAAAAApg/GwikgSFpufk/s320/entrevLourdes01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Palco de grandes milagres ainda em nossos dias, a pequena cidade francesa de Lourdes, nos contrafortes dos Pireneus, foi o lugar escolhido por Nossa Senhora para aparecer, em 1858, à camponesa Santa Bernadete Soubirous. O que entende a Igreja Católica por cura milagrosa? Quais os critérios empregados para que se reconheça oficialmente uma cura?&lt;br /&gt;A essas e outras questões responde um profundo conhecedor do assunto: o médico responsável do Bureau Médical de Lourdes, Dr. Patrick Theillier.&lt;br /&gt;Formado pela Faculdade de Lille, no norte da França, especialista do aparelho digestivo, trabalhou na Cooperação Militar no Marrocos como Médico Responsável do Hospital de Targuist. Foi professor de cursos de Homeopatia na Universidade de Lille e é detentor de diplomas de Medicina do Trabalho Agrícola, Acupuntura e Homeopatia. Desde abril de 1998 é o médico permanente do Santuário de Lourdes, Presidente da Association Médical International de Lourdes (AMIL) e redator-chefe do Boletim da AMIL (trimestral de 10.000 assinantes, divulgado em cinco línguas). Autor de dois livros: Une nouvelle approche biomédicale des maladies chroniques: l’endothérapie multivalente (juntamente com o Doutor Michel Geffard), publicado em 2000 por F-X de Guilbert; e Et si on parlait des miracles..., editado em 2001 por Presses de la Renaissance, Paris, traduzido em Portugal com o título E se falássemos sobre... Milagres? pela editora Sopa de Letras.&lt;br /&gt;O Dr. Theillier recebeu nosso enviado especial, Sr. Miguel da Costa Carvalho Vidigal, no próprio Consultório Médico de Lourdes, para esta entrevista, mediante a qual podemos constatar, uma vez mais, a ocorrência do sobrenatural através da água de Lourdes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Catolicismo — O Sr., como responsável pelo Consultório Médico de Lourdes, poderia explicar aos leitores de Catolicismo o trabalho que realiza aqui?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Inicialmente, o trabalho consiste em receber os peregrinos, os doentes, que supõem ter sido beneficiados por uma graça de cura por intercessão de Nossa Senhora de Lourdes. São eles próprios que o dizem e vêm testemunhar esse fato. Eu anoto e procuro investigar se existe a possibilidade de que essa cura seja reconhecida como milagrosa. É a primeira etapa. A segunda, nos casos que me parecem mais probatórios, inicio uma pesquisa médica, recolhendo todos os documentos anteriores à cura, que é o mais importante e o mais complicado; e os posteriores, para estar bem seguro de que ela realmente existiu. Devo estudar, com todos os médicos que passam por Lourdes, uma causa dessa cura que possa ser natural ou terapêutica. No total, devo dar a volta em torno da questão, para depois propor tal cura à Igreja, a fim de que Ela reconheça o milagre.&lt;br /&gt;O trabalho em meu consultório, que coincide com o tempo entre a declaração voluntária e espontânea daquele que foi curado e o reconhecimento da Igreja, é ao mesmo tempo médico e científico.&lt;br /&gt;Catolicismo — Quantos médicos fazem parte desse Consultório? Como ele funciona?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Eu sou o único médico de plantão, mas todos os médicos que passam por Lourdes podem participar desse trabalho. Eu edito uma pequena revista, “Boletim da AMIL”, que é enviada a todos os médicos profissionais da saúde que desejam e aos inscritos nessa associação. Ela tem a tiragem de 10 mil exemplares, em cinco línguas, e é enviada a 75 países.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Catolicismo — Somente médicos católicos fazem parte?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Qualquer médico pode entrar na associação, desde que esteja interessado e que não tenha mau espírito. Não pergunto a religião deles. Muitos médicos vêm aqui, evidentemente a grande maioria é católica, mas não obrigatoriamente praticantes. Eles vêm igualmente para fazer pesquisas ou simplesmente com uma finalidade humanitária para ajudar os doentes.&lt;br /&gt;Catolicismo — Desde quando existe esse Consultório Médico?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — O Consultório Médico de Lourdes existe desde os anos 1880, há mais de 120 anos! Passaram por aqui 12 médicos responsáveis. Eu sou o décimo segundo. Mas a história da medicina em Lourdes data das aparições. Foi o médico de Santa Bernadete, o Doutor Douzous, que assistiu a várias aparições e também a examinou, juntamente com outros médicos, para ver se ela era sã de corpo e espírito. Este consultório começou realmente nessa época, mas logo ocorreram algumas curas, já durante a época das aparições. O bispo da época, Dom Laurence, logo após o final das aparições, havia estabelecido uma primeira comissão médica, sob a égide do Dr. Vergès, professor de medicina termal em Montpellier, para fazer as primeiras constatações e o primeiro trabalho de reconhecimento. Deste modo, o Dr. Vergès estudou todos os primeiros casos durante os três primeiros anos. Isso levou Dom Laurence a reconhecer, em 18 de fevereiro de 1862, as aparições de Lourdes, baseando-se evidentemente no testemunho de Santa Bernadete, que era fundamental, mas também nas curas ocorridas desde então e já reconhecidas pela medicina. Foram estudados e transmitidos a Dom Laurence mais ou menos 40 casos. Ele reteve sete, que foram assim os primeiros sete milagres de Lourdes.&lt;br /&gt;Catolicismo — Qual foi o primeiro milagre reconhecido oficialmente?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — O primeiro milagre foi o de Catherine Latapie, que era uma mulher de 38 anos. Ela tinha dado à luz quatro filhos, dois já haviam morrido. Na noite de 28 de fevereiro para o dia 1º de março 1858, sentiu a necessidade de vir à Gruta de Massabielle [nome da gruta onde Nossa Senhora apareceu].&lt;br /&gt;Dois anos antes, ela caíra de uma árvore e tinha uma paralisia cubital no braço direito, que a atrapalhava enormemente em suas atividades. Além disso, ela estava grávida. Apesar disso tudo, não hesitou em vir durante a noite para assistir à aparição que aconteceu naquele dia — a décima segunda. Quando tudo tinha terminado, ela subiu na gruta, pois naquela época era preciso escalar um pouco. E encontrou a fonte em que, três dias antes, Nossa Senhora tinha pedido a Santa Bernadette para lavar-se. A Sra. Latapie colocou a mão, e logo em seguida ficou com o uso completo do braço direito. Partindo de volta a pé para casa, a seis quilômetros da gruta, ela sentiu as dores do parto e deu à luz um filho que se chamou Jean-Baptiste. Mais tarde ele tornar-se-ia padre.&lt;br /&gt;Catolicismo — Quantos milagres foram reconhecidos até hoje?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Sessenta e seis milagres foram reconhecidos oficialmente pela Igreja. Seria bom explicar que é sempre o bispo da diocese, da qual vem a pessoa que foi curada, que reconhece o milagre. Portanto, não é o Papa nem o Vaticano, e tampouco o bispo da diocese de Tarbes-Lourdes. Pelo mundo inteiro, o bispo local é quem recebe o dossiê reconhecido pela medicina.&lt;br /&gt;No entanto, é bom saber que o número de curas declaradas pela medicina é 100 vezes maior do que as reconhecidas pelas autoridades eclesiásticas. Apenas uma cura sobre 100 declarações, em média, é reconhecida de modo oficial. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Catolicismo — Existem casos recentes?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Claro, sempre aparecem casos novos. Sempre tenho mais ou menos cinqüenta casos para estudar. São as curas que foram declaradas nos últimos 10, 12 anos, e que me parecem sérias. Necessito estudar alguns casos de câncer, por exemplo. Mas há uma dificuldade quanto ao câncer. É uma doença que obrigatoriamente é tratada logo. Assim, é preciso distinguir aquilo que poderia ser considerado um tratamento, na origem da cura. É um longo trabalho que necessita tempo, estudos. É preciso comparar com outras eventuais curas ocorridas no mundo. Dessa forma, novas declarações aparecem sempre.&lt;br /&gt;Catolicismo — Quanto tempo pode levar para estudar e reconhecer um milagre?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — No mínimo cinco anos, já que não se fala de cura na medicina antes disso. Mas, em geral, de 10 a 12 anos. Recebo mais ou menos 35 declarações por ano, e destas, entre três e cinco serão objeto de uma pesquisa.&lt;br /&gt;Catolicismo — Como o Consultório toma contato com as pessoas curadas?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Nós aguardamos as solicitações. São as pessoas que tomam contato voluntariamente, seja por telefone, pessoalmente, ou então por correio postal ou eletrônico, tudo é possível. Há casos também de pessoas que foram curadas somente rezando a Nossa Senhora de Lourdes, sem nunca terem vindo orar diante da Gruta.&lt;br /&gt;Catolicismo — Há um tipo de cura mais freqüente que outros?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Não. Existem todos os cenários possíveis, todos os tipos de doenças.&lt;br /&gt;Catolicismo — Quando se vem a Lourdes, pode-se ler e escutar em vários lugares que “o milagre maior que se produz diante da Gruta, ou durante a peregrinação, é o milagre na alma, mais do que o do corpo”. Como o Sr., enquanto médico católico, sente isso?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Enquanto médico católico, creio que em cada ser humano existe uma dimensão espiritual que é inerente à sua natureza. Somos criados à imagem e semelhança de Deus, existe em nós uma fonte de vida eterna. Considero que a cura física é um sinal da benevolência e da misericórdia de Deus em relação ao doente, ao pecador, mas que não acontece sem uma cura interior.&lt;br /&gt;No Evangelho, todas as curas são sempre acompanhadas de uma cura interior: “Vai, tua Fé te curou”; “A partir de agora não peques mais”, e assim por diante. É, portanto, cura que é sinal de um restabelecimento total da pessoa. Acredito que em Lourdes é assim. A cura física é a única visível, a única sobre a qual podemos nos debruçar, trabalhar, estudar e precisar, mas todas as curas físicas tocam a pessoa em toda a sua dimensão, seja ela física, psíquica ou espiritual. Posso dizer-lhe que uma pessoa que vive uma cura divina – pois a cura milagrosa é uma cura divina – não esquece nunca, representa algo muito forte na sua existência, há um antes e um depois, isso a toca profundamente.&lt;br /&gt;Essas curas físicas são as únicas visíveis, mas elas devem ser vistas como um sinal das curas invisíveis que têm lugar aqui, e que são talvez mais numerosas e importantes: as curas do coração, da alma, a cura do pecado, a reconciliação com Deus, com os outros e consigo mesmo.&lt;br /&gt;É preciso entender como uma cura interior, uma cura de todas as feridas que nós acumulamos durante nossa existência, e que naquele momento particular precisam ser tratadas e curadas. Assim, acredito que não se pode apenas fixar o lado “prodigioso” do milagre físico — freqüentemente maravilhoso, claro — mas procurar o sentido que está escondido atrás dele, que é a cura interior.&lt;br /&gt;Catolicismo — As pessoas que foram curadas em Lourdes também têm a percepção disso?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Narro-lhe a história de um senhor de 67 anos, que veio aqui contar-me uma cura que ele obteve em 1963, exatamente há 40 anos, mas que ele nunca esqueceu.&lt;br /&gt;Durante o serviço militar na Argélia, ele foi atingido por uma doença chamada sacro-coxalgia tuberculosa. Propuseram-lhe de vir a Lourdes, quando ele já estava havia vários meses no Hospital Militar de Bordeaux, repatriado por causa da doença. É preciso dizer que ele tinha sido declarado, pelo sistema de saúde francês, como 100% inválido, beneficiando-se com a aposentadoria correspondente a isso. Chegando aqui, sugeriram-lhe ir banhar-se nas águas de Lourdes. Ele aceitou, mas como havia um gesso de seu pescoço até os pés, impossível de ser retirado, foi apenas aplicada do lado de fora do gesso, no local dolorido, uma esponja umedecida.&lt;br /&gt;Quando ele voltou ao hospital de Bordeaux e tiraram a radiografia, à qual ele se submetia a cada três semanas, todo mundo ficou surpreso de ver que a sacro-coxalgia estava completamente curada. Ele pôde voltar para casa, mas nunca esqueceu o milagre. Apesar de ter vivido no Haiti, no Chile e em Ruanda, a cada dois anos ele vinha em peregrinação agradecer a Nossa Senhora de Lourdes com toda sua família. Entretanto, ele nunca tinha vindo ao consultório. Só depois que ele me viu na televisão, veio aqui para descrever, com enorme emoção, a sua história. Foi obrigado diversas vezes a parar, de tanto que chorava ao contar aquilo que tinha vivido 40 anos antes, com pouco mais de 20 anos de idade.&lt;br /&gt;Catolicismo — Alguma cura tocou-lhe especialmente?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Para ser sincero, todas as curas me tocaram. A que me sensibiliza mais especialmente é sempre a última. Por quê? Simplesmente porque todas as curas são maravilhosas. Pode-se sentir que as pessoas que foram curadas passaram por algo de sobrenatural, de muito forte. Elas são tocadas por alguma coisa que ultrapassa a natureza, é uma experiência fundadora em suas vidas. E tudo isso é muito emocionante, não há uma mais bela do que outra: todas elas o são.&lt;br /&gt;Catolicismo — Houve casos de médicos que, vindo a Lourdes, se converteram após constatar um milagre?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Sim, por exemplo o Doutor Aléxis Carrel [Prêmio Nobel de Medicina, 1912] que tinha acompanhado uma doente realmente grave, pois ela estava em estado de coma terminal de uma tuberculose generalizada. Ele assistiu, diante da Gruta, essa doente como que “ressuscitar”. Foi uma cura extraordinária, mas ele não podia admitir devido à sua formação positivista. Entretanto, no fim da vida, quando ele morreu, foi encontrado um manuscrito, no qual conta sua viagem a Lourdes e reconhece ter assistido a um milagre.&lt;br /&gt;Catolicismo — O médico responsável por esse Consultório, na época do escritor Émile Zola, manteve uma polêmica com este, não é verdade?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Com efeito, Zola veio aqui no fim do século XIX, interessado em conhecer, pois falava-se muito de tudo o que se passava em Lourdes. O Dr. Boissarie, um dos meus predecessores, abriu todas as portas do Consultório Médico, e o escritor teve a possibilidade, durante o tempo em que esteve aqui, de assistir a duas verdadeiras curas milagrosas de duas jovens, de quem temos os registros em nosso Consultório até hoje.&lt;br /&gt;Voltando a Paris, Zola escreveu seu livro sobre Lourdes, onde ele conta de um modo impecável esses dois milagres. O problema é que ele transformou a realidade, dizendo que as duas tiveram uma recaída e morreram de suas doenças, o que é absolutamente falso.&lt;br /&gt;O Doutor Boissarie foi a Paris vê-lo, em uma conferência aberta ao público, e interpelou Zola, mostrando que ele tinha modificado a realidade. O escritor respondeu que ele era um romancista, que tinha o direito de colocar o que bem entendesse em seus livros...&lt;br /&gt;Na verdade, as duas meninas foram realmente curadas de suas doenças, nunca tiveram recaídas e eram idosas quando morreram. Sempre é possível modificar a realidade, quando não se quer acreditar. É a liberdade humana...&lt;br /&gt;Catolicismo — Em seu ponto de vista, qual é o sentido dessas curas?&lt;br /&gt;Dr. Patrick Theillier — Acredito que a cura é para todos, não somente reservada a alguns. Caso contrário, seria injusto; poder-se-ia perguntar: por que alguns se curam e outros não?&lt;br /&gt;Somos todos chamados a ser curados, cedo ou tarde, das nossas feridas, dos nossos pecados. É preciso viver na esperança e entender que Deus nos ama, que Ele não está na origem do mal, da doença ou da invalidez. Caso contrário, viveremos como revoltados. É preciso entender que Ele sofreu e deu a sua vida por nós e nos salvou. O mais importante é a saúde espiritual, é preciso ver essas curas físicas dentro de uma perspectiva de eternidade, como uma antecipação da ressurreição do nosso corpo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fonte = &lt;a href="http://www.lepanto.com.br/"&gt;http://www.lepanto.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-2421660309272590554?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/2421660309272590554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=2421660309272590554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2421660309272590554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2421660309272590554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2009/10/curas-milagrosas-de-lourdes-depoimento.html' title='Curas milagrosas de Lourdes: depoimento de um especialista'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/StkmPqLAtjI/AAAAAAAAApg/GwikgSFpufk/s72-c/entrevLourdes01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-7424684020796450983</id><published>2010-02-07T02:43:00.005-02:00</published><updated>2010-02-07T02:48:58.504-02:00</updated><title type='text'>Iniciação e ritos de passagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/S25GDyPfLxI/AAAAAAAAArc/ID1_WaVsnG8/s1600-h/foto-gotica-7.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; FLOAT: right; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435358831123050258" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/S25GDyPfLxI/AAAAAAAAArc/ID1_WaVsnG8/s400/foto-gotica-7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Jan Duarte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as sociedades primitivas, determinados momentos na vida de seus membros eram marcados por cerimônias especiais, conhecidas como ritos de iniciação ou ritos de passagem. Essas cerimônias, mais do que representarem uma transição particular para o indivíduo, representavam igualmente a sua progressiva aceitação e participação na sociedade na qual estava inserido, tendo portanto tanto o cunho individual quanto o coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, a primeira dessas cerimônias era praticada dentro do próprio ambiente familiar, logo em seguida ao nascimento. Nesse rito, o recém-nascido era apresentado aos seus antecedentes diretos, e era reconhecido como sendo parte da linhagem ancestral. Seu nome, previamente escolhido, era então pronunciado para ele pela primeira vez, de forma solene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos mais tarde, ao atingir a puberdade, o jovem passava por outra cerimônia. Para as mulheres, isso se dava geralmente no momento da primeira menstruação, marcando o fato que, entrando no seu período fértil, estava apta a preparar-se para o casamento. Para os rapazes, essa cerimônia geralmente se dava no momento em que ele fazia a caça e o abate do primeiro animal. Ligadas, portanto, ao derramamento de sangue, essas cerimônias significavam a integração daquela pessoa como membro produtivo da tribo: ao derramar sangue para a preservação da comunidade (pela procriação ou pela alimentação), ela estava simbolicamente misturando o seu próprio sangue ao sangue do seu clã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Variadas cerimônias marcavam, ainda, a idade adulta. Entre os nativos norte-americanos, algumas tribos praticavam um rito onde a pele do peito dos jovens guerreiros era trespassada por espetos e repuxada por cordas. A dor e o sangue derramado eram, dessa forma, considerados como uma retribuição à Terra das dádivas que a tribo recebera até ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras cerimônias seguiam-se, ao longo da vida. O casamento era uma delas, e os ritos fúnebres eram considerados como a última transição, aquela que propiciava a entrada no reino dos mortos e garantia o retorno futuro ao mundo dos vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas cerimônias, no entanto, marcavam pontos de desprendimento. Velhas atitudes eram abandonadas e novas deviam ser aceitas. A convivência com algumas pessoas devia ser deixada para trás e novas pessoas passavam a constituir o grupo de relacionamento direto. Muitas vezes, a cada uma dessas cerimônias, a pessoa trocava de nome, representando que aquela identidade que assumira até então, não mais existia - ela era uma nova pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos atuais e nas sociedades modernas, muitos desses ritos subsistiram, embora muitos deles esvaziados do seu conteúdo simbólico. Batismo e festas de aniversário de 15 anos, por exemplo, são resquícios desse tipo de cerimônia, que hoje representam muito mais um compromisso social do que a marcação do início de uma nova fase na vida do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a troca do símbolo pela ostentação pura e simples, acaba criando a desestruturação do padrão social. Tomando o batizado cristão como exemplo, poderia-se perguntar quantas pessoas que batizam os seus filhos são, realmente, cristãs. Quantas pretendem realmente cumprir a promessa solene, feita em frente ao seu sacerdote, de manter a criança na fé dos seus antepassados? Obviamente, nas sociedades primitivas, tais promessas eram obrigações indiscutíveis e sagradas. Rompê-las era colocar em risco a própria sobrevivência da tribo como unidade coerente, o que não era, ao menos, cogitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Iniciação dos Xamãs e Heróis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado dos ritos que abordamos, de certa forma institucionalizados e regulados pela família e pela sociedade, haviam outros ritos específicos, que poderiam configurar uma categoria distinta de passagem ou iniciação. Embora pudessem acontecer depois de alguma preparação, era comum que esses ritos ocorressem espontâneamente, a partir de uma casualidade que era então tida como propiciada pelos deuses. Estes eram os ritos de iniciação dos xamãs ou dos heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas, após passarem incólumes por algum tipo de experiência traumática, que poderia ter provocado a sua morte, eram consideradas como pertencendo a uma classe especial. Estados semicomatosos induzidos por doenças, picada de animais peçonhentos, etc, eram normalmente considerados como modificadores da pessoa, que retornaria desses estados possuindo uma nova e mais clara visão do mundo. Essas pessoas, geralmente, eram alçadas à condição de xamãs pela tribo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um outro lado, o contrário também poderia acontecer: dentro do processo normal de treinamento de um xamã, chegava-se a um ponto em que determinadas provas deveriam ser enfrentadas, para que o treinando comprovasse a sua capacidade de enfrentar seus medos e seus próprios limites físicos e mentais. Isolamento, frio, fome, às vezes extremos, eram utilizados nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia aqui, portanto, não era a de rito de passagem simplesmente como transição de um período para outro da vida, mas também como de um estado de consciência para outro. Ou seja: essa forma de rito não depreendia uma idade ou ocasião específica, e nem ao menos uma cerimônia específica. Poderia acontecer a qualquer momento da vida, por acaso ou por escolha própria, e tinha um cunho de transformação de personalidade mais profundo, geralmente associado a uma missão a cumprir, após a iniciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caráter de morte e renascimento nesses ritos era profundamente marcado. Vê-se tal caráter em diversas lendas de heróis mitológicos, como, por exemplo, no mito egípcio de Osíris, que possui todas as características associadas ao processo das iniciações míticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osíris era uma divindade civilizadora - a ele era atribuída a invenção da escrita e o desenvolvimento da agricultura. No mito, seu corpo é despedaçado e espalhado por todo o Egito; em seguida sua esposa Ísis empreende uma longa busca pelos seus pedaços, e reúne-os para que ele gere com ela seu filho Hórus, que irá prosseguir seu trabalho civilizador. Há de se notar que Ísis, além de esposa, era irmã de Osíris, ou seja: a idéia é que os dois, na verdade, eram duas faces distintas de uma mesma pessoa. Osíris representa o aspecto de nossos conhecimentos prévios que hão de ser desfeitos, ao passo que Ísis representa a parte de nós que realiza a busca e a reconstrução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se, também, que Osíris (o conhecimento), após ser reconstruído, não permanece existindo, mas apenas cumpre a função de gerar em Ísis um novo ser, filho da fusão entre as duas partes. A mensagem, portanto, é: aquele que busca o conhecimento deverá morrer (perder a individualidade, desfazer-se), recolher suas partes através de um árduo e longo trabalho e, por fim, transformar-se em um novo ser, com uma missão a cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Significado das Iniciações no Paganismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo iniciação tem sido bastante mal compreendido dentro do paganismo atual. Confunde-se iniciação com "início", e muitos julgam que a iniciação seria uma espécie de cerimônia de admissão em certas vertentes do paganismo. Contrapõe-se a figura do iniciante à do iniciado, o que é correto apenas em parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, há de se encarar o paganismo, se não como uma religião (já que essa palavra geralmente implica dogma e sistematização), pelo menos como uma forma de manifestação da religiosidade natural do ser humano. Dessa maneira, não faria sentido um ritual específico para que uma pessoa pudesse praticá-lo, da mesma maneira que nenhuma condição é pré-estabelecida para que alguém frequente uma igreja. Por um outro lado, para a maioria das pessoas, adotar essa forma pagã de religiosidade significa romper, de qualquer maneira, com velhos dogmas e sistemas, ou seja: é uma forma de passagem. Já que a própria concepção pagã, como descrevemos no início deste texto, preconiza a marcação das passagens com celebrações específicas, a idéia da existência de uma cerimônia de iniciação (ou várias) estaria portanto justificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se vê, no entanto, não é isso. A idéia da iniciação, por ser mal compreendida, é comumente descrita como uma espécie de ritual mágico, que pode ser realizado sozinho e que transformaria as pessoas em bruxos. Isso é, pura e simplesmente, uma deturpação da idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rito de passagem tem suas próprias funções, como vimos: ele marca transições, marca o assumir de novos hábitos e responsabilidades e marca a aceitação de uma pessoa por um determinado grupo. Não se poderia esperar, no entanto, que essas transformações fossem efetivadas sem uma preparação específica. Voltando às sociedades tribais, podemos observar que os jovens, no decorrer de sua vida, são constante e cotidianamente preparados para os momentos de seus ritos de passagem. Apenas como exemplo, o futuro caçador passa por vezes anos acompanhando os grupos de caça, assumindo funções progressivamente mais importantes nesses grupos, até finalmente chegar a abater, sozinho, a sua primeira presa. Quando isso acontece, ele passa pela cerimônia que marca a sua aceitação pelo grupo dos caçadores, tendo provado que é digno de fazer parte desse grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a idéia de uma cerimônia de iniciação dentro do paganismo, se admitida como necessária, há de ter essas mesmas características. Passar por essa cerimônia significa que o iniciado adquiriu conhecimento e prática, e por isso mesmo tornou-se digno de fazer parte de um grupo. Logo, isso não pode ser nem um ato prévio nem um ato solitário. É incongruente tanto dizer-se que novas atitudes serão assumidas sem que tenhamos nos preparado para isso, quanto nos admitirmos num "grupo" do qual apenas nós fazemos parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Jornadas Iniciáticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez compreendido que a iniciação é o resultado de um processo mais ou menos longo de compreensão, conhecimento e prática, que leva a uma mudança de status pessoal por marcar uma mudança de hábitos; que ela é a culminância de um processo e não o processo em si, há de se entender como esse processo se dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um processo de iniciação é um processo de trabalho da personalidade, que envolve, como dissemos, a desconstrução de padrões pré-estabelecidos e a construção de novos padrões, que passarão a nortear a nossa conduta e existência. Vemos uma representação desse processo nos arcanos maiores do tarô: cada um deles representa um passo, um degrau, um conhecimento específico que se deve adquirir, ao longo de um caminho iniciático. Esse caminho é, no tarô, percorrido pelo Louco, que justamente por isso é o arcano sem número, podendo se encontrar, portanto, em qualquer uma das posições, ou estágios do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Louco representa a própria desconstrução. Consideramos louco tudo aquilo que não é estruturado, tudo aquilo que é, de certa forma, caótico ou vazio. No entanto, a real estruturação apenas pode surgir do caos; caso contrário, o que se dá é apenas uma reformulação, ou mesmo apenas um ajuste. É emblemática a frase que surge em praticamente todas as cosmogonias, com ligeiras variações: no princípio era o caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma jornada iniciática não pode partir de preceitos estabelecidos. Muito pelo contrário: ela deve começar justamente pela eliminação de todo e qualquer conceito que possa, de alguma forma, direcionar ou influenciar o caminho de quem se propõe a empreendê-la. Note-se que o Louco se encontra, justamente, à beira do abismo. O próximo passo, que ele já começou a dar, o lançará no desconhecido, sem nenhum ponto de apoio, deixando para trás tudo aquilo que é sólido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançar-se no abismo (domínio do Ar e, portanto, dos inícios) significa, também, mergulhar na própria consciência, ir ao fundo de si mesmo, atirar-se ao fundo do poço de nossa personalidade. Ao atingirmos o fundo do poço, só existe um caminho de saída: para cima. Logo, apenas ao atingi-lo poderemos empreender a escalada; construir, degrau por degrau, a escada que nos levará das profundezas escuras de volta ao Sol, para que possamos, novamente, ver o Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é, portanto, o teor da jornada iniciática, da qual a cerimônia de iniciação, o rito de passagem, marca simplesmente a culminância do processo. Por isso mesmo, em sua celebração, o rito busca reprisar os episódios da jornada, refazer a desconstrução e reconstrução da personalidade, representar em momentos aquilo que, por vezes, levou anos. No decorrer de nossa vida, podemos passar por diversos processos desse tipo, conscientes ou não, orientados ou não. O final de cada um desses processos é apenas o início do próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo disso nos é dado pela própria vida, a grande jornada iniciática em si, que encerra todo o processo cíclico de nascimento, aprendizagem, morte e renascimento. Somos matéria bruta ao nascermos e, ao longo dos anos, adquirimos o conhecimento que nos dá, na velhice, a clara visão do mundo, tão decantada como a sabedoria que surge com a idade. O próximo passo, no entanto, é novamente o mergulho no abismo, no desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-7424684020796450983?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/7424684020796450983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=7424684020796450983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/7424684020796450983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/7424684020796450983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2010/02/iniciacao-e-ritos-de-passagem.html' title='Iniciação e ritos de passagem'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/S25GDyPfLxI/AAAAAAAAArc/ID1_WaVsnG8/s72-c/foto-gotica-7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-7425678166039792357</id><published>2010-01-21T23:50:00.000-02:00</published><updated>2010-04-24T16:20:11.984-03:00</updated><title type='text'>O DISCURSO RELIGIOSO NO IMAGINÁRIO DAS PSICOSES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SES0Ezx9YoI/AAAAAAAAAGk/9nq_54vJrow/s1600-h/logo75.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207485063859364482" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SES0Ezx9YoI/AAAAAAAAAGk/9nq_54vJrow/s320/logo75.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rogério Mariano da Silva (UFF)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa sociedade o discurso religioso é sinônimo de força, sua presença está em nossos gestos mais despretensiosos. Mesmo que os indivíduos o neguem por motivos diversos, enquanto ideologia, ele é reconhecido e cultuado no espaço social. Apesar das fragmentações do cristianismo, fruto de interpretações cuja proposta é refazer a leitura do texto bíblico apresentando outras perspectivas acerca de seu papel, não há dúvidas quanto à sua influência. Os instrumentos usados no controle dos fiéis vêm sofrendo modificações, no entanto, não diminuem o seu prestígio. Cada vez mais as pessoas o procuram, várias são as causas: doenças, emprego, prosperidade, etc., a fé em Deus “rende” aos fiéis algumas vantagens, entre elas o poder de comunicar-se diretamente com o criador.&lt;br /&gt;Algumas pessoas têm este Dom, ou seja, falar diretamente com Deus, tal fato nos leva ao conceito de reversibilidade, isto é, a possibilidade de troca de papéis na comunicação, onde locutor e ouvinte invertem suas posições, cada qual significando de acordo com o contexto. O discurso entendido como efeito de sentidos entre locutores mostra-nos a maneira como o sujeito se relaciona com a história e o mundo concreto através de uma linguagem comum, surgindo daí crenças e valores os quais estão sendo assimilados pelos diversos grupos sociais, revelando-nos os objetivos de cada um Foucault diz que “por mais que o discurso seja aparentemente bem pouca coisa, as interdições que o atingem, revelam logo, rapidamente, sua ligação com o desejo e com o poder”. (A ordem do discurso, p. 10)&lt;br /&gt;As formações discursivas sofrem constantes intervenções, um verdadeiro controle do que vai ser dito “em toda sociedade a produção do discurso é ao mesmo tempo controlada, selecionada, organizada e redistribuída por certo número de procedimentos que têm por função conjurar seus poderes e perigos” (idem, p. 08). Há também a questão da autoridade, o enunciador tem que ser reconhecido como membro de uma sociedade discursiva para que suas proposições sejam aceitas. O discurso religioso funciona de acordo com o já-estabelecido, não havendo espaço para outras leituras dos ensinamentos de Deus presentes na bíblia os quais são divulgados por seus representantes: padres, pastores, pregadores…&lt;br /&gt;O gesto de interpretar um fato é o momento em que a ideologia surge, representando a maneira como o sujeito irá simbolizar a realidade em sua volta. O mundo das psicoses, entendido simplesmente como loucura, têm a nos revelar uma interpretação de um mundo não muito distante de nós, os chamados normais. É importante notarmos, mesmo com as exclusões impostas, há a presença de um imaginário influenciado por uma ideologia que é dominadora de seus atos. O discurso religioso oriundo de uma instituição atuante, ganhará uma leitura vinculada a guerras muito parecidas com as grandes produções do cinema moderno que constantemente reproduzem algumas de nossas preocupações. O texto abaixo, escrito pelo Sr. J.A., um psicótico, nos servirá como exemplo de reversibilidade e vontade de poder absoluto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MINISTRO DAS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS&lt;br /&gt;Eu sou agora começo a entender o Dom que Deus me deu através do arcanjo Gabriel. Eu posso destruir as estações de radar colocadas no Peru e na Bolívia pelos americanos, esses filhos da puta. Mas para o meu querido Brasil eu rezarei diariamente para que chova abundantemente no semiárido do nordeste. O arcanjo Gabriel quer pegar os americanos de qualquer jeito e eu transformarei as estações de radar deles em cacos. Eu vejo que o arcanjo Gabriel e eu formamos uma dupla e tanto. As estações de radar americanas foram colocadas lá para espionar o espaço aéreo da Amazônia. Eu e o arcanjo Gabriel as reduziremos a pó. Esperem e verão. Os galenos devem estar levando um pau e tanto dos japoneses . Os brasileiros os estão ajudando. Eles devem estar fazendo poesia com os galenos."&lt;br /&gt;Antes de direcionarmos nossas atenções para as psicoses, iremos destacar algumas questões ligadas ao discurso religioso. Refiro-me á relação que o falante mantém com o sagrado, onde a vontade de poder absoluto domina toda a história. Neste contexto ter os poderes de Deus, concedidos através do anjo Gabriel, é ser capaz de controlar o tempo e derrotar os seus maiores inimigos. Orlandi diz:&lt;br /&gt;Essa vontade aponta para a ultrapassagem das determinações (basicamente de tempo e espaço): ir além do visível, do determinado, daquilo que é aprisionamento, limite. (A linguagem e seu funcionamento, p. 253)&lt;br /&gt;A conquista do Dom divino revelou um objetivo bem diferente do que nos acostumamos a ver, normalmente os sujeitos buscam os milagres e as revelações que são formas de ilusão de reversibilidade e a condição para o funcionamento do discurso religioso. O rompimento da dissimetria entre planos temporal e espiritual, caracterizada pelo desejo de poder absoluto, marca a usurpação do lugar, isto é, ser o próprio Deus.&lt;br /&gt;Os valores constitutivos no discurso religioso ganham nas psicoses um outro valor, mostrando uma outra relação com o sagrado. Todavia essa nova perspectiva nos coloca diante do valor de verdade do enunciado, ou seja, o falso e o verdadeiro passaram a integrar as conclusões a respeito do discurso: a interpretação. Todorov num ensaio sobre o discurso psicótico chama atenção para esse ponto, em que o psicótico, segundo sua definição, é apresentado como um indivíduo que não tem condições de reproduzir o mundo exterior com fidedignidade:&lt;br /&gt;Desde Bleuler até Hervey Ey, passando por Freud, diz-se que a psicose implica numa degradação da imagem que o indivíduo faz para si do mundo exterior. Se a psicose em geral é uma perturbação da relação entre o eu e a realidade exterior, o discurso psicótico será um discurso que fracassa em seu trabalho de evocação dessa realidade, dito de outro modo, em seu trabalho de referência.&lt;br /&gt;Mais adiante, o autor diz:&lt;br /&gt;O discurso do paranóico (psicótico) é muito semelhante, enquanto discurso dito normal; a única diferença importante reside no fato de os referentes evocados não terem forçosamente para nós existência real. (Idem, p. 76)&lt;br /&gt;É difícil para mim, falar da existência de certos fenômenos que ocorrem no cotidiano. No texto do Sr. J.A, há idéias que fazem parte do imaginário de muitas pessoas . Assim, podemos dizer que há uma desconstrução da referência nula e do existir que nos foi anteriormente mostrado. Ao acompanharmos a seqüência da história produzida pelo mesmo psicótico será possível destacarmos mais elementos a fim de uma discussão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS GALENOS&lt;br /&gt;São uns filhos da puta que pensam que todo o mundo que é diferente deles são uns loucos. O que pensar de uma raça que gosta de organizar mentes mortas. Eles querem conquistar essa maravilha aqui pela força das armas. Eles estão de olho no nosso ouro e os nossos materiais . E não querem acordo. Os japoneses estão se pegando com eles pelo sistema solar agora. Eu o J.A. dei uma idéia: fazer um aparelho que se parece com um avião e quando chega a determinada altitude muda para propulsão atômica. Um extraterrestre do bem disse para um galeno: os semi-aviões são invenção dele e vocês não sabem nada contra ele. Ao que o galeno respondeu: eles não são grande coisa. O piloto dormiria um sono induzido mecânica e quimicamente controlado. E pergunto se o objetivo seria descoberto pelo computador de bordo. A comida seria liofilizada como foi para a aventura daquele brasileiro que passou meses no gelo, preso. Esses aviões sairiam do chão como aviões comuns e depois mudariam para propulsão nuclear a determinada altitude. Um meio muito mais rápido e barato de se chegar no espaço próximo da terra."&lt;br /&gt;Vários discursos surgem dos textos até aqui vistos, com isso podemos afirmar que algumas concepções ideológicas se fazem presente. Lembremos que as ideologias exercem um papel fundamental na produção de significados. Na definição apresentada por Orlandi, ela (ideologia) é inconsciente, efeito da relação através de uma memória, interdiscurso, passa a controlar as formações discursivas. Para comprovarmos esta tese basta que voltemos ao primeiro texto onde facilmente constatar-se-á nossa assertiva. O Sr. J.A. inicialmente utiliza-se de um momento religioso em que o anjo Gabriel, o mensageiro divino, lhe concede os poderes para travar o combate. Outras figuras surgem no decorrer da história e com elas: o sentimento antiamericano, a defesa de nossas riquezas naturais e a alta tecnologia japonesa mostrando-nos as posições sujeito assumidas nos discursos.&lt;br /&gt;Na concepção de Todorov o discurso psicótico quanto à produção de sentidos fracassa devido à sua incompatibilidade com o modelo semântico imposto pelo mundo dos ditos normais. No entanto, procuramos mostrar que os dizeres nas psicoses não são quaisquer um; portanto, os sentidos existem. Há como em qualquer texto uma relação com a exterioridade a qual surge através de uma memória. Memória esta que traz à tona as diversas maneiras de simbolizar a realidade em volta de nós. É claro que o interlocutor, o outro, estará atento à forma como dada realidade será apresentada e o seu veredicto é fundamental para que os sentidos ganhem direito à circulação plena.&lt;br /&gt;A necessidade de compreender o que está sendo dito é quem determina a qualidade, ou melhor, a aceitação do discurso. A função leitor-ouvinte é totalmente seletiva porque há o interesse de se estar em contato com aquilo que o agrada e lhe é familiar. O desconhecido, o que foge do seu mundo semântico, é simplesmente excluído. O discurso entendido como efeito de sentidos entre locutores obedece às várias ideologias as quais integram as formações discursivas, levando o sujeito-falante ao x ou y, não deixando margem para variações. O sujeito pragmático, isto é, cada um de nós, os simples particulares face às diversas urgências de sua vida, tem por si mesmo uma imperiosa necessidade de homogeneidade lógica... (Discurso: estrutura ou acontecimento, p. 33).&lt;br /&gt;Busca-se em cada dizer um já-dito, a pura e simples repetição. Há no meu entender um compromisso de não se frustrar o outro com relação aos sentidos, os quais já foram antecipados pelo leitor. Os espaços para o novo, o estranho, têm que ser mínimos a fim de evitar a rejeição do discurso. O texto do Sr. J.A., nos faz (re)pensar essas condições, sendo as oposições verdadeiro e falso, razão e loucura motivos a mais para uma reflexão cuidadosa. Esperava-se do que foi visto um imaginário conhecido, ou seja, um Dom divino a serviço da cura ou da salvação de almas. Um sujeito fiel aos dogmas cristãos, pronto para reproduzir os ensinamentos bíblicos, mantém a estabilidade semântica do discurso religioso.&lt;br /&gt;A fuga da leitura autorizada e do comportamento-modelo que a instituição religiosa estabelece fez com que o discurso, através de signos de ruptura, causadores de estranhamento, ganhasse um significado outro, em que ficou evidente o aparecimento de um imaginário que não está tão distante do conhecido. É comum nos depararmos com estas cenas todos os dias, em filmes e relatos de pessoas que juram ter contato com o desconhecido, enfim uma série de imagens que mexem conosco. Até que ponto é possível estabelecer a partir daí um limite entre loucura e razão, falso e verdadeiro?&lt;br /&gt;Partindo do que Todorov chamou de referência nula e deformação da realidade, procurei mostrar que os dizeres psicóticos possuem sentidos e que estão ligados à história e ao mundo concreto, apesar de suas singularidade e suas diferenças. O gesto de interpretação nas psicoses não está vinculado ao nada, o psicótico enquanto indivíduo possui uma vida social, e por isso exposto aos mais variados discursos que se reproduzem através de sua linguagem. O catolicismo, uma sociedade de discurso reconhecida, sai do familiar, do conhecido, para fazer parte de uma leitura que visa não denegrir suas normas, mas sim nos colocar diante de um imaginário bem próximo de nosso cotidiano, e o lugar para essas observações não poderia ser outro senão o discurso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-7425678166039792357?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/7425678166039792357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=7425678166039792357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/7425678166039792357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/7425678166039792357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/o-discurso-religioso-no-imaginrio-das.html' title='O DISCURSO RELIGIOSO NO IMAGINÁRIO DAS PSICOSES'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SES0Ezx9YoI/AAAAAAAAAGk/9nq_54vJrow/s72-c/logo75.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-8152743596122360321</id><published>2010-01-15T01:03:00.003-02:00</published><updated>2010-01-15T01:35:01.717-02:00</updated><title type='text'>As Curas de Hoje em Dia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/S0_iWPJHntI/AAAAAAAAAq8/k0s9AWIdNbY/s1600-h/Face+de+Jesus+Cristo+em+preto+e+branco.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 298px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426804947654516434" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/S0_iWPJHntI/AAAAAAAAAq8/k0s9AWIdNbY/s400/Face+de+Jesus+Cristo+em+preto+e+branco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/S0_bbvImc-I/AAAAAAAAAqs/8nqw7101uLE/s1600-h/Face+de+Jesus+Cristo+em+preto+e+branco.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muitas das diferentes religiões acreditam que Deus cura as pessoas hoje em dia de uma maneira especial. Tanto pelos espíritas quanto pelos católicos, pelos pentecostais, e pelas igrejas renovadas das denominações tradicionais, as pessoas estão sendo ensinadas que Deus as curará milagrosamente. Para alguns essa cura vem através da bênção especial de um ritual mágico; para outros, através da peregrinação a algum santuário; para outros ainda, através da imposição das mãos de alguém abençoado com um dom especial do Espírito Santo. O que a Bíblia ensina? Deus cura, hoje em dia? E se cura, como o faz?&lt;br /&gt;Dois tipos de cura&lt;br /&gt;Deus sempre se manifestou como aquele que cura seu povo. Através de Moisés, Deus prometeu curar os filhos de Israel e poupá-los das doenças dos egípcios (Êxodo 15:26; Deuteronômio 7:15). Davi louvou a Deus como aquele que cura todas as moléstias (Salmo 103:3). Provérbios ensina que a obediência ao Senhor dá saúde e longa vida (Provérbios 3:2,8; 4:22, etc.). No Novo Testamento também, João orou pela saúde e prosperidade de Gaio (3 João 2). Mas essas promessas tinham certas limitações: Essas promessas não imunizaram totalmente o povo de Deus contra a doença. Homens justos como Jó, Epafrodito e Trófimo adoeceram (Jó 2; Filipenses 2:25-30; 2 Timóteo 4:20). Não houve um tempo, desde o jardim do Éden, em que o povo de Deus teve completa liberdade das enfermidades. Tanto cristãos quanto incrédulos experimentam a doença e a morte. Essas promessas não foram garantias absolutas. Como regra geral, Deus abençoa os fiéis com uma vida mais prolongada e melhor saúde. Considere, por exemplo, a promessa de que aqueles que honram os pais viverão muito tempo (Êxodo 20:12; Efésios 6:1-3). Sabemos que, em geral, aqueles que honram os pais vivem mais. Mas isso não significa que todos que honram seus pais vivem até aos 80, nem que todos os que morrem cedo desonraram seus pais. Eclesiastes mostra claramente que a relação de um homem com Deus não pode ser determinada pela sua saúde ou pelas bênçãos físicas (Eclesiastes 9:1-3). Os amigos de Jó estavam certos de que a enfermidade dele fora causada por causa de sua desobediência; mas isto não era verdade. Os discípulos queriam saber quem teria pecado para causar a cegueira do homem. Jesus replicou que a cegueira não fora causada nem pelo seu pecado nem pelo de seus pais (João 9:1-4). A ênfase das Escrituras não está nas bênçãos físicas. O foco principal das promessas de Deus é espiritual. Estamos, freqüentemente, mais interessados nas promessas de bênçãos físicas, mas uma leitura séria do Novo Testamento nos mostra que o principal interesse de um cristão deve ser sua comunhão com Deus e seu lar eterno (veja Filipenses 3:20-21; Colossenses 3:1-4; Hebreus 11:13-16, 35-38).&lt;br /&gt;Além do cuidado geral de Deus para com a saúde de seu povo, houve certas épocas nas quais Deus operou milagres especiais de curas. Através de Moisés, por exemplo, Deus tornou uma água amarga em doce, curou lepra e levantou uma serpente de bronze para curar mordeduras de cobras. Através de Elias e Eliseu, Deus curou lepra, ressuscitou mortos, etc. Através de Jesus e dos apóstolos, Deus curou os cegos, os coxos, os surdos e muitos outros. Os tempos extraordinários das curas milagrosas corresponderam às novas revelações que Deus estava dando ao povo. Os sinais que Moisés operou atestaram suas credenciais para apresentar a nova lei de Deus aos filhos de Israel. Os sinais de Elias e Eliseu deram o carimbo da aprovação de Deus ao trabalho dos profetas de revelar uma outra maior porção da palavra de Deus. Os sinais de Cristo e dos apóstolos mostram que a revelação do Novo Testamento foi enviada por Deus.&lt;br /&gt;Deus cura hoje em dia?&lt;br /&gt;Sim, Deus cura seu povo através da oração, da providência e da ação de sua vontade, como ele sempre fez. Muitas vezes as pessoas glorificam médicos e remédios, quando Deus é aquele que deve receber o crédito. Todas as boas dádivas vêm de Deus e devemos sempre lembrar de dar a ele a glória e o agradecimento (Tiago 1:17).&lt;br /&gt;Mas será que Deus ainda cura da maneira especial e miraculosa como antigamente o fez? Será que ele ainda dá poderes especiais de curas aos homens, como o fez a Moisés, a Elias e Eliseu, e a Jesus e aos apóstolos? Alguns responderão sim. Muitas igrejas e religiões reivindicam o poder de curar dessa maneira especial. Essas abrangem de diversas igrejas pentecostais (Deus é Amor, Assembléia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Igreja do Evangelho Quadrangular, Congregação Cristã no Brasil, etc.) aos ramos carismáticos das igrejas tradicionais, tais como a Católica e a Batista, e seitas como a de Cientista Cristão, até aos diversos grupos que compõem o espiritismo. Parece haver um impressionante arranjo de "evidência" para as supostas curas milagrosas nos dias atuais. A própria diversidade dessa evidência, contudo, deve levar-nos a reconsiderar. Estará, realmente, Deus operando sinais especiais e maravilhas em tantas diferentes, e mesmo contraditórias, igrejas e religiões? Na Bíblia, as curas especiais foram a maneira de Deus confirmar a nova revelação que ele estava dando através dos que curavam. É claro que Deus, que não se contradiz, não está confirmando todas estas mensagens conflitantes.&lt;br /&gt;As muitas advertências contra os falsos sinais e maravilhas precisam ser examinadas. O diabo sempre simula as obras de Deus (examine Deuteronômio 13:1-5; 2 Coríntios 11:13-15; 2 Tessalonicenses 2:9-12; 2 Timóteo 3:13; Apocalipse 13:13-14; 16:13-14). E, também, o diabo é muito hábil em trabalhar através da religião (Mateus 7:15-23; 2 Coríntios 11:13-15; Colossenses 2). Portanto, a presença das supostas curas miraculosas na atualidade, as quais são totalmente diferentes das curas na Bíblia, não deve nos surpreender.&lt;br /&gt;Diferenças entre as curas de hoje e as na Bíblia&lt;br /&gt;Tipo. As curas especiais na Bíblia incluíam todos os tipos de moléstias. Jesus e os apóstolos podiam curar qualquer pessoa de qualquer doença ou enfermidade (Atos 5:15-16; Marcos 1:32-34; Mateus 4:23-24; 9:35). Cegos de nascença recebiam a visão imediatamente; coxos de nascença começavam a andar e saltar; lepra, mãos definhadas, orelhas cortadas e outros males perfeitamente visíveis eram curados diante dos próprios olhos daqueles que observavam (Atos 3:1-10; 4:22; João 9; Marcos 3:1-6; Mateus 8:1-4; Lucas 22:50-51). Ainda mais admirável era a ressurreição dos mortos (Lucas 7; João 11; Atos 9; 20). As curas de agora são diferentes. Os que fazem curas hoje em dia se especializam em dores de cabeça, dores lombares e outras enfermidades invisíveis. Sim! Algumas vezes ouvimos falar de um cego que recebeu sua vista ou de mortos sendo ressuscitados, mas nunca, ninguém, parece testemunhar esses eventos. Eles sempre ocorreram em outro tempo ou lugar e ninguém parece se lembrar exatamente de quando e onde. Sem dúvida, as "curas milagrosas" que você e eu vemos hoje são de uma natureza muito diferente dos milagres na Bíblia.&lt;br /&gt;Maneira. As curas na Bíblia eram instantâneas. Não havia reação retardada. Os cegos recebiam sua vista na hora; os coxos começavam a andar, correr e saltar; a pele dos leprosos era purificada instantaneamente (Mateus 8:3; 12:13; Atos 3:7-8; João 9:7). As curas miraculosas foram sempre completas. Não havia curas parciais (Atos 3:16). A maneira de Jesus e dos apóstolos era simples. Não havia fanfarras; não havia nada encenado. Aqueles com a verdadeira capacidade de curar faziam seu trabalho calmamente, simples e completamente. Poderá alguém que testemunhou "curas", hoje, dizer que elas são feitas da mesma forma?&lt;br /&gt;Freqüência. Nenhum dos que, hoje em dia, "curam" sempre têm êxito. Geralmente, atribuem a culpa pelos insucessos à falta de fé por parte dos que querem ser curados. Mas na Bíblia, aqueles que realmente tinham o poder de curar conseguiam seu intento. Há uma única exceção registrada (Mateus 17) e, nesse caso, o problema foi uma falta de fé por parte dos que pretendiam curar. Nem todos aqueles que recebiam as curas tinham fé; de fato, alguns que nem esperavam ser curados o foram (João 5; Atos 3). Deus nunca falha. Se houvesse, nestes dias, pessoas que verdadeiramente tivessem poderes especiais de Deus para curar, eles também não falhariam.&lt;br /&gt;Propósito. Na Bíblia, os milagres e as curas eram sinais para confirmar a mensagem do homem que os operava. Deus autenticou cada nova mensagem com sinais (Hebreus 2:3-4; Marcos 16:20). Gerações posteriores tinham que confiar na mensagem escrita daqueles que demonstravam as credenciais para revelá-la (João 20:30-31). Há muitos textos que mostram que a mensagem do evangelho foi completamente revelada no primeiro século (João 16:13; Judas 3) e que não haveria revelação adicional (Gálatas 1:6-9). Considere esta ilustração: O Cristo ressuscitado foi visto por várias testemunhas que escreveram sobre o que viram. Hoje, não vemos Cristo; confiamos na evidência registrada por aqueles que o viram. Os aparecimentos de Cristo depois de sua ressurreição serviram precisamente ao mesmo propósito que as curas e milagres: para provar que ele é o Filho de Deus e que devemos confiar na mensagem do Novo Testamento. Não há mais razão para esperar que alguém terá poder para curar hoje em dia, do que pensar que Cristo reaparecerá nestes dias.&lt;br /&gt;É também digno de nota que o propósito das curas na Bíblia nunca foi financeiro. Pura e simplesmente, nunca lemos sobre Jesus ou os apóstolos ou outros cristãos primitivos com capacidade para curar fazendo coletas daqueles que eles estavam curando. De fato, em relação a estas próprias coisas (curar os doentes, ressuscitar os mortos, limpar os leprosos e expelir demônios) Jesus disse que as dessem gratuitamente (Mateus 10:8). Somos também advertidos sobre os que "movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias" (2 Pedro 2:3).&lt;br /&gt;Efeito. Quando homens tinham, verdadeiramente, poderes para curar, todos se maravilhavam e ficavam admirados com os resultados (Atos 3:9-11; Lucas 7:16-17). Até mesmo os inimigos do evangelho tinham que admitir que as curas realmente aconteciam (João 11:48; Atos 4:16). Afinal, como poderiam negá-las? Havia os mortos que Jesus tinha ressuscitado, os coxos que ele havia curado e os cegos que agora viam, dando testemunho visível do seu poder. Os inimigos do evangelho sempre tentaram se opor e desacreditar o ensinamento, mas nunca tentaram negar que as curas e os milagres realmente aconteceram. Às vezes, questionavam quando Jesus curava (por exemplo, no sábado) ou pelo poder de quem (por exemplo, do diabo, diziam eles) o fazia, mas nunca negavam a autenticidade dos milagres. Os que curam, atualmente, experimentam resultados que são muitíssimo diferentes. Porque as curas não são imediatas, nem completas, nem visíveis, muitos reconhecem que eles realmente não têm qualquer poder especial. Onde está o milagreiro de hoje que tenha entrado numa cidade e curado todos os doentes? Os efeitos são diferentes.&lt;br /&gt;O Que Podemos Concluir?&lt;br /&gt;Houve dois meios básicos pelos quais Deus curou: o meio normal, através da oração e da providência, e o meio miraculoso, para confirmar as novas revelações. Deus continua a curar pelo meio normal e, por esta razão, devemos orar pelos doentes e agradecer a Deus pela recuperação deles. Mas não há evidência de que alguém tenha, hoje, as aptidões especiais, que Jesus e os apóstolos tinham para curar os enfermos. Nem devemos esperar que tenha. A intenção de Deus era confirmar sua nova revelação, através dos seus mensageiros, dando a eles especiais poderes de cura; sua revelação está completa; portanto, ele não continuou a dar poderes especiais. Tais curas especiais não ocorrem em nossos dias.&lt;br /&gt;Objeções&lt;br /&gt;Hebreus 13:8. Aqueles que crêem que Deus continua dando, hoje, poderes especiais de cura aos homens usam vários argumentos para apoiar essa idéia. Por exemplo, Hebreus 13:8 afirma que Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre. Há pessoas que usam esse texto para dizer que, se curas especiais e maravilhas aconteceram no primeiro século, o mesmo deve acontecer hoje em dia. Mas esse texto não diz que Jesus faz exatamente as mesmas coisas em todas as eras, nem que sua vontade é sempre a mesma. Hoje, os homens confessam pecados, enlutam-se, casam-se. Mas não farão assim para sempre. No céu não há confissão de pecados, luto ou casamento. No Velho Testamento não havia batismo pelo Espírito Santo ou o falar em línguas. Jesus é o mesmo. Mas sua obra mudou. No primeiro século, livros foram acrescentados à Bíblia, houve apóstolos vivos e Cristo apareceu na terra em forma humana. Hoje não. O fato de que Jesus nunca muda não significa que ele sempre dê aos homens os mesmos poderes ou aja sempre do mesmo modo. Há um certo progresso no procedimento de Deus para com os homens. Passo a passo ele executa seu plano. Conforme o plano é cumprido e a maturidade é atingida, certas coisas necessariamente mudam (1 Coríntios 13:11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos 16:17-18. Marcos 16:17-18 é usado, às vezes, para ensinar que todos os crentes serão capazes de operar curas, expelir demônios e falar em línguas. É interessante que poucos são os que afirmam, que todos os crentes podem beber veneno ou pegar em serpentes, ainda que essas coisas sejam mencionadas na mesma passagem. É importante analisar cuidadosamente o contexto desta promessa. Jesus estava falando aos apóstolos e prometeu que esses sinais acompanhariam os crentes. Ele não disse que todos os crentes, nem mesmo naquela época, poderiam operar sinais. Marcos 16:20 afirma que essa promessa já havia sido cumprida: "E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam." A pregação, mencionada em Marcos 16, com os sinais que a confirmariam já aconteceu. Se há mais sinais, hoje, pelo menos esse texto não está afirmando nada a respeito.&lt;br /&gt;João 14:12. Alguns se valem de João 14:12 para tentar provar que as curas milagrosas continuam ainda hoje. Essa passagem ensina que discípulos de Cristo farão obras maiores do que ele fez. O significado é que, depois da morte e da ressurreição de Jesus, seus seguidores pregariam a mensagem da salvação e ofereceriam, realmente, o perdão dos pecados pelo sangue de Cristo. Eles fariam uma obra maior por causa da expiação proporcionada pela morte de Jesus. Muitos deturpam esse texto para dizer que os crentes operarão milagres maiores. Mas como? Eles mudarão mais água em vinho, alimentarão uma multidão maior com menos pães e peixes, acalmarão tempestades mais violentas, ressuscitarão mais pessoas mortas? Seria difícil realizar maiores milagres do que Jesus. Esse texto está falando da salvação que poderia ser proporcionada depois da morte e ressurreição de Cristo.&lt;br /&gt;Testemunhos. Finalmente, alguns se voltam para o testemunho das "curas" especiais nos dias atuais. Ou foram curados ou viram alguém curado, ou ouviram sobre alguém que foi curado. Mas há problemas com isso. Deus cura hoje. Ele não cura da maneira miraculosa como o fez no primeiro século, mas cura. Ele não dá aos homens, nos dias atuais, poderes especiais de cura. Deus pode curar através de sua providência e ao mesmo tempo um dos que "curam" pode começar a exercer sua arte. As pessoas dão o crédito ao "milagreiro", quando na realidade foi a providência de Deus que curou. Muitas enfermidades são grandemente afetadas pela mente. Se alguém pensa que foi curado, muitas vezes se sentirá melhor. Por essa razão, diversas "curas" ocorrem numa atmosfera emocionalmente carregada, com muitos na expectativa de receber uma cura. Raramente os que dizem que curam, hoje em dia, vão a lugares públicos e realizam tal ato; a maioria das "curas" ocorre em edifícios de igrejas ou lares. Jesus, ao contrário, curava em qualquer situação, até mesmo enquanto caminhava rua abaixo. Não há evidência de homens, hoje, curando como Jesus e os apóstolos curavam. Todos ouviram falar de algum lugar afastado onde uma pessoa morta foi ressuscitada, um leproso limpo, ou uma pessoa cega recebeu sua visão. Mas quem realmente experimentou esses fenômenos? Se Deus ainda cura hoje em dia do mesmo modo que no passado, por que são quase todas as curas invisíveis? Por que os milagres notáveis sempre ocorrem em algum lugar distante?&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;Deus continua a curar em nosso tempo, porém não mais concede aos homens capacidade especial para curar. Há diferenças radicais entre as curas verdadeiramente milagrosas do primeiro século e as alegações de curas hoje. Temos a revelação completa e confirmada do evangelho; portanto, Deus descontinuou seu uso das curas especiais. As curas de Deus, agora, são através da oração e da providência, e não através de sinais miraculosos.&lt;br /&gt;-por Gary Fisher&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-8152743596122360321?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/8152743596122360321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=8152743596122360321' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/8152743596122360321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/8152743596122360321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2010/01/as-curas-de-hoje-em-dia.html' title='As Curas de Hoje em Dia'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/S0_iWPJHntI/AAAAAAAAAq8/k0s9AWIdNbY/s72-c/Face+de+Jesus+Cristo+em+preto+e+branco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-4983382482484454979</id><published>2010-01-01T18:20:00.000-02:00</published><updated>2010-04-24T16:21:51.038-03:00</updated><title type='text'>AS RAÍZES PAGÃS DA CULTURA OCIDENTAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/StgAMY-iYKI/AAAAAAAAAoM/2jotVeXmB78/s1600-h/22765563.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393060766639349922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/StgAMY-iYKI/AAAAAAAAAoM/2jotVeXmB78/s320/22765563.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Numa das obras mais significativas sobre a experiência religiosa, intitulada The Golden Bough, o antropólogo britânico Sir James Frazer sustenta uma tese cujos ecos ainda hoje se fazem sentir. Relembremos sumariamente a concepção de Frazer: a evolução do espírito humano encontra‑se marcada por três fases distintas na forma como entende o mundo e a vida. São elas a magia, a religião e a ciência. Na fase mágica do pensamento humano, a percepção animista da realidade é, no essencial, neutra e impessoal, pois encontra‑se fundada na suposição de forças que interagem na base da semelhança e da contiguidade entre os diferentes níveis de realidade. Na fase religiosa, pelo contrário, a visão do mundo torna‑se personalizada, passando o mundo a ser habitado, transitória ou permanentemente, por figuras divinas que, com os seus caprichos e vontades, exigem o cuidado, a atenção e o sacrifício dos mortais. Finalmente, desde a era moderna ter‑se‑ia progressivamente imposto um modelo científico de inteligibilidade do mundo, assente novamente em forças neutras e impessoais mas agora desprovidas de quaisquer ressonâncias mágicas, pois seriam analisadas em função da estrita racionalidade lógica e matemática. Para lá da linearidade esquemática deste modelo, devedor directo das concepções evolutivas, então em moda, de Darwin e de Comte, confrontamo‑nos com um empobrecimento gritante da experiência religiosa da humanidade, pois nela apenas se surpreende a projecção ilusória e imaginária das nossas próprias faculdades. Não será por acaso que Freud, discípulo confesso das ideias de Frazer, na sua obra mais relevante sobre a religião (Die Zukunft einer Illusion, 1927), sustente a tese de que a religião não é um erro, mas antes a expressão de uma ilusão assente no desejo humano de uma ordem moral do mundo orientada por uma providência pessoal e omnipotente em permanente cuidado com as nossas necessidades de protecção, de justiça e de amor. E na base desta crítica da religião, surpreendemos a mesma ideia positivista que encontra na ciência pura o princípio redentor da humanidade [Cf. Frank Tipler, The Physics of Immortality, 1994]. Seria, no entanto, redutor transformar a obra de Frazer apenas num espelho da interpretação positivista do mundo, esquecendo que podemos surpreender nela um dos estudos mais sérios e cuidados sobre os quadros mentais da visão tradicional do mundo. Mais do que qualquer autor, Frazer preocupou‑se em decifrar as raízes mitológicas e religiosas da cultura ocidental, em particular ao fazer‑nos escutar o eco das antigas tradições pagãs na forma de viver e de sentir do homem religioso ocidental.&lt;br /&gt;A palavra «paganismo» tem, como se sabe, um sentido pejorativo. Literalmente, «pagão» (paganus) é, na designação latina, o habitante das aldeias (pagi), qualificação que traduz o facto histórico do Cristianismo primitivo ter triunfado nas grandes cidades do Império e não tanto nas aldeias e nos campos onde se preservaram as antigas tradições religiosas. Se a distinção entre «cristãos» e «pagãos» parece reflectir uma mais antiga, aquela que opunha os povos da Aliança a todos aqueles que dela estavam excluídos, isto é, os gentios (os goiim na terminologia hebraica), rapidamente no seio da civilização cristã nascente o termo «pagão» parece assumir um tom depreciativo, senão mesmo acusatório, ao indiciar crenças supersticiosas, mágicas e idólatras próprias da ignorância das gentes das aldeias. E esta acusação, tantas vezes violenta e persecutória, manteve‑se durante séculos, só oficialmente desmentida no segundo Concílio do Vaticano quando no célebre documento Nostra Aetata [«Relações da Igreja com as religiões não‑cristãs»] não só se promove uma reconciliação da Igreja cristã com as outras grandes religiões hodiernas, como se reconhece o valor profundo das antigas religiões pagãs (sejam elas pré‑cristãs ou coetâneas do Cristianismo) que souberam, nas palavras do Concílio, preservar um sentido religioso profundo do mundo, da vida e do divino.&lt;br /&gt;A nossa atenção, nesta comunicação, ir‑se‑á centrar nessas religiões antigas, pois estamos convictos que apesar de já não terem tradução ritual expressiva, as crenças pagãs condicionaram profundamente a visão e o sentir dos povos europeus e ocidentais. Não nos move nenhuma motivação restauracionista à maneira dos movimentos neopagãos que assolaram tragicamente a Europa nos anos 30 e 40, imitando involuntariamente o gesto patético do imperador neoplatónico Juliano o Apóstata que, no século IV, quis reimplantar o paganismo como a religião oficial do Império contra aqueles que designava pejorativamente como os «bárbaros galileus» [cf. Gore Vidal, Julian]. Por sua vez, mais do que consagrar a ideologia sincrética da «New Age», iremos, sim, analisar a influência do mundo pagão sobre a sensibilidade europeia, percebendo talvez que o Ocidente tem outras raízes fundamentais que não são apenas as das grandes religiões monoteístas nas quais se inclui naturalmente a cristianização do Logos grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso ponto de partida será a metáfora privilegiada por Frazer, a «rama dourada», que dá título à sua obra fundamental atrás referida. Como reconhece o antropólogo escocês, a imagem foi‑lhe sugerida por uma pintura homónima de Turner, datada de 1834, na qual o grande pintor inglês quis representar uma das cenas tradicionais da mitologia pagã. Nesse quadro podemos surpreender uma jovem que exibe na sua mão esquerda um ramo dourado, enquanto na mão direita se adivinha uma foice igualmente de ouro. Como se pode ver, tal exibição não parece suscitar qualquer reacção por parte das outras personagens, pois enquanto umas descansam junto a um lago, outras divertem‑se dançando. Que cena mitológica é aqui representada e o que significa este misterioso «ramo de ouro»? Sem margem para dúvidas, neste quadro de Turner, estamos em face de uma reinterpretação pictórica de um dos episódios mais marcantes da Eneida de Virgílio. No texto poético conta‑se a intenção do príncipe Eneias de visitar o reino dos mortos para se encontrar com Anquises, o seu falecido pai, para que este o ilumine no seu caminho. Mas para conseguir descer ao reino da morte são e intacto, Eneias necessita da ajuda de uma sacerdotisa, a Sibila, aquela que como nos diz Petrónio, no Satiricon, conhece tragicamente o segredo da imortalidade mas não o da juventude. Com efeito, conta a lenda que Sibila de Cumas, a profetiza, amante de Apolo, solicitou à divindade uma vida muito longa, de mil anos, esquecendo‑se de lhe pedir também a juventude. À medida que o seu corpo envelhecia, ia ficando cada vez mais ressequida e carcomida a tal ponto que foi enfiada numa gaiola. E Petrónio acrescenta tragicamente: “Porque eu vi com os meus olhos a Sibila de Cumas presa numa gaiola e as crianças perguntavam‑lhe: «O que é que tu queres, Sibila?». E ela respondia: «Quero morrer»." Não é esse, no entanto, o aspecto que apresenta no quadro de Turner. Com efeito, quando conheceu o príncipe Eneias, Sibila era ainda uma jovem radiosa que lhe ofereceu como símbolo um ramo de ouro, sem o qual nunca se poderia vencer a prova da morte. O significado do quadro de Turner torna‑se claro: vivemos como se a morte não existisse, indiferentes ao caminho da imortalidade que nos é oferecido por este misterioso ramo de ouro. Mas, para lá da amargura e melancolia inerente à pintura, Frazer descobre uma vertente mais sinistra associada a este ramo. Como nos diz, logo nas páginas iniciais da sua obra, o ramo de ouro que propicia a imortalidade estava relacionado com um dos rituais mais enigmáticos da cultura pagã. O ramo de ouro deveria, em princípio, ser recolhido de uma árvore de um bosque sagrado dedicado à deusa Diana, a deusa virgem e selvagem das florestas. Ora, em volta dessa árvore dedicada à deusa, rondava um sacerdote cuja obrigação consistia em preservar com a sua vida aquele símbolo sagrado. Este sacerdote, habitualmente um escravo ou um gladiador, não tinha nem um instante de descanso ou tranquilidade, pois haveria de chegar o momento, em que por desatenção, alguém o assassinaria e tomaria o seu lugar. Como nos mostra Frazer, era esta a regra selvagem daquele santuário: o posto sacerdotal e também curiosamente o título de Rei só se poderia obter assassinando o sacerdote anterior. Se este ritual nos surge, numa primeira análise, como uma excepção bárbara no seio da civilização clássica, pode‑se, no entanto, surpreender nele uma convicção universal religiosa. Para lá da preservação de um costume histórico lendário, assente na morte cíclica dos reis, estudado por Joseph Campbell em Masks of the Gods, o rito da árvore da Rama Dourada simboliza uma visão religiosa baseada no paralelismo simbólico entre, por um lado, a morte e a ressurreição dos deuses e, por outro, os ciclos e ritmos regenerativos da Natureza. A ideia central deste rito descobre‑se na necessidade de se proceder a um sacrifício contínuo como forma de proporcionar uma revitalização da existência e da vida, ideia que perpassa explicitamente o filme de Coppola, Apocalipse Now, como se depreende das lúgubres meditações do Coronel Kurtz sobre a rama de ouro e sua função regeneradora no seio do coração de trevas inerente à humanidade.&lt;br /&gt;Será, assim, em torno deste símbolo enigmático - o ramo sagrado de ouro - que iremos perscrutar o modo como as antigas religiões perspectivaram o mundo, tendo como ponto de referência conceptual quatro ideias chaves do pensamento ocidental, a saber, as ideias de criação, de morte, de amor e de divino. Com efeito, segundo a nossa interpretação, o grande legado das religiões antigas para a cultura europeia foi o de nos oferecer uma visão singular destas quatro ideias básicas da nossa vida, a um ponto tal que muitas vezes me questiono se não estaremos para sempre condicionadas por elas. Embora o caminho que iremos trilhar não seja exactamente aquele que é percorrido pelos passos de Frazer, a conclusão deste percurso, construído em torno de um mesmo enigma, o da rama dourada, será, no entanto, o mesmo: a rama dourada como o símbolo pagão por excelência da cultura ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observemos a primeira metamorfose deste ramo de ouro, aquela que nos é proporcionada por esta estranha divindade da primeira civilização que legou por escrito à humanidade a sua visão do mundo. Referimo‑nos naturalmente à Suméria, a primeira das grandes civilizações que a história regista e que se desenvolveu na região conhecida pelos gregos como a Mesopotâmia. Pouco se sabe sobre esta estátua de cariz religioso descoberta no cemitério real da cidade suméria de Ur, a cidade lendária de Abraão. Esta estátua, feita de ouro, de lápis-lazúli e de pequenas conchas representa um bode em posição erecta em frente de um pequeno arbusto de folhas e ramos de ouro. O facto de ser um dos primeiros artefactos religiosos da génese da civilização humana torna‑o particularmente significativo. Nele se conjugam dois dos elementos mais relevantes da experiência religiosa da humanidade. Em primeiro lugar, um bode, animal que desempenha um papel crucial, como mostrou René Girard, em toda a vivência religiosa. No rito religioso do bode expiatório, descrito na Bíblia, este animal após ter absorvido simbolicamente todos os males do mundo é sacrificado, sendo morto ou lançado no deserto. O segundo elemento relevante é este arbusto de ramos de ouro, certamente uma das primeiras figurações da árvore da vida, uma das imagens arquetípicas mais pregnantes do imaginário humano.&lt;br /&gt;Qual a imagem do mundo, da vida e da criação que estava associada a esta misteriosa estátua? Se os elementos que possuímos sobre a identidade desta figura são mínimos, o mesmo não se pode dizer sobre os conhecimentos que detemos actualmente sobre a visão do mundo da civilização suméria, que a literatura da Babilónia irá consagrar literariamente, em particular na obra conhecida como a grande epopeia da criação. Estamos perante um dos momentos altos da literatura humana, onde melhor se pode surpreender a concepção da vida e da criação dos povos que habitaram a zona do Crescente fértil. E a tese que defenderemos é que a visão da criação proposta, claramente pagã, ainda ressoa significativamente na nossa própria imagem do mundo.&lt;br /&gt;Ouçamos, pois, este poema da criação, habitualmente designado pelas suas duas palavras em acádico Enuma elish, «Quando no Alto...» [«Sete tábuas da criação»], cuja escrita remonta provavelmente ao segundo milénio aC. Apesar de visar uma intenção ideológico-política clara, ao traduzir a supremacia da Babilónia sobre as outras cidades‑estado da região, revelam‑se neste poema os traços fundamentais da concepção do mundo vigente desde os Sumérios.&lt;br /&gt;Escutemos os primeiros versos deste poema que apresenta todas as características de um hino épico, cuja recitação, sabe‑se hoje, ocupava um lugar privilegiado no culto ritual, em particular nas festividades do Ano Novo celebradas no começo do Outono. "Quando no Alto o céu ainda não tinha sido nomeado e a terra firme em baixo não tinha sido chamada pelo nome, nada existia senão o primordial Apsu, seu progenitor, e a Mãe-Tiamat, geradora de todos eles, suas águas misturando‑se como um só corpo". Estamos, assim, em face de dois deuses primordiais, Apsu e Tiamat, ambos identificados com o elemento líquido, sendo o primeiro a expressão da divinização das águas doces e subterrâneas, enquanto a segunda divindade, a deusa Tiamat, expressa antes a imensidão dos mares e a salinidade das águas. Conta‑nos o mito que este pai e mãe primordial, casal divino por excelência, gerará quatro gerações de deuses que se tornarão extremamente ruidosos perturbando o seu sossego e calma. Se a deusa Tiamat se mostra indulgente com os seus filhos, o mesmo não acontece com o deus‑pai Apsu que manifesta abertamente a sua cólera: "De dia não consigo descansar, de noite não consigo dormir. Eu abolirei os seus caminhos e os dispersarei! Que a paz prevaleça para que nós possamos dormir." A deusa indigna‑se mas Apsu está decidido a preservar a calma e a tranquilidade das origens. Só que uma das divindades, de nome Ea, "aquele que tudo sabe", também conhecido entre os Sumérios pelo nome de Enki, descobre as intenções de Apsu. Depois de proteger os deuses num círculo mágico, adormece e mata Apsu, o pai divino, apoderando‑se dos seus domínios.&lt;br /&gt;O deus Ea, que personifica as águas doces dos lagos e dos rios, ocupa um lugar privilegiado no panteão mesopotâmico, graças ao seu saber, engenho e papel de protector da humanidade. Vivia com a sua esposa, Damkina, bem no centro das águas, na casa dos destinos. Da sua deusa consorte, Ea terá um filho, de nome Marduk, perfeito em todos os aspectos, "o mais honrado dos grandes deuses", o que tem a autoridade do Céu, com quatro olhos para tudo ver e quatro orelhas para tudo escutar. Entretanto, alguns deuses ressentidos com o poder crescente de Ea e de seu filho, apelaram à vingança de sua mãe Tiamat que se decide sair da letargia a que se tinha entregue, pois, apesar de enfraquecida, ela ainda detinha a tábua onde estavam escritos os destinos. Cria, então, como suas armas, enormes serpentes marinhas plenas de veneno nas suas presas gigantescas. Ea, ao ver aquele exército, fica sem fala mas ainda tem forças para perguntar se o destino está fixado. A esta questão, o herói por excelência, Marduk, responde oferecendo‑se para combater Tiamat, na condição de se tornar o maior de todos os deuses. Pleno de confiança, Marduk lança‑se ao encontro de Tiamat, conseguindo envolver a deusa na sua rede. Corta‑a, em seguida, em dois pedaços, de modo a transformar uma das partes na cobertura dos céus e a outra, na terra que manterá as águas subterrâneas para sempre ocultas. O poema descreve, em seguida, a forma como Marduk organizou o mundo, estabelecendo calendários, fazendo surgir a Lua como a luz da noite que marca os dias. Edifica a cidade da Babilónia, literalmente "a porta dos deuses", para que estes possam ter sempre um local de descanso na Terra. Do sangue dos seus inimigos, Marduk, em colaboração com o seu pai, cria os homens, permitindo aos deuses dias tranquilos na medida em que os humanos trabalharão para eles. "Quando Marduk ouve as palavras dos deuses, o seu coração leva‑o a fabricar belas coisas. Abrindo a boca, dirige‑se a Ea para lhe comunicar o plano que concebera em seu coração: «sangue quero amassar e fazer com que existam ossos. Criarei um selvagem, homem será seu nome. Será encarregado do serviço dos deuses, para que estes estejam em paz." O poema termina com a glorificação de Marduk como rei dos deuses, enunciando os seus cinquenta atributos divinos. Os primeiros predicados não deixam margens para dúvidas sobre a sua natureza. Marduk é o jardineiro do mundo, cito "[ele é o] doador das plantações, fundador das sementeiras, criador do grão e das plantas, aquele que faz com que a erva verde cresça." Numa palavra, o grande criador do mundo revela‑se como mais uma metáfora do ramo de ouro.&lt;br /&gt;A grande epopeia babilónica é um poema claramente mítico, na dupla acepção da palavra, visto que ele se apresenta simultaneamente como uma narrativa das origens e uma narrativa instauradora que legitima o triunfo da ordem sobre o caos. Com efeito, Tiamat, a mãe de todos os seres, simboliza o caos indiferenciado, matriz primordial donde tudo emerge, enquanto Marduk personifica o princípio masculino da ordem e do poder. As hipóteses interpretativas deste combate mitológico são múltiplas, sendo possível apreender seja uma leitura de sabor gnóstico, segundo a qual a criação está manchada por um crime primordial que marca, com o seu sangue, a geração do homem, seja a certeza de que todos os começos, mesmo os divinos, devem ser superados e transcendidos. Mais do que uma alegoria naturalista, o mito deve, a nosso ver, ser perspectivado, como uma metaforização da génese do mundo, na qual se pode surpreender a passagem da tranquilidade que antecede a criação, tranquilidade incarnada pelo casal divino das águas abissais, a um combate violento entre a indiferenciação caótica, plena de energia e de força, simbolizada por Tiamat, e a organização do mundo, alcançada através da fragmentação do corpo da deusa mãe, pelo herói divino, Marduk.&lt;br /&gt;A força desta metáfora da água é comum a várias mitologias da criação. Está inegavelmente presente na primeira versão bíblica da criação do mundo, narrada na Bíblia. "Ora, a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, e um vento de Deus pairava sobre as águas. [...] Deus disse: «Que haja uma vastidão do céu no meio das águas que separe as águas das águas." (Gn 1, 2;6). A própria ideia de um combate divino com um monstro aquático percorre os textos bíblicos, não suscitando grandes dúvidas que o famoso Leviatã, descrito nos Salmos como um ser terrível de várias cabeças, é uma tradução imagética de Tiamat (Salmos 74, 13‑15) "Tu dividiste o Mar com o teu poder, quebraste as cabeças dos monstros de água, esmagaste as cabeças de Leviatã [...] Tu abriste fontes e torrentes, tu fizeste secar rios inesgotáveis". Mas não só. Como salienta Samuel Hooke, no Génesis, "a palavra hebraica usada para caos das águas, o 'abismo' é tehôm, uma palavra geralmente aceite como uma corrupção hebraica do nome Tiamat" (119). [Tehom é um nome próprio e sempre adjectivado no feminino]. Mas não é só a nossa familiar cosmogonia bíblica que expressa a mesma imagem criadora. Com toda a probabilidade, a visão cosmogónica dos Sumérios - que está em grande parte, como vimos, na raiz da concepção babilónica da criação do mundo - influenciou as múltiplas cosmogonias rivais do Egipto Antigo, entre as quais sobressai a da cidade de Heliópolis, na qual se narra a criação do mundo pelo "senhor dos limites do céu" (Atoum) a partir do oceano informe do ser primordial designado como Noun. Nas suas águas abissais estão contidos os germes de tudo o que será gerado, de tal modo que o próprio demiurgo solar, Atoum, flutuava no oceano informe de Noun. E os exemplos deste arquétipo bem sucedido poder‑se-iam multiplicar desde o belo e profundo «Hino da Criação» da cultura védica - "sem nenhum traço distintivo tudo era água indistinta. O uno que estava envolto no nada surgiu finalmente através do poder do calor" até à visão dos Astecas do confronto criador entre o grande deus Tezcatlipoca - o primeiro dos deuses a incarnar o Sol - e um monstro feminino, com a forma de um crocodilo, que emerge das águas primordiais. Estamos, assim, em face de um símbolo arquetípico do imaginário humano, enquanto «imagem psíquica» que transcende a vontade e a consciência dos indivíduos. Como nos diz, de uma forma incisiva, o romancista alemão Thomas Mann, na Montanha Mágica: “Não sonhamos unicamente com a nossa própria alma".&lt;br /&gt;Longe de ser uma visão ingénua da criação, esta cosmogonia pagã está presente no pensamento filosófico e teológico mais estrito do Ocidente. Assim, desde a ideia platónica de uma matéria indeterminada e primordial (a chôra) que resiste e dá corpo ao mundo (Timeu), passando pela concepção de Schelling, no escrito da liberdade de 1809, no qual se sustenta a ideia de um fundamento abissal, indeterminado e caótico em todo o existente, até à visão surpreendente do filósofo e teólogo francês Alain Houziaux [Cf. Le Tohu‑bohu, le Serpent et le bon Dieu, de 1997; La Religion, les Maux, les Vices, 1998]. A hipótese de Houziaux consiste em mostrar‑nos que a única forma coerente de explicar o acto de criação e a existência do mal no mundo implica a admissão de uma "matéria primordial" eterna e distinta de Deus, cuja existência é enunciada explicitamente nos versículos iniciais do Génesis. Com efeito, a noção actualmente comum de uma criação ex nihilo é, no fundo, uma noção tardia, estando completamente ausente dos versículos bíblicos da criação, sendo, no fundo, uma doutrina elaborada no século II pelos primeiros padres da Igreja [Santo Irineu], provavelmente a partir do comentário do texto paulino, em que São Paulo nos diz que Deus "chama à existência as coisas que não existem." (Rom 4, 17). Houziaux sugere, então, uma nova concepção de Deus e da criação, concepção que é, a nosso ver, um exemplo privilegiado da permanência da visão pagã do mundo no que ela tem de mais interessante. Diz‑nos Houziaux: "Deus, tal um oleiro, cria o mundo a partir de uma matéria primeira, de uma argila que lhe resiste e continua a semear a perturbação no mundo [...] Pela sua potência própria ela perturba o pôr em obra do projecto do oleiro." (36) Para evitar o risco sério de retomar visões dualistas, Houziaux estabelece a seguinte distinção: "Este mundo primordial não é um segundo Deus contrário ao Deus criador (não há traço de dualismo ou de maniqueísmo no texto bíblico). Ele é o órgão‑obstáculo do trabalho criador de Deus" (36). Tal não significa que esta matéria‑prima, este "caos primordial" referido em Génesis 1,2 tenha sido criado por Deus. "Este caos primitivo é apresentado na Bíblia seja como uma terra informe, desértica e ingrata, seja como um «oceano primordial»" (40). E como conclusão final este teólogo remata com a tese: "Deus não é o criador único e todo‑poderoso nem do nosso mundo nem do homem" (42), mostrando que a transcendência divina deve ser entendida em termos de amor e não tanto de ser. Não vou, neste momento, discutir a coerência, para muitos suspeita, desta ideia fascinante de um Deus que se vê a braços com uma matéria primordial obscura, esse enigmático caos primordial das águas abissais do Génesis. Quero apenas reter como primeira tese que a concepção pagã da criação como ordenação de uma natureza informe encontra‑se bem viva na cultura e no pensamento ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observemos agora a segunda metamorfose da rama dourada, já não sob a forma de um bode ou de um deus jardineiro mas antes a de uma planta mágica e oculta que confere vida a quem a possui. A imagem é novamente babilónica e é‑nos retratada num dos textos mais belos e profundos de toda a literatura universal, a Epopeia de Gilgamesh. Nela se narra a história de Gilgamesh, um rei da cidade de Uruk na Mesopotâmia, que atormenta com a sua prepotência, desejos e arrogância os habitantes daquela cidade. Os deuses, ouvindo o apelo do povo, criaram um rival, um jovem de nome Enkidu que o desafiasse. Lutaram furiosamente entre si, mas para grande surpresa de todos, tornaram‑se amigos inseparáveis. Gilgamesh que sonhava com feitos heróicos desafiou o seu amigo, Enkidu, a irem ambos combater um ogre, um «grande mal» que assolava as florestas. Venceram‑no, tendo a deusa do amor, Ishtar, ficado apaixonada pela beleza e força de Gilgamesh. Este, no entanto, rejeita‑a, lembrando‑lhe os destinos miseráveis dos seus antigos amantes. A deusa furiosa amaldiçoa Enkidu, condenando o maior amigo de Gilgamesh à morte. Destroçado, Gilgamesh faz uma grande e penosa viagem procurando o único homem abençoado pelos deuses, de nome Utnapishtim, que não só foi poupado ao Dilúvio como passou a viver eternamente no paraíso, no «jardim do Sol», nas Terras de Dilmun. Dilmun é o paraíso babilónico que, nas palavras de uma outra epopeia suméria (Epopeia de Emmerkar), é uma "terra pura", "plena de brilho", "onde o leão não mata e o lobo não faz mal ao cordeiro" e onde a deusa Ninhursag faz crescer as suas plantas proibidas.&lt;br /&gt;Quando Utnapishtim avistou Gilgamesh, totalmente prostrado com a viagem, inquiriu‑o sobre as suas motivações. Mas Gilgamesh perguntou‑lhe: "Como posso descansar? - [o meu amigo] tornou‑se pó e também eu morrerei e me deitarei na terra para sempre. [...] Oh, pai Utnapishtim, tu que entraste na assembleia dos deuses, desejo interro&amp;shy;gar‑te acerca dos vivos e dos mortos; como encontrarei a vida que procuro?» Utnapishtim narrou‑lhe em primeiro lugar a história do seu destino. Um dia os deuses decidiram destruir com um dilúvio terrível a humanidade pois ela tinha‑se tornado extremamente ruidosa. Mas o deus já nosso conhecido, Ea, o deus das águas doces dos lagos e dos rios, o deus que tinha feito os homens a partir de argila, decidiu poupar um deles, Utnapishtim, avisando‑o nos seus sonhos. "Constrói um barco, abandona o que possuis e procura a vida, despreza os bens do mundo e conserva viva a tua alma. [...] Depois leva para dentro do barco a semente de todas as criaturas vivas.» [...] Durante todo o dia grassou a tempestade, aumentando sempre a sua cólera; caía sobre o povo como as vagas da batalha [...] Até os deuses estavam aterrorizados pela inundação e fugiram para o mais alto céu [...] encolhidos como cães. [...] Durante seis dias e seis noites [...] tempestade e inundação enfureceram‑se juntas como hostes guerreiras. Quando o sétimo dia despontou, amainou a tempestade do Sul, o mar tornou‑se calmo, a cheia sossegou; olhei para o rosto do mundo e havia silêncio: toda a humanidade se transformara em barro. [...] Então inclinei‑me profundamente, sentei‑me e chorei; as lágrimas corriam‑me pelo rosto, porque por todos os lados havia o deserto de água. [...] Quando o sétimo dia despontou, soltei uma pomba e deixei‑a ir. Ela voou, mas não encontrando lugar onde poisar, voltou. Então soltei uma andorinha, e ela voou, mas, não encontrando lugar onde poisar, voltou. Soltei um corvo, ele viu que as águas se tinham retirado, comeu, voou à volta, grasnou e não voltou. Então abri tudo aos quatro ventos, fiz um sacrifício e derramei uma libação no alto da montanha". E os deuses decidiram, então, abençoar Utnapishtim. Depois de narrar a sua história a Gilgamesh, perguntou‑lhe: «Quanto a ti, Gilgamesh, quem reunirá os deuses para a tua salvação, para que possas encontrar essa vida que procuras? Mas, se o desejas, vem e submete‑te à prova: basta resistires ao sono durante seis dias e sete noites.» Mas Gilgamesh estava muito cansado e pouco tempo resistiu acordado, perdendo, assim, a imortalidade. "Utnapishtim disse à mulher:«Olha para ele agora, o homem forte que queria ter a vida eterna; mesmo agora, as névoas de sono passam sobre ele.»" A mulher de Utnapishtim apiedou‑se de Gilgamesh e pediu ao seu marido que lhe revelasse um segredo antes deste partir. E então o homem abençoado pelos deuses confidenciou a Gilgamesh: "Existe uma planta que cresce debaixo de água, que tem espinhos como uma silva, como uma rosa; ela te ferirá as mãos, mas, se conseguires apanhá‑la, então terás nas mãos o que devolve ao homem a juventude perdida." Gilgamesh não hesitou e mergulhou no fundo das águas onde encontrou aquela flor maravilhosa. Decidiu retornar depressa para a sua capital, Uruk, para que todos pudessem sentir a força revigoradora daquela planta mágica. No caminho de volta, decidiu banhar‑se num lago. No seu fundo encontrava‑se uma serpente e esta "sentiu a suavidade da flor. Soltou para fora de água e apoderou‑se dela, e logo mudou de pele e voltou para o poço. Então Gilgamesh sentou‑se e chorou, tendo as lágrimas corrido pelo rosto." Regressou à sua cidade e tornou‑se um homem sábio, pois como diz o final do texto "fez uma longa viagem, conheceu o cansaço, esgotou‑se em trabalhos e, ao regressar, gravou numa tábua de argila toda a história."&lt;br /&gt;Naturalmente não irei sublinhar os paralelismos profundos existentes entre esta narrativa mágica e as lendas e histórias do Génesis. Também não insistirei na diferença que Ricoeur («Filosofia da Vontade») assinala em relação ao mito adâmico e que me parece frágil. Com efeito, diz o filósofo francês que "o fracasso na busca da imortalidade, relatada na famosa Epopeia de Gilgamesh está ligada com a inveja dos deuses, que traçam os limites entre a esfera dos mortais e dos imortais" (Evil 202). Mas não só a perda de imortalidade parece ligada a uma descuido humano, resultante de não se estar suficientemente "desperto" e "acordado", como a pretensa inveja dos deuses babilónicos parece ressoar num dos versículos mais enigmáticos do texto bíblico: "Disse Deus: «Se o homem já é como um de nós, versado no bem e do mal, que agora ele não estenda a mão e colha também da árvore da vida, e coma e viva para sempre!» E Deus o expulsou do Éden" (Gn 3, 22‑23). Mais do que dilucidar as diferenças entre o jardim de Éden e de Dilmun, gostaria, sim, de salientar que, nesta história plena de coragem e de amor - certamente o primeiro mito romanceado que alguma vez nos foi legado pela escrita -, se encontra expressa a convicção pagã da relação entre a morte e a imortalidade. A morte é, por um lado, negligência, desatenção que se revela, no mito, tanto no sono de Gilgamesh como na perda do seu ramo de ouro; mas, por outro, a morte, como a pele caída da Serpente, é condição de nova vitalidade, algo que o mundo helénico pagão consagrará em Elêusis, na base da crença segundo a qual o que é vivo só pode germinar se a sua semente for lançada nas profundezas da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira metamorfose da rama dourada revela‑nos uma história celta de morte e de paixão. É a história mítica de Bran, o irlandês, filho de Febal, que um dia, quando passeava sozinho pelos campos, ouve uma música estranha mas tão suave como ele nunca tinha antes escutado. Voltou‑se para todos os lados tentando encontrar o autor daqueles sons plenos de beleza e de lamentação, mas, para seu espanto e temor, não conseguiu avistar ninguém. Enquanto escutava aquela música foi ficando cada vez com mais sono até que adormeceu profundamente. Quando acordou tudo parecia ter voltado à normalidade mas, para sua surpresa, descobriu a seu lado um ramo de macieira como ele nunca tinha visto. Era um ramo de cor prateada com um brilho especial devido à sua estranha mas bela floração branca. Bran regressou ao seu forte e todos contemplavam com encanto aquele ramo maravilhoso. Nessa noite surgiu subitamente à sua frente uma mulher de grande beleza, envergando roupas misteriosas e, para seu espanto, ela começou a cantar. Bran apercebeu‑se então que estava diante de uma Bannshee, de uma mulher que habitava um outro mundo, esse mundo que a sua alma inconscientemente tanto ansiava. Ela cantou‑lhe a beleza de uma ilha encantada, a Ilha das Maçãs onde os frutos estão sempre maduros, onde as lágrimas não correm, onde não existe sofrimento e morte. E tão repentinamente como tinha surgido desvaneceu‑se perante o olhar estupefacto de Bran levando consigo aquele Ramo maravilhoso. Percebendo que aquela canção lhe era destinada, no dia seguinte, lançou‑se num barco, com alguns companheiros, procurando aquela ilha misteriosa. Na sua viagem encontrou o deus do mar dos celtas, Manannan, aquele que supostamente habita a ilha de Man. Mas o deus, em vez de lhe apresentar mil e um obstáculos, bem pelo contrário, transformou as ondas do mar numa planície verdejante cheia de flores e pomares. Chegaram finalmente às ilhas de encantar onde uma mulher com um simples fio arrastou com firmeza o barco na sua direcção. Naquela ilha de Banshees viveram tempos de felicidade, comendo e bebendo pelo caldeirão da abundância, pois, por mais que comessem, os seus pratos nunca ficavam vazios. E tudo esqueceram, a ilha da Irlanda, as suas famílias, os seus amigos. Ao fim de um ano, no entanto, um dos companheiros de Bran, de nome Nechtan, encheu‑se de saudades de casa e da sua antiga vida. Bran e aquelas mulheres‑fadas bem tentaram persuadir Nechtan a que ficasse, mas ele manteve‑se inabalável. Bran, relutantemente, decidiu trazer o seu companheiro a casa mas no momento da partida uma das mulheres lançou‑lhe um Geis. O «Geis» é, segundo os celtas, um sortilégio mágico que implica da parte de quem o escuta uma interdição ou uma obrigação. Neste caso, a Banshee interditou‑os a que no momento de retorno pusessem os seus pés em terra firme. Quando o barco de Bran se aproximou da costa irlandesa, as pessoas perguntavam‑lhe quem eles eram. E Bran respondia: «Sou Bran, filho de Febal, saí desta terra há um ano mas agora regressei». Mas ninguém os conhecia... Subitamente, Nechtan, o seu nostálgico companheiro, não aguentou mais e saltou para terra. Para grande aflição de todos, logo que os seus pés tocaram no solo, o seu corpo desfez‑se em pó. Então Bran percebeu que a sua antiga terra lhe estava para sempre interdita e depois de contar as suas aventuras, lançou‑se outra vez ao alto mar em busca da Ilha das Maçãs para nunca mais ser visto.&lt;br /&gt;Nesta história mítica [«ciclo mitológico»] podemos escutar a alma céltica que de uma forma indelével marcou o espírito e a cultura ocidental. Em primeiro lugar, descortinamos a crença celta na existência de um «Outro Mundo», de um mundo perfeito e paradisíaco embora em muitos aspectos semelhante ao nosso mundo quotidiano. De tal forma é assim, que este «Outro mundo» pode ser atingido da forma mais inopinada, seja atravessando uma simples ponte, seja passando para outra margem de um rio, seja mergulhando profundamente nalguma cisterna mágica da nossa própria casa. Poder‑se-á objectar, com alguma razão, que o fascínio humano por mundos perdidos imaginários não é exclusivo da cultura céltica. A visão de mundos paradisíacos e de sonho ocupa um lugar privilegiado no nosso imaginário colectivo. Embora as suas descrições não primem pela nitidez, mais não seja porque talvez faça parte do seu encanto essa mesma imprecisão, é, no entanto, universal a crença mitológica na existência de mundos de sonho, geralmente situados em zonas de tal modo recônditas e obscuras que apenas viajantes intrépidos têm a coragem e a força de os alcançar. Como vimos anteriormente, nas Terras de Dilmun da mitologia mesopotâmica, encontramos a sua primeira representação literária, cujo eco ressoará claramente no Éden da cultura judaico‑cristã. Mas não só. A imagem de um mundo de plenitude encontra‑se viva nesse reino mítico e mágico da Ásia, Shambala, reino de perfeição, de paz e de sabedoria cujo caminho, diz‑se, parece ser delineado escrupulosamente nesses círculos mágicos orientais, presentes tanto nas mandalas dos monges tibetanos, como nas danças sagradas da Índia. A força de atracção de Shambala sobre o nosso imaginário foi de tal modo grande que, ainda neste século, o pintor russo, Nikolai Roerich [cf. cenários da Sagração da Primavera de Stravinsky] se lançou à sua procura, gravando em belos quadros todo o seu caminho. Mas os mundos de sonho não terminam aqui. Quem é que nunca ficou fascinado com o mundo perdido descrito na famosa ópera de Rimsky‑Korsakov, intitulada A Lenda da Cidade Invisível de Kitezh, essa cidade mítica coberta pelas águas de um lago, cidade que pode ser tenuamente avistada mas que só os espíritos puros podem efectivamente atingir? Quem nunca almejou perder‑se para sempre no reino da Atlântida, nas Ilhas Afortunadas ou nos Campos Elísios? Os exemplos são múltiplos, desde o reino lendário da rainha do Sabá, passando pelo El Dorado até ao reino cristão de Prestes João situado algures entre a Etiópia e a Ásia. Mas, a nosso ver, provavelmente o fascínio que sentimos por essas histórias, pelo menos no Ocidente, nunca moldaria o nosso imaginário colectivo sem a marca histórica, cultural e mitológica dos celtas. Em primeiro lugar, porque, para a cultura céltica, esses mundos não eram longínquos, mas envolviam a nossa vida e podiam ser descobertos acidentalmente em qualquer momento. Longe de serem mundos recônditos que exigem um caminho quase iniciático de esforço e atenção, à maneira de Gilgamesh, o «Outro mundo» dos celtas parece encontrar‑se já ao virar da próxima esquina, de tal modo que Bran em vez de encontrar um mar revolto o vê transformado num campo de flores e de frutos.&lt;br /&gt;Este mundo mágico dos celtas pode ser habitado por várias entidades. Em primeiro lugar pelos deuses e, em particular, aqueles que povoam o imaginário dos povos gaélicos, a saber, os filhos da grande deusa Dana, os Tuatha dé Danann, literalmente os «membros da tribo da deusa Dana». A deusa Dana [Ana, Anu, Danu ou Dôn] foi de tal modo marcante para a cultura céltica europeia que ainda hoje a celebramos indirectamente no nome do rio Danúbio. Tudo indicia que o culto da deusa Dana exprime a reverência religiosa sentida pelos celtas em face da Natureza como um todo, pensada enquanto entrelaçamento infinito e contínuo entre todas as formas de vida [cf. a importância dos nós na arte céltica (La Tène) bem patente no Book of Kells]. Da mesma forma que a Devi indiana, a grande deusa dos celtas pode assumir diferentes formas, algumas terríveis como é o caso de Morrigan, habitualmente representada por um Corvo que pousa sobre os ombros dos heróis no momento da sua morte, outras bem benignas e protectoras como se pode surpreender na deusa Brigit (literalmente "a suprema", habitualmente representada como uma Tripla Mãe). Nos Tuatha dé Danann, sobressaem outros deuses mais ou menos pitorescos como é o caso do "bom Pai" (o Dis Pater), o «deus‑pai» com o seu caldeirão da abundância, Lugh, o deus de todas as artes, sempre acompanhado com a sua lança, o Rei Nuada com a sua espada mágica e a sua mão feita de prata. Conta a lenda que apesar de serem os principais deuses tiveram que se refugiar no "Outro mundo" quando os "mortais" invadiram as suas terras sagradas. No "Outro mundo", seja ele designado como "Terra da Juventude" (Tir na nÓg), como "Terra das Mulheres" (Tir na Nban) ou "Ilha das Maçãs" (a Avalon das lendas do Graal, para onde o rei Artur foi levado quando ferido mortalmente) habitam ainda o "povo pequeno" seja sob a forma de Bannshee, as mulheres fadas, ou de Leprecaun, anões traquinas que assolam os mortais com as suas travessuras.&lt;br /&gt;Em torno deste entrelaçamento constante entre o mundo dos deuses e o mundo dos mortais, floresceu um culto religioso dominado pelas imagens vivas das plantas, das árvores e dos seus ramos dourados, de tal modo que muitos afirmam que os sacerdotes celtas - os druidas - adquiriram o seu nome de uma árvore, o carvalho (drui), sendo os druidas os detentores da sabedoria inerente àquela árvore. Pouco sabemos sobre o modo como os celtas pensavam esse saber, pois se existe tónica na cultura céltica é a insistência no valor da oralidade e da memória e a desconfiança visceral em relação à escrita. Mas a partir da hipótese de Robert Graves, na sua obra A deusa branca, podemos aventar uma hipótese que reúne cada vez mais consensos. Associada a cada árvore sagrada deste culto pagão, desde os carvalhos, as macieiras, os teixos [os "eburos" donde derivou os nomes das cidades de Évora e de Évreux], encontrava‑se um conjunto de sinais gráficos, conhecidos como os Oghams (o correspondente celta às runas dos povos germânicos). E qual a sua função? Tudo indica estarmos em face do que poderíamos designar como a Botânica das Memórias do Mundo. Da mesma forma que na tradição pagã clássica se desenvolveu uma «arte da memória» em torno das diferentes construções arquitectónicas (podendo, assim, falar‑se de «palácios» ou «teatros das memórias»), nas quais se associava a cada divisão um feixe de recordações de tudo o que se preze e se ama, permitindo, assim, em cada instante crítico da vida, reconstituir mentalmente este «museu imaginário», também os celtas ampliaram a casa imaginária à escala do próprio mundo, permitindo o percurso da mente através dos caminhos das florestas e adquirindo a sabedoria das árvores. E destas últimas sobressai a sageza dos carvalhos porque neles floresce em plena «terra desolada», nos Invernos mais frios e gelados da Europa, uma outra planta, a planta do visco que se mantém sempre verde e brilhante, símbolo vivo da vitória da luz sobre as trevas, da vida sobre a morte, só podendo, deste modo, ser extraída pelos druidas com as suas foices de ouro, pois eles sabiam estar perante a rama dourada. Mas não nos iludamos! Mais do que a celebração de uma extravagância botânica, o ramo de ouro é símbolo dessa luz que ilumina a noite. Luz de vida que ilumina a morte. O outro mundo que Bran anseia, cujo caminho é indicado pelo ramo de luz oferecido pela jovem é, sem margens para dúvidas, o da morte. Mas essa morte que a alma anseia a cultura ocidental conhece‑a por uma palavra cara à literatura de raiz celta: a paixão. Não será certamente um acaso que na mais bela história de paixão da cultura céltica, «o mito de Tristão e Isolda» [cf. os mitos de Grainne e Diarmaid e de Deirdre e Noise] o desenlace final da história se dê no entrelaçamento permanente dos ramos que brotam dos túmulos dos amantes, a lembrar‑nos o elo indissociável que se oferece, na paixão, entre o amor e a morte, entre a luz e as trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as metamorfoses do símbolo pagão da rama dourada, esta última revelou‑se símbolo de criação, de vida e de luz. Neste momento conclusivo da nossa comunicação, gostaríamos de revelar uma faceta mais inquietante deste símbolo que, não deixa por isso, de ser fecunda e rica em ensinamentos. Escutemos, então, o último dos quatro mitos que seleccionei, pertencente agora a uma das grandes raízes pagãs da cultura ocidental, a cultura germânica antiga, cultura que se manteve viva e actuante na Europa em plena era medieval cristã. É um mito que nos é narrado nas célebres sagas islandesas em particular nas famosas «Eddas» que foram preservadas, na Idade Média, em prosa por Snorri Sturluson. Este mito desempenha um papel crucial na forma como os germânicos viam o mundo. Para eles, na verdade, não existia apenas um único mundo, mas, sim, nove, todos eles entrelaçados entre si numa teia estruturada em torno de uma árvore incomensurável que os sustenta e lhes dá vida. As três raízes desta árvore cósmica, designada por Yggdrasil («monte sagrado») eram, por sua vez, alimentada por três seres, conhecidos como as Nornas, possuindo cada uma delas um dos poços. Como as parcas gregas, estas moiras ou fadas germânicas têm uma relação directa com o tempo. Assim, a primeira e a mais significativa, de nome Urd («destino») simboliza o passado, enquanto as outras se chamam Verdanki (Presente ou Ser) e Skud (Futuro ou Necessidade). Todos os nove mundos e não apenas o dos humanos estão submetidos a este tempo, de tal modo que até os deuses sabem que vão morrer. Entre eles, o mais importante é Wotan ['o que não tem medo'], o primeiro dos Aesir ou Ases (mundo de deuses jovens e guerreiros, o Asgard). A imagem poética mais nítida de Wotan [Ódin entre os Vikings] era a de um velho de grandes barbas, com um chapéu enterrado na cabeça, cobrindo parte do rosto de forma a ocultar a falta de um dos seus olhos. Segundo contam as Eddas, Wotan teve que passar por duas grandes provas para alcançar a Sabedoria. Por um lado, para beber do poço de Mimir, o poço da Sabedoria, sacrificou um dos seus olhos e, por outro, para obter o saber das Runas enforcou‑se a si mesmo na árvore de Yggdrasil, durante nove dias, sendo trespassado por um lança, morrendo e ressuscitando em seguida. Andava sempre acompanhado por dois corvos, Huggin e Munnin, (o pensamento e a memória) que voavam por todo o lado e diziam a Wotan tudo o que acontecia nos nove mundos. Mas este mundo dos deuses estava condenado a desaparecer e o acontecimento que o desencadeia é um dos seus mitos mais fascinantes que passo a contar.&lt;br /&gt;Wotan tinha um filho, de nome Balder. Este jovem deus era o mais belo e puro dos deuses. Em volta dele havia sempre bondade e felicidade e, embora os outros deuses, estivessem bem longe deste ideal puro, ficavam extremamente felizes por saberem que, pelo menos, um deles era assim. Figura apolínea, ele era o mais amado tanto dos deuses como dos homens, sendo naturalmente o preferido de Friga, a mulher de Wotan. Sucede, no entanto, que Balder começa a ter pesadelos recorrentes nos quais sonha que vai morrer. Ficou de tal modo assustado que pediu ajuda à sua mãe, Friga. Esta, apercebendo‑se do perigo, resolve percorrer todos os mundos para que cada elemento natural jurasse nunca fazer mal a Balder. Falou com as aves, com os insectos, com as plantas, com as pedras, com água, com as doenças, com as folhas das árvores e todos prometeram solenemente nunca fazer mal ao jovem deus. Friga regressou feliz ao Asgard, tendo no final do caminho deparado com uma planta muito pequenina, a saber, o visco. Mas, como estava fatigada pensou que este ser tão ínfimo certamente nunca faria mal a Balder e não se preocupou com o seu juramento. Correu então a notícia no Asgard, no mundo dos deuses, que Balder se tinha tornado indestrutível e todos os deuses se regozijaram com isso. Tornou‑se mesmo um passatempo dos deuses reunirem‑se em volta de Balder, atirando‑lhe com tudo em cima. Pedras, machados, flechas, tudo o que se lançava resvalava no corpo dele sem o aleijar. Balder ria‑se feliz como uma criança com o prazer que os deuses tinham naquele jogo e deixou de ter pesadelos. Apenas havia um deus, de nome Loki (Loge), que não se regozijava pois tinha uma enorme inveja e ressentimento de Balder. Loki era um deus titânico, espírito do fogo, que tinha um dia sido subjugado por Wotan para servir os deuses. Ressentido com a inocência de Balder, Loki disfarçou‑se de uma pobre velha indefesa e foi visitar a deusa Friga. Obteve a sua confiança e rapidamente se apercebeu das razões da imunidade de Balder. Friga acabou por lhe confidenciar que apenas um arbusto de visco que crescia perto do Valhala nada prometera. Loki procurou aquele raminho que entretanto crescera; arrancou‑lhe as folhas e afiou a extremidade. Dirigiu‑se então para o círculo dos deuses em torno de Balder. Apercebeu&amp;shy;‑se que um deles, apesar de comungar da alegria dos outros não participava naqueles jogos. Esse deus era o irmão gémeo de Balder, de nome Hoder, que era cego. E então Loki aproximou‑se dele e disse‑lhe «também tu podes participar. Apoia‑te no meu braço e atira. E deu‑lhe aquela seta». A ponta atravessou o coração de Balder e matou‑o. Abateu‑se sobre os deuses um silêncio terrível enquanto Loki fugia apressadamente da cena. O corpo do deus inocente foi posto num grande barco tendo Odin/Wotan lançado nele o seu anel. Apesar das Valquírias participarem ao lado de Wotan do funeral não podiam levar o corpo de Balder para o Valhalla pois ele tinha morrido por causa de um truque e não heroicamente. O que significa que aquele deus que eles tanto amavam estava condenado a viver para sempre com a temível Hel, a filha tenebrosa de Loki que dominava o reino dos mortos. Friga, entre todos, estava desolada, pois o seu filho mais amado morrera. Mas pensou que se talvez alguém tivesse a coragem de falar com Hel o pudesse fazer regressar do reino dos mortos. Hermod [o «Hermes» nórdico], outro irmão de Balder, aceitou a missão. Quando atingiu os reinos infernais, Hermod suplicou a Hel que deixasse Balder partir, mas ela pôs uma condição. Se Balder é assim tão amado que todos o chorem, disse‑lhe Hel. A incansável Friga solicitou, então, a todos os seres que chorassem Balder. Mas apesar da relva se cobrir de orvalho e as árvores de seiva, Loki não o chorou e Balder foi assim condenado. Destino trágico teve igualmente Loki que, tal como Prometeu, foi amarrado solidamente a um rochedo, sendo a causa do seu suplício uma serpente colocada mesmo por cima da sua cabeça que lhe deixava cair de tempos a tempos gotas de veneno. Loki irá assim permanecer nesta tortura até ao «crepúsculo dos deuses» (Ragnarok), momento em que os deuses e os gigantes titânicos se envolverão numa batalha que os levará à destruição recíproca. Das cinzas deste apocalipse germânico apenas restará Balder que num mundo, de novo verdejante, anunciará aos homens uma era de paz e de felicidade. Sem dúvida que nesta quarta e última metamorfose pagã da rama dourada, esta surge‑nos, no mito de Balder, como símbolo de destruição do que é belo, inocente e perfeito, símbolo do «deus que morre». Mas não será esta a última lição pagã ao Ocidente que ecoa na questão com que termina o romance já citado de Thomas Mann, A Montanha Mágica? "Será que dessa festa da morte, dessa perniciosa febre que incendeia à nossa volta o céu desta noite chuvosa, também o amor surgirá um dia?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos João Correia,&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-4983382482484454979?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/4983382482484454979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=4983382482484454979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/4983382482484454979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/4983382482484454979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/08/i-numa-das-obras-mais-significativas.html' title='AS RAÍZES PAGÃS DA CULTURA OCIDENTAL'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/StgAMY-iYKI/AAAAAAAAAoM/2jotVeXmB78/s72-c/22765563.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-534791917581766706</id><published>2008-07-13T04:25:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:48.865-02:00</updated><title type='text'>Pistis Sophia e a Igreja Gnóstica</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERHtjx9YNI/AAAAAAAAADE/ad_gfIkmJHE/s1600-h/A-110.6.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERHtjx9YNI/AAAAAAAAADE/ad_gfIkmJHE/s320/A-110.6.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207365917171605714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VM Huiracocha (Arnold Krumm-Heller)&lt;br /&gt;Arcebispo da Santa Igreja Gnóstica dos Mundos Internos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como em todas as Religiões existe um Livro Sagrado ou Bíblia, do mesmo modo os Gnósticos dispõem também de um Livro Santo. Com algumas referências rápidas e resumidas sobre esse Livro, antecipamos que, para compreender o "espírito" de sua "letra" , há que considerar a época e o sentido esotérico em que foi escrito. O que é o Talmud para os judeus, o Bhagavad-Gita para os hindus, o Alcorão para os muçulmanos, a Bíblia para os católicos e protestantes, é para nós a Pistis Sophia.&lt;br /&gt;Esse Livro Sagrado nos informa que Jesus - o Cristo - depois de haver essuscitado dos mortos, passou 11 anos com seus discípulos para instruí-los nos Mistérios do Mundo Interno, ou Mundo da Luz, com omissão, no entanto, de alguns pontos que os discípulos não estavam ainda capacitados a compreender.&lt;br /&gt;No duodécimo ano, porém, os discípulos estavam reunidos com o Mestre no Monte das Oliveiras, alegrando-se de haverem recebido dEle toda a plenitude do Saber Iniciático. Era o quinquagésimo dia do mês Tybi, o dia da Lua Cheia. O Mestre estava sentado à parte, quando ao surgir do Sol os discípulos viram um grande rio de luz de diversas tonalidades verter-se sobre Ele, que nela subiu ao Céu deixando os discípulos em grande temor e confusão, enquanto que silenciosamente O seguiam com os olhos. Desde a hora terceira do quinquagésimo dia, até a hora nona da manhã seguinte (30 horas portanto), o Mestre esteve ausente, para então aparecer-lhes descendo em uma Luz Infinita e mais brilhante do que aquela em que havia subido. Os discípulos estavam assombrados e temerosos, mas Jesus, compassivo e misericordioso, assim lhes falou: "Tende coragem, Sou Eu, não vos assusteis".&lt;br /&gt;Após as preces, Jesus retirou sua grande Luz de si mesmo e apareceu de novo em forma familiar; os discípulos vieram a Ele e perguntaram: "Mestre, onde estivestes? De onde procedem estas confusões?"Jesus, então falando como o Cristo glorificado, disse-lhes de sua grande alegria, pois desde esse momento poderia instruí-los no Mistério de todas as coisas, desde o princípio da Verdade até o final, sem parábolas, pois que lhe tinha sido dada autoridade para revelar-lhes o Primeiro Mistério.&lt;br /&gt;Jesus, então, começou a instruí-los e a dar, a cada um deles, um Poder.&lt;br /&gt;Em verdade cada discípulo corresponde e é um Poder em si mesmo, como, também, representa uma Hierarquia, um Signo do Zodíaco, um Centro de Força:&lt;br /&gt;Pedro representa a FéAndré, a FortalezaJoão, o AmorTiago, o AcertoBartolomeu, a Imaginação, e assim sucessivamente.&lt;br /&gt;(Para mais detalhes sobre o tema, sugerimos a leitura do texto &lt;a href="http://www.blogger.com/O_Cristo_e_a_Semana_Santa.shtml"&gt;Os 12 Apóstolos Interiores&lt;/a&gt;, do VM Samael Aun Weor.)&lt;br /&gt;Pistis Sophia trata também da sorte que espera as Almas no mais além da morte, revelando o que acontecerá a cada uma das categorias de homens. Vemos neste Livro que os Pequenos e Grandes Mistérios são o principal, tudo está Neles, tudo gira em torno Deles.&lt;br /&gt;Pistis Sophia é, pois, o nosso Livro Sagrado, cujo verdadeiro original, íntegro, intacto, está em poder da Igreja Gnóstica (nos Mundos Internos) como relíquia esotérica, recolhida pelo nosso Patriarcado, o fiel guardião de tão preciosa jóia.&lt;br /&gt;Nessa Obra estão também condensados os nossos Rituais Gnósticos.&lt;br /&gt;A palavra "Pistis", para nós, significa Fé, mas não nossa fé habitual que resulta da aceitação de uma opinião estranha. Não. Fé em sentido Bíblico é uma Força, é a Força Mágica que basta ter tanto como a de um grão de mostarda para remover montanhas.&lt;br /&gt;A palavra "Sophia", já sabemos que é Ciência. De modo que "Pistis Sophia" é Poder, é Ciência, é Teurgia.&lt;br /&gt;Os Gnósticos exigem primeiro o manejo de Pistis, e logo em seguida a comprovação dos fatos, sem nada de especulações "a priori".&lt;br /&gt;Os Gnósticos em suas Orações bem sentidas fazem vibrar a Substância de Cristo. Os Gnósticos vivem a verdade e tratam de ser uma Luz. Os Gnósticos têm encontrado em Cristo esta Luz, que é Substância; esta Substância Crística eles estudam e aplicam em si mesmos e em seus Atos.&lt;br /&gt;A Igreja Gnóstica é uma constante e sagrada afirmação como Religião Primitiva; isto nos leva a afirmar que não se trata de uma nova Religião formada à última hora com fins mais ou menos retos, senão que temos içado a Bandeira Secular de uma Primitiva Igreja que guarda a veraz e pura revelação em cujas águas de glória bebeu o Nazareno para logo pregar sua Santa Doutrina.&lt;br /&gt;A Igreja Gnóstica é a Igreja Cristã Esotérica, é a Igreja do Conhecimento.&lt;br /&gt;Estudamos a parte essencial, purificada e sagrada de todas as coisas; observamos a natureza dentro de suas múltiplas mudanças para ver a mão de Deus manifestada em tudo; buscamos a quintessência escondida em tudo quanto existe; admiramos as pedras, as árvores, o bruto e o homem.&lt;br /&gt;Como os Pitagóricos, analisamos o número e sabemos que Deus geometriza tudo.&lt;br /&gt;De nada nos serve saber que o Cristo tenha nascido em Belém, enquanto não nasça também em nossos corações.&lt;br /&gt;Dentro de nós, dentro de toda a criatura está Deus Todo Poderoso e seu Poder se manifesta relativamente em nós quando estamos identificados com Ele.&lt;br /&gt;Deus, a Unidade, não se compreende; apenas percebemo-Lo; vivemo-Lo; não o definimos; não temos esta capacidade.&lt;br /&gt;A Igreja Gnóstica é de origem Divina; seus Mistérios foram revelados pelos Elohim ou Santos Mestres de maneira distinta segundo a raça e o lugar, sendo só variáveis na forma, porém idênticos em Substância.&lt;br /&gt;É a Igreja Gnóstica uma Escola Iniciática de Mistérios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-534791917581766706?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/534791917581766706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=534791917581766706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/534791917581766706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/534791917581766706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/pistis-sophia-e-igreja-gnstica.html' title='Pistis Sophia e a Igreja Gnóstica'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERHtjx9YNI/AAAAAAAAADE/ad_gfIkmJHE/s72-c/A-110.6.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-9203708325790000484</id><published>2008-07-10T01:03:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:49.021-02:00</updated><title type='text'>Quem é Deus?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETDSTx9YvI/AAAAAAAAAHc/mEnPDLmcsNo/s1600-h/modern-art-prints5.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETDSTx9YvI/AAAAAAAAAHc/mEnPDLmcsNo/s320/modern-art-prints5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207501788462015218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é Deus...Ele pode ser conhecido.&lt;br /&gt;Deus, que criou o universo em toda a sua imensidão e detalhes criativos, pode ser conhecido por nós. Ele nos conta sobre si mesmo, mas também nos revela muito mais. Deus nos convida a ter um relacionamento com ele, onde podemos conhecê-lo pessoalmente. Não somente podemos aprender sobre ele, como podemos conhecê-lo, intimamente.&lt;br /&gt;"Não se glorie o homem sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois Eu sou o Senhor e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado", declara o Senhor. (Jeremias 9:23, 24) NVI&lt;br /&gt;Quem é Deus...Ele é Acessível.&lt;br /&gt;Deus nos convida a conversarmos com ele e deixá-lo saber de tudo o que nos preocupa. Nós não precisamos primeiro consertar as nossas atitudes. Também não precisamos ser educados, teologicamente corretos ou santos. É da própria natureza de Deus ser amável e receptivo quando vamos até Ele.&lt;br /&gt;"O Senhor está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam com sinceridade". (Salmos 145:18) NVI&lt;br /&gt;Quem é Deus...Ele é Criativo.&lt;br /&gt;Tudo o que nós fazemos é formado por materiais existentes ou construído com coisas que já foram criadas. Deus tem a capacidade de falar e trazer coisas à existência, não somente as galáxias e as formas de vida, mas também soluções para os problemas de hoje. Deus é criativo, por nós. É desejo dele que saibamos disso e confiemos em Seu poder.&lt;br /&gt;"Proclamarão o glorioso esplendor de tua majestade, e meditarei nas maravilhas que fazes." (Salmos 145:5) NVI&lt;br /&gt;"...De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra." (Salmos 121:1,2) NVI&lt;br /&gt;Quem é Deus...Ele é Honesto.&lt;br /&gt;Assim como uma pessoa que compartilha com você seus pensamentos e sentimentos, Deus claramente nos conta sobre ele mesmo, a única diferença que existe, é que ele é sempre honesto. Tudo o que ele conta sobre ele mesmo, ou sobre nós, é uma informação confiável. Mais verdadeiro do que nossos sentimentos, pensamentos e percepções, Deus é completamente preciso e honesto no que diz. Nós podemos confiar completamente em cada promessa que Ele nos faz, Ele cumpre. Nós podemos conhecê-lo com base em sua palavra.&lt;br /&gt;"A explicação das tuas palavras ilumina e dá discernimento aos inexperientes."&lt;br /&gt;"A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho." (Salmos 119:130,105) NVI&lt;br /&gt;Quem é Deus...Ele é Capaz.&lt;br /&gt;Você gostaria de estar 100% correto, sobre todas as coisas? Deus pode. Sua sabedoria não tem limites. Ele entende todos os elementos de uma situação, incluindo a história e os eventos futuros relacionados a ela. Nós não precisamos atualizá-lo, aconselhá-lo ou persuadi-lo a fazer a coisa certa. Ele fará, porque ele é capaz e porque seus motivos são puros. Quando confiamos nele, podemos estar certos de que ele nunca cometerá erros, nunca nos deixará enfraquecidos ou nos enganará. Você pode confiar completamente nele. Ele fará o que é certo, em todas as circunstâncias, em todo o tempo.&lt;br /&gt;"Nenhum dos que esperam em ti ficará decepcionado..." (Salmos 25:3) NVI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-9203708325790000484?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/9203708325790000484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=9203708325790000484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/9203708325790000484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/9203708325790000484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/quem-deus.html' title='Quem é Deus?'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETDSTx9YvI/AAAAAAAAAHc/mEnPDLmcsNo/s72-c/modern-art-prints5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-5770428870693519514</id><published>2008-07-06T01:06:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:49.135-02:00</updated><title type='text'>RAÍZES RELIGIOSAS DA PALAVRA “PAZ”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETEeDx9YxI/AAAAAAAAAHs/dIrQJzzqasw/s1600-h/ElevatedTank.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETEeDx9YxI/AAAAAAAAAHs/dIrQJzzqasw/s320/ElevatedTank.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207503089837105938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (Parte 1)&lt;br /&gt;Um olhar a partir das Sagradas Escrituras Judaico-Cristãs &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de João Luiz Correia Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não há dúvida: estamos todos mergulhados numa profunda crise social. A violência generalizada que aí está é prova disso. O tema é manchete de jornais e revistas, bem como chamada alarmante dos programas de TV e de tele-jornais. Nas grandes capitais do Brasil, e até mesmo em muitas cidades do interior, as famílias, acuadas pelo medo, mudam de hábito: ficar em casa virou um grande programa para a noite e finais de semana. Para muitas pessoas, o portão de casa ou do prédio é o limite do mundo. &lt;br /&gt;Em virtude dessa brutal situação de violência, observa-se em toda parte um grande clamor social pela paz. Esse clamor das multidões está nas ruas, por meio de grandes passeatas pela paz, e está no desejo mais profundo de cada um de nós. &lt;br /&gt;Nesse contexto desafiador, uma pergunta se faz necessária: o que significa mesmo a palavra “paz”? Qual o seu real significado para o ser humano? &lt;br /&gt;Numa perspectiva mais profunda, a paz não é simplesmente uma situação de ausência de violência ou de guerra; também não se garante pelo equilíbrio das forças contrárias ou pelo aumento de forças armadas (públicas ou particulares) que garantam “segurança”. A pedra angular da Paz é a Justiça Social, garantia da vida e da dignidade de todas as mulheres e homens na sociedade. &lt;br /&gt;Mas, enquanto se luta por um mundo justo e fraterno por meio de políticas que garantam educação, profissão, trabalho, remuneração digna, moradia e saúde para a maioria, é fundamental também ir trabalhando a paz dentro de si, a tão sonhada “paz de espírito”. Quanto alguém vive em estado de paz, está em sintonia com o Deus da Bíblia, o Deus de Jesus, o mesmo “Que está aí” (um possível sentido do nome bíblico de Deus, Iahweh): no mais profundo do “eu” humano, na relação com o “outro”, na comunidade, enfim, no contexto vital em que estamos inseridos, profundamente interligado à totalidade do cosmos. &lt;br /&gt;Diante da urgência dessa reflexão, procuramos neste artigo aprofundar a temática da paz, buscando compreender suas raízes que tocam a dimensão religiosa; e o faremos a partir da cultura religiosa em que estamos inseridos, por meio das Sagradas Escrituras judaico-cristãs. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;1. O sentido da palavra “paz” na cultura religiosa judaica&lt;br /&gt;O termo hebraico shalôm, traduzido da literatura judaica por “paz”, tem profundo significado. A “paz” nos Textos Sagrados da cultura judaica não é um pacto que possibilita uma vida tranqüila, nem o tempo da paz por oposição ao tempo da guerra... Não é mera pacividade; nada tem de semelhança com a chamada “paz de cemitério”; também não é simples ausência de crise... &lt;br /&gt;Shalôm deriva de um radical que, conforme sua maneira de ser empregado, pode significar o fato de completar ou concluir um trabalho, por exemplo, completar a construção de uma casa (1Rs 9,25); o ato de restabelecer as coisas em seu antigo estado, em sua integridade, por exemplo, “apaziguar” um credor ao pagar o débito de uma transação comercial (Ex 21,34), ou cumprir os votos a Deus (Sl 50,14). &lt;br /&gt;Nessa perspectiva, podemos afirmar que shalôm é uma palavra que contém a idéia de perfeição e completude, situação em que tudo é perfeito. Designa o bem-estar da vida cotidiana, o estado do ser humano em que se vive em harmonia consigo mesmo, com o outro, com a comunidade, com o ecossistema em que tal comunidade está inserida e com o Deus Eterno. Quando irromper o novo tempo, o Messias esperado é chamado pelo Profeta Isaías de Príncipe da Paz: “Um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, ele recebeu o poder sobre seus ombros, e lhe foi dado este nome: Conselheiro maravilhoso, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz” (Is 9,5s). &lt;br /&gt;Por aí dá para se entender porque nos Textos Sagrados da cultura religiosa judaica o termo apareça como saudação e como expressão de bons desejos. Não é só uma mera saudação habitual, como por exemplo “bom dia”, “até logo”. Shalôm soa como uma bênção, algo tão maravilhoso que só pode vir diretamente do poder de Deus. O povo de Deus já entoava em salmos: “Iahweh dá força ao seu povo, Iahweh abençoa seu povo com paz” (Sl 29,11). De fato, o Deus da Bíblia é concebido como o “Deus da Paz”. Por exemplo, em Js 6,24, o altar de Gedeão era chamado “Iahweh-Shalom”, que significa “Iahweh é Paz”. Shalôm é, portanto, uma saudação impregnada de bênção escatológica, uma vez que contempla um dos mais profundos desejos humanos: vida com dignidade e bem-estar. &lt;br /&gt;Na literatura profética da cultura religiosa judaica, já está presente uma intuição profunda: “O fruto da justiça será a paz, e a obra da justiça consistirá na tranqüilidade e na segurança para sempre” (Is 32,18). Aos poucos vai se formando a compreensão de que a paz de Iahweh Shalom é para ser construída por seus fiéis, na sociedade e no contexto histórico do tempo presente. Por aí se entende porque os profetas de Israel foram contundentes na crítica a todo comportamento social que se afasta da vontade desse Deus da Paz. &lt;br /&gt;Na literatura profética, bem como em toda literatura religiosa judaica, a prática da justiça social é, sem dúvida, uma das prioridades entre as exigências do Deus de Israel, o Deus da Paz. O termo “justiça”, em hebraico sedaqah, não corresponde a uma troca de alguma coisa por outra de igual valor. Na perspectiva na literatura religiosa judaica, é algo que se estende além das relações humanas, atingindo ao sentido da própria existência humana: Pela justiça, a harmonia se expande entre as diversas criaturas de Iahweh; ela é promessa de vida e abundância, elementos constitutivos da essência de Shalôm. A injustiça rompe a unidade da obra criadora: introduz o caos no mundo e a desordem na sociedade, induzindo naturalmente à morte. &lt;br /&gt;Vejamos, então, o tema da Paz, fruto da Justiça Social, em alguns desses profetas de Israel, tais como Amós, Miquéias e Isaías. &lt;br /&gt;Amós, o primeiro profeta que temos conhecimento por meio da escrita, que atuou por volta de 760 a 750 a.C., em Israel (Reino do Norte), foi porta-voz da cólera divina por quem despreza o direito e escarneia da prática da justiça. Por isso o profeta denuncia a hipocrisia de um culto a Iahweh-Shalom hipócrita, desmentido diariamente pela prática daquilo que não corresponde à vontade divina: &lt;br /&gt;“Ai dos que transformam o direito em veneno e atiram a justiça por terra... Eu detesto e desprezo as festas de vocês... tenho horror dessas reuniões litúrgicas... Longe de mim o barulho de seus cânticos, nem quero ouvir a música de suas liras. Eu quero, isto sim, é ver brotar o direito como água e correr a justiça como riacho que não seca” (5,7.21-24). &lt;br /&gt;Desse modo, Amós critica duramente a quem se ilude pensando satisfazer ao Deus da Paz apenas participando de cultos religiosos. Louvar a Deus é importante para alimentar a fé no aspecto pessoal e coletivo, mas essa prática cultual deve estar expressa no cotidiano pela prática do direito e da justiça, fundamentos da Paz Social. &lt;br /&gt;Miquéias (que exerceu sua atividade profética em fins do século VIII a.C.) lembra que é impossível haver paz social enquanto se mantém a exploração econômica, empobrecendo e marginalizando socialmente grande parte da população. Ele denuncia o comércio com que se enriquece a classe dominante (“casa do ímpio”, ou seja, de quem não faz a vontade de Deus); isso terá como conseqüência profunda instabilidade social e conseqüente ausência de paz: &lt;br /&gt;“Acaso posso tolerar a casa do ímpio com seus tesouros ganhos injustamente, com sua medidas falsificadas e detestáveis: Acaso devo desculpar balanças viciadas, sacolas cheias de pesos adulterados? Os ricos prosperam com a exploração, os seus habitantes só falam mentiras e têm na boca uma língua mentirosa... Você comerá, mas não matará a fome; e a fome será a sua companheira. Você guardará, mas não poderá conservar; a sua reserva, eu a entregarei aos inimigos. Você plantará,mas não colherá; esmagará azeitonas, mas não se ungirá com azeite; pisará uvas, mas não beberá vinho...” (Mq 6,9-16) &lt;br /&gt;A instabilidade nas relações sociais, a violência generalizada que amedronta todas as camadas sociais é, de algum modo, já concebida pelo profeta como conseqüência das relações sociais corrompidas pela prática da injustiça e da não observância do direito: “A terra será um lugar abandonado, por causa de seus moradores, como fruto de suas más ações” (Mq 7,13). &lt;br /&gt;Isaáis, profeta que viveu no século VIII a.C. e desencadeou uma verdadeira escola inspirada em seu espírito profético, deixa claro que é possível construir a Paz Social por meio da urgente mudança de comportamento pessoal, aquilo que numa linguagem religiosa chamamos de conversão: &lt;br /&gt;“Lavem-se, purifiquem-se, tirem da minha vista as maldades que vocês praticam. Parem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem; busquem o direito, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva...” (Is 1,16-17). &lt;br /&gt;Para o profeta, uma vida com fartura e dignidade, em pleno gozo da Paz, é conseqüência da opção de observar os conselhos de uma vida fundamentada na prática do direito e da justiça. Cabe ao ser humano, no seu livre arbítrio, seguir ou não ao projeto do Deus da Paz. &lt;br /&gt;Na concepção da escola do profeta Isaías, a opção em observar a vontade de Deus concretiza uma aliança indispensável para instaurar um reinado de paz em meio aos grandes desafios da história: &lt;br /&gt;“Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que apregoa a vitória, que diz a Sião: ‘Já reina o teu Deus’”(Is 52,7). &lt;br /&gt;Os “pés do mensageiro” cheios de calos e feridas, sujos da poeira da estrada, são “belos” na poética do profeta. A razão é que tal mensageiro anuncia uma grande novidade: a reconstrução de um povo que deseja se por sob o reinado de Deus, em tempos de paz. &lt;br /&gt;Esse reinado do Deus da Paz é projetado com grande apoteose para o futuro. Em Is 65,17-25 é o próprio Deus quem promete um tempo novo de alegria e paz, em que as pessoas finalmente poderão viver com dignidade, em todos os estágios da vida, desde a infância à terceira idade: &lt;br /&gt;“Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra. As coisas antigas nunca mais serão lembradas, nunca mais voltarão ao pensamento. Por isso fiquem para sempre alegres e contentes, por causa do que vou criar. Farei de Jerusalém uma alegria, e de seu povo um regozijo... E nunca mais se ouvirá choro ou clamor. Aí não haverá mais crianças que vivam alguns dias apenas, nem velhos que não cheguem a completar seus dias, pois será ainda jovem quem morrer com cem anos... Construirão casas e nelas habitarão, plantarão vinhas e comerão seus frutos... Ninguém trabalhará inutilmente, ninguém gerará filhos que morram antes do tempo... Antes que me invoquem eu responderei, quando começarem a falar, eu já estarei atendendo... O lobo e o cordeiro pastarão juntos, o leão comerá capim junto com o boi...” &lt;br /&gt;Desse modo, podemos afirmar que na literatura profética de Israel já havia a consciência de que a Paz é conseqüência da prática da Justiça Social: ter uma terra fecunda para plantar e colher os frutos para ter a mesa farta e comer até se saciar; habitar em segurança, sem medo de inimigos; dormir sem temor, com as portas abertas; não ter inimigos; multiplicar-se na face da terra, podendo passar por todas as etapas da vida, da fase de criança à terceira idade... E tudo isso porque o Deus da Paz está reinando no meio do seu povo (Lv 26,1-13). &lt;br /&gt;Longe de ser simples ausência de guerra, Shalom é vida em plenitude, na presença de Deus. De fato, como são belos os pés do mensageiro que anuncia esse novo tempo de paz... Nessa perspectiva poética e profética, podemos afirmar com Isaías: Como são belos os pés de quem anuncia a Boa Notícia do Reinado do Deus da Paz... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAÍZES RELIGIOSAS DA PALAVRA “PAZ” (Parte 2)&lt;br /&gt;Um olhar a partir das Sagradas Escrituras Judaico-Cristãs &lt;br /&gt;de João Luiz Correia Júnior &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O sentido da palavra “paz” nos textos fundadores da religião cristã&lt;br /&gt;            Nos Textos Sagrados do Cristianismo (Segundo Testamento da Bíblia), o termo que traduzimos por “Paz” é a palavra grega Irene. O termo não tem nada a ver com o sentido da palavra romana “Pax”. Procura guardar o sentido do termo hebraico Shalôm, usado nas Sagradas Escrituras Judaicas.[1] Assim, vejamos...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No Evangelho de Paulo&lt;br /&gt;Nas Cartas Paulinas, Irene guarda o sentido judaico de Shalôm. Não se trata da propalada “Pax et Securitas” romana, propaganda ideológica de que onde o Império domina há paz e segurança.&lt;br /&gt;Já em 63 a.C., Pompeu invadiu a Judéia sob a bandeira da “paz e segurança”... Mas essa ideologia foi, sobretudo, uma realização do Imperador Augusto.&lt;br /&gt;Augusto (Venerável) é um título conferido pelo Senado Romano, em 27 a.C., ao Imperador, cujo nome de origem era Caio Otávio. Ele era sobrinho de Caio Júlio César. Quando César o adotou como seu herdeiro, tomou o nome de Caio Júlio César Otaviano. Nas guerras civis que se seguiram ao assassinato de César em 44 a.C., Otaviano triunfou finalmente em 31 a.C., e governou Roma até sua morte, em 14 d.C.  Ele recusou o título de rei, mas governou mediante o controle do Senado e mantendo em suas mãos as funções de tribuno e procônsul das províncias onde as legiões estavam estabelecidas... Todos os imperadores posteriores conservaram o título de Augusto.[2]&lt;br /&gt;Com poder concentrado em suas mãos, o Imperador realiza uma série de reformas, adequando Roma à sua nova condição de Estado mundial. Começa um grande processo de urbanização por todo o Império, forma mais adequada à instalação das estruturas de dominação. Roma instaura a ideologia de que, com a dominação romana, surge uma idade áurea de paz e segurança.&lt;br /&gt;Desse modo, o imperador celebrava uma paz assegurada pela vitória, uma vez que a “Pax” romana era em geral imposta aos povos mediante a guerra. Augusto “pacificou” a Gália, Espanha, Alemanha, Etiópia, Arábia e Egito pela força das armas. Em toda parte que o Império fincava suas garras, fixava-se uma cláusula de paz e segurança para justificar a perda de autonomia do desgraçado povo conquistado, e compensar os terrores iniciais da dominação... Por meio dessa ideologia, o poder romano garantia o grau elevado de exploração que se dispunha manter...[3]&lt;br /&gt;            Paulo repudia duramente essa mensagem de “paz e segurança”, propaganda ideológica do Império, situando-a do lado das trevas, símbolo do mal e da morte... É o que lemos numa das últimas advertências da Carta aos Tessalonicenses:&lt;br /&gt;“Quando as pessoas disserem: ‘Estamos em paz e segurança’, então de repente a ruína cairá sobre elas, como dores do parto para a mulher grávida, e não poderão escapar. Mas vocês, irmãos, não vivem em trevas, de tal modo que esse dia possa surpreendê-los como um ladrão. Porque todos vocês são filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas. Portanto, não fiquemos dormindo como os outros. Estejamos acordados e sóbrios” (1Ts 5,3-6).&lt;br /&gt;Essa advertência à comunidade cristã é pedagogicamente voltada para a desalienação contra a ideologia dominante. Para Paulo, os discípulos e discípulas de Jesus não podem compactuar com a ideologia das trevas, pois são filhos e filhas da “luz”. Como tal, têm de estar “acordados e sóbrios”, isto é, com consciência clara para discernir sobre o que está acontecendo no cenário político e social do contexto presente, e optarem pela fidelidade ao compromisso com a causa da vida[D1].&lt;br /&gt;A motivação para resistir à falsa paz do império, segundo Paulo, não poderia ser outra, senão o próprio Jesus, “nosso Kyrios”, isto é, “Senhor” dos que, tal como o Apóstolo, seguem Jesus, o único que nos dá paz e segurança, estejamos “acordados ou dormindo”. Temos aqui uma contraposição ao Kyrios do mundo: Augusto. Vejamos o texto:&lt;br /&gt;“Pois Deus não nos destinou à sua ira, e sim para a salvação através de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual morreu por nós a fim de que, acordados ou dormindo, fiquemos unidos a ele. Portanto, consolem-se mutuamente e ajudem-se uns aos outros a crescer, como aliás vocês já estão fazendo” (1Ts 5,9-11).&lt;br /&gt;Além da fé unicamente no Senhor Jesus, contrapondo a fé no Senhor da terra, Paulo sugere a vida comunitária como uma excelente forma de resistência ao poder do Império: “consolem-se mutuamente e ajudem-se uns aos outros”.&lt;br /&gt;Segundo Paulo, as orientações práticas para a vida comunitária, orientam na direção dos fundamentos para a construção da verdadeira Paz. Tais fundamentos espelham-se na prática de Jesus.&lt;br /&gt;Exemplo disso está no belo canto cristológico, provavelmente usado nas celebrações das primeiras comunidades cristãs e recuperado por Paulo na Carta aos Filipenses. Lemos, como introdução, a seguinte proposta: “Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo” (Fl 2,5), isto é, os mesmos sentimentos que motivaram Jesus ao “esvaziamento de si mesmo”, abrindo mão de todos os seus privilégios.&lt;br /&gt;Para quem vive no contexto do Império, como os cristãos da comunidade de Filipos, esse “esvaziar-se” de si significa abrir mão dos privilégios de pertencer ao politeuma judaico (3,4-11) e também renunciar aos privilégios da cidadania romana. “Num tempo em que Roma reconhecia oficialmente o direito dos judeus, único no império, de honrar a César com preces ao seu próprio Deus solitário em seu favor, Paulo urge firmemente aos filipenses (e a outras comunidades) a resistirem àqueles – provavelmente gentios convertidos ao cristianismo – que advogavam a camuflagem protetora de um modo judaizante de vida”[4].&lt;br /&gt;Rompendo com a ideologia do Império, cujo grande sonho das pessoas consiste em dominar os outros como senhor de muitos servos, e cujo fundamento está sintetizado na práxis da violência disfarçada de paz, a proposta de Paulo consiste numa contra-ideologia dominante, que consiste concretamente no esvaziar-se de si mesmo, assumindo a condição do serviço solidário, segundo o paradigma Jesus, que “assumiu a condição de servo” (Fl 2,7).&lt;br /&gt;Por meio do serviço solidário, em que todos são iguais no serviço, seja qual for o tipo de serviço, as comunidades cristãs são chamadas a dar excelente exemplo. Nessa linha de reflexão, por meio da metáfora do corpo aplicado à vida comunitária, Paulo sugere que é possível manter a unidade, isto é, a Paz entre as pessoas, desde que cada qual se disponha a servir, na diversidade dos serviços prestados para o bem comum. Nisso está o alicerce da verdadeira Paz Social, única capaz de construir a Justiça Social tão sonhada pelos profetas de Israel. A Paz comunitária, segundo o paradigma cristão tem, portanto, seus fundamentos na solidariedade por meio do serviço (1Cor 12,12-31).&lt;br /&gt;Nessa perspectiva, podemos compreender porque Paulo, logo em seguida, coloca o tão conhecido hino ao Amor (1Cor 13,4-7), como que para dizer que o Amor é o cimento que dá consistência ao alicerce do serviço solidário, sem o qual não pode haver Paz:&lt;br /&gt;“O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...”&lt;br /&gt;Nos Evangelhos, Jesus é apresentado como alguém que promove a Paz pelo serviço solidário em prol da promoção da vida. E o faz não só por meio de suas sábias palavras de orientação mas, sobretudo, por suas ações solidárias. Não é paz de aparências, fundamentada no medo do poder bélico militar dos que detêm o poder, ou em sua propaganda de que em toda parte temos segurança...&lt;br /&gt;Em sintonia com a literatura religiosa judaica, que apresenta o Deus de Israel como aquele que liberta de toda situação de opressão, miséria e escravidão (Ex 3,7-8), causadora de sofrimento e promotora da violência generalizada em todas as camadas sociais, os Evangelhos Sinóticos apresentam Jesus como aquele que vem restaurar o reinado desse Deus na história, promovendo bem estar social e paz não só para o povo de Israel, mas para todos os povos. Assim, vejamos...&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;O Evangelho de Marcos.&lt;br /&gt;O contexto em que surgiu o texto de Marcos não promovia a paz social e, conseqüentemente, também não era promotora de paz pessoal, justamente porque produzia muita gente socialmente desenraizada, prestes a deixar seu domicílio e a vida regular. As condições sócio-econômicas do contexto de Marcos estavam ainda mais deterioradas, do que aquelas do tempo de Jesus. Especialmente na década anterior aos levantes da guerra romano-judaica (período que mais ou menos corresponde ao da redação do Evangelho), a deterioração econômica e política deixou em extrema pobreza partes significativas da população palestinense, principalmente nas áreas rurais. E, como parte inseparável do ciclo de pobreza, a doença e a incapacidade física se fizeram sentir mais fortemente. Para o trabalhador diarista, a conseqüência disso era imediata: desemprego e empobrecimento ainda maior. Com isso, só fazia aumentar o número daquelas pessoas que engrossavam as “fileiras” das multidões, verdadeiro “exército” de excluídos(as) sociais.[5]&lt;br /&gt;Em muitas narrativas do Evangelho de Marcos Jesus age em prol da Paz, na medida em que resgata vidas humanas excluídas, desse contexto violento, promotor de miséria e morte. E o faz de forma corajosa: em pleno contexto de dominação dos aliados do Império Romano, promotor da “Pax” romana:&lt;br /&gt;“Depois que João Batista foi preso[6], Jesus voltou para a Galiléia, pregando a Boa Notícia de Deus. O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo. Convertam-se e acreditem na Boa Notícia” (Mc 1,14-15).&lt;br /&gt;“...Levavam a Jesus todos os doentes e os que estavam possuídos pelo demônio.A cidade inteira se reuniu na frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de vários tipos de doença... (Mc 1,32-34).  &lt;br /&gt;De fato, em Marcos, os relatos de milagres são muitos. Salientam a necessidade de se promover a Paz por meio de ações concretas que, primeiro, resgatem as pessoas da goela da morte. Inaugura-se, desse modo, o tão esperado tempo messiânico (como vimos anteriormente quando refletimos sobre os textos do Profeta Isaías).  Tais relatos aparecem como uma forma de promover a paz, por meio do compromisso real com o projeto do Deus da Vida. Sem dúvida, Jesus promove a “Paz” ao restaurar vidas. Por isso, costumava dizer às pessoas curadas: “Vai em PAZ e permanece curada de tua doença” (Mc 5,34).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Evangelho de Mateus&lt;br /&gt;Para o evangelista Mateus, que dialoga o tempo todo com a cultura judaica, Jesus é apresentado como o presente do povo de Israel para todos os povos. Um menino, criança, símbolo por excelência do ser humano sem poder, é apresentado às nações pelo cosmos (representado pela estrela guia) como aquele que merece realmente ser adorado, Jesus, o Rei dos Judeus, o promotor da Paz verdadeira, numa possível referência que contrapõe ao Senhor de Todos os povos, o Imperador Romano, promotor da paz de aparências. Nessa perspectiva, a presença dos magos (cf. Mt 2,1-23) simboliza a participação de todos os povos, incluídos na Boa Nova do amor de Deus manifestado em Jesus.&lt;br /&gt;Jesus lembra que as pessoas comprometidas com a paz serão consideradas filhas e filhos do Deus da Paz, numa profunda coerência com o Primeiro Testamento da Bíblia. É o que está contemplado no Sermão da Montanha, mais especificamente no trecho das Bem-Aventuranças (Mt 5,9): “Felizes os que promovem a paz: eles serão chamados de filhos de Deus (Mt 5,9).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Evangelho de Lucas&lt;br /&gt;No Evangelho de Lucas, quando uma multidão do exército celeste (símbolo do poder de Deus) aparece a humildes pastores da Galiléia (símbolo da humanidade vitimada pela exclusão social promovida pelo poderio bélico militar do Império Romano), proclama num coro grandioso “Glória a Deus no alto, e na terra paz às pessoas que ele ama!”. O motivo é o nascimento de Jesus de Nazaré. O dom da “Paz” será finalmente oferecido às pessoas que Deus ama (as vítimas da violência, as pessoas impossibilitadas de viver em paz por estarem em situação de exclusão social).&lt;br /&gt;O nascimento de Jesus é, nessa perspectiva, a presença viva da “Paz”, uma vez que Jesus encarna, por meio de suas palavras, comportamentos e atitudes, o Deus da Paz. Em sua missão no norte da Palestina, região de muitos latifúndios e, conseqüentemente, de muita exclusão social de famílias e comunidades inteiras que simplesmente sobram no sistema econômico vigente, condenadas a não ser.&lt;br /&gt;Não é sem razão que os discípulos e discípulas de Jesus costumavam, influenciados por Jesus, saudar com a Paz. A saudação, nesse contexto, é uma palavra de poder, que comunica algo do dinamismo das palavras de Jesus: quando houver recusa em aceitar a paz, a paz transmitida retorna a quem pronuncia a saudação (Lc 10,5).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No Evangelho de João&lt;br /&gt;Os capítulos 13 a 17 do Evangelho de João formam uma unidade, dentro do contexto da Páscoa, em que Jesus faz a última ceia com seu discipulado, antes de ser entregue. A Páscoa judaica e a Páscoa nova de Jesus são a moldura ideal dessa unidade, na qual temos uma espécie de testamento espiritual do Mestre, num discurso de despedida.&lt;br /&gt;No meio desse discurso, Jesus deixa a sua Paz para as pessoas que o acompanham em sua missão:&lt;br /&gt;“Eu vos deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz. A paz que eu dou para vocês não é a paz que o mundo dá. Não fiquem perturbados, nem tenham medo”. (Jo 14,27).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Essa “Paz” que Jesus transmite ao seu discipulado é como que uma síntese de tudo o que realizou, satisfazendo a vontade do Pai. Jesus deixa como testamento a sua Paz para quem se habilita a participar de sua luta vitoriosa sobre as forças deste mundo. Trata-se de uma Paz que o mundo desconhece, isto é, que nada tem a ver com “Pax” romana, paz de aparências. A Paz que Jesus dá é algo que brota do mais profundo de uma vida que soube testemunhar a vontade do Deus da Paz.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;Pelo apresentado exposto, podemos inferir que a cultura religiosa judaico-cristã, em sua origem, inspirou uma mística que, ao longo dos séculos, tem ajudado mulheres e homens a encontrarem sentido na vida ao se empenharem na promoção da Paz.&lt;br /&gt;Ser uma pessoa mística não significa tão somente desenvolver as faculdades espirituais da sensibilidade, da inteligência, da vontade e do coração. Trata-se de entender, orientar e alimentar a vida a partir do Espírito de Deus, Espírito de Amor que tudo anima com seu toque vital, o mesmo que animou Jesus de Nazaré daquela intencionalidade, vigor, exuberância, atitudes, práticas, que caracterizaram a sua vida, paixão, morte e ressurreição.&lt;br /&gt;O sentido da palavra “mística” está bem apresentado no “Dicionário de Conceitos Fundamentais de Teologia”, da Paulus[7]:&lt;br /&gt;Etimologicamente, mística provém do grego myô. Este verbo significa o procedimento de fechar os olhos e olhar para o interior. Daí se deriva, sobretudo, o tipo de mística do mergulho no divino. Constata-se, ademais, historicamente, uma associação lingüística e uma conexão objetiva com os cultos mistéricos: myéô significa iniciar-se nos mistérios. Mystês, era, portanto, o iniciado nos mistérios.&lt;br /&gt;A Mística nasce da necessidade humana de sentido para a vida ou como busca de respostas às questões primordiais da existência. Mística é, então, maneira de fazer com que este sentido tome forma como experiência ou que a pessoa se aproxime do sentido de maneira perceptível. Dois elementos fundamentais caracterizam a Mística:&lt;br /&gt;a) a expressão objetiva dessa experiência no pensamento e no sentimento, na vivência e no estilo de vida (comportamento);&lt;br /&gt;b) a experiência subjetiva, pessoal, intransferível, por meio de visões, êxtase e profecias, contemplação, como também asceses especiais altamente exigente ou estilo de vida extraordinário.&lt;br /&gt;Na Mística, o centro de todos os fenômenos ordinários e extraordinários é a visão extática: o ser humano é arrebatado acima de si e “percebe” (do latim experiri) que com ele está presente mais do que ele próprio.&lt;br /&gt;Na Mística Cristã, essa experiência leva ao Cristo encarnado, isto é, à pessoa de Jesus de Nazaré. O Crucificado (mística da paixão) e o Ressuscitado (mística da luz) são parte dela. Mística Cristã é, pois, a experiência de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;A mística cristã não é esotérica (ou o é apenas em sentido relativo); se ela está presente aí no sentido da visão extática, não o evidenciam a intensidade da percepção ou sentimento nem outras formas de fenômeno extraordinário, mas a mudança da vida prática (metanóia, conversão). Sem conversão prática não há mística cristã. &lt;br /&gt;A mística que promove a paz, “mística da paz”, é um modo de vida, um jeito de viver a Espiritualidade Judaico-Cristã, tão bem expressa nas Sagradas Escrituras dessas duas Religiões. Por meio dela, muitas pessoas testemunharam, ao longo dos séculos, de que é possível assumir o desafio do tempo presente, buscando inspiração no Espírito de Amor que é a essência do Deus da Paz. Tal mística procura dinamizar a potência divina que cada ser humano carrega em si mesmo, com o intuito de interferir positivamente / amorosamente em prol da vida, como co-responsável pela Criação de Deus. Essa é a vocação primeira de todos nós[8].&lt;br /&gt;É urgente, portanto, cultivarmos o trigo precioso da mística da paz que, como vimos, estava tão presente nas raízes da cultura religiosa judaico-cristã. Pena que, ao longo dos séculos, o joio da cultura da violência tenha crescido tanto. Mas, não desanimemos. Ainda há tempo de promover a paz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-5770428870693519514?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/5770428870693519514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=5770428870693519514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/5770428870693519514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/5770428870693519514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/razes-religiosas-da-palavra-paz.html' title='RAÍZES RELIGIOSAS DA PALAVRA “PAZ”'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETEeDx9YxI/AAAAAAAAAHs/dIrQJzzqasw/s72-c/ElevatedTank.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-979513655217318870</id><published>2008-07-02T15:07:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:49.275-02:00</updated><title type='text'>PÓLO MAGNÉTICO DA TERRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERJUDx9YQI/AAAAAAAAADc/kf9_XMsMoIU/s1600-h/309tb.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERJUDx9YQI/AAAAAAAAADc/kf9_XMsMoIU/s320/309tb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207367678108197122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;·         Está em processo uma mudança no pólo magnético da Terra. Não que o planeta vá ficar de cabeça pra baixo com a inversão magnética, "apenas" o campo magnético estará trocado, o que já ocasionará um bocado de problemas, como por exemplo com a migração de animais, como as baleias e pinguins que, por acaso, já estão vindo parar nas costas do Brasil por engano...&lt;br /&gt;Os humanos também sofrerão, pois, com a perda da proteção magnética contra a radiação solar, haverá perda ou problemas de comunicação (inclusive celular e transmissões por satélite), e até mesmo a queda de satélites, como inclusive já vem ocorrendo.&lt;br /&gt;Esse processo não é novidade: acontece regularmente, tendo sido a última vez há 600.000 anos (talvez por isso vocês não lembrem). As simulações de computador prevêm o colapso total do campo magnético atual pra daqui a 3.000 anos, mas ressaltam que pode acontecer muito mais rapidamente, já que tal mudança leva em conta muitas variáveis.&lt;br /&gt;Uma variável não envolvida é a possibilidade do campo estar sendo afetado de forma não natural, externa, o que tornaria a mudança muito mais rápida, e brusca.&lt;br /&gt;Tenho vários motivos que me levam a crer pode sim haver uma mudança de pólos com mudança do eixo da Terra. Primeiro, porque já aconteceu no passado (o nosso planeta fica "meio de banda" em relação ao seu eixo vertical), e segundo, pelo tal de Planeta X, mais profecias Hopi, Nostradamus, Bíblia, etc etc&lt;br /&gt;Foi dessa premissa que partiram os malucos do &lt;a href="http://www.zetatalk.com/portugal/zetahome.htm" target="_blank"&gt;Zetatalk&lt;/a&gt;, e sua emissária maluca Nancy Lieder, que pregavam a vinda do Planeta X pra março de 2003 e destruição em larga escala da civilização com a mudança dos pólos. Obviamente nada disso aconteceu e os caras ainda continuam ridiculamente insistindo que eles estavam corretos, apenas o Planeta atrasou (deve ter pego engarrafamento...)&lt;br /&gt;Mas o fato é que, com a aproximação de um astro com grande atração magnética (como já falavam Ramatis e Emmanuel) o campo magnético do nosso planeta enfraqueceria e mudaria de posição, provavelmente modificando o eixo da Terra... novamente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-979513655217318870?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/979513655217318870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=979513655217318870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/979513655217318870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/979513655217318870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/plo-magntico-da-terra.html' title='PÓLO MAGNÉTICO DA TERRA'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERJUDx9YQI/AAAAAAAAADc/kf9_XMsMoIU/s72-c/309tb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-4845598742346204505</id><published>2008-06-23T01:00:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:49.526-02:00</updated><title type='text'>QUANTOS ANOS SE PASSARAM DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO ATÉ HOJE?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETCdjx9YuI/AAAAAAAAAHU/OwUd9OGoMg8/s1600-h/2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETCdjx9YuI/AAAAAAAAAHU/OwUd9OGoMg8/s320/2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207500882223915746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Gênesis capítulo 5, está escrito quantos anos viveram os primeiros homens, até gerarem os seus filhos ali mencionados.&lt;br /&gt;Através destas informações, podemos calcular quantos anos se passaram desde a criação do primeiro homem até o nascimento dos filhos de Noé, Sem, Cam e Jafé, somando os números de anos que cada um deles viveu até gerar o seu filho.&lt;br /&gt;O cálculo é o seguinte: &lt;br /&gt;130+105+90+70+65+162+65+187+182+500=1556&lt;br /&gt;Em Gênesis 11:10-26, está escrito quantos anos viveram Sem e seus descendentes, até gerarem os seus filhos ali mencionados.&lt;br /&gt;Em Gênesis 11:10 está escrito: “Estas são as gerações de Sem: Sem tinha cem anos, e gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio”.&lt;br /&gt;Este versículo, à primeira vista, dá a impressão de que Sem tinha cem anos quando gerou a Arfaxade, mas os versículos Gênesis 5:32 e Gênesis 7:11 mostram que na realidade Sem tinha cem anos quando ocorreu o dilúvio, e gerou a Arfaxade dois anos depois do dilúvio, de modo que ele tinha cento e dois anos quando gerou a Arfaxade.&lt;br /&gt;Através destas informações, podemos calcular quantos anos se passaram desde o nascimento de Sem até o nascimento de Abraão, somando os números de anos que cada um deles viveu até gerar o seu filho.&lt;br /&gt;O cálculo é o seguinte:&lt;br /&gt;102+35+30+34+30+32+30+29+70=392&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o nascimento de Abraão, passaram-se 1556+392=1948 anos.&lt;br /&gt;Em Gênesis 21:5 está escrito que Abraão tinha 100 anos de idade quando nasceu Isaque, seu filho. E em Gênesis 25:26 está escrito que Isaque tinha 60 anos de idade quando nasceram Jacó e Esaú.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o nascimento de Jacó, passaram-se 1948+100+60=2108 anos.&lt;br /&gt;Em Gênesis 47:9 está escrito que Jacó tinha 130 anos quando o povo de Israel entrou no Egito. E em Êxodo 12:40 está escrito que os filhos de Israel habitaram no Egito por 430 anos.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até a saída dos filhos de Israel da terra do Egito, passaram-se 2108+130+430=2668 anos.&lt;br /&gt;Em 1 Reis 6:1 está escrito que Salomão edificou o Templo de Javé no ano 480 depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, e que aquele ano era o quarto ano do reinado de Salomão.&lt;br /&gt;Portanto, vemos que desde a criação do mundo até o ano em que foi construído o Templo de Javé, que foi o quarto ano do reinado do rei Salomão, passaram-se 2668+480=3148 anos.&lt;br /&gt;Em 1 Reis 11:42-43, está escrito que Salomão reinou 40 anos sobre Israel, e morreu, e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar. Portanto, Roboão começou a reinar 36 anos após a construção do Templo de Javé.&lt;br /&gt;Portanto, vemos que desde a criação do mundo até o início do reinado de Roboão, passaram-se 3148+36=3184 anos.&lt;br /&gt;Em 1 Reis 14:21 e 14:31 está escrito que Roboão reinou 17 anos em Judá, e Abias, seu filho, reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, vemos que desde a criação do mundo até o início do reinado de Abias, passaram-se 3.184+17=3201 anos.&lt;br /&gt;Em 1 Reis 15:1-2 e 15:8 está escrito que Abias reinou 3 anos em Jerusalém, e morreu, e Asa, seu filho, reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Asa, passaram-se 3201+3=3204 anos.&lt;br /&gt;Em 1 Reis 15:10 e 15:24 está escrito que Asa reinou 41 anos em Jerusalém, e morreu, e Josafá seu filho reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Josafá, passaram-se 3204+41=3245 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 3:1 e 8:25, está escrito que Jorão filho de Acabe começou a reinar em Israel no décimo oitavo ano do reinado de Josafá, rei de Judá, e que Acazias, filho de Jeorão, filho de Josafá, começou a reinar no décimo segundo ano do reinado de Jorão filho de Acabe, rei de Israel.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Acazias, passaram-se 3245+18+12= 3275 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 8:26 e 9:24-27, está escrito que Acazias reinou um ano em Jerusalém, e morreu, e que Jeú começou a reinar em Israel no ano em que Acazias morreu.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Jeú, rei de Israel, passaram-se 3275+1=3276 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 12:1 está escrito que Joás começou a reinar em Judá no sétimo ano do reinado de Jeu, rei de Israel.&lt;br /&gt;Portanto, desde o início do mundo até o início do reinado de Joás, passaram-se 3276+7=3283 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 13:10, está escrito que Jeoás filho de Jeoacaz, filho de Jeú, começou a reinar em Israel no ano 37 do reinado de Joás, rei de Judá.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Jeoás, rei de Israel, passaram-se 3283+37=3320 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 14:1 está escrito que Amazias filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar no segundo ano de Jeoás, rei de Israel.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Amazias, rei de Judá, passaram-se 3320+2=3322 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 14:23, está escrito que o rei Jeroboão II começou a reinar em Israel no décimo quinto ano do reinado de Amazias filho de Joás, rei de Judá.&lt;br /&gt;Portanto, desde o início do mundo até o início do reinado de Jeroboão II, passaram-se 3322+15=3337 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 15:1 e 2 Crônicas 26.1-3 está escrito que o rei Azarias, também chamado Uzias, filho de Amazias, rei de Judá começou a reinar no vigésimo sétimo ano do reinado de Jeroboão II, rei de Israel.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado do rei Azarias, também chamado Uzias, filho de Amazias, rei de Judá, passaram-se 3337+27=3364 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 15:2 e 15:7, e em 2 Crônicas 26:3 e 26:23, está escrito que o rei Azarias, também chamado Uzias, filho de Amazias, reinou por 52 anos em Jerusalém, e morreu, e Jotão, seu filho, reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Jotão, rei de Judá, passaram-se 3364+52=3416 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 15:32-33, e 15:38, está escrito que Jotão, rei de Judá, reinou 16 anos em Jerusalém, e morreu, e Acaz, seu filho, reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Acaz, rei de Judá, passaram-se 3416+16=3432 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 16:2 e 16:20, está escrito que o rei Acaz reinou 16 anos em Jerusalém, e morreu, e Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Ezequias, rei de Judá, passaram-se 3432+16=3448 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 18:1-2 e 20:21, está escrito que Ezequias reinou vinte e nove anos em Jerusalém, e morreu, e Manassés, seu filho, reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Manassés, rei de Judá, passaram-se 3448+29=3477 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 21:1 e 21:18, está escrito que Manassés reinou 55 anos em Jerusalém, e morreu, e Amom, seu filho, reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Amom, rei de Judá, passaram-se 3477+55=3532 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 21:19 e 21:23-26, está escrito que Amom reinou 2 anos em Jerusalém, e morreu, e seu filho Josias reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde o início do mundo até o início do reinado de Josias, rei de Judá, passaram-se 3532+2=3534 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 22:1 e 23:30, está escrito que Josias reinou 31 anos em Jerusalém, e morreu, e seu filho Joacaz reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde o início do mundo até o início do reinado de Joacaz, rei de Judá, passaram-se 3534+31=3565 anos.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 23:31-34, está escrito que Joacaz reinou três meses em Jerusalém, e foi deposto por Faraó-Neco, e seu filho Jeoaquim reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde o início do mundo até o início do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, passaram-se 3565 anos e três meses.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 23:36 e 24:6, está escrito que Jeoaquim reinou 11 anos em Jerusalém, e morreu, e Joaquim, seu filho, reinou em seu lugar.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o início do reinado de Joaquim, rei de Judá, passaram-se 3565 anos e três meses, mais 11 anos, o que dá 3576 anos e três meses.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 24:8-17, está escrito que Joaquim reinou três meses em Jerusalém, e então o reino de Judá foi derrotado na guerra pelos caldeus, e muitos judeus foram levados cativos para Babilônia, e Nabucodonosor, rei de Babilônia, levou Joaquim cativo para Babilônia, e colocou como rei de Judá, em lugar de Joaquim, Zedequias, tio de Joaquim.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até a derrota do reino de Judá e o início do reinado de Zedequias, rei de Judá, passaram-se 3576 anos e seis meses.&lt;br /&gt;Em 2 Reis 24:18 e 25:1-13, está escrito que Zedequias reinou 11 anos em Jerusalém, e então foi levado cativo para Babilônia, e os caldeus destruíram o Templo de Javé e a cidade de Jerusalém, e levaram quase todos os judeus cativos para Babilônia.&lt;br /&gt;3576+11=3587.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até a destruição do Templo de Javé, e da cidade de Jerusalém, pelos caldeus, passaram-se 3587 anos e seis meses.&lt;br /&gt;Está escrito em 2 Crônicas 25:8, que o ano em que foi destruído o Templo de Javé e a cidade de Jerusalém, foi o décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei de Babilônia.&lt;br /&gt;Os estudiosos de História, com base em documentos antigos, já provaram que o ano em que o Templo de Javé e a cidade de Jerusalém foram destruídos pelos caldeus corresponde ao ano 586 a.C.&lt;br /&gt;Portanto, desde a criação do mundo até o ano 586 a.C., passaram-se 3587 anos e seis meses (ou seja, 3588 anos incompletos).&lt;br /&gt;Portanto, o mundo foi criado seis meses antes do início do ano 4173 a.C., pois 3587+586=4173.&lt;br /&gt;Portanto, o mundo foi criado na metade do ano 4.174 a.C.&lt;br /&gt;Portanto, o ano 2006 d.C. corresponde ao ano 6.180 desde a criação do mundo, pois 4174+2006=6180.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-4845598742346204505?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/4845598742346204505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=4845598742346204505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/4845598742346204505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/4845598742346204505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/quantos-anos-se-passaram-desde-criao-do.html' title='QUANTOS ANOS SE PASSARAM DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO ATÉ HOJE?'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETCdjx9YuI/AAAAAAAAAHU/OwUd9OGoMg8/s72-c/2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-6189331796662370573</id><published>2008-06-20T00:56:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:49.690-02:00</updated><title type='text'>PORTAIS DE TRANSFORMAÇÃO:</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETB3zx9YtI/AAAAAAAAAHM/6LWgXuiqtGo/s1600-h/4.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETB3zx9YtI/AAAAAAAAAHM/6LWgXuiqtGo/s320/4.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207500233683854034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Canalização espiritual:&lt;br /&gt;Assembléia de Luz, através de&lt;br /&gt;Abby Haydon, em 19 de julho de 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUDANÇAS NA TERRA E NO SISTEMA SOLAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOVAS DIRETRIZES DOS SÉCULOS VINDOUROS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante perceber que estamos entrando agora num período no qual grande parte das fundações de energia estão sendo assentadas. Grande parte do formato, das novas diretrizes dos séculos vindouros estão sendo agora estabelecidos neste planeta e ao redor deste sistema solar e de todas as formações galácticas nesta época presente. Então, trata-se de um trabalho muito poderoso que todos estão realizando. É um trabalho belíssimo que todos estão produzindo. É trabalho de grandeza e cura. Nenhum de vocês percebe como é grandioso o trabalho que estão realizando agora. Vocês, em essência, são os pioneiros deste novo caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês estão assentando os alicerces para as novas formas de ser que estão chegando, não apenas a este planeta, como também a todo este aspecto da criação. Haverá muitos novos planetas formados e muitos novos lugares criados, nos quais seres como vocês viverão. Haverá muitas novas formas nascendo. Vocês estão preparando o caminho para que isso aconteça. Vocês estão pavimentando a estrada na qual outros poderão caminhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos testemunharam as mudanças que ocorrem nesta Terra e neste sistema solar. As mudanças que estão se passando com seu Sol estão propiciando novas direções. Haverá mudanças na freqüência dimensional, mudanças nas maneiras de se trabalhar com energia, e também haverá mudanças fisiológicas nesta freqüência dimensional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incentivamos vocês a realizar com tranqüilidade essas mudanças de vida que estão atualmente acontecendo e saibam que não se trata apenas de uma futura modificação na consciência, mas também mudança na forma de energia física deste seu planeta Terra. Desejamos que vocês saibam que no tempo vindouro, de muitas formas, vocês verão as mudanças que vocês estão trazendo nesta direção, esta nova maneira de ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mudanças que acontecem no nível físico são apenas algumas das mudanças realizadas. Este planeta está mudando sua freqüência vibratória, abrindo-se a novos padrões de transferência. À medida que esses padrões se manifestarem, vocês verão mais do que consideram ascensão ou mudanças de grupo em relação à consciência. À medida que as muitas diferenças se manifestarem nesta época, muitos portais se abrirão. Eles serão centros diferentes de energia nos quais ocorrerá a transferência de freqüências físicas a outras freqüências vibratórias. Haverá diferentes períodos nos quais certos portais ficarão abertos. Haverá diferentes períodos nos quais a experiência de ascensão estará acontecendo. É por meio desta experiência que muitos compreenderão que algumas das diferentes afirmações transmitidas por intermédio dos ensinamentos de outros ao longo de muitos séculos apresentam validade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que estes portais começarem a se manifestar, muitos seres serão atraídos a certa área do planeta, em busca de formas diferentes de realizar o trabalho que vieram para cá fazer. Neste momento esses portais se abrirão. Os projetos que eles têm recebido começarão a se manifestar, e alguns estarão vibrando a uma freqüência diferente. Eles simplesmente residirão numa outra vibração neste planeta. Parecerá aos que ainda estão aqui nesta freqüência que eles desapareceram, mas, em essência, eles estarão no mesmo espaço, porém vibrando a uma freqüência diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que tiveram projetos que desejam realizar projetos de cura em grupo, de cura da consciência de seres diferentes em dimensões diferentes, ou outros projetos que vieram realizar neste planeta, conseguirão então levá-los a cabo. Cada pessoa que estiver aberta às energias que estão chegando vieram por uma razão. Algumas vieram ajudar na transformação, êxodo e reconfiguração em massa vindouros. Outras vieram para cá como seres de outros tipos de consciência de grupo para gerar mudanças em seus mundos, suas arenas de existência. Haverá muitos seres que tomarão consciência de quem são e do que vieram fazer dentro dos próximos três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos que vieram nesta forma física são de mundos que receberão orientação e assistência em sua transformação, utilizando as formações de energia que estão chegando neste planeta e concentrando-as por meio desses portais que começam a se abrir. Muitos desses seres serão considerados extraterrestres. Trata-se simplesmente de seres que assumiram forma física, mas apresentam fonte diferente. Vieram especificamente com a consciência da sua outra fonte, uma fonte da qual atualmente têm conhecimento ou que se abrirá a eles. Então eles saberão que trabalho vieram fazer e por que são atraídos às áreas desses portais ou aberturas de formações de energia. Isto ocorrerá no alvorecer deste novo século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também haverá os que estão simplesmente desfrutando a experiência de estar aqui neste planeta neste momento e passando por esta mudança e esta transformação. É importante saber que este planeta e lugar, este aspecto adorável de semente estelar que cresce aqui há muitos, muitos séculos, está aqui para ser um ponto de grande concentração de energia. A partir deste planeta, muitos serão afetados em muitas galáxias e muitas dimensões que sequer podem ser percebidas nesta época. Há muitos tipos de seres andando por este planeta. Alguns grupos estão aqui há séculos; alguns acabaram de chegar. Alguns entre vocês sentirão que este planeta é retrógrado, não é humano, não está expressando aquela consciência divina de Deus, aquele aspecto de unidade, verdade e harmonia ligados a pensamentos sobre Deus e divindade. Agora muitos estão tomando consciência de que embora haja muitos aspectos não evoluídos neste planeta, ele constitui uma fonte de grande energia e poder neste processo de transformação que está ocorrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas pessoas que começam a despertar e perguntar qual é o seu trabalho, sua missão, o que vieram fazer aqui? Por que estão aqui? Com o encerramento deste ano, essas informações ficarão claras para elas de muitas formas. Esses seres virão ver quem eles são e o que vieram criar aqui. São emissários, mensageiros, seres que realizarão o trabalho de seu planeta natal ou fonte original. Eles criarão as metas e necessidades desta área, e quando elas forem criadas haverá muitos modos diferentes de produzir o trabalho que está sendo executado. Todos desejamos ter certeza de que eles fazem parte desta mudança, desta transformação, e que podem desincumbir-se de sua parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns despertarão para sua missão com tranqüilidade. Outros experimentarão, no estado de sonho, uma religação com outro lugar, mundo, consciência e tempo. Para alguns, isso talvez seja desagradável, confuso ou estranho. Antes do término deste milênio, muitos despertarão para suas conexões intergalácticas, despertarão para quem realmente são. Primeiro, esta conexão básica com seus outros aspectos deverá ser honrada, reconhecida e entendida, então eles entenderão a razão para estarem ali. Primeiro, eles têm de compreender quem realmente são, qual a ligação de sua alma ou espírito com os seres de outras galáxias e dimensões. Isto vai começar a acontecer com muitas pessoas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante, nesta época, sentir que os que estão atualmente trabalhando nisto são apoiados. Eles vão se sentir estranhos, podem ter a sensação de ser possuídos ou manipulados. Talvez sintam que são alguém com quem não se sentem familiarizados. Durante toda sua vida terrestre, a pessoa pode ter pensado ser alguém casado e com dois filhos, dono de uma casa adorável e três gatos. Agora percebem que são seres intergalácticos ligados a irmãos e irmãs de alma e seres espaciais que não apresentam sua forma física de referência. Isto pode ser muito desconcertante, difícil de aceitar. Aqueles dentre vocês que alcançaram maior sintonia com este conceito mais cedo, que não questionam sua conexão com outros lugares e outras formas de existência e que sabem ser mais do que simplesmente esta única existência neste único corpo físico, ajudarão a mostrar o caminho para outros se abrirem a esta experiência. Serão outros que criarão essas aberturas e apoiarão os novatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um grande projeto e um grande trabalho que fazem parte do que a maioria assumiu realizar. Ao reconhecer quem vocês são, por que estão aqui e qual é sua conexão com esta transformação, vocês estão ajudando muitos de seus irmãos e irmãs a fazer o mesmo. A conexão com outras galáxias e arenas de existência pode muitas vezes ser confusa. Com freqüência pode ser difícil aceitar, em particular por quem não sentiu a chegada desta abertura. Outros precisam saber quem são eles e o que vieram fazer aqui. Isto faz parte de um processo que começará no encerramento de 1998 e continuará no ano de 1999. É a abertura dos portais, permitindo a passagem da energia desses portais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejamos lhes proporcionar esta bela visão desta experiência. Ela os ajudará a entender melhor aquilo de que são capazes. &lt;br /&gt;VISÃO DO PORTAL QUE SE ABRE &lt;br /&gt;Desejamos que vocês vejam a si próprios no topo de uma linda montanha. Vejam um belo portal se abrindo diante de vocês. Esse portal pode ser muito moderno ou futurístico ou apresentar a seu redor símbolos que talvez não lhes sejam familiares. Pode haver símbolos de culturas antigas nesta porta. Pode haver lindas pedras preciosas que emitem raios de cor. Vejam esse portal se abrir. Vocês poderão observar grande variedade de experiências depois da abertura desse portal. A única coisa que todos verão é uma bela luz branca e dourada passando por esse portal de conexão com outras dimensões e universos. Vocês verão essa porta se abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que estejam passando raios de luzes de diferentes cores. Pode ser que estejam passando seres de formas fora do comum. Pode ser que estejam passando heróis e seres de civilizações passadas. Seja o que for que passar por esse portal, incentivamos vocês a simplesmente acolhê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acolham o modo pelo qual o que passar se liga a vocês. Talvez entre em seu corpo. Talvez segure sua mão. Talvez vocês sintam uma luz maravilhosa envolvendo-os. Seja como for que vier, saibam que está em harmonia com seu plano divino e as metas por vocês criadas e estipuladas muito antes de vocês entrarem neste corpo. Saibam que vocês têm esperado por esta experiência, não apenas nesta vida, mas muitos períodos antes de se manifestar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem sete locais como esta Terra em diferentes sistemas solares que serão pontos focais desses portais. Existem lugares nos quais vocês poderão manifestar sua conexão com esta energia, com esta luz pela qual há muito esperam e que, finalmente, chega a vocês. As energias que estão chegando serão intermitentes, e chegarão em muitas ocasiões. Então, depois do início do ano de 1999, haverá ocasiões mais distintas nas quais esses portais se abrirão, pois nesta época é impossível a chegada desta energia. Ela virá em explosões, virá em seqüências diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final deste ano que passou, houve uma abertura na qual ficaram claras as conexões com quem vocês são, por que vieram para cá e qual seu trabalho, missão ou projeto. Muitos perguntam a esta pessoa por meio da qual falamos: "Por que estou aqui? Qual é meu propósito?" É evidente a todos os que fazem essas perguntas que eles estão aqui para algo mais do que simplesmente acordar de manhã, tomar seu alimento e trabalhar. Então, muitos carregam dentro de si a vontade de questionar sua existência aqui. Nunca tantas as pessoas tiveram um sentimento assim em qualquer tempo já registrado. Tantos têm dentro de si este sentimento de por que vieram para cá agora. Chegou agora a hora de descobrir isso. É tempo agora de vocês e tantos como vocês entenderem por que estão aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conectar-se a quem vocês são é o primeiro passo neste projeto. Então saber o que vocês farão é o segundo passo. Incentivamos os que têm dentro de si esse chamado a se permitir simplesmente se concentrar nele. Vocês talvez desejem manter um diário de sua conexão estelar, do lugar de onde vocês sentem que vieram. Talvez vocês sintam chegar a vocês nomes e diferentes tipos de energia que são irmãos, irmãs, amigos ou pais provenientes de outras dimensões e galáxias. Então, talvez vocês estejam sentindo a conexão de sua família estelar, o grupo ao qual pertenciam antes de vir para a Terra. É um grupo com o qual vocês sentem grande conexão e pelo qual sentem muito amor. Foi por causa deles que vocês vieram para cá. Saibam que este é o começo desta compreensão. É o começo de saber por que vocês foram trazidos para cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrar num corpo físico e voltar às dimensões superiores constituem por si mesmos uma experiência maravilhosa. Isso será feito sem muita premeditação. Há os que estão ponderando isto intensamente. Eles sentem que existe um propósito ainda maior para estarem aqui. Esse propósito maior começa a se manifestar e ficar claro para os que estão questionando. Virá sem grande esforço, sem grandes desafios, quase por si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá migrações de pessoas para lugares diferentes. Essas migrações serão feitas a lugares onde esses portais começarão a se abrir e compor configurações de energia. À medida que isso acontecer, vocês poderão se sentir sendo atraídos a um lugar por um período longo ou curto de tempo. Vocês poderão ir fazer uma visita de uma hora ou ficar vários meses. Poderão fazer dele seu novo lar. Ir para esses lugares ajudará a trazer à luz este potencial que está lá para vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saibam que esta grande beleza que está chegando, este grande amor com o qual vocês estão sentindo a conexão, esta grande essência que está aí para ser experimentada acontecerão como que por si mesmos. Trata-se de motivo para grande comemoração. A época de confusão sentida por muitos, que não sabiam o sentido de suas vidas, por que vieram para cá — tudo isso começará a ser entendido; tudo isso será esclarecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As experiências que chegam a este planeta não são de apenas uma natureza ou tipo; na verdade vocês vieram fazer várias coisas.Vieram para desenvolver sua própria consciência, vieram desenvolver a consciência de seus irmãos e irmãs estelares, vieram para criar novos mundos em muitas dimensões físicas, vieram para enviar energia de muitas formas diferentes. Existem muitas razões. Há funções de evolução que vocês realizam por si mesmos, individualmente, funções que realizam para um corpo de alma de grupo ao qual estão conectados, e então existem propósitos galácticos e planetários visando aos quais vocês também trabalham. Tudo está interligado. Tudo faz parte deste grande ser total manifestado. Todas essas razões são parte do que vocês vieram fazer aqui. Conheçam e confiem neste projeto, neste trabalho que está sendo realizado. Confiem no que está sendo feito por meio de vocês e por vocês. Saibam agora que chegou a hora. Está tudo começando. Assim como existem várias camadas no que vocês denominam cebola, existem também muitas camadas em vocês e no que vieram fazer aqui. O importante agora é conectar-se a si mesmo como um ser intergaláctico e interdimensional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, muitos portais estão se abrindo neste continente, na Europa e Ásia. Incentivamos vocês a serem flexíveis. Vocês estão sendo atraídos a certo lugar e haverá reuniões espontâneas de seres humanos da mesma natureza. Essas reuniões são às vezes anunciadas, às vezes não. São realizadas com a finalidade de ungir esses portais de transformação, pois essas sendas de crescimento e desenvolvimento devem ser ungidas. Vocês estão lá para realizar isso, e isso dará início a formas de seres intergalácticas e interdimensionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estejam abertos ao conceito de criar um mapa estelar. Vocês verão, seja no estado de sonho, seja na meditação, aglomerados ou pontos de luz na escuridão. Eles na verdade são mapas mostrando onde fica sua conexão e o que vocês estão fazendo aqui e agora. Saibam que esses desenhos ou mapas são como um sinal para vocês. Vocês talvez desejem desenhar sua conexão nesses mapas estelares ou de algum modo levá-las a esses mapas. Tenham esses mapas diante de vocês para que possam ver o que eles estão a lhes dizer. Eles despertarão dentro de vocês as recordações de sua natureza, de sua ligação com esses outros lugares. Esta é sua conexão com quem vocês realmente são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejamos lhes enviar uma linda esfera de luz dourada. Para cada um que se conectar com esta mensagem. Essa linda esfera de luz dourada será um modo de vocês fortalecerem sua conexão com estas informações. Visa também a fazer com que vocês saibam que fazem parte de um grupo santificado que se ofereceu para esta nova abertura e caminho. É o caminho de casa que leva à energia divina. É o caminho de casa que leva à luz e beleza da consciência do Uno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-6189331796662370573?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/6189331796662370573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=6189331796662370573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/6189331796662370573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/6189331796662370573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/portais-de-transformao.html' title='PORTAIS DE TRANSFORMAÇÃO:'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETB3zx9YtI/AAAAAAAAAHM/6LWgXuiqtGo/s72-c/4.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-8737254613773995508</id><published>2008-06-19T00:52:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:49.839-02:00</updated><title type='text'>PARAPSICOLOGIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETA2Tx9YsI/AAAAAAAAAHE/22SC65C5_E8/s1600-h/fada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETA2Tx9YsI/AAAAAAAAAHE/22SC65C5_E8/s320/fada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207499108402422466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência abraçou o estudo do sobrenatural a mais de 150 anos atrás e um número de unidades de pesquisas científicas no mundo todo mantém os estudos. Estes cientistas atravessam as fronteiras da crença humana e do entendimento, fazendo experiências com o desconhecido e raro. &lt;br /&gt;Parapsicólogos investigam vários tipos de fenômenos paranormais incluindo clarividência, telepatia, cura, e o oculto, mas com uma dose de cepticismo e ciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unidade Koestler &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unidade Parapsicológica Koestler foi estabelecida em Edimburgo, através do testamento do escritor Arthur Koestler e sua esposa Cynthia. Após a morte de ambos em 1983, a unidade foi fundada para pesquisa científica objetiva sobre a paranormalidade. Muitos destes temas que a unidade investiga são normalmente ignorados pela ciência em geral e ainda assim a unidade tem o respeito de muitos psicólogos do mundo todo. O objetivo principal da unidade é fazer da parapsicologia um estudo sério e realizar experimentos únicos. &lt;br /&gt;Nos primeiros anos da instituição houve muita zombaria dentro da própria comunidade científica, mas atualmente há cinco centros de pesquisas de universidades parecidos em toda a Inglaterra, com muitos outros centros abrindo no mundo todo. &lt;br /&gt;A Unidade Koestler permanece como líder no campo de pesquisa de parapsicologia e obteve resultados e conclusões interessantes. Em 1999, a unidade publicou artigos que concluíram a existência de telepatia ou psicocinesia. O debate feroz continua hoje sobre os artigos e sobre o trabalho da unidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EFC – Experiência Fora-do-corpo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As EFCs poderiam oferecer evidências de que quando o corpo físico morre, a mente permanece na vida futura. Cépticos sugerem que as EFCs sejam apenas alucinações, enquanto outros dizem que há provas suficientes que confirmam que nós podemos obter mais informação fora de nosso corpo físico. &lt;br /&gt;A maioria das experiências fora-do-corpo ocorre na hora da morte ou da ameaça de morte. Freqüentemente um paciente relata que durante uma cirurgia eles se vêem levantando sobre a mesa de operação, enxergando toda a sala. De repente eles se encontram em um túnel viajando em direção a uma luz brilhante. Quando alcançam esta luz, as testemunhas normalmente encontram parentes e amigos que já morreram antes de retornar aos seus corpos. &lt;br /&gt;Há uma quantidade de organizações pesquisando o fenômeno com a ajuda de hospitais locais. O cientista britânico Dr. Sam Parnia recentemente publicou suas descobertas sobre EFCs. Ele relatou que a consciência permanece depois que o cérebro para de funcionar e um paciente é declarado clinicamente morto. Esta declaração sugere que a nossa consciência realmente continua ‘funcionando’ mesmo após a morte física. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicocinesia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a atividade conhecida como poltergeist é atribuída à Psicocinesia, o movimento de objetos através da força da mente. A maioria destas atividades envolve uma criança adolescente e pesquisadores acreditam que a energia psicocinética pode ser ligada à puberdade. Há, entretanto, outros exemplos que se aplicam a este caso. &lt;br /&gt;A dona de casa russa, Nina Kulagina ficou conhecida nos anos 60 por causa de suas forças psicocineticas. Kulagina fez com que vários pequenos objetos, incluindo uma aliança de casamento e uma garrafa, se movessem na mesa. Foram tomadas precauções para garantir que Nina não estivesse usando nenhum ímã ou linhas e os cientistas confirmaram que não havia nenhuma força que pudesse explicar estes movimentos. Outros exemplos de Psicocinesia incluem o entortamento de metais e a determinação de resultados de eventos.&lt;br /&gt;Nos anos 70, o psíquico israelense Uri Geller impressionou os telespectadores entortando metais. Ele também declarou ser capaz de parar os relógios dos telespectadores. Infelizmente Geller nunca conseguiu duplicar as suas forças em um laboratório e críticos rapidamente desacreditaram nos seus supostos “poderes”. &lt;br /&gt;A teoria de que a psicocinesia funciona através do uso de campos de energia, seja magnético ou elétrico, foi proposta por pesquisadores em 1934 e ainda se mantém. A maioria das experiências com psicocinesia é normalmente acidental e é confundida com outras formas de fenômenos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida após a morte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reencarnação é a crença de que a alma ou o espírito de uma pessoa retorna para o mundo material depois da morte física e renasce em um novo corpo. &lt;br /&gt;Veja o caso de Jenny Cockell. Ela cresceu com memórias de sua vida passada como uma mulher irlandesa chamada Mary Sutton. Suas memórias ajudaram Jenny a encontrar o vilarejo onde Mary viveu e ela “reencontrou” os filhos de Mary. &lt;br /&gt;Referências a reencarnarão podem ser encontradas em todas as religiões. No Hinduismo, acredita-se que a alma avança para outro corpo antes da morte, como se corpo se livrasse de roupas usadas. Este é um ciclo infinito mudando de corpos continuamente até a quebra deste rito de passagem para o nirvana. &lt;br /&gt;A crença em reencarnação está mais forte do que nunca. Apesar de ser difícil obter estatísticas exatas, uma pesquisa do Instituo Gallup em 1991 mostrou que 25% dos americanos acreditavam no renascimento da alma em um novo corpo. &lt;br /&gt;Há mais opções do que nunca para explorar vidas passadas, incluindo a terapia de regressão. Isso funciona com a premissa de que a causa dos problemas de um paciente possa ser o resultado de uma experiência traumática de uma existência anterior. &lt;br /&gt;Gente Invisível &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a Invisibilidade Involuntária Espontânea Humana acontece regularmente com várias pessoas no mundo todo. Em todos os casos a pessoa está fisicamente presente, mas não pode ser vista ou ouvida. O mundo continua perfeitamente normal aos olhos da pessoa invisível que normalmente não percebe quando está invisível, quando o processo se manifesta. &lt;br /&gt;Um caso em Ventura, Califórnia detalha como uma dona de casa ficou invisível quando estava sentada no sofá da sala. O marido começou a procurar por ela pela casa porque não conseguia vê-la. Isso durou dez minutos antes dela voltar a ser visível. Seu marido estava bastante aborrecido porque pensou que ela estivesse escondida. &lt;br /&gt;A invisibilidade humana tem sido tema de artigos durante séculos. Mágicos antigos acreditavam que era possível se tornar invisível e para isso utilizavam ervas e rituais. Na Índia, estudantes de Raja Ioga aprendiam que as forças sobrenaturais eram conseqüências naturais do auto-desenvolvimento. &lt;br /&gt;Um dos Yogic Shiddhas era realmente a invisibilidade humana. A líder destas pesquisas é a americana Donna Higbee. Desde 1994, ela recolhe milhares de relatórios de invisibilidade da Europa, Austrália, Porto Rico e Brasil. Ela acredita que nós estamos lidando com uma força antiga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimentos Ganzfeld &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganzfeld (“campo total”) é o experimento mais popular de Percepção Extrasensorial (PES) feitas por parapsicólogos. O experimento é feito através do estudo de níveis de PES individuais. &lt;br /&gt;Durante os testes os sujeitos são privados de seus sentidos sendo deitados em um sofá ou colchão. São colocadas metades de bolas de ping pong sobre os seus olhos, ao mesmo tempo em que eles ouvem barulho de fundo em fones de ouvidos. Durante este estado de privação, um transmissor tenta enviar psiquicamente uma imagem selecionada ao acaso que normalmente é um videoclipe. Mais tarde pede-se ao indivíduo que mostre um clipe de uma seleção. Normalmente, a média de acerto é de 25%, mas a Unidade Parapsicológica Koestler de Edingurgh frequentemente alcança 33%. &lt;br /&gt;Ganzfeld pode ser o experimento com mais chance de provar ou não a existência de PES. Por isso, os experimentos Ganzfeld são conduzidos com extremo cuidado em comparação a todos os outros experimentos de PES. Mesmo assim, depois de décadas de pesquisas, os resultados alcançados ainda não foram suficientes para convencer os cientistas sobre a existência de PES. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADENDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes de Terror&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;DADO CURIOSO &lt;br /&gt;O filme de terror “A Última Profecia” supostamente tem uma maldição que até agora já causou 82 mortes de pessoas associadas a ele. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Centenas de filmes já mostraram fantasmas. “Os Espíritos” (1996), dirigido por Peter Jackson também responsável pelo Senhor dos Anéis, iniciou uma nova tendência em efeitos especiais, incluindo um fantasma assassino com as características de um anjo da morte cruel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você estiver procurando um filme de terror realmente assustador, “Ringu” (1998) de Hideo Nakata e “Ju On” de Takashi Shimizu são excelentes. Os dois filmes chamaram a atenção de Hollywood e foram reproduzidos como “O Chamado” e “O Grito”, respectivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns filmes utilizam a paranormalidade de maneira extraordinária. “Sundel Bolong” (1981) é um filme indonésio que tem como centro um fantasma com um buraco imenso no peito, que persegue as pessoas de uma forma vulgar. “Sinnui Yauwan” (1987) combina a paranormalidade com artes marciais e é considerado um clássico do cinema chinês. A história do filme se desenvolve ao redor de um cobrador de impostos que é a próxima vítima de um fantasma que leva almas. Ele se apaixona pelo fantasma e deve enfrentar um espírito diabólico para libertá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fantasmas também são populares em filmes de animação. “Sen to Chihiro no Kamikakushi” (2001) ou A Viagem de Chihiro, de Miyazaki, conta a história de uma menina de 10 anos de idade que vaga por um mundo de fantasmas e bruxas. O filme é mágico e assombrado ao mesmo tempo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Precognição? Premonição? Conhecimento do Futuro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcia Cobêro é professora de Parapsicologia e Diretora Vice-Presidente do Clap&lt;br /&gt;Será por causa da novela “O Profeta”? Ou as afirmações de que, apesar das pesquisas, o Sr. Lula não seria reeleito? Não sei... O fato é que tantos perguntaram, que nesta semana abordaremos o tema. &lt;br /&gt;Pergunta: &lt;br /&gt;O Clap tem conhecimento de pesquisa e investigação sobre fatos anunciados com meses, anos de antecedência? Isso é possível? A mídia fala a verdade? &lt;br /&gt;Resposta: &lt;br /&gt;A mídia noticia. Não explica e não tem por que explicar os fatos. Uma mistura total da interpretação científica até com mensagens psicografadas, supostamente de Nossa Senhora de Fátima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início vamos diferenciar a definição de Precognição e Premonição. &lt;br /&gt;Precognição : faculdade parapsicológica. Conhecimento espiritual direto do futuro. &lt;br /&gt;Premonição : terminologia espírita. Aviso. Advertência. Se a pessoa é prudente percebe e vai evitar. &lt;br /&gt;Vamos continuar a reflexão... &lt;br /&gt;Os dois termos não deveriam ser usados de propósito, como sinônimos. Só para confundir! &lt;br /&gt;Todo ser humano tem corpo e alma. Através dos nossos órgãos dos sentidos podemos ver, escutar, cheirar, sentir... até, claro, uma determinada distância. Mas temos uma alma espiritual. O que é espiritual não tem as limitações da matéria: distância, obstáculos e tempo. Concluindo: nossa alma conhece o passado, o presente e o futuro de todas as pessoas, a qualquer distância. A manifestação desse conhecimento, arquivado no inconsciente, é espontânea e incontrolável. Rara. Por isso impressiona tanto. &lt;br /&gt;O que observamos com maior freqüência, e é isso o que a mídia tanto divulga, são as falsas précognições. A maior parte delas são deduções a partir dos fatos de hoje. &lt;br /&gt;Não passa de fraude, astúcia... &lt;br /&gt;Casualidades (é impossível errar sempre, pela lei da probabilidade matemática). Generalidades (servem para qualquer um). Depois dos fatos acomoda-se ao que foi dito: quedas de avião (com certeza cairá algum), morte de alguém muito famoso (dúvida?), separação de casais famosos (nossa que surpresa!), catástrofes da natureza... Etc. Soma-se a tudo isso a imprecisão no estilo da escrita. Não podemos deixar de citar a Paramnésia: não dar atenção aos dados principais e deter-se apenas nos detalhes. Só coincidi num detalhe. E afirmamos que acertou tudo. Exemplo da mãe que não consegue dormir, nenhuma noite, até que seu filho motoqueiro chegue são e salvo. Todas as noites é essa agonia. Um dia, por pura casualidade, a moto derrapa e o rapaz se machuca. A mãe afirma: eu tinha certeza, sentia que isso ia acontecer. Esquece que há anos sente toda noite a mesma coisa. &lt;br /&gt;Resta ainda a sugestão e auto-sugestão, por inversão do processo. Alguém fala que vai acontecer uma coisa. A pessoa, por mecanismos inconscientes, faz com que aqueles fatos se realizem. &lt;br /&gt;O tema é amplo e interessante. Podem aprofundar no livro “O que é Parapsicologia” ou “A Face Oculta da Mente”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-8737254613773995508?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/8737254613773995508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=8737254613773995508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/8737254613773995508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/8737254613773995508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/parapsicologia.html' title='PARAPSICOLOGIA'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SETA2Tx9YsI/AAAAAAAAAHE/22SC65C5_E8/s72-c/fada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-160591776993562093</id><published>2008-06-13T00:08:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:50.013-02:00</updated><title type='text'>Os sete segredos do Pai Nosso</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SES_sTx9YqI/AAAAAAAAAG0/6lNxJ_KH3Fs/s1600-h/A-170.3.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SES_sTx9YqI/AAAAAAAAAG0/6lNxJ_KH3Fs/s320/A-170.3.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207497837092102818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º Segredo&lt;br /&gt;Se você deseja ter uma vida de vitória e cheia de bênçãos, precisa santificar o nome de Deus. Isso significa procurar levar uma vida pura, limpa e digna do caráter de Deus; daí a afirmação de Jesus Cristo : " Santificado seja o Teu nome".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º Segredo&lt;br /&gt;Viver sob o domínio de Deus. A expressão "Venha o Teu Reino" implica em desejarmos viver sob domínio de Deus.O único intermediário entre Ele e o homem é Jesus Cristo; não devemos viver sob o domínio espiritual de mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º Segredo&lt;br /&gt;Fazer a vontade de Deus. Assim como a vontade de Deus é feita no céu, também deve ser feita aqui na terra. Podemos perguntar : como vivem os anjos lá no céu ? Como a vontade de Deus é feita lá ? Céu significa perfeição, plenitude, abundância, paz,felicidade e alegria,dentre tantas outras coisas maravilhosas, e isso que o nosso amoroso Pai deseja também para as nossas vidas aqui na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º Segredo&lt;br /&gt;Ter a certeza de que Deus cuida dos Seus filhos. Quando Jesus nos ensinou a orar pedindo a pão nosso de cada dia, estava afirmando, mais uma vez, que Deus cuida de nós. Aqui, Ele está falando da necessidade física, pois pão significa alimento, comida, enfim, necessidades físicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º Segredo&lt;br /&gt;Ser dependente de Deus, perdoando da mesma forma que se é perdoado. Fala da certeza que devemos ter em relação aos nossos pecados de serem perdoados por Deus à medida que também sabemos perdoar. Se você não sabe perdoar, não pode estar em perfeita comunhão com Deus, ainda que Ele seja um Pai amoroso e esteja cuidando de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º Segredo&lt;br /&gt;Fugir da tentação. Não devemos ficar imunes á tentação, mas podemos evitar lugares e situações onde ela se apresenta.Quanto mais somos abençoados, mais estamos expostos à tentação. Os piratas, nos tempos passados, esperavam os navios carregados de ouro, que voltavam do México e do Peru para os assaltarem. Não assaltavam navios vazios . No mar dessa vida, quanto mais tesouros espirituais carregamos, mais estamos expostos aos ataques de forças destruidoras. A sabedoria de Jesus Cristo nos ensina a orar e vigiar, para que não caímos em tentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7º Segredo&lt;br /&gt;Identificar e fugir do mal,confiando em Deus para que Ele nos dê livramento. A dor, a doença, a tristeza, o sofrimento físico, a inimizade, a inveja, a discórdia, a lascívia e tudo quanto prejudica a nossa vida física ou espiritual é mal diante de Deus. O inimigo de nossas almas faz uso dessas coisas para nos destruir. Quando oramos " livrar-nos do mal" , também devemos estar conscientes de que é nossa parte procurar identificar o que é mal e fugir dele : " Portanto, vós orareis assim : Pai Nosso, que estás no céus, santificado seja o Teu nome, venha o Teu reino, faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixe cair em tentação; mas livra-nos do mal; pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém ! ( Mateus 6.9-13)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-160591776993562093?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/160591776993562093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=160591776993562093' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/160591776993562093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/160591776993562093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/os-sete-segredos-do-pai-nosso.html' title='Os sete segredos do Pai Nosso'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SES_sTx9YqI/AAAAAAAAAG0/6lNxJ_KH3Fs/s72-c/A-170.3.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-2332786904972219350</id><published>2008-06-07T00:02:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:50.164-02:00</updated><title type='text'>Ciência e espiritualidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SES1eDx9YpI/AAAAAAAAAGs/TP414B6vBhM/s1600-h/A-172.2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SES1eDx9YpI/AAAAAAAAAGs/TP414B6vBhM/s320/A-172.2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207486597162689170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por mais que neguem os materialistas, a espiritualidade é um atributo que faz parte da essência do ser humano. Desde os tempos primitivos o Homem percebeu que existem forças  que transcendem o seu domínio e passou a respeitar, a temer e a se subjugar diante das ameaças dos fenômenos da natureza, da conjunção dos astros e da incerteza do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceram assim as crenças, os mitos, os deuses. as magias, os sortilégios, o misticismo, organizaram-se templos e igrejas com suas  liturgias, seus sacerdotes e prosperaram as “instituições religiosas”. Neste clima vários deuses disputavam o poder e a força do verdadeiro Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquistando a razão no decurso dos milênios que a evolução lhe exigia percorrer, o Homem percebia que sua experiência psíquica ultrapassava a realidade limitada pela  experiência que os sentidos lhe permitia perceber  . No seu íntimo,   a vida transcendia a própria morte e as lembranças dos seu antepassados, que lhes pareciam visitar nos sonhos ou nas recordações, o faziam pressupor que uma vida futura deveria   reunir a todos.&lt;br /&gt;Os séculos se sucederam sem que no entanto o ser humano  conseguisse atravessar a fronteira da morte sem  temor e sobressaltos. A espiritualidade permanecia como uma conquista sempre adiada para depois, uma viagem sem volta ou uma   terra que se comprava com promessas, lamentações ou indulgências.&lt;br /&gt;A caminhada de Jesus pela Terra traçou rumos, comprovou a imortalidade, estabeleceu a comunhão com o Pai, dialogou com os Espíritos e revelou os gozos da vida futura. O Homem, persistiu, porem, nos desvios irresponsáveis, preferindo as vantagens que a Terra  e as conquistas materiais o permitia possuir. Nos dias de hoje as palavras do Cristo de novo ressoam  nas páginas do Consolador  prometido. A “Pátria do Evangelho” se ergueu revelando-se como o grande “portal da Espiritualidade”  a insistir com o Homem que Deus existe, que a vida continua, que somos espíritos imortais, que na Casa do Senhor há muitas moradas onde nossos entes queridos  nos aguardam e que este mundo e o “outro” se relacionam num vai e vem de interferências múltiplas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A mesma doutrina do Cristo, agora codificada por Kardec, nos expôs, ao lado dos cânticos da Boa Nova,  a fé raciocinada,  permitindo a constatação do fenômeno espiritual com os paradígmas de uma “nova ciência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espiritualidade, quando avaliada cientificamente,  esbarra, porem, em uma série de dificuldades. Primeiro a sua própria conceituação, depois, sua distinção com religião e misticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião implica numa organização institucional com uma maior ou menor participação do indivíduo. Nas religiões tradicionais são prescritas crenças, dogmas, rituais, práticas litúrgicas e compromissos sociais com a instituição. A exploração da espiritualidade é historicamente uma prática comum às religiões,  que se aproveitam de alguns conceitos que são compartilhados entre ambos : a relação transcendente com Deus (  uma “força suprema” ou uma “energia universal”) e a veneração por aquilo que é tido como sagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dimensão espiritual implícita na natureza humana é aceita por uns mas, não por outros, e aquilo que permite alguém ter aceso à esta dimensão, não terá nenhum significado para aquele que não admite a sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada indivíduo pode ser caracterizado por sua religiosidade,suas crenças particulares e práticas relativas a sua religião, sem, no entanto,manterem um vínculo estreito com  a espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vivência espiritual comumente é uma experiência subjetiva, individual, particular, que algumas vezes pode ser compartilhada com os outros. Algumas pessoas experienciam sua espiritualidade como um assunto altamente pessoal e privado, focalizando elementos intangíveis que os suprem de vitalidade e grande significado em suas vidas. Espiritualidade não envolve religião necessariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa define sua espiritualidade particularmente. Ela deve ser vista  como um atributo do indivíduo dentro de um conceito complexo e multidimensional. Possivelmente tem alguma coisa a ver com caráter, com personalidade e com cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uns, a espiritualidade se manifesta ou é vivenciada em um momento de ganhos materiais prazerosos tão simples como, pisar na relva descalço ou caminhar pela noite solitário, para outros, será um momento de contemplação, de meditação, uma reflexão profunda sobre o sentido da vida,  uma sensação de íntima conecção com o que pensa amar ou um contacto psíquico com seres espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos perceber que a  espiritualidade se manifesta em três domínios pelos quais podemos sistematizar sua avaliação com critérios científicos: os domínios da “prática”, das “crenças” e o da  própria “experiência espiritual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na “prática”, quando se exercita a contemplação, a meditação, a prece ou uma atividade de culto religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domínio das “crenças” espirituais varia com a cultura dos povos e inclui a crença na existência de Deus, da Alma, da vida após a morte e da realidade da dimensão espiritual  para além do nosso conhecimento sensorial e intelectual.&lt;br /&gt;Por fim, no domínio da “experiência espiritual” há uma série enorme de situações que parecem sugerir contacto direto com a espiritualidade. Incluem-se  aqui, por exemplo, aquelas vivências rotineiras, representadas pelo encontro íntimo e pessoal que cada um faz com o transcendente e o sagrado e aqueles outros quadros freqüentemente mais dramáticos, quase sempre súbitos, acompanhados de forte transformação pessoal que se seguem a um acontecimento psíquico marcante na vida. Mais significativas ainda,  incluem-se , entre outros, os relatos de experiências de quase morte (near death experience)   e as projeções fora do corpo físico (out of body experience) nos quais, o indivíduo transita com sua consciência por outras dimensões, vivenciando a plenitude da vida espiritual .&lt;br /&gt;No Brasil, podemos afirmar que, em termos de “experiência espiritual”, nada supera a mediunidade. Entre nós, parece que a espiritualidade   convive dentro de casa dirigindo cada passo de nossas vidas. Pelos nossos médiuns os recados do outro lado tem sido tão freqüentes que as portas da morte não isolam mais nosso contacto com os que mais amamos.&lt;br /&gt;Estamos diante de um “campo de experimentação” extraordinário onde é corriqueira a comprovação da intercomunicação entre nós e o “outro lado da vida”. Qualquer cientista sem preconceito pode sistematizar suas observações dentro dos três domínios que apresentamos para a análise da espiritualidade e confirmar que na “prática”, nas crenças” e nas “experiências  espirituais” nos seus vários matizes, a espiritualidade toda se manifesta, revelando a centelha divina e imortal que habita em todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-2332786904972219350?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/2332786904972219350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=2332786904972219350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2332786904972219350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2332786904972219350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/cincia-e-espiritualidade.html' title='Ciência e espiritualidade'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SES1eDx9YpI/AAAAAAAAAGs/TP414B6vBhM/s72-c/A-172.2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-2696182587446878128</id><published>2008-06-02T23:49:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:50.254-02:00</updated><title type='text'>O Cristianismo Primitivo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SESxbjx9YnI/AAAAAAAAAGc/UguWKibJurw/s1600-h/A-114.14.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SESxbjx9YnI/AAAAAAAAAGc/UguWKibJurw/s320/A-114.14.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207482156166505074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O Começo do Cristianismo&lt;br /&gt;A história de Jesus não termina com a sua morte, mas continua com a fé dos cristãos na sua ressurreição, que transcende a ciência histórica. Não é um fato que pertence simplesmente ao passado, é atual, ultrapassa os limites da história. Os primeiros cristãos viviam desta fé: "Agora o Cristo ressuscitou, primícia daqueles que dormem"(1 Coríntios 15, 20). A morte e a ressurreição de Jesus constituem o ponto central da mensagem do Novo Testamento. Através delas é que Deus anunciaria e realizaria a salvação dos homens e do mundo. A morte e a ressurreição de Jesus representam, para os cristãos, um acontecimento único e definitivo: o "evento Jesus Cristo". Na verdade, todo o Novo Testamento e toda a teologia cristã limitam-se a desenvolver o significado desse evento de Cristo. Assim, se Jesus Cristo é o centro da verdadeira profissão de fé cristã, a cristologia é o centro vital de toda a teologia cristã. &lt;br /&gt;O fundamento de todas as reflexões teológicas cristãs é a união hipostática, união da natureza divina e da natureza humana numa só e mesma pessoa: "Ensinamos que Ele é perfeito na divindade, perfeito na humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem" (Concílio de Calcedônia, 421 d.C.). &lt;br /&gt;A partir da fé na ressurreição de Jesus, o grupo disperso dos discípulos se recompõe e, na espera de sua volta iminente, torna-se a Igreja. Os seus lábios se abrem e proclamam, no Espírito do Senhor ressuscitado, "as grandezas de Deus" (Atos 2, 11). O seu testemunho suscita novos crentes, mas renova também a oposição e as perseguições. Tem início a história da Igreja, da sua missão e expansão para além dos confins da Palestina, em todo o mundo. Uma história rica de conflitos e de tensões, na qual o mundo se defronta com o Evangelho, mas também a Igreja se encontra com o mundo, obrigada a apresentar a mensagem de Jesus Cristo em formas e em línguas sempre novas. História de ações e reações, de fidelidade e infidelidade, de intuições e erros, de vitórias e fracassos entre os povos e no coração dos homens. Tudo isso é ainda, aos olhos da fé, a história de Jesus Cristo e do seu poder, mas também a história da sua paixão e morte que não termina jamais. &lt;br /&gt;O cristianismo nasceu na Palestina, que estava em grande ebulição, quando foi oficialmente anexada por Roma em 6 d.C. Existiam então muitas seitas, algumas espirituais e outras políticas, que esperavam o Messias, o Salvador prometido, que os livraria do domínio romano. &lt;br /&gt;O Império Romano foi bastante tolerante em assuntos religiosos enquanto as novas crenças não atentavam contra os princípios do Estado romano, e os conflitos que teve com religiões estrangeiras foram mais de ordem política que espiritual. &lt;br /&gt;O fundador do cristianismo, Jesus de Nazaré, começou a pregar que "o Reino de Deus estava próximo", mensagem que muitos judeus esperavam. Multidões o seguiram, porém as autoridades judaicas suspeitaram dele e seus seguidores diminuíram. Depois de pregar seus ensinamentos por três anos, foi detido, julgado e crucificado pela autoridade romana. Apesar disso, a fé cristã começou a se propagar, embora inicialmente se limitasse a um contexto essencialmente judaico. &lt;br /&gt;Paulo de Tarso, judeu converso, ampliou o âmbito do cristianismo pregando nas ilhas do Egeu, Ásia Menor, Grécia, Itália, etc., onde existiam comunidades judaicas, que nem sempre se convertiam. Muitas vezes explodiram revoltas contra o cristianismo, chegando estas comunidades a se separarem irremediavelmente quando os cristãos não apoiaram a revolta judaica em 66 d.C. O número de convertidos crescia à medida que se deteriorava a situação econômica do império, e adquiria mais seguidores nos centros urbanos do que no campo, já que neste conservavam-se as crenças pagãs. &lt;br /&gt;Antióquia, considerada o berço do cristianismo dos gentios, estendeu sua influência para o norte e para o leste. No séc. I foram construídas igrejas em Roma e, ao que tudo indica, na Espanha. Em meados do séc. II, estas haviam-se estendido para as províncias orientais do império e apareciam no Vale do Reno e ao norte da África. A importância que atingiu o cristianismo atraiu a atenção de escritores como Plínio, o Jovem, e Tácito, que descreveu como Nero utilizou os cristãos para desviar a hostilidade que havia contra sua pessoa. &lt;br /&gt;Apesar das perseguições e da repressão, as conversões continuaram, e a negativa dos cristãos em exercer o cargo de magistrado, portar armas ou render culto ao imperador os tornaram oficialmente suspeitos. No séc. III, com a decadência dos cultos tradicionais, o cristianismo passou a ser uma força considerável. &lt;br /&gt;No ano de 313 o Edito de Milão decretou a liberdade religiosa e a igualdade de direitos para os cristãos, a devolução de bens expropriados à Igreja e a abolição do culto estatal. Posteriormente, o cristinaismo foi reconhecido como a religião oficial do império. &lt;br /&gt;2 - A Doutrina Secreta&lt;br /&gt;Quando se lança um golpe de vista sobre o passado, quando se evoca a recordação das religiões desaparecidas, das crenças extintas, apodera-se de nós uma espécie de vertigem ante o aspecto das sinuosidades percorridas pelo pensamento humano. Um primeiro exame, uma comparação superficial das crenças e das superstições do passado conduz inevitavelmente à dúvida. Mas, levantando-se o véu exterior e brilhante que ocultava às massas os grandes mistérios, penetrando-se nos santuários da idéia religiosa, achamo-nos em presença de um fato de alcance considerável. As formas materiais, as cerimônias extravagantes dos cultos tinham por fim chocar a imaginação do povo. Por trás desses véus, as religiões antigas apareciam sob aspecto diverso. Todas as grandes religiões tiveram duas faces, uma aparente, outra oculta. Está nesta o espírito, naquela a forma ou a letra. Debaixo do símbolo material, dissimula-se o sentido profundo. &lt;br /&gt;A doutrina secreta achava-se no fundo de todas as religiões e nos livros sagrados de todos os povos. Na Índia, os Vedas narram que o Ser Supremo imola-se a si próprio e divide-se para produzir a vida universal. O mundo e os seres saídos de Deus voltam a Deus por uma evolução constante. Daí a teoria da queda e da reascensão das almas que se encontra no Oriente. Os Vedas afirmam a imortalidade da alma e a reencarnação: "Há uma parte imortal do homem que é aquela, ó Agni, que cumpre aquecer com teus raios, inflamar com teus fogos. - De onde nasceu a alma? Umas vêm para nós e daqui partem, outras partem e tornam a voltar." &lt;br /&gt;Durante a época védica, na vasta solidão dos bosques, nas margens dos rios e lagos, anacoretas (1) e rishis passavam os dias no retiro. Intérpretes da ciência oculta, da doutrina secreta dos Vedas, eles possuíam já esses misteriosos poderes, transmitidos de século em século, de que gozam ainda os faquires e os iogues. Dessa confraria de solitários saiu o pensamento inovador, o primeiro impulso que fez do Bramanismo a mais colossal das teocracias. &lt;br /&gt;Krishna, educado pelos ascetas, foi o inspirador das crenças dos hindús. Essa grande figura aparece na História como o primeiro dos reformadores religiosos. Renovou as doutrinas védicas, apoiando-se sobre as idéias da Trindade, da imortalidade da alma e de seus renascimentos sucessivos. "O corpo, dizia ele, envoltório da alma que aí faz sua morada, é uma coisa finita; porém, a alma que o habita é invisível, imponderável e eterna. Quando o corpo entra em dissolução, se a pureza é que o domina, a alma voa para as regiões desses seres puros que têm o conhecimento do Altíssimo. Mas, se é dominado pela paixão, a alma vem de novo habitar entre aqueles que estão presos às coisas da terra. Assim, a alma, obscurecida pela matéria e pela ignorância, é novamente atraída para o corpo de seres irracionais." &lt;br /&gt;Em que pese toda a sabedoria contida neste pensamento, se considerarmos o Bramanismo somente pelo lado exterior e vulgar, por suas prescrições pueris, cerimonial pomposo, ritos complicados, fábulas e imagens de que é tão pródigo, seremos levados a nele não ver mais que um acervo de superstições. &lt;br /&gt;Assim como na Índia, também a religião do Egito, com seu culto popular a Íris e Osíris, não era senão uma brilhante miragem oferecida à multidão. Debaixo da pompa dos espetáculos e das cerimônias públicas, ocultava-se o verdadeiro ensino dos pequenos e grandes mistérios. Isto ficou comprovado, quando Champollion descobriu três espécies de escrita nos manuscritos e sobre os templos egípcios: os primeiros caracteres, demóticos, eram simples e claros; os segundos, hieráticos, tinham um sentido simbólico e figurado; os outros eram hieróglifos, que tinham um triplo sentido e não podiam ser decifrados sem chave. &lt;br /&gt;Assim também, poderíamos citar a Grécia e a Gália. A Gália conheceu a grande doutrina; possuiu-a sob uma forma poderosa e original; soube dela tirar conseqüências que escaparam aos outros países. "Há três unidades primitivas, diziam os druidas, Deus, a Luz, e a Liberdade". Quando a Índia já andava dividida em castas estacionárias, em limites infranqueáveis, as instituições gaulesas tinham por bases a igualdade de todos, a comunidade de bens e o direito eleitoral. Nenhum dos outros povos da Europa teve, no mesmo grau, o sentimento profundo da imortalidade, da justiça e da liberdade. &lt;br /&gt;Durante os primeiros tempos do cristianismo, sente-se perfeitamente acentuado o cunho da doutrina secreta. Os primeiros cristãos acreditavam, com efeito, na preexistência e na sobrevivência da alma em outros corpos, como vemos nas perguntas feitas a Jesus sobre João Batista e Elias, e também da que os apóstolos fizeram relativamente ao cego de nascença, que parecia "ter atraído esta punição por pecados cometidos antes de nascer". A idéia da reencarnação estava espalhada por tal forma entre o povo judeu, que o historiador Josefo censurou os fariseus do seu tempo, por não admitirem a transmigração das almas senão entre as pessoas de bem. &lt;br /&gt;Os cristãos entregavam-se às evocações e comunicavam-se com os Espíritos dos mortos. Encontram-se nos Atos dos Apóstolos numerosas indicações sobre este ponto; Paulo, em sua primeira epístola aos Coríntios, descreve, sob o nome de dons espirituais, todas as espécies de mediunidade. &lt;br /&gt;Santo Agostinho, o grande bispo de Hipona, no seu tratado De Cura pro Mortuis, fala das manifestações ocultas e ajunta: "Por que não atribuir esses fatos aos espíritos dos finados, e deixar de acreditar que a divina Providência faz de tudo um uso acertado, para instruir os homens, consolá-los e induzi-los ao bem"? &lt;br /&gt;Na sua obra intitulada Cidade De Deus, tratando do corpo fluídico, etéreo, suave, que é o invólucro da alma e que conserva a imagem do corpo material, esse padre da Igreja fala das operações teúrgicas (2), que o punham em condições de se comunicar com os Espíritos e os anjos, e de ter visões admiráveis. &lt;br /&gt;Clemente de Alexandria e Gregório de Nice exprimem-se no mesmo sentido. Este último expõe que a alma imortal deve ser melhorada e purificada; se ela não o foi na existência terrestre, o aperfeiçoamento se opera nas vidas futuras e subseqüentes. &lt;br /&gt;3 - A Expansão do Cristianismo&lt;br /&gt;Já se tem dito que o maior milagre do cristianismo foi sua própria difusão e posterior triunfo como a religião predominante do mundo ocidental. Ninguém teria profetizado que a nova religião duraria muito, quando, na morte de Jesus, passou aos cuidados dos doze Apóstolos, pequeno grupo de homens pobres e incultos, membros de uma raça oprimida que habitava remota província do Império e renegados pelos próprios judeus. Contudo, dentro de uma geração após a morte de Cristo, seus ensinamentos eram conhecidos em todo o mundo mediterrâneo. &lt;br /&gt;A difusão do Cristianismo inicia-se no seio da comunidade judaica de Jerusalém. A seguir, devido a perseguição à Igreja movida por Saulo, e a morte do primeiro mártir, Estevão (At 7, 54-60, 8, 1-3), o Cristianismo conquista os judeus dispersos por todo o Império Romano, ganhando as províncias orientais - o Egito, a Ásia Menor e a Grécia. Convertendo os judeus de Alexandria, Éfeso, Antióquia, Corinto e outros centros lança as primeiras bases para se fazer ouvir pelos pagãos. Até meados do séc. II d.C., o número dos seus seguidores cresce em Roma penetrando igualmente na Gália e no norte da África, onde se salienta a comunidade de Cartago. Apesar de submetido a duras perseguições, por parte dos romanos e dos judeus, o Cristianismo adquire, no decorrer dos séc. II e III, grande força política que se consolida no governo de Constantino (306-337), primeiro imperador cristão. &lt;br /&gt;Em Antióquia, pela primeira vez, os discípulos foram chamados cristãos (At 11, 26), designação que os próprios seguidores de Cristo só começam a aplicar a si mesmos por volta do séc. II. &lt;br /&gt;O número de mártires crescia à medida em que as conversões aumentavam e o império se sentia contestado. Inicialmente considerado pelos romanos como um simples ramo do judaísmo (At 18,14-16), o cristianismo foi aos poucos suscitando a hostilidade dos judeus e cresceu o bastante para assinalar diferenças e evocar toda sorte de perseguições. Surgiram então os Atos dos mártires, documentos que narravam os padecimentos e morte dos cristãos condenados e que se destinavam à leitura nas comemorações anuais em sua honra, como ato de culto público. Tomavam como base as informações oficiais dos julgamentos e os testemunhos pessoais. Entre os Atos conhecem-se o Martírio de Policarpo (115), Atos de Justino e seus companheiros (163-167) etc. &lt;br /&gt;A expansão da Igreja, no entanto, continua intensiva. No ano 200, o rei Abgaro, de Edessa (Mesopotâmia), converte-se ao cristianismo. Na Grécia, sem contar Tessalonica e Corinto, os progressos não eram grandes. No Egito penetra entre a população nativa. &lt;br /&gt;Na medida em que a nova crença vai se difundindo, implantam-se as primeiras comunidades cristãs, fora dos limites da Palestina, passando a ação apostólica a se dedicar à conversão dos gentios. O desenrolar desses acontecimentos acha-se registrado nas epístolas de Paulo, dirigidas a núcleos estabelecidos em diferentes regiões do Império Romano. A coríntios, tessalonicences, gálatas, efésios, filipenses, romanos e colossences, envia o apóstolo suas mensagens, confortando-os e aconselhando-os como agir de acordo com os desígnios cristãos. &lt;br /&gt;A nova religião organiza-se sob forma comunitária, capaz de levar a Boa Nova às mais longínquas regiões do Império Romano, ultrapassando os limites da pequena comunidade judaica de Jerusalém. Gozando, por vezes, de completa liberdade religiosa, perseguidos e martirizados em determinados momentos da história, os cristãos procuraram conquistar o maior número possível de adeptos. Graças à dedicação dos Apóstolos, apesar dos inúmeros obstáculos, a propagação do Cristianismo transpôs os limites da Palestina e atingiu os judeus da Diáspora e os gentios. Salientaram-se nessa tarefa, de modo especial, Pedro, João, Tiago e Paulo. &lt;br /&gt;No início de sua pregação, os Apóstolos, que antes de sua conversão ao Cristianismo haviam sido adeptos do Judaísmo, procuravam evangelizar os judeus que se encontravam reunidos nas sinagogas. Em conseqüência, o aparecimento dos principais núcleos cristãos deu-se nas áreas em que se havia estabelecido a Diáspora. Nesse período são implantadas inúmeras ecclesias (assembléias de fiéis) nos principais centros urbanos do Império Romano: Antióquia, Éfeso, Cesaréia, Esmirna e Alexandria.. Em Corinto, um dos centros comerciais mais importantes do Império, Paulo, Silas e Timóteo fundam uma das primeiras comunidades cristãs. &lt;br /&gt;A seguir, o Cristianismo começa a difundir-se no Oriente, durante o séc. I. Antióquia, na Síria, transforma-se em centro de irradiação do trabalho missionário, que se estende até a Ásia Menor. Os êxitos das igrejas do oriente foram excelentes. O monacato e o ascetismo deram à Igreja egípcia (copta) um enorme fervor missionário que os levou à Etiópia e aos reinos núbios. A Igreja nestoriana, entre os séculos VII e XI, alcançou o tamanho e a influência de qualquer outra igreja cristã da sua época: no ano 1000 havia cerca de 25 províncias metropolitanas e uns 250 bispados que abrangiam territórios na Síria, China, Arábia, etc. &lt;br /&gt;O triunfo do cristianismo no Ocidente é posterior ao período apostólico. Na época em que sua expansão nos centros urbanos orientais já é enorme, limita-se a reduzido número de comunidades na Gália e na Espanha, florescendo mais tarde, de modo predominante, nos portos marítimos. Com exceção da Palestina e da Ásia Menor, a implantação de comunidades cristãs ocorre nas regiões vizinhas ao mar. Só penetra no interior através das vias romanas, ao longo dos vales, no período pós-apostólico. &lt;br /&gt;As missões dos anglo-saxões elevaram o cristianismo no Ocidente; mas Roma e Constantinopla se dividiram em duas tendências: católica e ortodoxa, que procuraram se vincular com os povos da Europa Oriental, sendo que Constantinopla conseguiu a conversão de territórios como Sérvia, Bulgária e Rússia, onde depois missionários russos levaram o cristianismo a povos pagãos como os carélios, lapônios, permianos, etc. &lt;br /&gt;No leste, o cristianismo católico atraiu a Polônia (966) e Hungria (1001), que optaram por entregar suas igrejas à proteção direta de Roma e assim evitar a dominação franca. Desde o papado de Leão X (1048-1054) enrijeceu-se a disputa entre Roma e Constantinopla, culminando em 1054 com um cisma permanente. &lt;br /&gt;Se no período da Antiguidade os principais acontecimentos da história da Igreja se deram no Mediterrâneo e no Oriente, na Idade Média os centros mais importantes localizam-se na Itália, França, Inglaterra e Alemanha. Assim sucedeu em virtude de dois acontecimentos principais: a penetração islâmica no sul do Mediterrâneo e a adoção do cristianismo pelos germanos e eslavos. De um lado a Igreja conquistou novos povos, de outro perdeu territórios na Síria, Egito e parte do norte da África. As conversões começaram com os visigodos, ainda no séc. IV. Depois foram os vândalos, os ostrogodos e outras tribos, culminando a expansão cristã com a aceitação da fé católica por Clóvis, rei dos francos (496). &lt;br /&gt;4 - A Vida dos Cristãos Primitivos&lt;br /&gt;Os primeiros cristãos proclamam o Ressuscitado como o Messias, numa relação de identidade com o Jesus terreno e histórico, a quem eles conheceram e a quem agora reconhecem glorificado por Deus. Jesus de Nazaré é o Cristo! &lt;br /&gt;As confissões de fé que o Cristianismo primitivo expressou por diversos modos, em breves fórmulas de fé e de pregação, em hinos e orações, no batismo e na refeição comunitária, na luta contra "falsas doutrinas" e no testemunho dos mártires, dão todas um título de honra a Jesus de Nazaré: Cristo (Messias), Filho de Davi, Filho de Deus, Filho do Homem, Senhor. Todos esses títulos querem dizer que Jesus de Nazaré é aquela pessoa concreta, na qual se decide a salvação do mundo e de cada homem em particular. Nesse sentido, a ressurreição e a elevação de Jesus são exaltadas como ação de Deus, o qual reintegrou nos seus direitos de Senhor aquele que se tinha humilhado, fazendo-se obediente até a morte na cruz. &lt;br /&gt;Desta forma, a adoção da religião cristã demandava moralidade completamente nova, assim como nova teologia. Jesus dissera que a fé deve refletir-se em boas obras e, especialmente para o convertido gentio, isso significava maior desapego da vida pagã que conhecera. Teatros, jogos, festejos e mesmo o serviço público foram proibidos como idólatras. Todas as posses eram partilhadas e pouca importância se dava aos negócios práticos, pois a segunda vinda do Cristo logo daria fim ao mundo material. Louvava-se o celibato voluntário, mas fortes laços de família também se dirigiam para a glória de Deus. A vida desses cristãos voltava-se exclusivamente para o trabalho durante o dia e, à noite, reuniam-se a comentar passagens da vida de Jesus, tentando assimilar as mensagens proferidas pelo Mestre. &lt;br /&gt;O culto cristão dos primeiros tempos caracterizava-se pela simplicidade do ritual, celebrado, entretanto, com grande alegria e piedade, decorrentes da esperança na volta iminente do Senhor. Os recém-convertidos cediam suas casas para que os cristãos pudessem reunir-se diariamente a fim de orar, conhecer a doutrina evangélica e participar da "fração do pão", expressão pela qual é designado o sacramento da Eucaristia nos Atos dos Apóstolos. Mas a freqüência ao Templo continuava normalmente, já que o Cristianismo ainda não se havia libertado totalmente da influência e das práticas judaicas. &lt;br /&gt;As antigas perseguições aos cristãos fizeram muitos mártires. Esse termo vem do grego martir, significando "testemunha". E o seu culto originou-se no séc. II. Os martirizados eram heróis da causa cristã e sua veneração tornou-se significativa: eles poderiam interceder junto a Deus. Os cristãos passaram a invocá-los, reunindo-se em torno de seus túmulos, que se transformaram em centros de religiosidade cristã. Especialmente em Roma, as comunidades mais ricas adquiriam terrenos onde sepultavam seus mortos. Para abrigar os túmulos de possíveis profanações, construíram as criptas no subsolo e, sobre elas, edifícios de culto. Esses cemitérios cristãos - particularmente os mais resguardados - passaram a chamar-se "catacumbas" (originariamente o nome de um campo próximo ao cemitério de São Sebastião, em Roma). &lt;br /&gt;Com o desenvolvimento do culto aos mártires, a vida cultual nas catacumbas assumiu grande importância. E, quando os cemitérios passaram à jurisdição da Igreja, tornando-se propriedades oficialmente cristãs, a vida cultual nas catacumbas teve ainda maior impulso. &lt;br /&gt;Caracterizados dessa forma, os cemitérios foram muito visados quando o poder romano pretendeu impedir as reuniões cristãs. Alguns imperadores interditaram suas entradas e confiscaram os edifícios. Apesar das proibições, nos períodos de crise mais aguda, os cristãos reuniram-se no subsolo. Para se protegerem, cavaram estreitos corredores, cobriram outros já existentes e construíram escadarias. Dificultavam assim o acesso dos soldados. &lt;br /&gt;As catacumbas foram utilizadas num curto período, principalmente em Roma, e seus arredores. Tornaram-se, entretanto, para os cristãos, o mais eloqüente símbolo de seu testemunho, significando a realização das palavras do Evangelho: "Pela vossa constância alcançareis a Salvação" (Lucas 21, 19). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Anacoreta - Religioso ou penitente que vive na solidão, em vida contemplativa. &lt;br /&gt;(2) Teurgia - 1 - Espécie de magia baseada em relações com os espíritos celestes. 2 - Filos. No neoplatonismo, arte de fazer descer Deus à alma para criar um estado de êxtase.&lt;br /&gt;(3) Ablução - Ritual de purificação por meio da água, praticado em diversas religiões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-2696182587446878128?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/2696182587446878128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=2696182587446878128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2696182587446878128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/2696182587446878128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/o-cristianismo-primitivo.html' title='O Cristianismo Primitivo'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SESxbjx9YnI/AAAAAAAAAGc/UguWKibJurw/s72-c/A-114.14.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-5703033169855381704</id><published>2008-06-02T19:06:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:51.539-02:00</updated><title type='text'>Monges tibetanos dão consultas em Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwhTx9YiI/AAAAAAAAAF0/G9LCRhPYfzY/s1600-h/7618166.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwhTx9YiI/AAAAAAAAAF0/G9LCRhPYfzY/s320/7618166.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207410786694947362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwbjx9YhI/AAAAAAAAAFs/T9CX_5vGZME/s1600-h/7618172.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwbjx9YhI/AAAAAAAAAFs/T9CX_5vGZME/s320/7618172.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207410687910699538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwUjx9YgI/AAAAAAAAAFk/TLTlfMRPCEw/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwUjx9YgI/AAAAAAAAAFk/TLTlfMRPCEw/s320/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207410567651615234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwLzx9YfI/AAAAAAAAAFc/Tb9p31YNZfI/s1600-h/8205754.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwLzx9YfI/AAAAAAAAAFc/Tb9p31YNZfI/s320/8205754.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207410417327759858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwFDx9YeI/AAAAAAAAAFU/wFmdb7nOg3A/s1600-h/8205751.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwFDx9YeI/AAAAAAAAAFU/wFmdb7nOg3A/s320/8205751.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207410301363642850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERv9jx9YdI/AAAAAAAAAFM/QAMgxZfuFwg/s1600-h/2.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERv9jx9YdI/AAAAAAAAAFM/QAMgxZfuFwg/s320/2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207410172514623954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diario.iol.pt/artmedia.html?id=884766&amp;pagina_actual=1&amp;tipo=2&amp;mul_id=8205757"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorrem milhares de quilómetros em digressão pela paz interior. Os monges do Templo Gashar Tawon Khangtsen estão de novo em Portugal para apresentar as suas actividades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Portugal Diário esteve à conversa com o monge Geshe Gyaltsen, que regressou a Portugal pela segunda vez a promover consultas de purificação interior e a dar a conhecer a filosofia tibetana. «As pessoas quiserem que voltássemos outra vez. Fazemos a digressão pela paz interior, porque toda a gente precisa de paz e felicidade», explicou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o monge tibetano não importa a religião, todas as pessoas podem procurar a felicidade «se conseguirem menos ligações mundanas, menos raiva e menos egoísmo». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de já terem estado nas Caldas da Rainha nos dias 24 e 25 de Novembro, estão neste momento em Carcavelos, na Avenida dos Maristas, onde promovem consultas de astrologia e medicina. No seu dia-a-dia fazem ainda introduções à filosofia do budismo tibetano e demonstrações de coros e danças tradicionais do Tibete. Vão ainda passar pelo Porto e regressar a Carcavelos, onde estarão até ao dia 4 de Dezembro, para regressarem depois à Índia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A digressão foi autorizada pelo Dalai Lama e tem como objectivo recolher donativos para melhorar e ampliar o templo na Índia, que está actualmente está em «condições precárias», segundo afirmou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-5703033169855381704?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/5703033169855381704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=5703033169855381704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/5703033169855381704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/5703033169855381704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/vdeo-monges-tibetanos-do-consultas-em.html' title='Monges tibetanos dão consultas em Portugal'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERwhTx9YiI/AAAAAAAAAF0/G9LCRhPYfzY/s72-c/7618166.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-5815100681534662230</id><published>2008-06-02T15:32:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:51.956-02:00</updated><title type='text'>SABEDORIA INDÍGENA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERI8Dx9YPI/AAAAAAAAADU/kR7eRZ7ZQ7A/s1600-h/imagesa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERI8Dx9YPI/AAAAAAAAADU/kR7eRZ7ZQ7A/s320/imagesa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207367265791336690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERIyjx9YOI/AAAAAAAAADM/nESIUZP2NdU/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERIyjx9YOI/AAAAAAAAADM/nESIUZP2NdU/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207367102582579426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- A sabedoria que se "perdeu" com a matança indiscriminada dos Índios norte-americanos é incalculável. Podemos ver em suas tradições um amálgama do Hermetismo, Hinduísmo, Taoísmo, Budismo e Cristianismo DE PRIMEIRA:&lt;br /&gt;Tudo está ligado, como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas. -O que acontece a Terra recai sobre os filhos da Terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida. Ele é só um fio dentro dela. Tudo o que ele fizer à teia estará fazendo a si mesmo.&lt;br /&gt;Ted Perry, inspirado por discurso do Chefe Seattle (1856)&lt;br /&gt;- Vocês devem ter notado que tudo o que o índio faz movimenta-se em círculo ou tem forma de círculo. O Poder do Mundo trabalha sempre de forma circular e tudo tende a ter a perfeição do círculo. O céu é redondo e a terra também, bem como as estrelas. O vento rodopia e os pássaros constroem seus ninhos de forma circular; as leis deles são semelhantes às nossas. Até mesmos as estações seguem uma grande roda nas suas mudanças, voltando sempre ao ponto de partida. A vida do homem é um círculo: de uma infância à outra. E assim é em tudo onde o poder se movimenta.&lt;br /&gt;Alce Negro (1863-1950) Xamã Oglala Sioux&lt;br /&gt;- Os pensamentos são como flechas, uma vez lançadas alcançam o seu alvo. Seja cauteloso ou poderá um dia ser sua própria vítima.&lt;br /&gt;Provérbio Navajo&lt;br /&gt;- No princípio de todas as coisas, Tirawa, o Criador, deu a sabedoria e conhecimento aos animais. Ele enviou certos animais para contar aos homens os mistérios das estrelas, do sol e da lua. Para Tirawa todas as coisas no mundo são duais. Em nossas mentes nós somos dois, bom e mal. Com nossos olhos nós vemos duas coisas, coisas que são bonitas e coisas que são feias... Nós temos a mão direita que golpeia e traz mal, e nós temos a mão esquerda cheio de generosidade, e que sempre está mais próxima ao coração. Um pé pode nos conduzir a pelo mau caminho, o outro pé pode nos conduzir ao bom. Assim são todas as coisas.&lt;br /&gt;Letakos Lesa (Águia Noturna) Chefe Pawnne&lt;br /&gt;- Não basta falar sobre a paz, é preciso pensar, sentir, agir e viver em paz.&lt;br /&gt;Provérbio Shenandoah&lt;br /&gt;- Eu sou o vento que viaja de uma direção para outra, carregando e distribuindo as sementes da vida. Feito a neve, as minhas sementes desaparecem na terra reaparecendo sob uma nova forma. Eu sou o grito do recém nascido que sente a primeira dor da separação. Eu sou o grito de toda a vida que alcança o mistério da verdadeira consciência. Eu sou o eterno. Agora da criação, eu Sou o Espaço através do qual viaja o tempo. Através de mim você experimenta os dons da reflexão, esperança, sabedoria e assim você poderá conhecer a si mesmo. Conhecer-se como Criador e criatura, menor que um grão de poeira e tão grande quanto o Deus que você louva.&lt;br /&gt;Chefe Archie Fire Lame Deer&lt;br /&gt;- Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira seguí-lo. Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos.&lt;br /&gt;Provérbio Ute&lt;br /&gt;- O que importa se uma vasilha é preta e outra é branca se o desenho delas é perfeito e servem para a mesma finalidade?&lt;br /&gt;Provérbio Hopi&lt;br /&gt;- Todos os pássaros, até mesmo os da mesma espécie, não são semelhantes, e o mesmo ocorre com outros animais e com os seres humanos. A razão que o Grande Espírito não fez dois pássaros, ou animais, ou seres humanos idênticos é porque cada um foi colocado aqui por Wakan Tanka para ter uma individualidade independente e confiar em si mesmo.&lt;br /&gt;Atirador, dos Sioux Teton&lt;br /&gt;- ...tudo na terra tem um propósito, cada doença uma erva para curar , cada pessoa uma missão a cumprir. Esta é a concepção dos índios sobre a existência...&lt;br /&gt;Christine Quintasket (índia Salish) 1888-1936&lt;br /&gt;- Você deve viver sua vida do início até o fim, pois ninguém mais pode fazer isto por você.&lt;br /&gt;Provérbio Hopi&lt;br /&gt;- Lembre-se que seus filhos não são sua propriedade, eles foram apenas confiados à sua guarda pelo Grande Espírito.&lt;br /&gt;Provérbio Mohawk&lt;br /&gt;- Não julgue seu vizinho até andar duas luas nos mocassins dele.&lt;br /&gt;Provérbio Cheyenne&lt;br /&gt;- As leis dos homens mudam de acordo com o seu conhecimento e compreensão. Apenas as leis do Espírito permanecem sempre as mesmas.&lt;br /&gt;Provérbio Crow&lt;br /&gt;- Quanto mais esperto o homem se julga, mais precisa de proteção divina para defender-se de si mesmo.&lt;br /&gt;Provérbio Seneca&lt;br /&gt;- A Terra é a Mãe de todos e todos os homens deveriam ter direitos iguais para se nutrir d'Ela. Esperar que um homem nascido em liberdade possa aceitar ser confinado ou proibido de ir aonde quiser é tão impossível quanto esperar que os rios corram ao contrário.&lt;br /&gt;Joseph (1830-1904) Chefe da tribo Nez Percé&lt;br /&gt;- Nós não queremos riquezas, só queremos criar direito nossas crianças. Riquezas não nos fariam bem nenhum bem. Nós não podemos leva-la conosco para o outro mundo. Nós não queremos riquezas. Nós queremos paz e amor.&lt;br /&gt;Mahpiua Luta (Nuvem Vermelha), Chefe dos Sioux Oglalas Teton&lt;br /&gt;Soube que pretendem colocar-nos numa reserva perto das montanhas. Não quero ficar nela. Gosto de vagar pelas pradarias. Nelas me sinto livre e feliz; quando nos estabelecemos, ficamos pálidos e morremos. Pus de lado minha lança, o arco e o escudo, mas me sinto seguro na sua presença. Disse-lhes a verdade. Não tenho pequenas mentiras ocultas em mim, mas não sei como são os comissários. São francos quanto eu? Há muito tempo, esta terra pertencia aos nossos antepassados; mas quando subo o rio, vejo acampamentos de soldados em suas margens. Esses soldados cortam nossa madeira, matam nosso búfalo e, quando vejo isso, meu coração parece partir; fico triste... Será que o homem branco se tornou uma criança que mata sem se importar e não come o que matou? Quando os homens vermelhos matam a caça, é para que possam viver e não morrer de fome.&lt;br /&gt;Satanta, chefe dos Kiowas&lt;br /&gt;- Quando povos entram em choque, é melhor para ambos os lados reunirem-se sem armas e conversar sobre isso, e encontrar algum modo pacífico de resolver.&lt;br /&gt;Sinte-Galeshka (Cauda Pintada), dos Sioux Brulés&lt;br /&gt;- De Wakan Tanka, o Grande Mistério, vem todo o poder. Por causa de Wakan Tanka é que o homem sagrado tem sabedoria e poder para curar e fazer feitiços sagrados. O homem sabe que todas as plantas que curam são dadas por Wakan Tanka; por isso elas são sagradas. Assim também o búfalo é sagrado, porque é um presente de Wakan Tanka. O Grande Mistério deu aos homens todas as coisas para comer, vestir e o bem-estar. E ao homem ele deu o conhecimento de como usar essas dádivas, como encontrar as plantas sagradas que curam, como caçar e cercar o búfalo, como conhecer a sabedoria. Pois tudo provém de Wakan Tanka, tudo. Ao Homem Sagrado é dado na juventude o conhecimento de que ele será sagrado. O Grande Mistério o faz saber disso. Por vezes, são os Espíritos que lhes falam. Os Espíritos não aparecem apenas em sonhos, mas também quando o homem está desperto. Quando um Espírito chega, pareceria como se um homem estivesse lá, mas quando este "homem" acabou de falar e se põe a andar de novo, ninguém pode ver onde ele vai. Assim são os Espíritos. Com os Espíritos, o Homem Sagrado pode dialogar intimamente e lhe ensinar coisas sagradas. O Homem Sagrado vai para uma tenda solitária e jejua e ora. Ou vai para a solidão das montanhas. Quando retorna aos homens, ele lhes conta e ensina o que o Grande Mistério lhe mandou falar. Ele aconselha, cura e faz feitiços sagrados para proteger as pessoas de todo mal. Grande é o seu poder e muito ele é reverenciado; seu lugar na tenda é de honra.&lt;br /&gt;Maza Blaska (Pedaço de Ferro Liso), Chefe Oglala Sioux&lt;br /&gt;- As tradições de nossas pessoas são passadas de pai para filho. Para ser Chefe é considerado que ele seja o mais instruído, o líder da tribo. Porém, o Xamã tem mais inspiração. É ele que está em comunhão com espíritos... Ele cura o doente com as suas mãos, preces, encantamentos e cantos divinos. Ele infunde vida nova no paciente, ao executar a sua prática mágica com o seu coração puro e imaculado...&lt;br /&gt;Sarah Winnemucca (índia Paiute) 1844-1891&lt;br /&gt;- A preparação para a cura requer um período especial de jejum, oração, renúncia, agradecimentos, sacrifício, exercícios devocionais. O propósito é vencer as paixões da carne e fortalecer o espírito. A abstinência e o rigor físico limpam o corpo e a concentração mental purifica a mente, alinhando assim a matéria e o espírito. Desta forma a mente individual pode entrar em contato com o poder de cura do Grande Espírito.&lt;br /&gt;Wooden Leg (séc. 19) Xamã Cheyenne&lt;br /&gt;- Quando compreendermos profundamente a verdade dos nossos corações saberemos louvar, amar e agradecer ao Grande Espírito.&lt;br /&gt;Provérbio Oglala Sioux&lt;br /&gt;- Você consegue experimentar o poder e não se perder no processo? Dizem que poucos completam sua jornada de iniciação... Muitos param ao longo do caminho e ficam satisfeitos em ser curandeiros. Tornam-se donos de si mesmos. E há os que caem na armadilha do poder. Perdem-se ao longo do caminho.&lt;br /&gt;Don Antonio Morales Baca (Paq'o Kero) 1902-1985&lt;br /&gt;- Por fim, homenageando também a sabedoria de nossos irmãos do Sul:&lt;br /&gt;Todos os homens e mulheres tem um futuro, mas poucos têm um destino.&lt;br /&gt;Provérbio Andino&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-5815100681534662230?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/5815100681534662230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=5815100681534662230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/5815100681534662230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/5815100681534662230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/sabedoria-indgena.html' title='SABEDORIA INDÍGENA'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERI8Dx9YPI/AAAAAAAAADU/kR7eRZ7ZQ7A/s72-c/imagesa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-6081597046130802795</id><published>2008-06-02T15:10:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:52.153-02:00</updated><title type='text'>Profetas e cientistas prevêem o fim do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERDSjx9YCI/AAAAAAAAABs/bgtcdd3KEf8/s1600-h/angel_of_despair_zemotion.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERDSjx9YCI/AAAAAAAAABs/bgtcdd3KEf8/s320/angel_of_despair_zemotion.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207361055268626466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Adrione Pidone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A previsão do vidente mais famoso e respeitado do mundo, o francês Michel de Notredame (Nostradamus), é de que o mundo acabe em 3797, segundo diversos intérpretes de sua obra. Mas a cada dia surgem, principalmente na Internet, novas datas para o fim da humanidade. Algumas baseadas em evidências científicas e outras em visões, avisos divinos e superstições.&lt;br /&gt;Em 2007, não deve ocorrer o término dos tempos. A não ser que o dia 07/07/07 seja mesmo apocalíptico, como alguns acreditam. Mas se nem em 06/06/06, no chamado feriado da besta, a Terra deixou de existir, dificilmente deixará agora ou em 08/08/08, 09/09/09, 10/10/10, 11/11/11 e 12/12/12.&lt;br /&gt;Neste ano, porém, pode acontecer uma grande tragédia, prevista pelo apresentador de televisão Pat Robertson, evangélico ex-candidato à presidência dos Estados Unidos. Dia 2/1, em seu programa Clube 700, no canal Christian Broadcasting Network, Robertson disse que Deus o alertou sobre um ataque terrorista que, em setembro deste ano, causará muitas mortes.&lt;br /&gt;Fim em 2014?&lt;br /&gt;Para 2014, existem duas previsões de desastres que podem afetar parcial ou completamente a estrutura do planeta. Astrofísicos do Centro de Informação Britânico sobre Objetos Próximos da Terra descobriram que um asteróide poderá se chocar com a Terra no dia 21 de março de 2014.&lt;br /&gt;O 2003 QQ47 seria dez vezes menor que o meteoro que, acredita-se, matou os dinossauros há 65 milhões de anos. Mas teria capacidade para devastar um continente inteiro. A chance de colisão é considerada pequena - de 1 para 909 mil. E especialistas acreditam que a possibilidade de choque pode diminuir quando forem feitas mais observações e cálculos precisos.&lt;br /&gt;A outra previsão, mais alarmante, foi divulgada pelo tablóide norte-americano Weekly World News e, em seguida, pelo jornal mineiro O Tempo. A chamada Nuvem do Caos dissolveria o que encontra pela frente - cometas, asteróides, planetas e estrelas inteiras. E estaria vindo em direção à Terra. Sua chegada, estimada para 1º de junho de 2014, às 9h15, poderia acabar com nosso sistema solar.&lt;br /&gt;Asteróide em 2102&lt;br /&gt;Mais um asteróide pode colidir com a Terra em 4 de maio de 2102, causando uma destruição maciça no planeta, declarou em 2006 David Morrison, um especialista da Nasa (agência espacial americana). A probabilidade de impacto seria de uma em mil. O impacto do asteróide, que recebeu o nome de 2004 VD17, liberaria 10 mil megatons de energia, o equivalente à explosão de todas as armas nucleares existentes no planeta.&lt;br /&gt;Com ou sem fatos científicos para embasamento, essas e todas as outras previsões que estão por vir podem falhar. Assim como muitas - a virada do ano 2000 é um exemplo - já falharam. Restará então a profecia de Nostradamus. Se nem essa se concretizar, outras estimativas devem aparecer. Haverá mesmo um fim?&lt;br /&gt;A previsão do vidente mais famoso e respeitado do mundo, o francês Michel de Notredame (Nostradamus), é de que o mundo acabe em 3797, segundo diversos intérpretes de sua obra. Mas a cada dia surgem, principalmente na Internet, novas datas para o fim da humanidade. Algumas baseadas em evidências científicas e outras em visões, avisos divinos e superstições.&lt;br /&gt;Em 2007, não deve ocorrer o término dos tempos. A não ser que o dia 07/07/07 seja mesmo apocalíptico, como alguns acreditam. Mas se nem em 06/06/06, no chamado feriado da besta, a Terra deixou de existir, dificilmente deixará agora ou em 08/08/08, 09/09/09, 10/10/10, 11/11/11 e 12/12/12.&lt;br /&gt;Neste ano, porém, pode acontecer uma grande tragédia, prevista pelo apresentador de televisão Pat Robertson, evangélico ex-candidato à presidência dos Estados Unidos. Dia 2/1, em seu programa Clube 700, no canal Christian Broadcasting Network, Robertson disse que Deus o alertou sobre um ataque terrorista que, em setembro deste ano, causará muitas mortes.&lt;br /&gt;Fim em 2014?&lt;br /&gt;Para 2014, existem duas previsões de desastres que podem afetar parcial ou completamente a estrutura do planeta. Astrofísicos do Centro de Informação Britânico sobre Objetos Próximos da Terra descobriram que um asteróide poderá se chocar com a Terra no dia 21 de março de 2014.&lt;br /&gt;O 2003 QQ47 seria dez vezes menor que o meteoro que, acredita-se, matou os dinossauros há 65 milhões de anos. Mas teria capacidade para devastar um continente inteiro. A chance de colisão é considerada pequena - de 1 para 909 mil. E especialistas acreditam que a possibilidade de choque pode diminuir quando forem feitas mais observações e cálculos precisos.&lt;br /&gt;A outra previsão, mais alarmante, foi divulgada pelo tablóide norte-americano Weekly World News e, em seguida, pelo jornal mineiro O Tempo. A chamada Nuvem do Caos dissolveria o que encontra pela frente - cometas, asteróides, planetas e estrelas inteiras. E estaria vindo em direção à Terra. Sua chegada, estimada para 1º de junho de 2014, às 9h15, poderia acabar com nosso sistema solar.&lt;br /&gt;Asteróide em 2102&lt;br /&gt;Mais um asteróide pode colidir com a Terra em 4 de maio de 2102, causando uma destruição maciça no planeta, declarou em 2006 David Morrison, um especialista da Nasa (agência espacial americana). A probabilidade de impacto seria de uma em mil. O impacto do asteróide, que recebeu o nome de 2004 VD17, liberaria 10 mil megatons de energia, o equivalente à explosão de todas as armas nucleares existentes no planeta.&lt;br /&gt;Com ou sem fatos científicos para embasamento, essas e todas as outras previsões que estão por vir podem falhar. Assim como muitas - a virada do ano 2000 é um exemplo - já falharam. Restará então a profecia de Nostradamus. Se nem essa se concretizar, outras estimativas devem aparecer. Haverá mesmo um fim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-6081597046130802795?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/6081597046130802795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=6081597046130802795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/6081597046130802795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/6081597046130802795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/profetas-e-cientistas-prevem-o-fim-do.html' title='Profetas e cientistas prevêem o fim do mundo'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERDSjx9YCI/AAAAAAAAABs/bgtcdd3KEf8/s72-c/angel_of_despair_zemotion.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-469640275356187736</id><published>2008-06-02T15:05:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:52.321-02:00</updated><title type='text'>Monges Tibetanos e a Levitação</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERDBDx9YBI/AAAAAAAAABk/yOzw-oBilsE/s1600-h/1321051.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERDBDx9YBI/AAAAAAAAABk/yOzw-oBilsE/s320/1321051.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207360754620915730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Savitre&lt;/span&gt; escreve “Um dos possíveis métodos de se gerar gravidade artificial ou “anti-gravidade” é através do SOM. Mais especificamente, através da ressonância.Uma história muito intrigante agora nos vem a tona relacionada com uma técnica de construção dos templos dos monges tibetanos. Eles conseguem elevar enormes blocos de pedra através de um complicado sistema de instrumentos musicais dispostos ao redor do bloco.O grande Mestre é quem comanda este “concerto”, e, quando determinado arranjo de freqüências é atingido, o bloco simplesmente começa a flutuar, e a subir, e quando ele chega na altura desejada, o “concerto” pára e o bloco é posicionado.&lt;br /&gt;A seguir, está o relato, publicado em uma revista alemã, que descreve toda a história em detalhes:&lt;br /&gt;“Nós sabemos dos mestres do oriente que eles eram capazes de levantar pesados blocos de pedra e colocá-los em alturas muito elevadas, com o auxílio de um arranjo de vários sons. O conhecimento das várias vibrações na freqüência audível demonstra para um físico que um campo sonoro vibrante e condensado pode anular o efeito da gravidade. O engenheiro suiço Olaf Alexanderson escreveu sobre este fenômeno na publicação Implosion, No. 13.&lt;br /&gt;O seguinte relato é baseado nas observações que foram feitas a apenas 20 anos atrás no Tibet. O autor do relato é o engenheiro civil e aviador Henry Kjelson, um amigo meu. Ele mais tarde incluiu este relato no livro The Lost Techniques (As técnicas perdidas).&lt;br /&gt;Este é o relato:&lt;br /&gt;Um doutor suiço, Dr. Jarl, amigo de Kjenson, estudou em Oxford. Nessa época, ele fez amizade com um jovem estudante tibetano. Alguns anos depois, em 1939, Dr. Jarl fez uma viagem ao Egito para a English Scientific Society. Lá ele foi visto por um mensageiro de seu amigo tibetano, e urgentemente pediu que viesse ao Tibet para tratar de um grande Lama. Depois que o Dr. Jarl se desocupou, ele seguiu o mensageiro e chegou, depois de uma longa viagem de avião e de caravana de Yakes (animais de carga tibetanos), no monastério, onde o velho Lama e seu amigo, que agora estava em uma alta posição, estavam vivendo.&lt;br /&gt;Dr. Jarl ficou lá por um tempo, e por causa de sua grande amizade com os tibetanos, ele aprendeu um monte de coisas que outros estrangeiros não têm chance de escutar, ou observar.&lt;br /&gt;Um dia seu amigo o levou para um lugar na vizinhança do monastério e mostrou a ele um prado inclinado perto de grandes colinas ao noroeste. Em uma das paredes da colina, com uma altura de aproximadamente 250 metros, estava um grande buraco que parecia ser a entrada de uma caverna. Na frente deste buraco estava uma plataforma que os monges estavam utilizando para construir uma parede de pedra. O único acesso a esta plataforma era do topo da colina e os monges desciam com a ajuda de cordas.&lt;br /&gt;Mais 250 metros abaixo da plataforma estava um grande bloco de pedra polido com uma cavidade em forma de tigela no centro. Esta cavidade tinha um diâmetro de um metro e profundidade de 15 centímetros. Um outro bloco de pedra foi manipulado com a ajuda dos Yakes e foi encaixado na cavidade. O grande bloco tinha um metro de largura e um metro e meio de profundidade. Então 19 instrumentos musicais foram posicionados em um arco de 90 graus a uma distância de 63 metros do bloco de pedra. O raio de 63 metros foi medido com extrema precisão. Os instrumentos musicais consistiam de 13 tambores e 6 trumpetes. Oito tambores tinham raio de 1 metro e profundidade de 1 metro e meio. Quatro tambores eram de tamanho médio, com raio de 70 centímetros e profundidade de 1 metro. O único tambor pequeno tinha raio de 20 cm e profundidade de 30 cm. Todos os trumpetes eram do mesmo tamanho. Eles tinham um comprimento de 3.12 metros e abertura de 30 cm. Os tambores grandes e todos os trumpetes estavam fixados em montes que podiam ser ajustados com cajados na direção do bloco de pedra. Os grandes tambores eram feitos de folhas de ferro de 3 mm de espessura, e tinham um peso de 150 kg. Eles eram construídos em 5 seções. Todos os tambores eram abertos na extremidade, e na outra estavam fechados por paredes de metal, na qual os monges batiam com paus revestidos de couro. Atrás de cada instrumento estava uma fila de monges. Quando a pedra estava em posição, o monge atrás do pequeno tambor dava um sinal para começar o concerto. O tambor pequeno tinha um som muito agudo, que podia ser ouvido mesmo com os outros instrumentos fazendo um terrível barulho. Os monges estavam cantando uma oração, aos poucos fazendo crescer o período deste barulho inacreditável. Durante os primeiros quatro minutos nada aconteceu, então à medida que a velocidade de batida dos tambores e o barulho crescia, o grande bloco de pedra começou a se mexer, e de repente ele levantou vôo com uma velocidade crescente em direção da plataforma na frente do buraco da caverna. Depois de três minutos de subida ele pousou na plataforma.&lt;br /&gt;Continuamente eles traziam novos blocos para a plataforma, e os monges usando este método transportavam de 5 a 6 blocos por hora em uma trajetória parabólica de aproximadamente 500 metros de extensão e 250 metros de altura. De tempos em tempos uma pedra caía, e os monges moviam a pedra caída para longe. Uma tarefa inacreditável. O Dr. Jarl sabia do transporte destas pedras. Outros experts tibetanos como Linaver, Spalding e Huc já falaram sobre isso, mas eles nunca tinham visto. Então Dr. Jarl foi o primeiro estrangeiro que teve a oportunidade de ver este espetáculo fantástico. Ele fez dois filmes sobre o experimento, porque achava que podia estar sendo vítima de uma psicose, mas os filmes mostraram exatamente aquilo que ele estava testemunhando.&lt;br /&gt;A Sociedade Inglesa para a qual o Dr. Jarl estava trabalhando confiscou os dois filmes e os declarou altamente sigilosos. Eles não estarão disponíveis até 1990 (este prazo expirou há muito). Esta atitude é difícil de explicar, ou de entender.O fato de que os filmes foram imediatamente confiscados não é muito difícil de entender.Torna-se claro que os monges tibetanos estão totalmente a par das leis que governam a estrutura da matéria, que os cientistas do mundo ocidental da atualidade estão investigando. Acha-se que as orações cantadas pelos monges não têm relação com a levitação. O segredo está no posicionamento geométrico dos instrumentos musicais em relação as pedras a serem levitadas, e o ajuste harmônico dos tambores e trumpetes. As ondas de som sendo geradas pela combinação eram direcionadas de certa forma que um efeito anti-gravitacional era criado no centro de foco, onde estavam as pedras, e na periferia ao redor, certa de um terço do círculo no qual as pedras se moviam.&lt;br /&gt;Em alguns livros muito antigos, existia a descrição de máquinas voadoras que ao voar provocavam um som melodioso, e teorizavam que existia um propulsor sônico que emitia som em freqüências que ressonavam com as freqüências naturais da máquina.&lt;br /&gt;Agora os tibetanos nos deram uma indicação direta de como construir uma máquina voadora com propulsão sônica anti-gravitacional. Tudo o que é necessário é completar o círculo de geradores sônicos, indicados pelos tambores e trumpetes, e nós teremos um disco que cria um força de levitação anti-gravitacional no centro.&lt;br /&gt;Pelo visto, nosso conhecimento científico já está a frente deste tipo de pesquisa, e certamente muitos veículos experimentais já foram construídos. Geradores de alta freqüência provavelmente tomaram os lugares dos de baixa freqüência, e sistemas eletrônicos de controle das freqüências nos dariam controle da direção do movimento.&lt;br /&gt;Com este tipo de pesquisa sendo feita, diria que os dias dos aviões convencionais estão contados.” “&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1441664593013581997-469640275356187736?l=revelandoacienciadedeus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/feeds/469640275356187736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1441664593013581997&amp;postID=469640275356187736' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/469640275356187736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1441664593013581997/posts/default/469640275356187736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revelandoacienciadedeus.blogspot.com/2008/06/monges-tibetanos-e-levitao.html' title='Monges Tibetanos e a Levitação'/><author><name>giulio romeo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05152218796988340978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-ZgVuTIKLszk/TapPccu_RKI/AAAAAAAAAvk/Oaf2QTmnr1o/s220/1gb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SERDBDx9YBI/AAAAAAAAABk/yOzw-oBilsE/s72-c/1321051.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1441664593013581997.post-6286420752372466748</id><published>2008-06-02T04:15:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T19:27:52.535-02:00</updated><title type='text'>Atividade Noturna do Espírito (Desdobramento)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEREDzx9YDI/AAAAAAAAAB0/KE0Vn80Ju00/s1600-h/A-169.2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JXu4BQZK1A4/SEREDzx9YDI/AAAAAAAAAB0/KE0Vn80Ju00/s320/A-169.2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207361901377183794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aluney Elferr Albuquerque Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).&lt;br /&gt;Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.&lt;br /&gt;O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.&lt;br /&gt;O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.&lt;br /&gt;Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.&lt;br /&gt;Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.&lt;br /&gt;Verifiquemos três questões do Livro dos Espíritos, no capítulo VIII, perguntas: 400, 401 e 403.&lt;br /&gt;P-400 “O Espírito encarnado permanece de bom prazer no seu corpo material? - É como se perguntasse a um presidiário, se gostaria de sair do presídio. O espírito aspira sempre à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.&lt;br /&gt;P-401 “Durante o sono a alma repousa como o corpo? - Não, o espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços entre corpo e espírito e, ele se lança pelo espaço e entra em relação com os outros espíritos sintonizados por ele.&lt;br /&gt;P-403 “Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono? - Pelos sonhos.&lt;br /&gt;O sono liberta parcialmente a alma do corpo, quando adormecido o espírito se acha no estado em que fica logo a morte do seu corpo.&lt;br 
